Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens

2022-05-09

As surreais e bem humoradas ilustrações e pinturas com críticas sociais de Marco Melgrati

Marco Melgrati é um artista da Itália que produz incríveis e surreais ilustrações e pinturas. Misturando bom-humor e um toque de crítica social, Marco Melgrati desenvolve ilustrações e pinturas tradicionais que exploram, através de toques surreais, muitas agruras da vida moderna e suas idiossincrasias. Seja criticando o que fazemos nas redes sociais, seja criticando nossos "amados" governantes, ou seja simplesmente criando divertidas situações e imagens, o artista é responsável por memoráveis ilustrações.

Vejam as surreais e bem humoradas ilustrações e pinturas com críticas sociais de Marco Melgrati:

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

Imagens via perfil de Marco Melgrati no Instagram. Dica via Beautiful Bizarre Magazine.

2019-02-19

O uso das redes sociais para marketing pessoal - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/02/2019, sobre o uso das redes sociais para o marketing pessoal.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/==========================================================================

O uso das redes sociais para marketing pessoal

redes sociais no trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho notado que alguns colegas de trabalho têm se sobressaído por utilizarem redes de relacionamento, tanto sociais quanto profissionais, para alardearem coisas que eles fazem aqui na empresa. São situações comuns de trabalho, nada de excepcional, mas que quando descritas nas redes, dão a impressão de serem maiores e mais importantes do que realmente são. Eu não sou muito ligado nesse tipo de auto-promoção, que considero exibicionista e presunçoso. Estou errado?"

Mais provavelmente sim, do que não. Estamos falando de duas coisas que existem há muito tempo e que sempre ajudaram a construir carreiras. Uma é o networking e a outra é o marketing pessoal.

As redes profissionais e sociais ampliaram imensamente essa possibilidade de alguém aumentar a própria visibilidade. E esse é o benefício daquilo que seus colegas estão fazendo e você não está.

O que pode dar errado é alguém revelar fatos sobre a empresa que não devem ser expostos publicamente. Por exemplo: lucratividade, faturamento, ou planos e projetos que a direção prefere manter confidenciais. Logo, tudo se resume a uma questão de bom senso.

Quanto a alardear fatos rotineiros como se fossem extraordinários, lembre-se que a propaganda vem fazendo isso desde sempre, e com sucesso. Então, se empresas podem exaltar, até com exagero, a excelência de seus produtos e serviços, por que um profissional não poderia fazer o mesmo por sua carreira?

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-16

Não existem segredos nas redes sociais - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/11/2018, com um alerta sobre o que não postar em redes sociais.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/==========================================================================

Não existem segredos nas redes sociais

redes sociais

Escreve uma ouvinte: "Sou gerente de recursos humanos de uma empresa conceituada no mercado. Ocorreu conosco um fato que você mencionou em seus comentários, e que eu gostaria de enfatizar.

Há dois meses, passamos por uma reestruturação interna, que ocasionou a eliminação de algumas posições, com a consequente dispensa dos respectivos funcionários.

Um deles era muito bom e, infelizmente, não conseguimos para ele, uma transferência interna. Mas eu disse a ele que, em caso de abertura de alguma vaga na qual ele se encaixasse, iríamos chamá-lo de volta.

Sei que esse costuma ser um discurso para deixar demitidos menos deprimidos, mas em nosso caso era verdade. Uma vaga apareceu e o funcionário ia ser convidado a retornar.

Porém, como procedemos rotineiramente, fizemos uma checagem em redes sociais e descobrimos que ele havia postado várias mensagens ofensivas à nossa empresa. Por isso, desistimos de recontratá-lo e eu não o informei sobre isso, mas creio que você pode dar esse alerta a ele, se ele estiver ouvindo, e a todos os que estão."


Bom, eu gosto demais de mensagens como esta, que já dizem tudo o que eu poderia dizer.

Só acrescento que não existem segredos em mensagens compartilhadas com uma rede de amigos. Os profissionais de recrutamento têm acesso a elas e as utilizam como fonte de referência. E muitas vezes, uma única frase pode revelar mais sobre uma pessoa do que um currículo de três páginas.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-18

Defendi minha empresa contra fake news em uma rede social e fui repreendido. Por quê? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/10/2018, com um ouvinte que recebeu uma notícia falsa sobre um produto de sua empresa, decidiu responder e foi repreendido pelo chefe.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/==========================================================================

Defendi minha empresa contra fake news em uma rede social e fui repreendido. Por quê?

fake news redes sociais

Um ouvinte escreve: "Circulou na rede social de que participo, uma notícia falsa sobre um produto da empresa em que trabalho. Ao ver que pessoas do meu grupo estavam fazendo comentários e adicionando ainda mais insultos à mentira contada, eu decidi responder, fazendo uma defesa das condições de higiene da minha empresa, e da qualidade dos materiais e dos equipamentos que ela utiliza.

