2015-10-12

Entrevistadores estão pouco pacientes e não muito dispostos a ouvir explicações? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/10/2015, sobre como em épocas de crise a preferência das empresas é contratar quem consiga implementar ações imediatas.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Entrevistadores estão pouco pacientes e não muito dispostos a ouvir explicações?

entrevistador de emprego impaciente

Um ouvinte escreve: "Tenho 39 anos e nos últimos 12 anos ocupei cargos gerenciais em duas boas empresas. Infelizmente, perdi o meu emprego devido a essa tragédia que se abateu sobre a nossa economia, e agora venho participando de entrevistas para conseguir um emprego pelo menos igual ao que eu tinha. Como eu já não era entrevistado há algum tempo, acho que perdi a prática. Os entrevistadores estão me parecendo pouco pacientes e nem um pouco dispostos a ouvir explicações que eu considero fundamentais para que as minhas contribuições pudessem ser bem compreendidas. Pergunto se o mercado mudou mesmo de postura ou se isso é só reflexo momentâneo da crise?"

Bom, mais isso do que aquilo. Como as empresas vêm enxugando os seus quadros, e você sentiu isso na pele, as poucas admissões de executivos só acontecem quando uma empresa não pode ficar com uma vaga em aberto. Mas a situação econômica fez com que o foco dos recrutadores se tornasse bem mais direto.

A preferência é contratar quem possa contribuir para aumentar o faturamento ou para auxiliar na redução de custos. Eu lhe sugiro nas próximas entrevistas enfatizar o que você conseguiu em um desses dois campos, ou em ambos. Leve com você, por escrito, números, fatos, dados e consulte-os durante a entrevista, para deixar bem claro que você já fez o que a empresa espera que um novo gerente faça.

Em épocas críticas sem data para terminar, como agora, a prioridade é contratar quem seja capaz de ações imediatas, e não quem tenha boas ideias a médio e longo prazo.

Max Gehringer, para CBN.


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