2018-03-08

Empresas devem respeitar as opções religiosas dos seus empregados - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/03/2018, com um ouvinte sem religião que se sente incomodado quando seus colegas religiosos ficam lhe apresentando conselhos para que consiga "encontrar a luz".

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Empresas devem respeitar as opções religiosas dos seus empregados

rezando no trabalho

Escreve um ouvinte: "Não sou uma pessoa religiosa. Acredito que nesta vida devemos fazer o melhor que podemos, porque não haverá outra depois dela. Respeito quem pensa o contrário, mas não tenho sido respeitado na mesma proporção. Trabalho em um departamento onde todos professam abertamente uma religião, até apontando os dedos para o teto quando conseguem terminar um trabalho em tempo.

Vários desses meus colegas vivem me assediando com conselhos para que eu, como eles dizem, 'consiga encontrar a luz'. Não convivo bem com essa situação, mesmo que meus colegas possam ter a melhor das intenções. Este é o meu primeiro emprego e não sei bem como agir. Gostaria de ouvir a sua opinião."


Vamos lá. O Brasil é um estado laico e as empresas devem respeitar as opções religiosas de seus empregados, até porque discriminar alguém por motivos religiosos é uma infração prevista em lei. Essa legislação protege tanto os que professam uma fé específica, quanto quem não professa nenhuma, como é o seu caso.

Você deve, respeitosamente, pedir a seus colegas que lhe permitam ter a sua opinião em um tema que nada tem a ver com o trabalho a ser executado, por mais que a sua posição incomode a quem não compartilha dela.

Só lhe recomendo não perder a calma e a compostura com quem acredita estar lhe fazendo um bem, e não tentando prejudicar você.

Max Gehringer, para CBN.


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