2013-12-23

'Devo me manifestar para entrar no plano de carreira da empresa?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/12/2013, com uma ouvinte que está em dúvida se a empresa dela tem ou não um plano de carreira para ela.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Devo me manifestar para entrar no plano de carreira da empresa?'


Uma ouvinte escreve: "Quando ingressei nesta empresa, há 2 anos, fiquei entusiasmada com a informação de que haveria um plano de carreira para mim. Pois bem. Até hoje ninguém conversou comigo sobre um plano de carreira formal. O que existe é uma avaliação semestral de desempenho. E no rodapé dela eu posso escrever o que eu gostaria que me acontecesse em curto e médio prazo. Por exemplo, se quero ficar onde estou, se desejo mudar de área, se tenho interesse em fazer algum curso ou se espero uma promoção. Devo entender que isso é o propalado 'plano de carreira' a que a empresa se referiu quando da minha contratação?"

Não. Um plano de carreira não é uma manifestação unilateral de vontades do funcionário. É um documento muito mais específico, em que o funcionário e a empresa começam concordando com uma direção a ser seguida. Depois são discriminados os cursos a serem feitos, os aspectos comportamentais a melhorar, se esse for o caso, e um cronograma aproximado de quando as coisas irão acontecer na prática.

O que provavelmente sucedeu no seu caso, e vem sucedendo em muitas empresas, é que o longo prazo está se tornando cada vez mais curto. A situação muda com tal frequência que a empresa prefere somente saber o que cada funcionário espera, em vez de se arriscar a assumir um compromisso formal que poderá não vir a se materializar.

O importante é que você não deixe claramente de manifestar, mesmo que seja no rodapé do funcionário, tudo o que você espera e para quando você espera. Se a empresa tem os motivos dela para se omitir, você tem os seus para não ser omitida.

Max Gehringer, para CBN.


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