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2022-05-09

As surreais e bem humoradas ilustrações e pinturas com críticas sociais de Marco Melgrati

Marco Melgrati é um artista da Itália que produz incríveis e surreais ilustrações e pinturas. Misturando bom-humor e um toque de crítica social, Marco Melgrati desenvolve ilustrações e pinturas tradicionais que exploram, através de toques surreais, muitas agruras da vida moderna e suas idiossincrasias. Seja criticando o que fazemos nas redes sociais, seja criticando nossos "amados" governantes, ou seja simplesmente criando divertidas situações e imagens, o artista é responsável por memoráveis ilustrações.

Vejam as surreais e bem humoradas ilustrações e pinturas com críticas sociais de Marco Melgrati:

Marco Melgrati instagram arte ilustrações crítica social surreal

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Imagens via perfil de Marco Melgrati no Instagram. Dica via Beautiful Bizarre Magazine.

2017-09-29

Cuidado ao dar sugestões no ambiente de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/09/2017, sobre como dar sugestões ao chefe, mesmo que ele não goste de receber sugestões.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Cuidado ao dar sugestões no ambiente de trabalho

conversando com o chefe

Um ouvinte escreve: "Gosto de dar sugestões sobre o meu trabalho, mas o meu chefe é meio avesso a receber sugestões. Ele acha que sabe tudo. Como posso falar o que penso, sem que ele se ofenda?"

Tudo é uma questão do modo como você fala. É verdade que existem chefes que se julgam acima do resto da humanidade. Mas na maioria dos casos, isso é só uma fachada. Nenhum chefe com mais de dois neurônios rejeitaria uma sugestão que poderia ser benéfica a ele próprio.

Posso então lhe sugerir que você apresente as suas sugestões de maneira a que o chefe fique com a palavra final. Por exemplo, oferecendo sempre duas opções para a solução de um problema, sendo que uma é apenas para que a outra pareça mais óbvia do que já é. Aí, o seu chefe lhe diria o que fazer, em vez de você ter dito a ele o que achava que deveria ser feito.

Outra maneira que funciona bem é pedir para o chefe pensar se uma determinada alternativa não poderia ser usada, no lugar de uma que já se tornou rotina.

Ao dizer isso de maneira a que o chefe é que acabaria tendo a ideia que você teve, ele perceberá que está diante de alguém capaz de pensar e de ser suficientemente esperto para não dizer ao chefe como ele deveria chefiar.

O nome disso é inteligência política. Mas há quem prefira chamar de puxa-saquismo. Mas há uma diferença: o puxa-saco é vazio, já a inteligência política é a habilidade para influenciar uma decisão sem tentar impor o ponto de vista.

Max Gehringer, para CBN.

2016-04-05

Impeachment é uma palavra que circula no Brasil há muito tempo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/04/2016, sobre a palavra "impeachment".

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Impeachment é uma palavra que circula no Brasil há muito tempo

confronto político

Um ouvinte escreve: "Tivemos uma discussão aqui na empresa sobre o que seria 'impeachment'. Uns dizem que isso quer dizer 'impedimento', outros que quer dizer 'golpe'. E outros, como eu, preferem ficar calados. Será que não temos uma palavra nossa que substitua esse americanismo que entrou na moda?"

Vamos lá. Mundo corporativo também é cultura de vez em quando.

Em inglês, "peach" quer dizer "pêssego". Mas o verbo "to peach" tem outros sentidos, como "acusar" e "delatar". E o seu derivado, "to impeach", significa contestar a validade de algo.

Por exemplo, o ocupante de um cargo público pode ter o seu trabalho contestado e se for comprovada a sua má-fé ou incompetência, ele pode ser exonerado da função.

Nesse caso, "impeachment" é traduzido como "impugnação". Mas essa palavra sempre foi aplicada a tantas atividades, incluindo o futebol, que a política preferiu se diferenciar adotando o termo original em inglês.

Embora tenha se popularizado no processo que depôs o presidente Collor, "impeachment" já vinha circulando no Brasil há muito, muito mais tempo. Começou a aparecer na imprensa logo após a proclamação da república e foi usada na prática em 1893, em um processo envolvendo o governador de Pernambuco. A palavra pode ser utilizada para todos os níveis do serviço público, ou seja, um batalhão de gente.