De algum modo, minha mensagem chegou ao conhecimento do meu superior, que me criticou e me mandou parar. Fiquei surpreso. Um funcionário, que saiu em defesa da empresa em que trabalha, não deveria ter sido elogiado?"


Nesse caso específico, não. Ao passar informações a um grupo heterogêneo de pessoas, muitas das quais poderão re-endereçar a sua mensagem a outras redes, você poderia estar revelando segredos industriais e dados confidenciais que a sua empresa quer preservar. E ela é que deve preparar um esclarecimento público, caso considere isso necessário.

Por outro lado, como essas notícias vêm se tornando mais comuns, empresas como a sua, que têm marcas conhecidas, já deveriam ter informado os funcionários como cada um deve proceder, caso receba uma notícia falsa, como reportar e a que área encaminhar.

Isso evitaria que iniciativas pessoais e bem intencionadas, como a sua, além de não resolver o problema da mentira, ainda possam criar um problema adicional: o da quebra de sigilo.

Max Gehringer, para CBN.

2017-11-29

Cuidado ao publicar informações sobre o trabalho nas redes sociais - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/11/2017, com um alerta sobre publicar em redes sociais, informações sobre o trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/==========================================================================

Cuidado ao publicar informações sobre o trabalho nas redes sociais

redes sociais

Um ouvinte escreve: "A título de reconhecimento, recebi um prêmio em dinheiro na empresa em que trabalho. Meus superiores me pediram sigilo internamente sobre o tema e concordo que o valor não deva ser divulgado. Mas eu gostaria de incluir a notícia na rede social de profissionais da qual participo e também em meu currículo. Como devo fazer isso?"

No caso da rede, você não deve. O sigilo lhe foi solicitado porque a divulgação do fato, dentro da empresa, certamente provocaria algum ciúme e eventuais pedidos de explicações de alguns colegas seus aos superiores, do tipo: "Por que ele e não eu?"

Ao compartilhar o fato em rede, você estaria fazendo o que se comprometeu a não fazer, porque o post certamente chegaria ao conhecimento de seus colegas e do seu superior.

Já no caso do currículo, que é um documento mais confidencial, você pode agregar, no campo da descrição de suas funções, uma frase mais ou menos assim: "Fui premiado este ano com o equivalente a X salários, pela excelência na qualidade do meu trabalho e poderei explicar os detalhes em uma entrevista pessoal."

Isso será suficiente, para a pessoa que for avaliar o seu currículo, entender que você é um profissional diferenciado, por ter recebido um valor adicional quando a maioria das empresas está cortando custos, reduzindo quadros e adiando investimentos.

Rede social é diferente. Postar algo numa delas é a mesma coisa que contar para o colega do lado.

Max Gehringer, para CBN.

2017-07-10

É preciso cautela na hora de usar as redes sociais - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/07/2017, com uma ouvinte que saiu das redes sociais e quer saber se isso lhe prejudicará em entrevistas de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/==========================================================================

É preciso cautela na hora de usar as redes sociais

vício redes sociais

Uma ouvinte escreve: "Eu gastava horas a rodo em redes sociais, até o dia em que percebi o quanto isso me tirava tempo para fazer outras coisas. Todos os dias eram centenas de mensagens que eu já tinha esquecido no dia seguinte. Não me arrependo de ter saído dessa praia cheia de gente, mas minha preocupação é a seguinte: o quanto esse distanciamento das redes sociais pode me prejudicar em uma entrevista de emprego?"

Vamos lá. Quando um entrevistador faz essa pergunta e não é normal que ele a faça, é exatamente para saber qual é o grau de envolvimento que o candidato tem com as trocas de mensagens.

Se o candidato responde entusiasmado que já está inserido em diversas redes, a luz amarela já acende na cabeça do entrevistador. Ele começa a temer que o candidato, se for contratado, irá gastar algumas horas que a empresa está pagando para se dedicar a um assunto pelo qual a empresa não paga.

