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2019-02-26

O espaço aberto dos escritórios influencia na produção e no relacionamento dos funcionários? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/02/2019, com uma ouvinte que quer implantar um ambiente aberto em sua empresa.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O espaço aberto dos escritórios influencia na produção e no relacionamento dos funcionários?

escritório aberto ambiente de trabalho

Uma ouvinte escreve: "Sou gestora de relações humanas de uma empresa e desejo propor a mudança do nosso layout tradicional, de seções compartimentadas para uma ambiente de open space. Acredito que esse modelo de escritório, totalmente aberto, que surgiu neste século com as empresas de tecnologia, auxilie na agilidade, na inovação e na sociabilidade. Só que os diretores da minha empresa são de uma geração anterior e difíceis de convencer."

Muito bem. Talvez você fique surpresa, mas o espaço totalmente aberto não tem nada de novidade. Ele era o padrão de todas as empresas brasileiras há um século. Busque na internet fotos de escritórios da década de 40 do século passado e você comprovará o que estou dizendo.

Eu trabalhei em ambientes abertos e fechados. E posso lhe garantir que a diferença não está no espaço em si, mas nas pessoas dentro dele. Existem funcionários que rendem muito bem em grandes grupos, e há quem se concentre melhor em um ambiente mais restrito.

Eu creio que a sua dificuldade seja a de comprovar o que você afirma, que haverá mais criatividade, mais inovação e melhor ambientação coletiva.

Quando uma empresa faz algo pensando no interesse dos empregados, o apoio deles é garantido e a produtividade cresce. Se faz algo porque é moda, nem tanto.

E, como você já percebeu, diretores que são de outra geração (e quase todos eles são), não se mostram propícios a adotar novidades que implicam em custos e não tragam retorno garantido.

Max Gehringer, para CBN.

2019-02-13

Como se adaptar ao novo ambiente quando a empresa muda de dono? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/02/2019, com uma ouvinte que trabalha em uma empresa que foi comprada por outra.

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Como se adaptar ao novo ambiente quando a empresa muda de dono?

adaptação ambiente de trabalho

Escreve uma ouvinte: "A empresa em que trabalho, de porte pequeno para médio, foi comprada por outra bem maior. Os diretores da nossa empresa foram mantidos pelos novos donos e alguns profissionais de lá, que vieram observar o nosso trabalho, fizeram elogios a nossa cultura e ao nosso ambiente.

Isso nos deixou aliviados, mas estamos sentindo que o nível de exigência vem aumentando a cada dia. E estamos receosos de que vá aumentar muito mais. Se o que ouvimos é verdade, não seria interessante que a nova empresa absorvesse o que nós temos de positivo?"


Seria, mas infelizmente não costuma funcionar assim. Quando a empresa compradora é agressiva e competitiva, como parece ser o caso, a tendência natural é que ela imponha o seu ritmo e o seu foco em resultados imediatos.

Isso não significa que ela irá desprezar o que pode absorver de útil para melhorar os seus processos, mas sinto lhe dizer que isso não inclui cultura e ambiente.

O choque de uma mudança sempre é doloroso. E eu só posso sugerir que vocês tentem enxergar as oportunidades de carreira que a nova empresa tem a oferecer.

Sinto também lhe dizer que a sua empresa deixou de existir no momento em que ela foi comprada. Mesmo que ela mantenha o nome e, por enquanto, também os diretores.

Agora, para vocês, tudo se resume a uma questão de adaptação, como se vocês tivessem começado em um novo emprego. Não irá dar certo para todos, mas dará para alguns. E eu espero que dê para você.

Max Gehringer, para CBN.

2019-02-11

Você não precisa ir a todos os encontros dos colegas de trabalho no bar - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/02/2019, com um ouvinte que se sente deixado de lado no trabalho por não participar dos happy hours com alguns colegas de trabalho.

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Você não precisa ir a todos os encontros dos colegas de trabalho no bar

happy hour trabalho

Um ouvinte escreve: "Por uma questão de hábito, que vem de longe, meus colegas de trabalho costumam se reunir fora da empresa para beber e conversar. Isso acontece às sexta-feiras, depois do expediente. E pelo que eu sei, tais reuniões informais duram horas, e quem não comparece acaba sendo criticado pelos assíduos.