Se a explicação lhe satisfez, sugiro que vocês retomem o trabalho porque, com essa crise, as empresas estão muito mais preocupadas com o nível de produção do que com o sentido de impugnação.

Max Gehringer, para CBN.

2016-01-01

O que esperar do ano? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/01/2016, sobre o que esperar do ano novo.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O que esperar do ano?

ano novo 2016 crise

"O que esperar do ano novo?", perguntam alguns e pensam quase todos.

Vamos então supor que o Brasil seja uma grande empresa, cuja principal finalidade é a de prestar serviços aos seus associados, que somos todos nós.

O que qualquer empresa tentaria fazer na atual situação? A primeira medida seria reduzir gastos, adiando investimentos, reduzindo a folha salarial e cortando benefícios. E quais seriam as consequências? A perda da confiança por parte dos associados, com enorme prejuízo político para os gestores e eventuais demonstrações públicas de descontentamento explícito.

Como isso é ruim, a segunda medida seria aumentar o faturamento, o que não só é possível para a grande empresa Brasil, como também é fácil: basta pedir que os associados contribuam para esse esforço, que se dá através da elevação dos tributos. Nesse caso, igualmente haveria reclamações, mas não tão altissonantes.

Logo, se existem duas soluções e uma é mais fácil que a outra, a lógica indica que ela é que será adotada. Só que se isso vier a ocorrer, a economia não irá recuperar o terreno perdido, não serão criadas novas vagas e os jovens que se formarem encontrarão dificuldades para ingressar no mercado.

O ano novo, portanto, será menos penoso para quem decide do que para quem irá pagar pelos efeitos das decisões. A questão é saber como irão conviver a economia, que é factual, e a política, que é etérea. Em meus tempos de empregado, eu ficava pensando como minha vida seria mais fácil se ao ser criticado por meu chefe, eu pudesse responder: "Chefia, não acredite nos fatos, isso é intriga dos meus inimigos políticos."

Max Gehringer, para CBN.

2015-12-30

Bolsa Família pode ser cortado? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/12/2015, sobre o Bolsa Família.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Bolsa Família pode ser cortado?

bolsa família

Uma ouvinte escreve: "Minha renda vem do programa Bolsa Família. É verdade que ele pode ser cortado?"

Pode, mas não será. O programa foi criado por lei em janeiro de 2004. Atualmente atende a 14 milhões de famílias, com cerca de 50 milhões de beneficiários, ou quase um em cada quatro brasileiros. O valor pago a cada família é baixo, mas o volume total de recursos é alto, e gera um furo no orçamento do governo em situações de crise econômica.

A lei de 2004 definiu quem podia receber e quanto receberia, mas não dizia qual seria o critério de reajuste. A cada ano, o governo decide qual será o novo valor.

Os beneficiários, como você, devem ter em mente que o programa não é um direito permanente. Do mesmo modo que foi criado por uma lei, pode ser extinto por outra lei. É claro que isso não vai acontecer de repente porque seria um suicídio político, mas há uma forma de ir reduzindo aos poucos o impacto do programa na economia, através de reajustes anuais inferiores à taxa de inflação.

Portanto quem está cadastrado deveria usar parte dos recursos como a própria lei original indica, na educação dos filhos.

Respondendo então à sua pergunta, eu lhe diria que o Bolsa Família foi criado para que seus beneficiários pudessem se preparar para não precisar mais dele depois de alguns anos, assim que pudessem educar seus filhos para que eles conseguissem empregos e ajudassem a família a sair da pobreza. O que posso lhe sugerir é tentar usar parte dos recursos dessa forma, enquanto o programa permite que isso seja feito.

Max Gehringer, para CBN.

2014-12-08

Seja político em empresas com ingerência política - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/12/2014, sobre como se destacar em empresas com ingerência política.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Seja político em empresas com ingerência política

negociação

Um ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa cujos principais dirigentes são nomeados por indicação política. Isso faz com que, a cada mudança de diretoria, surja aquele temor de que possam ocorrer demissões. Como eu posso me destacar no mercado, trabalhando nesta empresa, com um sistema de gestão praticamente inexistente e retrógrada, a ponto de ter mudado a denominação de 'colaboradores' para 'funcionários'?"