Ou, em outras palavras, se você disser em uma entrevista que não está em nenhuma rede porque isso lhe tira a concentração e lhe toma um tempo que pode ser dedicado a se atualizar mais em temas estritamente profissionais, aí a sua chance de ser contratada será muito maior do que se você se declarar uma fã incondicional de redes sociais.

Fica a dica para todos os ouvintes, incluindo aqueles que usam bastante as redes e acham isso ótimo: para uma empresa, isso não é nem um pouco ótimo.

Max Gehringer, para CBN.

2017-06-08

'Devo usar redes sociais para conversar com alguém que me entrevistou?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/06/2017, com uma ouvinte que adicionou numa rede social a pessoa que a entrevistou num processo seletivo.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/==========================================================================

'Devo usar redes sociais para conversar com alguém que me entrevistou?'

adicionando contatos networking

Uma ouvinte escreve: "Estou participando de um processo de seleção que ainda está na fase inicial. Fui entrevistada por uma pessoa de recursos humanos da empresa. E ao chegar em casa, descobri que ela está no LinkedIn, como eu também estou, e enviei um convite para ela fazer parte da minha rede de contatos. Na hora nem pensei como isso poderia ser visto, mas a pessoa aceitou o convite. Como devo interpretar isso? E devo escrever para ela mencionando a entrevista?"

Bom, existem profissionais, e não são poucos, que se orgulham da quantidade de contatos que têm. E pode ser que a pessoa a que você se refere seja uma delas. Em casos assim, muitas vezes a pessoa não conhece e nem nunca ouviu falar da maior parte dos contatos, que foram feitos como você fez, pesquisando a internet.

Isso não é ruim, pelo contrário. Mas eu lhe sugiro esperar que o processo caminhe um pouco mais antes de enviar uma mensagem dizendo que você está participando dele.

Se você avançar para o estágio seguinte, aí sim, uma mensagem lembrando da entrevista feita seria válida. E caso você não seja a candidata selecionada ao final do processo, também valeria a pena enviar à pessoa uma mensagem de agradecimento e se colocar a disposição para futuras oportunidades.

De qualquer forma, o que você fez adicionou mais um contato interessante à sua rede e isso é positivo. Ou para já ou para algum dia.

Max Gehringer, para CBN.

2017-05-30

'Meus funcionários são viciados em redes sociais' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/05/2017, com um ouvinte que é gestor e que tem dois subordinados que são viciados em redes sociais.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/==========================================================================

'Meus funcionários são viciados em redes sociais'

viciados em redes sociais

Um ouvinte escreve: "Sou coordenador de uma equipe de onze funcionários. Dois deles são, por assim dizer, viciados em redes sociais: não conseguem passar dez minutos sem checar mensagens e isso os torna dispersivos no trabalho. Já os alertei para esse fato, mas eles parecem não resistir à tentação. O que posso fazer a respeito?"

É interessante como alguns gestores estão se tornando compreensivos. Talvez seja influência de coisas que eles leem sobre assédio moral e que talvez possa levá-los a concluir que se tornou proibido sequer chamar a atenção dos subordinados.

O que você tem a fazer, se isso for possível, é estabelecer metas diárias numéricas para toda a equipe. Se a dispersão a que você se refere realmente existir apenas no caso dos dois ligados na rede, segue-se uma advertência verbal, outra por escrito e uma demissão. Se não for possível fixar as metas, a sequência é a mesma: aviso, advertências e demissão.

Pode-lhe parecer que essas medidas sejam um pouco extremas, mas você é pago para garantir que as tarefas serão executadas com a mesma eficiência por todos os subordinados. E que aqueles que estão trabalhando corretamente não achem que os que não estão, estejam sendo protegidos.

Advertências não precisam ser feitas em tom de ameaça, pelo contrário: seja claro, sem alterar a voz e sem se exaltar. Isso faz parte do seu trabalho.

Só tome o cuidado na hora de contratar os substitutos de perguntar se eles aguentam ficar um par de horas desligados de redes sociais.

Max Gehringer, para CBN.