Eu nunca fui e sinto que fico meio de escanteio no trabalho, sendo tratado como se não quisesse fazer parte da turma, por não apreciar a companhia dos colegas. Não é nada disso, apenas tenho como aproveitar melhor meu tempo, do que ficar jogando conversa fora e criticando os ausentes. Como posso administrar essa situação?"


Talvez indo uma vez por mês a esses encontros e dizer que tem compromissos pessoais que o impedem de participar de todos. Mas, se nem isso lhe apraz, o que você pode fazer é ser eficiente no trabalho e conseguir a aprovação da única pessoa que realmente interessa: o seu chefe.

Eu convivi com muitas pessoas que, assim como você, souberam separar o trabalho das supostas convenções sociais fora de expediente. E posso lhe afirmar que o primeiro passo para não se sentir rejeitado é não ligar a mínima para o que os outros falam.

Um ambiente sadio é criado dentro da própria empresa em horário de expediente, e não em reuniões de panelinhas fora dela.

Agora, se esse grupinho adquiriu poder dentro da empresa, suficiente para minar a carreira de quem não faz parte dele, só posso lhe dizer que você está na empresa errada.

Max Gehringer, para CBN.

2019-01-29

'Comecei na empresa há pouco tempo, mas meus colegas não me receberam bem' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/01/2019, com um ouvinte que começou em um emprego e não foi bem-recebido.

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'Comecei na empresa há pouco tempo, mas meus colegas não me receberam bem'

ambiente de trabalho colegas ruins

Escreve um ouvinte: "Comecei em uma empresa há pouco tempo e me deparei com um problema inesperado. Meus colegas não me receberam bem e continuam me ignorando. Não sei se é por causa da minha idade, já que todos são mais velhos do que eu e antigos de casa. Ou se é por causa da minha formação, já que meus colegas, quando muito, concluíram um curso superior, mas já há bastante tempo.

Pensei em falar sobre essa situação com o gerente do setor, mas temo que isso possa complicar, ainda mais, o que já não está bom. Você vê algum motivo que eu não esteja vendo, para esse tratamento pouco civilizado?"


Bom, começando pelo que você descreveu, eu posso ver um: o receio de seus colegas de que o sucesso de alguém jovem e bem-formado, possa levar a direção da empresa a cogitar a substituição dos mais antigos por outros com mais potencial, como você.

Mas não creio que o motivo possa ser só esse. É provável que você, mesmo sem intenção, tenha tido algum comportamento ou feito comentários que deixaram os seus colegas com um pé atrás.

Se você vê futuro nessa empresa, eu lhe sugiro não tentar ser agradável para compensar a má-vontade geral. Procure ser apenas eficiente, falando pouco e trabalhando bem.

O que realmente importa é como o seu gerente irá avaliar o seu desempenho. A retração de seus colegas irá cessar quando eles perceberem que você quer ser mais um no elenco, e não o astro principal.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-28

Etiqueta corporativa: gentilezas acabam quando o trabalho começa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/12/2018, com uma ouvinte que trabalha em uma empresa que elogia a quem sai, mas nunca os que estão trabalhando.

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Etiqueta corporativa: gentilezas acabam quando o trabalho começa

elogios no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Sou gestora de uma área, em uma empresa que emite circulares comunicando a saída de gestores, demitidos ou demissionários. Fico meio nauseada quando leio essas circulares, porque parece que os que vão embora são melhores do que os que ficam. Só há elogios ao trabalho feito e à importante contribuição que foi dada.

Como conhecemos muito bem os que saem, sabemos que só a minoria mudou para um emprego melhor. A maioria saiu mesmo por não aguentar o repuxo. Por que a empresa não usa o mesmo critério para elogiar aos que ficam e estão fazendo um bom trabalho?"


Bom, como a sua empresa tem circulares de saída, certamente ela tem também circulares de entrada, que anunciam os novos contratados. E basta uma leitura rápida para perceber que, não só os que saem parecem melhores do que os que ficam, como também os que entram parecem melhores do que os que já estão.

O nome desse malabarismo com palavras é etiqueta corporativa: uma maneira de amenizar uma saída e uma forma gentil de dar boas-vindas a quem chega. Mas como você bem sabe, as gentilezas acabam quando o trabalho começa.