Bom, você estava indo tão bem até a última frase... "Colaboradores" vêm do latim e se traduz como "aqueles que trabalham juntos". "Funcionários" também vêm do latim e significa "aqueles que executam uma função". Não há nada de retrógrado, são apenas modismos corporativos.

Quanto ao que interessa, que é a sua colaboração ou funcionalidade, a resposta é simples. Se você está em uma empresa que sofre ingerências da política, você precisa ser político. Quando os gestores mudam, você imediatamente adota como sua a ideologia deles. Se a nova gestão disser que você é um colaborador, você colabora. Se disser que é um funcionário, você funciona.

Basta você olhar aí, à sua volta, para descobrir que há colegas seus que fazem isso com a mesma naturalidade com que trocam os sapatos. E nada disso é novidade, porque a situação que você descreveu vem desde Dom João VI, que não tinha nem colaboradores, nem funcionários, mas ajudantes de ordens.

Como você vê, a terminologia muda, mas os princípios permanecem. E se você discorda deles, eu sugiro que você não critique o capitão. Mude de barco.

Max Gehringer, para CBN.

2014-10-17

Essa é uma boa hora de voltar ao Brasil? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/10/2014, sobre o momento econômico atual do Brasil.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Essa é uma boa hora de voltar ao Brasil?

economia do brasil

Um ouvinte escreve: "Trabalho no exterior há cinco anos. Estou empregado e acredito que o meu currículo seria suficiente para me garantir um emprego razoável no Brasil. Pergunto se essa seria uma boa hora para voltar a meu país?"

Em minha opinião, não seria. Eu lhe sugiro esperar entre seis e oito meses, para que você possa avaliar melhor o rumo que a economia brasileira irá tomar. Até este momento, nenhum dos candidatos apresentou qualquer plano concreto de revitalização econômica. As discussões têm se concentrado no curtíssimo prazo e estão mais focadas nas deficiências dos adversários e em casuísmos que possam render pontos nas pesquisas.

Embora alguns setores estejam se sustentando até que bem, tudo parece indicar que o Brasil não irá crescer este ano. Mas o número definitivo só será conhecido no início do próximo ano.

Em uma situação assim, em que os horizontes não estão nem um pouco claros, um retorno só faria sentido se você conseguisse de um futuro empregador uma garantia de estabilidade, de dois ou três anos, para que você pudesse trabalhar sem a preocupação de que o seu emprego estivesse ameaçado caso não houvesse uma recuperação econômica. Ou, o que seria pior, se houvesse uma recessão de fato, algo que os dados disponíveis parecem indicar como uma possibilidade que não deve ser ignorada.

O Brasil tem um grande futuro, como sempre teve. Mas há momentos em que o presente é preocupante para quem vive do salário. E este é um deles.

Max Gehringer, para CBN.

2014-08-04

Mercado esfriou mesmo? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/08/2014, sobre o atual mercado de trabalho, afetado pelas eleições que estão por vir.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Mercado esfriou mesmo?

mercado de trabalho em desaceleração

Um ouvinte escreve: "Estou empregado, mas não estou satisfeito. A empresa em que trabalho é de porte médio e acredito que eu já bati a cabeça no teto por aqui. Por isso, comecei a procurar opções e imaginei que não seria difícil conseguir ofertas, porque me formei em uma boa faculdade e tenho uma série de cursos de aperfeiçoamento. Liguei para todos os meus amigos e me coloquei a disposição para uma eventual entrevista nas empresas em que eles trabalham, mas quase todos me disseram que as admissões estão suspensas. É isso mesmo? O mercado esfriou?"

É bem possível. Eu sei de várias empresas que também deram uma segurada em novos investimentos e contratações. Esse é um fenômeno que parece se repetir em vésperas de eleições majoritárias, como a que vai ocorrer este ano. Um cientista político saberia explicar melhor do que eu os motivos para essa desaceleração.

Mas, na prática, as vendas de bens duráveis de maior preço tendem a cair, como vem ocorrendo com automóveis. E a divulgação de estatísticas de baixo ou nenhum crescimento em empresas de grande porte, parecem afetar os humores do mercado em geral, causando uma retração, seja ela real ou psicológica. E ela afeta as contratações.