2017-03-28

'Não é invasivo meu coordenador criar um grupo de WhatsApp sem avisar?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/03/2017, com uma ouvinte que foi colocada contra sua vontade em um grupo de mensagens do WhatsApp.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/==========================================================================

'Não é invasivo meu coordenador criar um grupo de WhatsApp sem avisar?'

grupos whatsapp

Uma ouvinte escreve: "Sou professora universitária e nosso coordenador criou um grupo de WhatsApp no qual foram inseridos todos os professores, sem que fôssemos previamente consultados. Entendo que a tecnologia esteja estabelecendo novos parâmetros de relações de trabalho. Mas, ao mesmo tempo, considero invasivo o procedimento do coordenador, além de me acarretar perda de tempo para ler mensagens que extrapolam o âmbito profissional. Eu preferiria não fazer parte, mas temo que isso possa ser mal interpretado. Qual é a sua opinião?"

Eu concordo com tudo o que você expôs, mas há algo nas relações entre colegas de trabalho que precede, em muito, a tecnologia atual. É, por exemplo, alguém se recusar a fazer parte de um grupo que se reúne para um happy hour depois do expediente, ou de participar de festinhas fora da empresa.

Ao se excluir quando todos os demais se incluem, uma pessoa cria uma situação que a leva a ser negativamente rotulada, quando na verdade ela está apenas preservando o direito de separar a vida pessoal da profissional.

Portanto a tecnologia presente só adicionou mais uma ferramenta à velha mania humana de se incomodar com quem prefere manter a individualidade.

Então, sim, você seria mal interpretada se pedisse para ser excluída do grupo. E é bem provável que alguns dos integrantes dele começassem a procurar outros defeitos que você não tem.

Então a decisão é sua: ou ser o que você é ou parecer o que os outros esperam que você pareça. No trabalho, a segunda opção é a que costuma prevalecer.

Max Gehringer, para CBN.

2017-03-27

'Temo compartilhar a ideia do meu aplicativo e perder a propriedade' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/03/2017, com um ouvinte que desenvolveu um aplicativo, mas está com dúvidas de como fazer a divulgação dele.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/==========================================================================

'Temo compartilhar a ideia do meu aplicativo e perder a propriedade'

apps celular

Um ouvinte escreve: "Com base em minha experiência profissional, desenvolvi um aplicativo que considero muito interessante. Não achei nada parecido em minhas buscas na internet. Mas temo sair compartilhando a minha ideia com pessoas que talvez até possam me ajudar a tornar o aplicativo conhecido, porque nem todo mundo é idôneo e eu temo perder a propriedade. O que posso fazer?"

Bom, não se preocupe tanto assim. Milhares de aplicativos foram desenvolvidos nos últimos anos. E acredito que, a cada dia, surge uma nova centena no Brasil.

Você pode colocar o seu aplicativo à disposição em lojas virtuais especializadas como a App Store. E isso já lhe garantiria a propriedade caso alguém decida copiar literalmente a sua ideia.

A divulgação posterior é feita principalmente por redes sociais. E já aprendemos que boas ideias se alastram como fogo em palha. Quase todos os dias lemos sobre aplicativos desenvolvidos por pré-adolescentes, que certamente nem se preocuparam com a possibilidade de serem enganados por indivíduos inescrupulosos.

Caso o seu aplicativo seja mais empresarial do que pessoal, você pode chegar às empresas através de mailings enviados por correio eletrônico ou fazer anúncios pagos no Google.

O mais importante, porém, é que um bom aplicativo é imediatamente reconhecido e repassado através de redes sociais. Comece por aí, para você sentir a aceitação inicial do seu aplicativo.

Max Gehringer, para CBN.

2016-08-10

'Estar nas redes sociais é bom ou ruim para um processo de estágio?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/08/2016, sobre redes sociais e processos de seleção de empresas.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/==========================================================================

'Estar nas redes sociais é bom ou ruim para um processo de estágio?'

redes sociais

Escreve um ouvinte: "Eu me inscrevi para participar de um programa de estágio numa dessas grandes empresas em que todo jovem gostaria de estagiar. Na ficha de inscrição foram solicitados diversos dados, dentre eles as redes sociais de que o candidato participa. Isso é bom ou é ruim?"

É neutro. Estar em redes sociais faz parte do cotidiano dos jovens, são raros os que não estão em nenhuma.

Eu conversei com o selecionador de uma empresa que utiliza esse método de avaliar previamente os candidatos a emprego através de postagens deles em redes sociais. E ele me disse o seguinte: como processos seletivos atraem centenas de candidatos para cada vaga, é feita uma triagem inicial, que reduz o número para 20 candidatos por vaga; são esses que irão passar por aqueles testes e entrevistas pessoais.

