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2012-09-13

Exposição Luz e Sombra: o Cinema em Santa Catarina no Museu da Imagem e do Som de SC

Já faz algum tempo que partes do CIC - Centro Integrado de Cultura de Florianópolis reabriram depois de uma extensa (em termos temporais apenas) reforma (o resto está prometido para breve). Além do cinema, que frequento bastante, os dois museus do espaço já foram reabertos, o MASC - Museu de Arte de Santa Catarina e o MIS - Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina. (Falta ainda um espaço gastronômico-etílico, como havia antes com o Café Matisse, pra ficar bacana.)

Como vou muito ao cinema, e sempre chego antes do horário da sessão, às vezes aproveito esse tempo para ir dar uma olhada nos museus (a visitação costuma ser gratuita). Infelizmente, é um pouco deprimente visitá-los. Não por causa de suas exposições ou do espaço físico, mas pelo pouco prestígio que recebem da população. Não sei se é só um sintoma do fim de semana, que é quando vou ali (tenho quase certeza que não), mas é raro ver uma viva alma passeando pelos museus. (Isso porque a entrada é gratuita, imagine se não fosse...) E também não creio que seja devido ao horário em que visito os museus, porque sempre dou uma olhada no livro de visitação (aquele em que você pode deixar o seu nome, um comentário e a data em que visitou o local) e chega a ser triste quando você percebe que pra encher uma única folha, lá se vão dias, quiçá semanas.

De qualquer maneira, no MIS até outubro ocorre a exposição Luz e Sombra: o Cinema em Santa Catarina, com entrada franca. Não se pode dizer que é um acervo muito extenso, mas reúne algumas boas curiosidades e o trabalho do levantamento de informações, contidos nos murais, é bem interessante. Pra quem gosta de cinema, é uma boa ver. (É também interessante notar como tanta gente por estas bandas "defende" a cultura local, no caso a catarinense, mas quando há iniciativas como esta, não se importam de prestigiar. É o velho caso do discurso pra parecer intelectual, quando há algum holofote ou quando a cultura está perto do mainstream...)

Abaixo, algumas fotos que fiz da exposição:

Mural e cartazes de filmes catarinenses:

museu imagem som mis centro integrado de cultura cic florianópolis mural

museu imagem som mis centro integrado de cultura cic florianópolis mural

museu imagem som mis centro integrado de cultura cic florianópolis mural cartazes filmes catarinenses

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Câmeras filmadoras:

museu imagem som mis centro integrado de cultura cic florianópolis mural câmeras filmadoras

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E uma réplica de um estúdio de gravação:

museu imagem som mis centro integrado de cultura cic florianópolis mural estúdio de gravação

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museu imagem som mis centro integrado de cultura cic florianópolis mural estúdio de gravação

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Antigos projetores:

museu imagem som mis centro integrado de cultura cic florianópolis mural projetores antigos

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2011-10-28

Os quartos de bordéis fotografados por Jasper White

Em sua série Brothels (Bordéis), o fotógrafo britânico Jasper White nos leva a um passeio por dentro de quartos de bordéis. Como o fotógrafo não diz em seu site, não sei se as fotos são de bordéis reais ou cenários montados por eles, mas desconfio que sejam reais. Afinal, têm toda a essência de quartos de puteiros conhecidos por aqui. Portanto, se você sempre teve a curiosidade de saber como é o ambiente dessas "casas de massagem", a fotografia de Jasper White te dará uma boa ideia. Vejam:

jasper white quartos de bordéis puteiros fotografia

jasper white quartos de bordéis puteiros fotografia

jasper white quartos de bordéis puteiros fotografia

jasper white quartos de bordéis puteiros fotografia

jasper white quartos de bordéis puteiros fotografia

jasper white quartos de bordéis puteiros fotografia

jasper white quartos de bordéis puteiros fotografia

Imagens via site de Jasper White. Dica via Beautiful/Decay: Jasper White's Brothel Field Trip.

E se você quiser ver uma foto de quarto de verdade, essa debaixo eu garanto. Está em baixa qualidade porque a câmera do celular é ruim e tinha pouca iluminação, mas já dá pra ver a cama, o espelho e o quadro decorativo:


2010-04-08

Poemas - Cinto de Castidade

Ano passado, fui numa exposição (bem pequena) aqui em Floripa, de alguns instrumentos de tortura medievais. Dentre vários instrumentos, estavam lá dois cintos de castidade, um masculino e um feminino.

Inspirado numa ideia em que cinto de castidade e strap-on se misturam, comecei a escrever um pequeno texto nas horas de folgas. Bem, o texto cresceu e cresceu, e hoje eu resolvi terminá-lo. Eis ele abaixo, em duas partes. (As fotos são da exposição, não posto todas aqui porque não era pra divulgar online, mas acho que só um pouquinho não faz mal.)

aparelhos tortura medieval

Cinto de castidade

I.