Eu lhe sugiro, e por tabelas aos ouvintes que estão empregados, que não se precipitem e nem se preocupem em demasia. Daqui a alguns meses, após as eleições, o mercado de trabalho voltará à normalidade, como sempre voltou em anos eleitorais passados.

Max Gehringer, para CBN.

2014-06-03

'Colegas pediram para eu maneirar o meu desempenho no trabalho' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/06/2014, com um ouvinte muito produtivo, que teve uma comissão de colegas pedindo para ele maneirar o desempenho no trabalho para que os outros não parecessem preguiçosos.

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'Colegas pediram para eu maneirar o meu desempenho no trabalho'

produtividade no trabalho

Um ouvinte escreve: "Comecei a trabalhar no escritório de uma grande instituição com um trabalho semelhante ao de outros vinte e tantos colegas. Esse trabalho é facilmente mensurável ao fim de cada dia porque basta contar o número de documentos que cada funcionário confere e passa adiante. Eu achei o trabalho simples, embora ele requeira concentração permanente. E consegui ótimos resultados de produtividade já a partir da segunda semana. E aí começou o meu problema.

Uma comissão de colegas veio me pedir, num tom meio ameaçador, para eu maneirar um pouco, porque eu estava fazendo com que os demais parecessem preguiçosos aos olhos do nosso chefe. Pergunto: o que devo fazer? Falo com o chefe? Continuo a mostrar produtividade e me indisponho com os colegas? Ou reduzo a minha velocidade e fico bem com todos?"


Bom, a única coisa que eu lhe recomendo é não ir falar com o chefe, porque aí você transformaria uma brisa em um vendaval. Do ponto de vista estritamente profissional, a opção mais recomendável, sem dúvida, é a segunda: a de mostrar que você merece, com sobras, o salário que a empresa está lhe pagando. Já do ponto de vista de relacionamento, a terceira opção, ficar bem com todos, é a que lhe causará menos transtornos.

Mas você pode combinar as duas, se quiser praticar um pouco de inteligência política. Num primeiro momento, controle a sua produtividade para continuar a ser o primeiro da turma, mas por uma margem menor do que a atual. Aos poucos, você pode ir aumentando a velocidade e puxando a turma. Isso resolveria todos os problemas, incluindo o da empresa, que contrata gente preguiçosa, e sem criar nenhum problema novo.

Max Gehringer, para CBN.

2014-03-19

'Sofro muito com problemas que nunca vou conseguir resolver' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/03/2014, com um ouvinte indignado e que sofre com os problemas do Brasil.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Sofro muito com problemas que nunca vou conseguir resolver'


Um ouvinte escreve: "Sou um operário. Não tenho e nunca tive ambição de me tornar chefe, apenas procuro fazer o meu trabalho bem feito. Mas não sou surdo, nem cego, e sofro com os resultados ruins da economia, com as constantes denúncias de corrupção, com a impunidade dos culpados, com a falência do nosso sistema político e com a falta de horizonte para os jovens que estudam e não conseguem emprego. Escrevo-lhe porque você não fica sugerindo receitas mirabolantes para esses males e apreciaria se você pudesse me dizer alguma coisa que me fizesse parar de sofrer tanto com problemas que um simples operário como eu, nunca poderá resolver."

Bom, eu lhe diria, para começar, que a sua preocupação não é em vão. O Brasil tem uma histórica cultura de deixar como está para ver como é que fica. E outra, ainda pior, de achar que a culpa é sempre dos outros e que nada pode ser feito a respeito.

Grandes manifestações populares acontecem no Brasil somente há cada vinte ou trinta anos, mas depois a poeira assenta e tudo volta a ser como era. O povo foi às ruas em 2013. Antes, tinha ido no começo da década de 80. E antes ainda, no começo da década de 60. Três grandes manifestações em 50 anos. Cada uma delas gerou reações nos mandatários da vez, mas não tiveram continuidade.

O que posso lhe dizer é que, se não tivermos cada vez mais gente sofrendo com os desmandos e a inércia, como você sofre, e sem receio de vir a público para expressar opiniões e exigir providências, aí sim é que não iremos para lugar nenhum.

Finalmente, mas não menos importante: fazer o trabalho bem feito, como você faz, é o que lhe dá o direito de falar e ser ouvido.

