2013-07-08

A competência delas - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/07/2013, com um ouvinte que se sente desvalorizado pela empresa após ela mudar o local de trabalho dele.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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A competência delas

mulher trabalhadora

Sinal dos tempos. Um ouvinte escreve: "Trabalho em uma agência bancária em que 95% do quadro é formado por mulheres, incluindo a gerente. Sem desqualificar o potencial das mulheres, pergunto até que ponto isso é funcional. Percebo que ocorre muita conversa de pé de orelha entre as mulheres. Não seria mais interessante, para um melhor ambiente de trabalho, que houvesse uma melhor divisão?"

Depende. Se existe uma discriminação aos homens na contratação, isso fere o dispositivo trabalhista que demanda tratamento igual, independente do sexo. Porém, se as mulheres foram contratadas porque foram as melhores candidatas no processo seletivo, se elas estão mantendo o emprego porque são eficientes e se elas são promovidas por mérito e não por gênero, a coisa muda de figura.

Conhecendo os critérios dos bancos brasileiros, principalmente no fanatismo por resultados, eu diria que faz mais sentido acreditar na segunda hipótese. Depois de passar séculos na sombra da classe masculina, as mulheres estão mostrando que vale a pena o mercado de trabalho investir nelas. Não porque elas são mulheres, mas porque oferecem um retorno apreciável para o investimento feito pela empresa.

Tempos atrás eu visitei uma empresa que há anos vinha fazendo uma comemoração interna do dia internacional da mulher. As próprias mulheres da empresa solicitaram que essa celebração fosse suspensa, porque era discriminatória aos homens e elas não queriam ser vistas como uma classe à parte, já que todos eram igualmente funcionários. Uma coisa dessas seria inimaginável a meros vinte anos.

Em resumo, se a divisão entre sexos não é equânime em algumas empresas, não é por culpa das mulheres. É pela competência delas.

Max Gehringer, para CBN.

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