Era à primeira vista, apenas mais um cinto,
Como tantos outros naqueles dias obscuros.
Escondia a castidade para os outros do recinto,
Todo fechado, só com alguns pequenos furos.

Por eles, a pele respirava e os líquidos escorriam,
E esse era todo o contato com o exterior.
Os maridos, confiantes, ao longe se dirigiam,
Achando que preservavam o tesouro interior.

Era feito de ferro e couro, escuro e sombrio,
Enferrujado pelos sucos de suas donas passadas.
O ferro, ao contato com a pele feminina, era frio,
E não raro as deixavam todas arranhadas.

Mas aquele cinto, tendo sido de quem fora,
Carregava consigo uma talvez terrível maldição.
Quem o usava perdia a coordenação motora,
E ganhava um semblante feliz como uma benção.

Pois a mulher ou donzela que aquele cinto, vestia,
Se acabava em intermináveis gozos e orgasmos.
Os olhos reviravam, a pele suava e ela gemia,
Seu ventre parecia explodir entre os espasmos.

Toda noite, na hora em que a fêmea ia se deitar,
O cinto acordava e sua maldição era desperta.
Do cinto, um falo surgia a sua vagina esfregar,
Deixando-a molhada, sedenta e toda aberta.

Primeiro, parecia uma hábil língua, aquele falo,
Lambendo e chupando, em volta e no botão.
Depois do primeiro gozo, penetrava até o talo,
E até sentia-se em suas veias, sua pulsação.

Donzelas perdiam seu título, mas extasiadas,
Suadas e ofegantes, pediam por mais e mais.
Damas da sociedade se deleitavam saciadas,
Depois da explosão de gozo, dormiam em paz.

cinto de castidade

II.

A história deste amaldiçoado cinto de castidade
Se perdera há muito, entre lendas e superstições.
Conta-se que nasceu numa pequena cidade,
De um ferreiro manco e ciumento que tinha visões.

Em suas visões, via sua bela esposa formosa,
Entre braços e em outros membros alheios.
Não importava se ela era, com ele, amorosa,
As visões sempre acertavam o ciúme em cheio.

Um dia, já desequilibrado e totalmente em fúria,
Trabalhou dias e dias para construir o tal cinto.
Espancando a mulher, a colocou em tal penúria,
Enquanto ria num tom demoníaco muito distinto.

A esposa, que na verdade era uma mulher pura,
Diante de tantos maltratos, morreu em agonia.
Dizem que o ferreiro louco nem viu sua sepultura,
Apenas segurava o cinto demoníaco, e ria e ria.

O ferreiro louco logo depois acabou morrendo,
Em circunstâncias nada naturais e medonhas.
Mas antes de partir, disse, podre e gemendo,
Que seu trabalho não deixaria caras tristonhas.

O trabalho amaldiçoado teria um fim certo,
Jogado no fogo purificador de algum sacerdote,
Se não fosse por um ganancioso ou esperto,
Que roubou o cinto, perdido entre vários pacotes.

Por quem o cinto de castidade andou desde então,
Permanece entre lendas, superstições e fofocas.
Passado por amigos-inimigos, de mão em mão,
Como um presente gentil para os maridos bobocas.

Hoje em dia, este cinto de castidade se perdeu,
Até as lembranças de gozos há muito se esvaíram.
O seu prazer era de nobres, ricos e plebeus,
E de mulheres castas que gozavam, mas não traíram.

cinto de castidade
(Só de olhar, dói.)

2009-11-28

Poemas - Vista do hotel

Eu já disse que nestas férias viajei pra Curitiba. Bem, fiquei alguns dias num hotel, e apesar do hotel ser a duas quadras de um Shopping, teve horas em que o tédio dominava.

Vendo a vista da janela do hotel, nessa hora, resolvi rabiscar alguma coisa. Olha o que saiu:

Vista do hotel

Ao longe vejo o Jardim Botânico
De longe, não existe gritaria ou pânico.


De outro lado o Shopping que fora estação,
Tão perto que parece que toco com a mão.

Do lado oposto, um grande relógio bancário,
Horas, temperaturas, do alto imaginário.


Entre tudo isso, prédios cinzas de concreto,
Galpões, casas, todos precisam de um teto.


Abaixo, oço o som e vejo a água na fonte,
Onde peixes nadam confinados sem um horizonte.


Deste alto quarto de hotel vejo tanto...
Mas o que eu queria mesmo ver era o seu encanto.