Dito isso, você tem razão. Deveria haver mais elogios a quem os merece, e mais reconhecimento imediato. Mas essa falta de apreciação é bem antiga. Há 50 anos, o sambista Nelson Cavaquinho já reclamava dela quando cantava: "Depois que eu me chamar saudade, não preciso de vaidade."

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-27

Minha empresa vive de uma crítica atrás da outra aos funcionários - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/12/2018, com uma ouvinte que trabalha em uma empresa que só faz críticas aos funcionários.

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Minha empresa vive de uma crítica atrás da outra aos funcionários

críticas no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa que passou sem traumas pela crise, aumentando, a cada ano, o faturamento e o lucro. Mas nós somos tratados como se estivéssemos no fundo do poço, como se tudo o que fazemos não está bom. É uma crítica atrás da outra, sem trégua e sem piedade. E não é só o meu gestor, são todos eles. Nem me lembro da última vez em que ouvi um elogio. Isso não vai contra tudo o que se fala sobre gestão de pessoas?"

Certamente vai, mas vamos ponderar. Existem duas coisas que são nocivas em empresas. Uma é o excesso de críticas. E a outra é a ausência de críticas. O excesso aumenta a pressão e reduz a motivação, enquanto a ausência causa acomodação e falta de interesse em melhorar.

Porém, entre dois malefícios, nunca ser criticado ainda é pior do que ser criticado constantemente. É claro que o ideal seria o meio-termo, mas o que você está passando irá fazer muito bem para a sua carreira.

Quem trabalha por dois ou três anos em um ambiente como o seu, não terá medo de mais nada quando for contratado por outra empresa. Já quem trabalha em uma empresa em que tudo caminha por inércia, ficará paranoico quando tiver que enfrentar gestores mais exigentes.

Por isso, enquanto estiver aí, considere que você está passando por uma escola, que ensina, na prática, tudo o que as faculdades não têm como ensinar na teoria. E procure tentar ouvir as críticas pelo que elas pretendem ser: incentivos, e não depreciações.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-18

A estratégia para mudar a cultura de gestão de uma empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/12/2018, com uma ouvinte que não está enfrentando problemas para mudar a cultura de gestão de sua nova empresa.

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A estratégia para mudar a cultura de gestão de uma empresa

cultura de gestão empresarial

Uma ouvinte escreve: "Fui contratada há 4 meses por uma empresa familiar do ramo químico, que decidiu implantar uma gestão profissional. Sou gerente de setor e meus subordinados são todos técnicos, com boa formação acadêmica, e conhecimento prático e específico de suas atribuições.

Fui trazida para fazer tudo o que a empresa nunca tinha feito, como manuais de gestão, avaliações individuais de desempenho e programas de produtividade. São trabalhos que eu já havia feito anteriormente em grandes companhias, e imaginei que os profissionais da empresa atual iriam apreciar a possibilidade de se atualizar, com as melhores práticas do mercado. Imaginei errado.

A reação ao que peço ou determino é de desculpas, do tipo 'agora não dá', 'isso não vai funcionar' ou 'essas coisas são para multinacionais'. Sinto-me meio perdida, porque meu diretor também é novo de empresa e não quer se indispor com ninguém. O que faço?"


Faça como o seu diretor: firme o pé no chão antes de começar a voar. Quatro meses é pouco tempo para mudar radicalmente uma cultura já arraigada.

A minha sugestão é que você converse com o seu diretor e, com a concordância dele, passe a implantar um programa por vez, e não todos ao mesmo tempo, como provavelmente você tentou fazer. Quando o primeiro for bem assimilado, entra o segundo e assim por diante.

Os seus subordinados não estão contra você. Eles só precisam ser convencidos de que você está a favor deles.

Max Gehringer, para a CBN.

2018-12-11

Como saber se está na hora de deixar o meu emprego? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/12/2018, sobre quando é a hora de deixar um emprego.

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Como saber se está na hora de deixar o meu emprego?

hora de deixar o emprego

Escreve um ouvinte: "Sei que você vai rir de mim, mas tenho dúvidas se estou numa boa empresa e se tenho um bom emprego. Às vezes me parece que sim, e outras me parece que não. E nunca sei se está, ou não, na hora de sair."

Bom, vou tentar simplificar. Digamos que existam dois tipos de emprego dos quais você não deve sair de imediato. O primeiro é aquele em que você não está ganhando bem, mas está aprendendo muitas coisas que lhe permitirão, um dia, ganhar bem. E o segundo é aquele em que você não está aprendendo nada de novo, mas está ganhando bem.