Max Gehringer, para CBN.

2012-12-21

'Fui passado para trás em uma promoção' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/12/2012, com um ouvinte que foi preterido em uma promoção.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Fui passado para trás em uma promoção'

gestão de pessoas promoção trabalho

"Fui passado para trás em uma promoção", escreve um ouvinte. "Tenho certeza, sem falsa modéstia, de que estava melhor preparado do que o indivíduo que foi agraciado. Meus próprios colegas concordam que foi um caso de favorecimento e não de merecimento. Como devo me comportar nessa situação?"

Bom, vamos começar pela parte mais indigesta. Favorecimento é algo que existe em todos os setores da atividade humana. Pode ser que o escolhido seja mais político que você. Pode ser que ele seja amigo ou parente de alguém influente. Ou pode ser que os critérios utilizados na promoção não tivessem sido apenas técnicos.

Agora, se você gastar o seu tempo pensando na injustiça atroz que acredita ter sofrido, o seu tempo estará sendo muito mal aproveitado em relação a futuras oportunidades de promoção. Comece tentando entender os reais motivos que levaram o seu colega a ser escolhido. Se não foi por parentesco, alguma coisa ele deve ter demonstrado.

Falar com o seu superior a respeito da sua ambição também será importante. Mas não faça isso de imediato. Deixe passar um mês, esfrie a cabeça e aí pergunte a seu superior o que está lhe faltando para dar o próximo salto na carreira. Também é vital que o seu desempenho não caia nas próximas semanas. Isso mostrará que você é capaz de digerir com maturidade, as politicagens corporativas.

Finalmente, não desconte a sua frustração no indivíduo promovido. Claramente, neste momento, ele tem mais prestígio que você. Entre vê-lo como um inimigo, um usurpador ou um parâmetro, prefira a última opção. Ele certamente tem algo que você não tem. Descubra o que é para não ser apanhado novamente de surpresa numa próxima oportunidade.

Max Gehringer, para CBN.

2012-06-12

'Qual a diferença entre um empregado político e um puxa-saco?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/06/2012, sobre as diferenças entre empregados políticos e puxa-sacos.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Qual a diferença entre um empregado político e um puxa-saco?'

puxa-saco

Um ouvinte me pergunta se eu poderia explicar a diferença entre um empregado político e um puxa-saco. Porque, ele diz, algumas pessoas sem noção o acusam de ser puxa-saco, enquanto ele se considera um bom político.

Vamos lá. Ser político é saber manter um bom relacionamento com todos os colegas de trabalho e ser puxa-saco é bajular apenas quem ocupa cargos mais altos. Ambos fazem elogios. A diferença é que o político sabe reconhecer méritos e elogia a quem merece. Já o puxa-saco elogia o chefe, mesmo quando não existe nem motivo, nem necessidade.

O político é um apaziguador. Dificilmente ele entra em uma discussão, mas quando entra, sempre procura encontrar uma solução conciliatória, que não irá gerar mágoa ou mal estar. Já o puxa-saco defende não os pontos de vista dele, mas o de seus superiores. E, de preferência, na presença dos superiores.

O político tem um plano de longo prazo. Ele sabe que o bom relacionamento pesa bastante na hora de uma promoção. O puxa-saco tem uma visão de curto prazo. Ele está mais interessado em manter a sua posição.

O político propõe trocas. Ele procura demonstrar que pode ser útil a um colega, sabendo que um dia o favor será retribuído. Já o puxa-saco não se compromete. Ele é mais de pedir do que de oferecer.

Porém, é comum que políticos e puxa-sacos sejam confundidos, como o nosso ouvinte constatou. A verdadeira diferença aparecerá com o tempo. Enquanto o político pode ser político em qualquer empresa, o puxa-saco está amarrado a uma situação temporária. Para sobreviver, ele precisa de um chefe que aprecie ser bajulado. E quando deixa de ter um, perde a sustentação.

Mas talvez o que mais incomode a quem não é nem político, nem puxa-saco, é o fato de que, na média, ambos se dêem melhor na carreira do que os autênticos que não fazem concessões.

Max Gehringer, para CBN.

