2014-08-29

'Ex-chefe convenceu um colega a não aceitar meu convite de emprego' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/08/2014, com um ouvinte que tentou convencer um ex-colega a mudar de emprego e com isso irritou bastante o ex-chefe.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Ex-chefe convenceu um colega a não aceitar meu convite de emprego'

trabalhadores discutindo

Um ouvinte escreve: "Eu era encarregado em uma empresa e recebi um bom convite para mudar. Mudei e depois de quatro meses, fiz uma proposta para um colega da ex-empresa para vir trabalhar comigo. Ele topou, mas meu antigo chefe ficou possesso e convenceu o meu colega a recusar o meu convite. Escrevi uma mensagem profissional para meu ex-chefe, explicando minhas intenções e deixando claro que eu não queria atrapalhá-lo. Em vez de acalmar a situação, minha mensagem só fez piorá-la. Quem está errado, eu ou o meu ex-chefe?"

Os dois. Você mencionou uma série de ações profissionais e outra série de reações emocionais. Se você separar as duas coisas, fica mais fácil de entender.

As ações profissionais, perfeitamente compreensíveis e comuns no mercado de trabalho, foram três. A primeira: você pediu a conta por ter recebido uma proposta melhor. A segunda: no novo cargo, sentiu necessidade de um subordinado com as características que um ex-colega de trabalho possuía e fez um convite para ele mudar. E a terceira: seu ex-chefe convenceu o funcionário a ficar, porque ele faria muita falta se saísse.

As reações emocionais também foram três. Seu ex-chefe entendeu como ingratidão que você tentasse roubar um funcionário dele. Você resolveu escrever para seu ex-chefe, provavelmente censurando, veladamente, a atitude dele. E ele ficou muito irritado por você ter se atrevido a censurá-lo.

Profissionalmente, vocês dois fizeram o que deveriam fazer. O resto foi somente uma demonstração mútua de falta de cortesia profissional.

Max Gehringer, para CBN.


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