Misturando essas duas situações, um bom emprego é o que lhe proporciona bom salário e aprendizado útil. E um mau emprego é o que não lhe oferece nem uma coisa e nem outra.

Se você juntar a isso uma terceira variável, o ambiente de trabalho, pode ser que uma empresa que pague bem e possibilite o aprendizado, seja um inferno em termos de convivência entre chefes, subordinados e colegas. Numa empresa assim, vale a pena passar dois anos no máximo.

Mas também há empresas que pagam mal e não ensinam nada, mas possuem um ambiente de trabalho celestino. Nessas só vale a pena ficar quem não tiver muitas ambições ou quem tiver receio do horrível mundo que existe lá fora, pronto para devorar a quem pede a conta.

Eu espero que agora você possa pensar e se decidir. E não, não vou rir de você, porque a sua dúvida é muito pertinente, principalmente entre jovens até os 28 anos.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-10

'Reunião é um palco onde todos são vistos' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/12/2018, sobre reuniões em empresas.

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'Reunião é um palco onde todos são vistos'

reunião de trabalho

Um ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa de grande porte que adora reuniões. Temos duas ou três por semana. Eu sempre fui calado e somente emito uma opinião quando sou perguntado."

Certo. Vou parar a leitura por aqui, porque já temos matéria-prima para conversarmos.

Primeiro, gostar ou não de reuniões é irrelevante. Todos os participantes estão sendo observados, e o comportamento de cada um poderá apressar ou atrasar possíveis melhorias salariais ou de função.

E toda reunião tem vários tipos bem identificáveis. O mais visível, e mais audível, é o que sabe tudo, opina sobre tudo e interrompe os outros.

No centro, estão aqueles que fazem a reunião funcionar: falam quando têm o que dizer, apresentam opiniões com base em fatos e elogiam ideias e sugestões de outros participantes.

E na outra ponta está o calado, que não se manifesta, ou porque é tímido, ou porque acredita que a sua opinião não irá acrescentar nada à discussão.

Após ter participado de centenas de reuniões em minha carreira, posso lhe afirmar duas coisas. Primeira: a reunião é um palco onde todos são vistos. E segunda: cada empresa tem seus critérios para decidir sobre promoções.

Portanto, observe como agem em reuniões, os líderes de sua área de atuação na empresa, e aja como eles. Se eles são mais calados do que faladores, você está no caminho certo. Mas se em sua área há mais líderes barulhentos do que quietos, você precisa se abrir mais às reuniões.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-21

Posso escapar da festa de final de ano na empresa, fora do horário do expediente? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/11/2018, com um ouvinte que deseja não participar da festa de final de ano da sua empresa.

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Posso escapar da festa de final de ano na empresa, fora do horário do expediente?

festa final de ano na empresa

Um ouvinte escreve: "O escritório em que trabalho vai promover uma festa de final de ano, fora do horário de expediente, das seis da tarde às oito da noite. O nosso salão de trabalho será decorado com enfeites e frases criativas, haverá comidas e bebidas, e nossos gestores da alta cúpula irão fazer discursos motivacionais.

Eu sei de tudo isso porque no ano passado, já foi assim. O problema é que não somos convidados a participar, somos meio que intimados.

Eu não gosto de festas e, sinceramente, não gosto de alguns colegas de trabalho. Mas o povo de recursos humanos acredita que essa seja uma excelente oportunidade para que todos possamos nos conhecer melhor, como está escrito na comunicação que recebemos. Pergunto se posso escapar?"


Sim, pode. Uma festa de empresa na própria empresa é um evento profissional. Os empregados teriam que receber horas extras para permanecer duas horas além do expediente. Se isso não vai ocorrer, você pode declinar o convite.

Só que fazer isso não seria muito sábio. A não ser que você tenha algum tipo de trabalho que o torne insubstituível, é melhor aparecer na festa do que ser rotulado como sendo "do contra".

Mas você não precisa ficar o tempo todo. Rode pelo salão, converse com os colegas que você aprecia e com o povo de RH, elogie a festa, beba pouco e saia depois de ter sido notado.