2012-02-28

Como democracia funciona

Como democracia funciona:

comics democracia

Democracia. Se não é perfeita, pelo menos é o melhor jeito que a gente conhece.

Mais um quadrinho do Wulffmorgenthaler (no link, a tirinha original em inglês).

2012-02-11

Filme: J. Edgar

Geralmente conhecemos J. Edgar Hoover, o famoso diretor do FBI, que por décadas se manteve no poder e que detinha muitos segredos, apenas pela sua fama. Uma fama quase sempre nada boa, diga-se de passagem: paranóico, obstinado, chantageador, conhecedor de incontáveis segredos e que não tinha escrúpulos em usá-los e nem como consegui-los... Enfim, um belo de um fdp. Esta sua cinebiografia, J. Edgar, dirigida por Clint Eastwood e escrita por Dustin Lance Black (que roteirizou outro bom filme baseado num personagem real, Milk - A Voz da Igualdade), explora não apenas esses aspectos, mas vários outros, o que a torna fascinante e interessante, moldando um personagem tridimensional verossímil, sem, entretanto, nunca apresentar uma teoria fechada e definitiva de por que Hoover era como era.

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E apesar de isso poder ser apontado como uma falha por alguns, eu não compartilho desta opinião. Afinal, seres humanos são complexos, muito complicados se forem analisados individualmente e não encaixados em grupos (de/ou) estereótipos. Por isso, qualquer que fossem os motivos internos que levavam Hoover a ser como era, provavelmente toda e qualquer teoria seria, no máximo, incompleta (correndo o risco de ser totalmente incorreta). Essa postura de Eastwood, de não apresentar o personagem como alguém totalmente já compreendido pela história, pode tanto ser um não-comprometimento por medo, quanto um olhar isento de documentarista. Apesar de não ser um documentário, creio que foi por esta última abordagem que o cineasta se norteou.

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J. Edgar traz Leonardo DiCaprio como o personagem principal, na pele de Hoover. Ou sob a pele de Hoover, já que a maquiagem pesada dos períodos em que Hoover está mais envelhecido não consegue esconder o rosto jovial do ator (que continua com cara de moleque, mesmo que ele já tenha passado dos 37 anos). Entretanto, é injusto dizer que o departamento de maquiagem do filme seja ruim. Há sim, momentos em que DiCaprio se transforma no Hoover, especialmente na meia-idade. Infelizmente, essa boa maquiagem não o acompanha quando se torna mais velho, e nem em nenhuma idade quando se trata da maquiagem de Armie Hammer (mais conhecido como os gêmeos de A Rede Social), que interpreta Clyde Tolson, segundo em comando no FBI e (na vida real supostamente) companheiro amoroso de Hoover. Completando o elenco principal, temos ainda a sempre linda Naomi Watts como Helen Gandy, a secretária pessoal de Hoover, que assim como Tolson, acompanhou J. Edgar Hoover por toda a vida no FBI. Destaque também para Judi Dench, como mãe de Hoover.

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J. Edgar Hoover com certeza merece admiração e repulsa, ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo que modernizou a investigação de crimes (e é bem interessante o filme mostrando a criação dos primeiros e quase mambembes laboratórios de criminalística), Hoover via a lei como algo que poderia ser dobrado, quando do seu interesse (que, obviamente, sempre levava "a consideração da proteção do país"), e provavelmente conseguiu se manter como chefe máximo do FBI por tanto tempo por causa dos segredos que descobriu com escutas ilegais. Na vida pessoal, era uma pessoa complexa: homossexual, tinha de viver numa época em que não podia ser realmente o que era (como deixam bem claro as suas interações com a mãe), bem como por causa do seu trabalho, que ironicamente, apoiava-se muito na percepção da reputação das pessoas.

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J. Edgar é contado pelo ponto de vista do personagem, que na trama está ditando suas memórias. Assim, passado e presente (o período em ele já está com uma certa idade) vão se entrelaçando (com destaque para a boa montagem). Por isso, é natural que em certas partes o personagem seja caracterizado como um grande herói. Mas Eastwood, no ato final, dá um certo tapa na cara da audiência, quando Tolson confronta Hoover, apontando grandes incoerências no que vimos da história no filme, que sempre foi filmado com base no olhar do personagem de DiCaprio. Assim, fica-se na dúvida sobre muito do que foi visto: teria sido aquilo mesmo ou uma versão deturpada? A resposta é incerta, assim como os arquivos secretos de Hoover. (E que apesar de no filme se tratar mais de algo parecido com a coluna de fofocas de uma Caras, poderiam conter fatos mais interessantes, digamos assim. Fox Mulder feelings.)

