2015-07-03

'Desempenho uma função diferente do que está na minha carteira de trabalho' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/07/2015, com um ouvinte que desempenha uma função diferente do que está registrado em sua carteira de trabalho e está preocupado com o que fazer quando for participar de um processo seletivo.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Desempenho uma função diferente do que está na minha carteira de trabalho'

anotação na carteira de trabalho

Um ouvinte escreve: "Minha função na empresa em que estou trabalhando é diferente daquela que está registrada em minha carteira profissional. Já recebi várias promessas de que essa situação seria acertada, mas ainda não foi. E não tenho esperanças de que venha a ser. Como posso explicar isso em um currículo?"

Você não precisa explicar. Quando envia um currículo, você não manda junto com ele uma cópia de sua carteira profissional. Portanto você pode mencionar a função que de fato executa e depois dar detalhes sobre ela em uma entrevista pessoal.

Um pouco mais complicado seria, por exemplo, um candidato afirmar que ocupa um cargo de liderança se estiver registrado em sua carteira profissional que ele é um auxiliar. Nesse caso, os entrevistadores podem desconfiar que o candidato possa estar mencionando uma situação temporária como se ela fosse definitiva.

Não que isso vá eliminar o candidato de um processo seletivo, mas aí seria conveniente que o candidato apresentasse, na entrevista, evidências concretas de que ele realmente é ou foi chefe, como cópias de memorandos ou de documentos assinados por ele.

Voltando ao seu caso, tenha em mente que bons entrevistadores estão bem cientes de que muitas empresas não mantém os registros atualizados. Você será, ou não, contratado, por sua experiência real e comprovada. E não corre o risco de ser eliminado do processo apenas pela falta de uma anotação burocrática.

Max Gehringer, para CBN.


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