2014-01-02

O bom ambiente de trabalho ou o 'bom trabalho'? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/01/2014, com o dilema de um ouvinte sobre recontratar ou não um ex-empregado que era muito bom tecnicamente, mas tinha problemas de relacionamentos no trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O bom ambiente de trabalho ou o 'bom trabalho'?

ambiente de trabalho ruim

Um ouvinte escreve: "Sou proprietário de uma pequena empresa que abri faz oito anos. Comecei com quatro funcionários e agora tenho vinte e sete. Temos um bom ambiente de trabalho, não só porque pago salários compensadores, mas também porque sempre investi na formação de funcionários, mesmo correndo o risco de perder alguns deles para empresas maiores do que a minha.

Minha dúvida é a seguinte. Há três anos dispensei um empregado que era ótimo no que fazia, mas tinha muitos problemas de relacionamento. Não passava um dia sem que ele criasse um caso com algum colega. Por isso, embora sabendo que eu não encontraria alguém tecnicamente tão bom quanto ele para substituí-lo, decidi optar pela manutenção do bom ambiente e o dispensei.

Agora ele me procurou, pedindo que eu o aceitasse de volta. Na conversa que tivemos ele concordou que era mesmo meio desequilibrado no tratamento com as pessoas, mas me jurou de pé junto que tinha mudado. Estou em dúvida porque alguns de meus antigos colaboradores já me disseram que não gostariam que o indivíduo voltasse. O que faço? Dou a ele uma nova chance ou aceito a opinião de meus funcionários mais fiéis?"


Bom, eu diria que, se for bom para o negócio, você deveria readmití-lo. Mas para aplacar a opinião contrária dos antigos, você deve deixar claro, para o que volta e para os que já estão, que a primeira encrenca, se acontecer, será também a última.

Parece-me que três anos é tempo suficiente para alguém colocar a cabeça no lugar. E um funcionário tecnicamente muito eficiente vale o risco de descobrir se ele realmente mudou.

Max Gehringer, para CBN.


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