É claro que a formação escolar e a experiência têm maior peso nessa triagem, mas mesmo assim, o número de candidatos viáveis continua alto. Para chegar à quantidade desejada, são usadas as redes sociais.

E aí, candidatos podem ser descartados por erros elementares de português ou por sempre postarem críticas negativas e pesadas sobre qualquer assunto que esteja sendo comentado. Por outro lado, são apreciadas opiniões balanceadas e antenadas com a realidade, que tragam sugestões para melhorar as coisas.

Portanto cada um é livre para escrever o que quiser e como quiser. Mas é bom estar ciente de que recrutadores também podem estar lendo.

Max Gehringer, para CBN.

2016-07-20

'Como dizer no LinkedIn que busco uma oportunidade?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/07/2016, com uma boa maneira de iniciar contatos profissionais proveitosos através de redes sociais como o LinkedIn.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/==========================================================================

'Como dizer no LinkedIn que busco uma oportunidade?'

redes sociais profissionais linkedin

Um ouvinte escreve: "Estou desempregado há 2 meses. Como tenho um perfil no LinkedIn, decidi expandir meus contatos enviando convites para profissionais de agências de recrutamento e gestores de recursos humanos de empresas, cujos endereços consegui pesquisando na internet. Vários aceitaram o meu convite e estou em dúvida sobre a melhor maneira de dizer a eles que estou em busca de uma oportunidade."

Vamos lá. Redes de contatos profissionais existem para isso mesmo: estabelecer relações de trabalho. Portanto ninguém ficaria ofendido se você escrevesse.

O que posso lhe sugerir é começar com um teste para saber quantos dos profissionais que aceitaram o seu convite participam efetivamente da rede, e quantos estão nela só para não ficar fora de moda.

Mande então uma mensagem agradecendo a adesão ao seu perfil. No caso dos gestores, faça alguma referência elogiosa à empresa deles, usando dados e fatos que você encontra na internet. E no caso das agências de recrutamento, solicite se a pessoa poderia lhe mandar um modelo eficaz de um currículo.

Note que nessas mensagens iniciais você não estará fazendo nenhuma referência a sua situação atual.

Aos que lhe responderem, envie uma segunda mensagem depois de 15 dias, perguntando se, por acaso, existiria a possibilidade de recebê-lo para uma entrevista, mesmo sem compromisso.

Essa é uma boa maneira de começar contatos proveitosos sem parecer ansioso demais.

Max Gehringer, para CBN.

2016-04-18

Currículo deve conter apenas dados essenciais - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/04/2016, com quais informações que devem constar do currículo além do histórico escolar e experiência profissional.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Currículo deve conter apenas dados essenciais

currículo

Um ouvinte pergunta: "Além do histórico escolar e da experiência profissional, que outras informações um currículo deve ter?"

Bom ponto.

Ele deve conter apenas dados essenciais que facilitem a tarefa de quem for analisá-lo. Houve uma época em que se incluía tudo: endereço residencial, CEP, raça, sexo, estado civil e outros dados como nomes de filhos, que pouco ou nada interessam do ponto de vista profissional.

Então além do nome da pessoa e da cidade em que ela reside, deve constar o CPF, para evitar uma eventual confusão com homônimos se a empresa fizer uma triagem prévia.

Há alguns dados, como a carteira de motorista, que só devem constar se for exigência daquela vaga.

Foto não precisa, mas quem quiser pode colocar. Empresas já chegaram a pedi-las, mas não as pedem mais porque poderia caracterizar discriminação.

E no alto da página, logo abaixo do nome, um meio de contato rápido, de preferência celular e e-mail.

Há quem insira endereços de redes sociais, o que nunca foi necessário, mas ultimamente começou a ser, porque muitos recrutadores navegam pelas redes para descobrir detalhes que não seriam revelados em uma entrevista, como opiniões radicais ou racismo. Para evitar qualquer confusão, há quem coloque no final do currículo, a relação das redes a que pertence, enfatizando que fora elas, não está em mais nenhuma.

E finalmente, não é apropriado terminar o currículo com citações filosóficas ou religiosas. Não que elas não sejam relevantes para a vida pessoal, mas não o são no âmbito profissional.

Max Gehringer, para CBN.

