2013-05-26

Meu chefe tem o estilo 'você não é tão bom quanto pensa' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/05/2013, com um ouvinte que se sente desmotivado por seu chefe sempre comparar o trabalho dele com o de outros funcionários.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Meu chefe tem o estilo 'você não é tão bom quanto pensa'

chefe

Escreve um ouvinte: "Tenho um tipo de chefe que até não é uma má pessoa, mas o estilo dele gerenciar me incomoda. Ele sempre usa um subordinado como referência ao que outro subordinado deixou de fazer, ou fez mal feito, ou fez bem feito, mas alguém sempre fez melhor. No fim, nenhum de nós recebe sequer um elogio e a impressão que fica é que somos sempre piores do que alguém, não importa a qualidade do nosso trabalho. A consequência desse estilo do meu chefe é que os subordinados se sentem jogados uns contra os outros, numa disputa que ninguém nunca irá ganhar.

Semana passada apresentei um trabalho que me tomou dias para completar, inclusive trabalhando a noite em casa. De tudo o que meu chefe comentou, foi que no mês anterior, Fulano de Tal havia feito mais rápido do que eu, um trabalho semelhante. Será que meu chefe imagina que essa depreciação constante motiva os subordinados? Se ele imagina isso, está enganado, porque todos nós nos sentimos cada vez mais desmotivados. Como lidar com essa situação?"


Bom, eu creio que esse estilo poderia ser chamado de "você não é tão bom quanto pensa". Os livros de auto-ajuda, muito vendidos no Brasil, adotam a linha inversa: "você é muito melhor do que pensa".

É claro que todos nós preferimos ouvir elogios, mesmo quando eles exageram um pouco a realidade. Mas a verdade é que o estilo do seu chefe, embora não seja muito agradável, é mais efetivo do ponto de vista profissional.

Eu lhe diria que os subordinados que mais sofrem com essa pressão por comparação são aqueles que ou têm uma forte autocrítica e cobram bastante de si mesmos, ou aqueles que se sentem coitadinhos e precisam de alguém que lhes fique passando a mão na cabeça. Eu espero que você esteja incluído no primeiro grupo.

Max Gehringer, para CBN.

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