2012-01-31

As três regras das relações humanas do trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/01/2012, com as três regras das relações humanas no trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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As três regras das relações humanas do trabalho

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Nas relações humanas no trabalho, existem apenas três regras.

Regra número 1: colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela, vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido, não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou a sua mão estendida, você ainda se lembra disso.

Regra número 2: a importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curtíssimo prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3: um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que durante algum tempo parece um amigo. Muitas vezes até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega, que parecia amigo, é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa e ela manda dizer que no momento, não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia-dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo, mas não é. A lei da perversidade profissional diz que no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais poderá ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.

Portanto, profissionalmente falando e pensando no longo prazo, o sucesso consiste principalmente em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.

Max Gehringer, para CBN.

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