2016-02-19

'Fui demitido por falar mal da empresa no Facebook' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/02/2016, com a reprise do comentário do dia 28/05/2015, com um ouvinte que foi demitido por justa causa por falar mal da empresa no Facebook.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Fui demitido por falar mal da empresa no Facebook'

falando mal do trabalho no facebook

Um ouvinte escreve, e a história dele certamente vai interessar a muita gente. Ele conta: "Fui demitido por justa causa, por participar de um grupo no Facebook e postar comentários negativos sobre a empresa. Por ter mesmo falado mal, decidi não procurar meus direitos, mas gostaria de saber como retornar ao mercado de trabalho com essa observação em minha carteira profissional. O que devo falar em entrevistas?"

Bom, começando pelo fim, você deve ser sincero e dizer que se excedeu em seus comentários, que eram brincadeira, porque imaginou, inocentemente, que a sua empresa não iria tomar conhecimento daquilo que você postou usando o seu nome e sobrenome. Esse é um risco que muitos funcionários estão correndo.

E é bom que todos saibam que empresas não possuem um departamento de espionagem que passa o dia inteiro xeretando redes sociais. Porém, há pessoas na própria empresa, colegas de trabalho, que por um motivo ou outro, seja inveja ou orgulho de trabalhar na empresa, denunciam o que leem. Você dificilmente saberá quem foi, mas esteja certo de que nem todos os funcionários concordam que estejam trabalhando numa péssima empresa, e saem em defesa dela.

Quanto à primeira parte, eu acredito que você deva ir à Justiça do Trabalho para tentar reverter a sua demissão para sem justa causa. Certamente, a sua empresa usou o seu caso para mandar uma mensagem geral: falou mal publicamente, leva uma justa causa. Mas parece-me que essa é uma punição exagerada e você tem boas chances de conseguir a reversão. Mas só faça isso depois de conseguir o seu próximo emprego e passar o período de experiência.

Max Gehringer, para CBN.

2016-01-22

'Quero disponibilizar meu currículo, mas tenho receio de usar sites ou redes de relacionamento' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/01/2016, com um ouvinte que quer disponibilizar seu currículo para empresas, mas não quer que ele se torne público através da internet para ninguém da sua empresa atual descobrir que ele está querendo outro emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Quero disponibilizar meu currículo, mas tenho receio de usar sites ou redes de relacionamento'

currículo online

Um ouvinte escreve: "Estou bem empregado, com um cargo bom e um salário razoável, mas sem perspectivas de crescimento na empresa atual. Gostaria de disponibilizar o meu currículo para outras empresas, mas tenho receio de fazer isso através de sites de emprego ou de redes de relacionamento profissional, porque alguém aqui da empresa poderia descobrir e não sei quais seriam as consequências. O que você sugere?"

Eu sugiro que você utilize um canal centenário, chamado correios, e envie o seu currículo para agências de contratação de executivos. Nesse caso, a confidencialidade é garantida, porque essas agências se relacionam com seus clientes através de outro canal, milenar, de comunicação: a palavra falada.

Pesquise na internet e descubra as principais agências da sua região. Envie a elas o seu currículo e coloque-se a disposição para um contato. Nem sempre o retorno é imediato, porque essas agências não procuram empregos, elas atendem a empresas que procuram profissionais. E nem sempre há uma vaga instantânea a ser preenchida. Muitas vezes pode demorar meses até você ter um retorno.

De resto, você tem razão quanto a exibição de currículos em sites ou redes, porque eles se tornam públicos e podem chegar ao conhecimento de qualquer um, incluindo o seu chefe imediato. Eu já vi muita gente ser chamada pelo chefe para explicar por que estava procurando outro emprego, e aí se engasgar na resposta. Por exemplo: "Não, chefe, estou muito satisfeito aqui e só espalhei o meu currículo por curiosidade". Naah!

Max Gehringer, para CBN.

2015-11-06

'Posso ter problemas ao compartilhar minha experiência como estagiário em rede social?'

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/11/2015, com um ouvinte que está fazendo estágio em uma empresa e contando suas experiências nela em uma rede social.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Posso ter problemas ao compartilhar minha experiência como estagiário em rede social?'

falando nas redes sociais

Um ouvinte escreve: "Comecei a estagiar em uma empresa e decidi compartilhar essa experiência na rede social, descrevendo meu trabalho, minhas impressões e minhas ideias. Não coloquei na rede o nome da empresa e nem mencionei nomes de pessoas. Mas como estou usando o meu nome verdadeiro na rede, pergunto se o que estou fazendo pode me trazer algum problema?"

