2014-04-08

Tenho a impressão de que meu currículo mais intimida que atrai - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/04/2014, com uma ouvinte que acha que o seu currículo intimida, mas que deve estar perdendo pontos mesmo é nas entrevistas de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Tenho a impressão de que meu currículo mais intimida que atrai

entrevista de emprego intimidante

Escreve uma ouvinte: "Tenho um ótimo currículo, tanto acadêmico quanto profissional. Aos 32 anos de idade, trabalhei em uma única empresa na vida e tive sete promoções em dez anos. O problema é que me cansei desta empresa. Talvez por ter passado muito tempo nela ou talvez por não ver mais perspectivas de crescimento interno. Como sei que meu currículo é atrativo, fui ao mercado de trabalho e consegui cinco entrevistas em dois meses, mas nenhuma proposta. Fico com a impressão de que meu currículo mais intimida do que atrai os meus potenciais futuros chefes. O que eu devo fazer? Re-escrever o currículo e fazê-lo parecer menos intimidador?"

Não, não creio. Você está sendo chamada para entrevistas exatamente por causa do seu currículo. O que provavelmente a está eliminando dos processos é o seu comportamento durante essas entrevistas.

Pelo seu estilo ao redigir esta sua mensagem, é fácil perceber que você é autossuficiente e muito segura de si. E, quem sabe, esteja transmitindo isso de modo excessivo ao entrevistador.

Talvez por falta de experiência em entrevistas, já que passou tantos anos em uma só empresa, você precisa ter em mente que o seu currículo lhe abre uma porta. Mas o que vai decidir se você poderá passar por ela é o julgamento que o entrevistador fará de suas características pessoais como colega de trabalho, e não como a profissional competente que você já mostrou ser.

A pergunta que não é feita em entrevistas, mas que está por trás de todas as perguntas feitas, é esta: vale a pena conviver oito horas por dia com você? Cabe-lhe somente achar um modo mais apropriado de responder que sim.

Max Gehringer, para CBN.


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