2013-12-12

'Por que as empresas não dizem a verdade sobre o que vai acontecer depois que alguém é contratado?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/12/2013, sobre como os anúncios de emprego são parecidos com anúncios publicitários.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Por que as empresas não dizem a verdade sobre o que vai acontecer depois que alguém é contratado?'

escritório bagunçado

Um ouvinte pergunta: "Por que as empresas não dizem a verdade em relação ao que vai acontecer depois que o candidato contratado? Nos três empregos que tive até agora, precisei responder em entrevistas à perguntas sobre a minha habilidade para me relacionar bem, trabalhar em equipe, ser pontual e cumprir metas. Após ser contratado, fiquei com a impressão de que os entrevistadores eram surdos, porque se não fossem, eu teria sido rejeitado. Numa das empresas, tremendamente desorganizada, gastei cinco minutos para provar ao entrevistador que eu era organizado. Em outra, o tópico sobre relacionamento interpessoal consumiu um terço da entrevista e a empresa parecia um ninho de cascavéis. Não tem algo errado nisso?"

Tem, é claro. Mas pense o seguinte: se você visse um anúncio de emprego que dissesse: "Procuramos um profissional disposto a trabalhar como se não precisasse comer, nem dormir, que escute as maiores barbaridades dos chefes sem reclamar, que abra o olho porque os colegas tentarão lhe puxar o tapete, e que concorde em ganhar um salário que nem de longe irá amenizar a pressão e os constrangimentos." Você mandaria um currículo para uma vaga assim? Nem você, nem ninguém.

Talvez você esteja exagerando um pouco, mas não há como discordar que empresas não se diferem dos produtos que vemos em anúncios de televisão. Ambos mostram somente a perfeição que gostariam de ter, evitando mostrar as imperfeições que têm. Por isso, console-se, pensando que as empresas só conseguirão elevar o nível se contratarem candidatos quase perfeitos. Como, por exemplo, você.

Max Gehringer, para CBN.


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