Sim, pode. De modo geral, empresas não são muito favoráveis a essa prática de compartilhamento. Um pouco porque o funcionário pode, mesmo sem intenção, revelar fatos e dados que a empresa não gostaria que se tornassem públicos. Mesmo que você não esteja fazendo isso, o seu exemplo pode gerar outros iguais. E um dia, alguém acabará escrevendo o que não deve.

Por isso, as empresas preferem o caminho da discrição. Se você tivesse perguntado ao seu superior hierárquico se podia fazer o que está fazendo, tenho quase certeza que ele lhe diria que não. É por isso que você não vê iniciativas como a sua rolando pelas redes sociais.

Além disso, muitos contratos de trabalho trazem, por escrito, uma restrição a que o contratado fale publicamente sobre assuntos da empresa. Não sei se isso está escrito no seu, que é de estágio, mas por via das dúvidas, dê uma olhada nele.

Não acho que você tenha feito algo errado e nem que esteja mal intencionado, muito pelo contrário. As empresas é que ainda não estão preparadas para permitir que seus funcionários escancarem pela internet o que acontece dentro delas.

Max Gehringer, para CBN.

2015-05-28

'Fui demitido por falar mal da empresa no Facebook' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/05/2015, com um ouvinte que falou mal da empresa em que trabalha no Facebook e foi demitido por justa causa.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Fui demitido por falar mal da empresa no Facebook'

falando mal do trabalho no facebook

Um ouvinte escreve, e a história dele certamente vai interessar a muita gente. Ele conta: "Fui demitido por justa causa, por participar de um grupo no Facebook e postar comentários negativos sobre a empresa. Por ter mesmo falado mal, decidi não procurar meus direitos. Mas gostaria de saber como retornar ao mercado de trabalho com essa observação em minha carteira profissional. O que devo falar em entrevistas?"

Bom, começando pelo fim, você deve ser sincero e dizer que se excedeu em seus comentários, que eram brincadeira, porque imaginou, inocentemente, que a sua empresa não iria tomar conhecimento daquilo que você postou usando o seu nome e sobrenome. Esse é um risco que muitos funcionários estão correndo.

E é bom que todos saibam que empresas não possuem um departamento de espionagem que passa o dia inteiro xeretando redes sociais. Porém, há pessoas na própria empresa, colegas de trabalho, que por um motivo ou outro, seja inveja ou orgulho de trabalhar na empresa, denunciam o que leem. Você dificilmente saberá quem foi, mas esteja certo de que nem todos os funcionários concordam que estejam trabalhando numa péssima empresa, e saem em defesa dela.

Quanto à primeira parte, eu acredito que você deva ir à Justiça do Trabalho para tentar reverter a sua demissão para sem justa causa. Certamente, a sua empresa usou o seu caso para mandar uma mensagem geral: falou mal publicamente, leva uma justa causa. Mas parece-me que essa é uma punição exagerada e você tem boas chances de conseguir a reversão. Mas só faça isso depois de conseguir o seu próximo emprego e passar o período de experiência.

Max Gehringer, para CBN.

2015-04-17

'Existe algum código de retorno em redes profissionais?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/04/2015, com uma ouvinte que entrou em contato com uma pessoa de sua rede social profissional, mas não obteve resposta.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Existe algum código de retorno em redes profissionais?'

redes sociais profissionais

Uma ouvinte escreve: "Faço parte da rede profissional de uma pessoa que trabalha na área de relações humanas de uma empresa na qual fiz uma entrevista de emprego e não fui selecionada. Não conheço essa pessoa, mas aproveitando a facilidade do contato, escrevi duas vezes para ela, perguntando os motivos da minha rejeição, e não recebi resposta. Pergunto se existe um código de retorno nessas redes, ou pelo menos, a cortesia em responder."

Não, não existe nenhum código formal. Mas informalmente, posso deduzir que existe um. Quem escreve tem o direito de perguntar o que quiser. E quem recebe tem o direito de decidir se quer responder.

Estar em uma ou mais redes profissionais é positivo. Mas devido a facilidade para aderir, uma ínfima parte dos integrantes teve algum contato com os outros, fora dela.

Agora, imagine o seguinte. Se uma pessoa da sua rede, alguém com quem você nunca se encontrou, lhe escrevesse solicitando uma informação sobre a empresa em que você trabalha, suponho que você iria consultar a sua empresa antes de dar uma resposta. E certamente ouviria que isso não seria recomendável.