E por fim, vamos convir que nenhuma empresa que patrocina uma festa assim, está sendo mal-intencionada ou aproveitadora.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-19

Cabe à direção da empresa decidir o que é e o que deixou de ser aceitável - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/11/2018, com uma ouvinte que trabalha como ouvidora em sua empresa e notou algumas mudanças nos padrões sociais.

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Cabe à direção da empresa decidir o que é e o que deixou de ser aceitável

ambiente de trabalho

Uma ouvinte escreve: "A empresa em que trabalho tem, há anos, um setor de ouvidoria, para receber queixas dos empregados. Faço parte desse setor e venho notando uma mudança significativa.

No começo, as queixas eram centradas em aspectos físicos, como banheiros, iluminação e atendimento de convênio médico. Atualmente, boa parte versa sobre atitudes, como racismo, sexismo, machismo e homofobia.

As queixas são encaminhadas aos gestores para providências, mas noto que começa a haver uma clara separação de conceitos entre os empregados mais antigos, que querem deixar tudo como está, e os mais novos, que exigem trabalhar em um ambiente respeitoso e igualitário.

Creio que isso está também ocorrendo em empresas que não tenham um canal direto de comunicação entre direção e empregados."


Sim, isso está. As mudanças sociais criaram essa polarização. E as redes sociais se encarregam de sua amplificação.

Em resumo, há um grupo que não pode mais falar o que antes podia. E há outro grupo que passou a usar o direito de dizer o que pensa.

No meio desse entrevero, felizmente, estão as pessoas sensatas e ponderadas. Mas cabe à direção da empresa definir o que é e o que deixou de ser aceitável ou permitido. E deixar claro que desvios de conduta serão punidos.

O maior erro de uma empresa seria deixar a batalha por conta dos próprios empregados, para ver quem é que sai ganhando. Porque aí, todos irão perder.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-13

E quando surge aquele português ruim... Falar ou deixar pra lá? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/11/2018, com uma ouvinte que deu um conselho não solicitado a um colega e ele reagiu mal.

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E quando surge aquele português ruim... Falar ou deixar pra lá?

dando conselhos no trabalho

Escreve uma ouvinte: "Tive uma surpresa muito desagradável quando tentei ajudar um colega de trabalho. Ele comete muitos erros quando fala, e eu sugeri que uma imersão em português poderia ser útil para o futuro profissional dele.

Ao contrário do que eu esperava, ele ficou ofendidíssimo. E pior: começou a espalhar que eu era metida, enxerida e outros adjetivos depreciativos. Minha imagem com os colegas, que era boa, acabou ficando arranhada. E ainda não entendi o que fiz de errado."

Bom, você tomou a iniciativa de oferecer um conselho a alguém que não achou que estava precisando de um, antes de ser aconselhado. E não acreditou que estivesse, depois que foi. E eu lhe diria que essa é a reação mais normal nesse tipo de situação.

Entre colegas de trabalho existe uma espécie de código de conduta não-escrito. Se um deles estiver necessitando de um aconselhamento, ele é que irá escolher a quem irá pedi-lo.

Um oferecimento de bom grado, como ocorreu no seu caso, geralmente é visto como intromissão não solicitada. Além disso, costuma soar como uma crítica, e não como uma assessoria camarada.

Certamente você estava bem-intencionada, mas considere o seguinte: conselhos profissionais podem e devem ser dados por um superior a um subordinado, porque aí existe uma relação de autoridade.

Entre colegas, a melhor maneira de manter um bom relacionamento é elogiar. Dar conselho, só se o colega implorar por um.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-09

Novos empregados que se adaptam ao ambiente da empresa têm mais oportunidades - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/11/2018, com a sugestão mais importante para quem vai começar num emprego.

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Novos empregados que se adaptam ao ambiente da empresa têm mais oportunidades

observando ambiente de trabalho

Uma ouvinte pergunta: "Vou começar em meu primeiro emprego. Você tem sugestões para me dar?"

Eu tenho muitas, mas vou lhe dar só uma, porque se você não der atenção a ela, todas as outras serão inúteis.

Preste muita atenção ao modo como a empresa, em que você vai começar, se comporta. Fazendo isso, você estará observando, na prática, a ação de muitos anos de cultura na moldagem do atual ambiente de trabalho.

Novos empregados que mostram adaptação a esse ambiente terão maiores e mais rápidas oportunidades de carreira, enquanto os refratários à cultura interna ficarão com a impressão de que entraram na empresa errada.

