2014-09-26

'Estou no plano de carreira, mas não gostaria de continuar na empresa' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/09/2014, com uma ouvinte que pensa em recusar uma promoção por estar procurando uma vaga em uma outra empresa, em um outro setor.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Estou no plano de carreira, mas não gostaria de continuar na empresa'

mulher ética no trabalho

Uma ouvinte escreve: "A empresa em que trabalho tem um plano de carreira eficaz. As pessoas são preparadas para assumir novas funções e são promovidas quando estão prontas e a oportunidade aparece. Acontece que eu trabalho em um setor diferente da minha formação. E além disso, o ramo de atividade da empresa também não é do meu agrado. Mesmo assim, meu desempenho tem sido bom o suficiente para que eu fosse incluída no plano de carreira. E tudo indica que devo receber uma promoção em breve.

Meu dilema é que eu venho, já faz algum tempo, procurando opções em outras empresas, em um setor mais condizente com aquilo que pretendo para minha vida profissional. Sinto que não estarei sendo ética se aceitar uma eventual promoção aqui e logo depois pedir a conta. Faz sentido eu explicar isso a meu superior e recusar a promoção?"


Do ponto de vista ético, faria. Eu não creio, entretanto, que o seu superior iria aplaudir essa sua nobreza de propósito. É bem mais provável que ele se sinta muito ofendido.

Mas entendo a sua dúvida por outro motivo. Se aceitar a promoção, você passará a ganhar mais e isso irá dificultar a sua procura por um novo emprego, porque você provavelmente teria que aceitar um salário menor, já que dificilmente seria admitida com um cargo de liderança em um setor no qual nunca trabalhou. A única coisa que poderia levá-la a aceitar a promoção é o fato de você estar comparando duas situações diferentes: uma mais sólida e a outra ainda nebulosa.

De qualquer forma, é reconfortante saber que, com tanta gente reclamando da falta de ética alheia, você esteja disposta a ser ética, mesmo em prejuízo próprio.

Max Gehringer, para CBN.


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