Talvez por cortesia, você até respondesse que não poderia dar a informação por ela ser confidencial. Se você pensar bem, essa seria uma resposta inócua, porque quem escreveu certamente já sabia disso.

Do mesmo modo, se a empresa que entrevistou você não ofereceu motivos para a rejeição, é porque essa é a diretriz da empresa.

Não estou dizendo que isso seja certo, mas apenas lhe explicando que a falta de uma resposta foi uma resposta. Que pode ser interpretada como: por favor, não me pergunte o que não posso responder.

Max Gehringer, para CBN.

2014-11-21

Postar apoio a temas polêmicos em redes sociais pode prejudicar candidato em processos seletivos - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/11/2014, sobre como posts em redes sociais podem prejudicar um candidato a emprego em um processo seletivo.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Postar apoio a temas polêmicos em redes sociais pode prejudicar candidato em processos seletivos

redes sociais

Uma ouvinte pergunta: "Postar apoio a temas polêmicos no Facebook e no Twitter pode me prejudicar em um processo seletivo na análise do RH de grandes empresas?"

Sim! Definitivamente. Não só em grandes empresas, como também nas menores. E não só nas duas redes sociais que você mencionou, como em qualquer uma que possa ser livremente acessada.

As redes sociais se tornaram um bálsamo para os avaliadores de currículos. Elas permitem saber muito mais sobre um candidato a emprego do que o currículo mostra ou do que uma entrevista pessoal revelaria.

Isso não quer dizer que empresas queiram contratar apenas funcionários que não tenham opinião sobre nada. Nada disso. Empresas apreciam funcionários autênticos, que defendam suas convicções, que saibam argumentar e que apresentem propostas novas.

Mas empresas também possuem seus códigos de conduta e seus valores empresariais. Se uma empresa afirma que é contra qualquer tipo de discriminação e um candidato a emprego posta em uma rede social, uma opinião que contrarie essa postura da empresa, ele será descartado do processo. E nem ficará sabendo quando, nem por quê.

E nem precisa, necessariamente, ser um tema polêmico. Se você postar, por exemplo, que só sobe na carreira quem for desonesto e puxa-saco, uma boa empresa não irá querer contratá-lo. Ou porque você não quer subir na carreira ou porque quer, e aí estaria disposto a ser aquilo que critica.

Max Gehringer, para CBN.

2014-09-30

'Candidatos têm revelado fatos que antes eles preferiam omitir, como religião e ideologia' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/09/2014, com uma ouvinte que cuida do recrutamento de novos empregados e está procurando uma forma de se adaptar ao modo como os candidatos têm revelado fatos pessoais que antes eles preferiam omitir.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Candidatos têm revelado fatos que antes eles preferiam omitir, como religião e ideologia'

entrevista de emprego

Uma ouvinte escreve: "Sou gerente de recrutamento de uma empresa famosa. De algum tempo para cá, tenho notado que alguns candidatos a emprego têm revelado, sem serem perguntados, alguns fatos que, não faz muito tempo, os candidatos preferiam omitir. Como, por exemplo, religião, ideologia, opção sexual e condições clínicas não aparentes. Como há um cerco cada vez maior nas várias formas de discriminação no mercado de trabalho, que é potencializado por denúncias em redes sociais, só posso deduzir que muitos candidatos passaram a acreditar que pertencer a uma minoria aumenta a chance de contratação. Ainda estou procurando a melhor forma de me adaptar a essa nova realidade. Você teria alguma sugestão?"

Eu tenho uma história. Certa vez, eu entrevistava um candidato e ele me disse que eu precisava saber que ele era homossexual. O que eu respondi foi que não, eu não precisava saber, porque ele estava sendo avaliado pelo currículo acadêmico e pela experiência funcional. E o que ele tinha me dito não se encaixava em nenhum desses dois quesitos. Por fim, ele não foi contratado porque havia candidatos melhores do que ele.

Porém, você tem razão. Isso ocorreu antes das redes sociais. Hoje, o que eu provavelmente faria seria entregar previamente aos entrevistados uma folha afirmando que a empresa é contra qualquer tipo de discriminação, que nada que não se relacione ao trabalho será perguntado na entrevista e nem levado em consideração se for revelado espontaneamente. No fundo, é o que sempre deveria ter sido. Mas agora, aparentemente precisa ficar escrito.

Max Gehringer, para CBN.