2009-10-14

Torta de mousse de limão

Tem dias que a gente merece uma! Olha o que eu comprei na padaria aqui embaixo hoje:

comida,torta de limão

Porque a vida às vezes pede... Apenas um pedaço (grandão) de torta de limão.

2009-08-11

Um jardim no meio da cidade

Bem, eu sei que um jardim em uma cidade, não é nenhuma grande novidade. Mas este eu achei especial.

Numa avenida bem movimentada (nas fotos vazia, por se tratar de um sábado a tarde), a avenida do Hospital Universitário da UFSC, logo no comecinho dela, tem um pequeno jardim.



Passando de carro, ou mesmo andando apressado, você pode nem notar que ele está lá.



E o que esse jardim tem de mais? Ele está lá, todo aberto, sem cercas ou muros. Bem cuidado, colorido, e totalmente livre, do lado da calçada.





Esse jardim já está aí há algum tempo, mas só agora tirei fotos. Uma pena, pois acho que apesar dos pedidos, muitas das plantas ali foram levadas (antes havia uma pequena placa ali, dizendo para por favor não arrancarem as flores - aparentemente arrancaram até a placa). Uma pena.



Mas quem sabe, se no verão o jardim não volta a ficar mais viçoso e verdejante? E que as pessoas aprendam que certas coisas deveriam apenas ser apreciadas com os olhos?

É, eu tô sonhando. Pessoas não são assim. Infelizmente.

2009-08-10

Névoa

Muitas vezes quando tem névoa ou neblina, o branco cobre o verde dos morros, que ainda conservam bastante vegetação natural, e que cercam todo a região daqui perto, onde eu moro.

Eu sempre acho a visão do branco sobrepujando o verde, muito linda. Me lembra o frio, mas também lembra o calor de um cafézinho ou um chocolate quente. Me lembra a roupa molhada, mas também o prazer de tirá-la pra tomar um banho quente.

Mas de certa forma, é melancólico também. Porque eu sempre estive sozinho olhando pra essa névoa branca cobrindo tudo. E porque nunca compartilhei de um momento assim com ninguém do lado.

Por isso, compartilho aqui duas fotos que tirei daqui de casa, descendo pro meu "cafofo":

De Névoa vista daqui de casa


De Névoa vista daqui de casa

2009-06-24

Descendo a Estrada do Morro da Lagoa da Conceição, em fotos

Há alguns dias atrás, no feriado, resolvi pegar a máquina fotográfica e sair clicando por aí. Naquele dia, resolvi que iria dar uma olhada na estrada que desce o Morro da Lagoa da Conceição, em direção à Lagoa, aqui em Florianópolis.

Peguei um ônibus e desci no ponto que tem na parte mais alta da estrada, do ladinho do Mirante da Lagoa. Lá, ao lado do ponto de observação, também tem uma lojinha de lembranças, pra quem gosta de comprar coisas. Eu prefiri tirar algumas fotos:

De Mirante da Lagoa da Conceição

Dá pra ver de bem longe, a ponte na Lagoa, e continuando esta, a famosa Avenida das Rendeiras.
De Mirante da Lagoa da Conceição

Dunas:
De Mirante da Lagoa da Conceição

Uma imagem do Canto da Lagoa:
De Mirante da Lagoa da Conceição

Gente desocupada como eu:
De Mirante da Lagoa da Conceição

Pra ver melhor:
De Mirante da Lagoa da Conceição


Depois de passar um tempo ali, resolvi descer o Morro pela rodovia, a pé, em direção à Lagoa. Coisa que eu não recomendo a pedestres e ciclistas, em determinados pontos o acostamento simplesmente some.

Mas a vista é privilegiada, e você consegue observar detalhes que te escapam de carro (ainda mais se você estiver dirigindo e tiver que prestar atenção na estrada), ou mesmo de ônibus, por não poder parar e observar.

Mais fotos:

Aqui, o ponto inicial da descida:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

A vista é praticamente a mesma que se tem do Mirante:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

O começo da descida é bem tranquilo:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

E como ainda estamos no alto, dá pra ter uma bela vista da Lagoa da Conceição:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

A vista que se tem da Lagoa é legal, mas as curvas da estrada não:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

Umas curvinhas bem chatas. Abaixa a marcha e vai na mansa:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

Bela vista da Lagoa, tirada de uma curva. Uma típica vista que você não consegue aproveitar quando está dirigindo o carro:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

Última curva da descida. Note que tem partes que o acostamento simplesmente não existe:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

E depois de tantas curvas fechadas, a reta que dá as boas-vindas aos visitantes da Lagoa:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa


E aqui terminou o passeio fotográfico. Mas claro que depois dessa caminhada, fui tomar um café quente num dos inúmeros estabelecimentos que a Lagoa tem.
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