2012-04-25

'Não sei mais como disfarçar uma antipatia aguda que sinto por uma colega de trabalho' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/04/2012, sobre uma ouvinte que não sabe mais como disfarçar uma antipatia aguda por uma colega de trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Não sei mais como disfarçar uma antipatia aguda que sinto por uma colega de trabalho'

antipatia

Uma ouvinte escreve: "Consegui o meu primeiro emprego há sete meses, em uma boa empresa. O problema é que desde o primeiro dia, eu senti uma antipatia aguda por uma colega de trabalho. Não sei explicar porquê, mas tudo nela me incomoda, me irrita e já não sei mais como disfarçar. E o pior é que o meu trabalho depende do dela, e vice-versa."

Muito bem. Da mesma forma que você sentiu repulsa por essa colega, você também deve ter sentido uma simpatia imediata por alguma outra. Isso é normal. E eu me arriscaria a dizer que você já sentiu isso antes, e mais de uma vez, porque todos nós já sentimos a mesma coisa.

Tente se lembrar de seus primeiros anos de escola. Quando somos crianças e temos o primeiro contato com a turma de nossa classe, nós decidimos rapidamente que alguns colegas são maravilhosos e que outros são intoleráveis. Acontece que na escola, nós podemos evitar os colegas desagradáveis. Podemos nos sentar longe deles e passar o ano inteiro sem interagir com eles. Na escola, o objetivo de cada aluno é individual: passar de ano e conseguir um diploma. Em uma empresa, o objetivo é coletivo. Resultados e convivência contam muito.

Nossa ouvinte está passando pelo primeiro teste de algo que pesa muito na carreira: a capacidade de conviver profissionalmente com uma pessoa que fora da empresa, ela jamais convidaria sequer para tomar cafezinho. Damos a essa relação o nome de habilidade política. Não é falsidade, nem fingimento, é a necessidade de conviver com profissionais que não apreciamos como pessoas.

Fica mais fácil entender quando olhamos a situação pelo lado inverso. Nem todos os colegas gostam de nós. E nós não fazemos questão que eles mudem de ideia, desde que nos tratem com educação e respeito. Se é isso que exigimos, é isso que precisamos oferecer.

Max Gehringer, para CBN.

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