Se estou lhe dando a impressão de que tudo isso será difícil para uma recém-chegada absorver, tranquilize-se, porque será exatamente o contrário: fácil demais.

Alguns exemplos: em que tom as pessoas falam, como elas se dirigem umas as outras, como elas se vestem, quais são as palavras que mais se repetem nas conversas e nos comunicados da direção.

Parece que não, mas cada empresa tem o seu jargão. Há palavras que se ouve a todo instante em uma, e que jamais são usadas por outras.

E há também a questão dos hábitos. Durante o expediente, não faça o que ninguém está fazendo, porque há um motivo para ninguém fazer.

Bom, mas e quanto à sua personalidade e a sua individualidade? Não se preocupe. Você terá tempo e ocasiões para mostrar que é única. Mas ao começar, só precisará mostrar que pode ser mais uma.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-03

Como lidar com a pressão por resultados imediatos - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/11/2018, com uma ouvinte que trabalha em uma empresa que foi comprada por uma multinacional e agora está sofrendo com a pressão.

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Como lidar com a pressão por resultados imediatos

pressão no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Tenho 38 anos de idade, 20 anos de carreira e 8 meses de sofrimento. Tudo ia bem, até que a empresa brasileira em que trabalho há 5 anos, foi comprada por uma multinacional. E aí, tudo mudou.

O ambiente cordial se tornou impessoal, as decisões que eram tomadas em consenso, passaram em ser baseadas em manuais de normas e regras, e a pressão por resultados imediatos é sufocante. Um objetivo difícil, que é superado, passa, de imediato, a ser o mínimo exigido.

Já tentamos dialogar com os gestores sobre os malefícios que essas imposições descabidas podem vir a causar, mas não somos ouvidos. 'Como posso me acostumar e deixar de sofrer?' eu pergunto."


'E por que sofrer?', pergunto, eu. Você descreveu exatamente como multinacionais agressivas funcionam. E eu acrescentaria que elas se tornaram organizações de porte mundial graças a essa agressividade, interna e externa.

Quem entra em uma empresa assim, sem ter tido outra experiência prévia, não sente o que você está sentindo, porque não há com o que comparar.

Como você não mencionou desrespeito, imagino que a pressão seja baseada em cobranças de metas, e não em ofensas e ameaças. Nesse caso, você apenas tomou contato com uma forma de gestão opressiva que não apreciou.

E 8 meses é tempo suficiente para você já ter concluído que não irá mudar a empresa, Portanto, só lhe resta mudar de empresa e encerrar esse breve período de sofrência.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-23

Qual é o melhor remédio contra a boataria numa empresa em crise? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/10/2018, com um ouvinte gerente que trabalha em uma empresa afetada pela crise que vive um ambiente de trabalho ruim e cheio de boataria.

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Qual é o melhor remédio contra a boataria numa empresa em crise?

boataria na empresa

Uma ouvinte escreve: "Sou gerente de uma grande companhia que sempre crescia e dava lucro. E por isso, tínhamos empregados satisfeitos com o salário e os benefícios. Mas a crise nos pegou e acredito que tenha sido porque nossa direção demorou muito a reagir.

Víamos empresas do nosso ramo apertando o cinto e a nossa continua acreditando que era vacinada contra crises. Como não éramos, aconteceram demissões, tanto na base, quanto em cargos de alta gestão. E gastos que eram feitos sem necessidade de aprovação prévia, apenas com base no orçamento, agora são controlados como se fossem custar o último centavo disponível.

Nosso ambiente está horrível, com pessoas assustadas e reclamando de tudo, e muitos boatos de que a empresa está a ponto de quebrar. Nós, gerentes, temos sido convocados para dar nossa opinião, mas como nunca lidamos com situações dessa gravidade, ficamos sem saber o que sugerir."


Bom, normalmente as sugestões apresentadas em casos assim, costumam focar mais em cortes de pessoal ou de gastos, que resultarão em maior desânimo.

Minha sugestão seria mais simples: dizer a verdade aos funcionários. Reunir todos eles, apresentar números reais, explicar a real gravidade e manter boletins atualizados sobre as medidas tomadas.

Em crises, boatos são um veneno corrosivo. Mas eles surgem não por conspiração, mas por falta de informação. E o melhor antídoto para a boataria é a transparência.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-15

Na minha área, pessoas são cobradas aos gritos. Em outro setor, não é assim. O que fazer? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/10/2018, com um ouvinte que trabalha em uma área que é constantemente cobrada com gritos.

