2017-05-11

'Aceitei emprego em empresa menor, onde o modelo de pressão é a norma' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/05/2017, com um ouvinte que aceitou um emprego em uma empresa em que a pressão e a tensão são a norma.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Aceitei emprego em empresa menor, onde o modelo de pressão é a norma'

pressão no trabalho


Escreve um ouvinte: "Depois de passar oito anos relativamente tranquilos em uma empresa de grande porte, fui um dos atingidos por um processo de redução de quadro, devido à crise. Demorei quatro meses para conseguir me recolocar e diante da escassez de oportunidades, aceitei um emprego em uma empresa de porte meio médio.

Faz um mês que estou nela e me confesso atordoado. Chefes berrando ordens, ameaças de demissão sendo usadas como instrumento de motivação e nenhuma atenção da direção a sugestões de funcionários. Não sei se o longo tempo que passei na outra empresa me faz ver o que está ocorrendo aqui de modo equivocado. E pergunto se esse modelo de pressão e tensão se tornou a norma no mercado?"


Bom, certamente o fato de você ter se acostumado a um sistema, influi em sua avaliação. Mas berros e ameaças não são a norma no mercado, muito pelo contrário.

Mas há maneiras de você avaliar se o que você está assumindo é mesmo verdade. Em empresas com o ambiente como o que você descreveu, a rotatividade é bem alta. De cada dez empregados que começam um ano, cinco não o terminam. E boa parte dos que não ficam saem por conta própria. Se isso ocorre aí na sua empresa atual, seria conveniente você também procurar uma opção melhor.

Porém, se a rotatividade for baixa, algo entre 10% e 15%, talvez você possa estar vendo as coisas de modo um pouco exagerado. Então, sugiro que você permita que os números o ajudem em sua decisão de curto prazo.

Max Gehringer, para CBN.


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