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Na minha área, pessoas são cobradas aos gritos. Em outro setor, não é assim. O que fazer?

gritos no trabalho

Escreve um ouvinte: "Trabalho na área comercial de uma empresa, e somos constantemente cobrados por resultados na base do grito, como ocorre em qualquer área comercial. Acontece que trabalhamos no mesmo prédio em que está o pessoal administrativo, que recebe tratamento bem diferente.

Todo mundo papeando, tranquilo e sem estresse. Ou aquele pessoal é bom demais, ou nós aqui somos todos incompetentes, ou tem alguma coisa errada. O que você sugere?"


Vamos lá. Em minha carreira, eu passei por três áreas bem diferentes: a industrial, a administrativa e a comercial. E posso lhe dizer algo por experiência própria: ao contrário do que você afirma, todos sentem a pressão.

O que varia é o tipo de trabalho, que nas duas primeiras é contínuo, repetitivo, concentrado e quase sem mobilidade física, mas sujeito a erros que podem causar grandes estragos. Já na área comercial, a rotina é mais agitada fisicamente e muito mais vocal, a começar pelo chefe.

Em uma das empresas, tínhamos um programa em que um vendedor passava um dia inteiro no setor administrativo, e o pessoal da administração passava um dia inteiro no campo, acompanhando os vendedores. Nos dois anos em que o programa durou, ninguém pediu para trocar de área por achar que a outra era mais fácil ou mais tranquila.

Então, respondendo à sua pergunta, a única coisa errada é achar que o trabalho dos outros é moleza.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-05

Na minha empresa, quase ninguém entra e quase ninguém sai. Seria coerente eu sair? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/10/2018, com um ouvinte que trabalha numa empresa em que quase ninguém entra ou sai.

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Na minha empresa, quase ninguém entra e quase ninguém sai. Seria coerente eu sair?

reunião do ambiente de trabalho

Um ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa de porte médio e somos em 30 funcionários em meu setor. Eu fui contratado faz 11 meses, e por esses dias, descobri algo intrigante. Ninguém foi contratado depois que eu fui, e o último a ser contratado antes de mim, já está na empresa há quase três anos.

E eu só entrei porque o ocupante anterior da função mudou para outra cidade. Ou seja, aqui quase ninguém entra e quase ninguém sai. O quadro de empregados é estável e a chefia é a mesma há anos.

Numa empresa assim, não terei oportunidade de progresso. E pergunto se seria coerente eu sair, mesmo gostando da empresa e do tratamento, e sem reclamações quanto a meu salário, que está na média do mercado."


Muito bem. Supondo que, na própria empresa não haja outro setor para o qual você possa eventualmente ser transferido com uma promoção, você está absolutamente certo em sua avaliação.

Essa é uma empresa modelar, que oferece relativa estabilidade, salário decente e bom ambiente de trabalho. Mas ela não pode oferecer uma ascensão. E se esse é o seu objetivo profissional, você deve, com calma, procurar outro lugar que lhe ofereça essa possibilidade.

Mas permita-me lhe antecipar algo. Na medida em que a sua carreira for avançando e você atingir cargos de gestão, com toda a pressão que eles demandam, você irá sentir uma enorme saudade dessa empresa em que está. Por isso, curta cada minuto que você ainda passar nela.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-25

Meus colegas dizem que estou perdendo meu tempo na empresa. Devo levar a sério? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/09/2018, com um ouvinte que tem colegas de trabalho lhe alertando que está perdendo tempo na sua empresa atual.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Meus colegas dizem que estou perdendo meu tempo na empresa. Devo levar a sério?

perdendo tempo na carreira

Escreve um ouvinte: "Tenho 25 anos e estou há quatro anos nesta empresa. Faço bem o meu trabalho, recebo elogios de quando em quando, e me dou bem com o pessoal. Acontece que dois colegas mais antigos já me disseram que estou perdendo meu tempo aqui, porque quanto mais eu ficar, mais eu vou atrasar a minha carreira. Pergunto se devo levar isso a sério ou ignorar?"

Você deve levar a sério, por dois motivos diferentes.

Se essas pessoas são amargas, insatisfeitas com a vida ou vivem criticando tudo o que veem, elas podem estar usando você, e provavelmente outros como você, para desabafar o que sentem. Nesse caso, você deve se afastar delas, porque elas são má influência.

O segundo motivo é que esse tipo de conselho costuma ser o reflexo de uma situação já vivida por gente de bem, que um dia, foi igual a você. Gente que deu muito pela empresa e em troca recebeu elogios, mas não muito mais que isso.

Hoje, essas pessoas admitem que poderiam estar em uma situação melhor se tivessem tido a coragem de arriscar. E usam a própria história para evitar que jovens, como você, repitam o mesmo roteiro.

Isso não significa que você deva mudar, mas que deve prestar mais atenção ao que sua empresa realmente pode lhe oferecer. Avalie quantas promoções foram feitas desde que você está aí e quem foram os promovidos.

Se você perceber que está só marcando passo, uma mudança de ares lhe permitirá testar se o que estão lhe dizendo é mesmo verdade.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-14

Aprenda a elogiar mesmo quando o elogio é dispensável - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/09/2018, sobre os efeitos positivos de elogios no trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Aprenda a elogiar mesmo quando o elogio é dispensável

elogiar no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Participo de uma reunião diária de operações, junto com colegas de outros setores. Quando vejo que um colega apresentou um dado incorreto, peço licença e corrijo a informação.

Minha intenção não é mostrar que sei mais que os outros, nada disso. Apenas tento colaborar para que dados incorretos não levem a conclusões incorretas.

Mas sinto que meus colegas ficam esperando que eu cometa algum deslize, para me criticar. E quando isso acontece, noto uma satisfação geral na sala, como se fosse uma vingança coletiva. O que você pode me dizer a respeito disso?"


Digo que você está falando com a pessoa certa. Eu também tinha, e acho que ainda tenho, essa mesma mania. E assim como você, igualmente tive colegas que levavam para o lado pessoal quando eram corrigidos.

Um dia, meu chefe me alertou sobre os malefícios desse defeito involuntário, de corrigir o próximo em coisas que não tinham importância.

E aí, meu chefe me deu um valioso conselho, que lhe repasso com prazer: "Aprenda a elogiar", ele me disse, "mesmo quando o elogio é dispensável".

Aprendi e funcionou. Depois que passei a fazer uma média de três elogios para cada correção, elas passaram a ser aceitas como intervenções bem intencionadas, e não mais como interrupções pedantes.

Sugiro que você também tente usar essa tática. Porque elogios pontuais têm esse efeito profilático de desarmar os beligerantes e deixá-los mais receptivos a escutar o que não gostariam.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-03

Sistema de microgerenciamento pode sufocar funcionários - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/09/2018, com um ouvinte que foi contratado por uma empresa que usa o sistema de microgerenciamento como gestão.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Sistema de microgerenciamento pode sufocar funcionários

microgerenciamento

Um ouvinte escreve: "Ao ser contratado para trabalhar nesta empresa, ouvi do recrutador que ela adota o sistema de microgerenciamento. Não me preocupei em perguntar o que era isso, mas me pareceu ser alguma técnica moderna de gestão.

Faz só um mês que estou aqui, mas me sinto sufocado. Ninguém fala com ninguém, e a cobrança da chefia desce ao nível do rabicho da minúcia do pormenor. Eu sei que poderia render bem mais, mas a cada momento preciso mostrar que sim, estou fazendo só o que foi me mandado fazer. Penso até em pedir a conta."


Sim, peça, antes que você fique robotizado.

Microgerenciamento é um pavoroso estilo de gestão, em que cada funcionário tem seu trabalho acompanhado sem trégua pela chefia.

Atenção é dada a cada detalhezinho e nenhum subordinado pode se desviar um milímetro daquilo que foi orientado a fazer. E nenhuma decisão, por mais simples e óbvia que pareça, pode ser tomada sem o consentimento da chefia.

Como se poderia esperar, os funcionários não pensam, só executam. E os chefes são controladores obsessivos.

Empresas que adotam essa prática precisam ter funcionários diligentes, totalmente focados e sem qualquer desejo de fazer sugestões. Se você não é assim, a sua contratação foi um equívoco.

Você não sabia o que era microgerenciamento e o recrutador não se preocupou em lhe explicar. Agora que sabe, fuja daí. Antes que você comece a achar que isso é normal.

Max Gehringer, para CBN.

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