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J. Edgar não traz respostas definitivas para o personagem. De fato, acaba levantando algumas questões. Mas ainda é fascinante, ao enxergarmos o homem que praticamente construiu o FBI, uma instituição quase mítica hoje em dia (graças ao cinema e às séries) e que, mesmo hoje, ainda continua ligada a ele ("um inventou o outro", como é dito a certa altura do filme). Sem dúvida, J. Edgar é outro ótimo trabalho de Eastwood na direção e vale a pena ser conferido. Mesmo sem respostas definitivas. Mas afinal, na vida, quem as tem?

Trailer:



Para saber mais: crítica no Cinema em Cena e no Omelete.

2011-06-07

'Devo denunciar meu chefe por não respeitar os clientes?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/06/2011, sobre as consequências de denunciar o chefe por não respeitar os clientes.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Devo denunciar meu chefe por não respeitar os clientes?'

desrespeito consumidor cliente
Um ouvinte escreve: "A empresa em que trabalho tem como uma de suas missões a excelência no atendimento aos clientes. Isso é o que está escrito num enorme painel colocado na recepção. Eu sou assistente comercial e diariamente ouço meu supervisor atender as ligações dos clientes. E ao contrário do que a empresa afirma, o tratamento dispensado aos clientes por meu supervisor é degradante, variando entre a ironia e a ofensa. Minha dúvida é: considerando que sou parte de uma organização, devo relatar esse fato à direção da empresa?"

De primeira, a resposta seria sim. Mas vou lhe adiantar o que provavelmente acontecerá se você fizer a denúncia.

Primeiro ponto. O seu real objetivo seria colocado em dúvida. Você poderia ser acusado de querer derrubar o seu supervisor para, eventualmente, ficar com o cargo dele. Vamos assumir que isso nem de longe é verdade.

Segundo ponto. Os seus colegas precisarão confirmar o que você disse, caso contrário, a sua denúncia ficaria inconsistente.

Terceiro ponto. Os clientes também devem confirmar. Como clientes, eles já poderiam ter reclamado por conta própria à direção de sua empresa, e é estranho que nenhum deles tenha ainda feito isso.

Quarto ponto. Digamos que um cliente confirme, e que seu supervisor leve uma advertência da direção. Aí, como ficaria a sua situação? É provável que você ganhe o rótulo de dedo-duro.

Então, você deve se curvar ao que acha errado? Não. Mas a sua denúncia só terá sucesso se as pessoas envolvidas reagirem da maneira que você imagina que elas irão reagir.

Então eu sugiro que você comece pelo segundo ponto. Descubra se pelo menos um colega estaria disposto a lhe apoiar. Se você não encontrar um único aliado, é bem possível que o seu disparo acabe atingindo quem você menos espera: você mesmo.

Max Gehringer, para CBN.

2010-09-25

Filme: O Bem Amado

Cada obra, querendo ou não, acaba refletindo o seu tempo, o modo de pensar da sua época, mesmo que a obra se passe no passado ou no futuro. Este é o caso de O Bem Amado, que volta agora encarnado no filme de Guel Arraes. Não assisti a novela, nem li a peça original de Dias Gomes (que aliás, foi um excelente escritor), então não posso tecer comentários aprofundados sobre as diferenças entre as diversas mídias. Entretanto, sendo uma obra original dos anos 60, é visível que houve algumas adaptações no modo como a história é contada, mas o seu cerne permanece o mesmo. E assim, é possível de ver o quanto a obra é, talvez infelizmente, atemporal.

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O Bem Amado acompanha o mandado de prefeito de Odorico Paraguaçu (Marco Nanini) em Sucupira, desde a sua eleição até o seu fim. Político enrolador e bom de papo (além de inventor de palavras), consegue se eleger em cima da morte do ex-prefeito, prometendo para a cidade uma grandiosa obra, o "construimento" cemitério municipal. Entretanto, depois de eleito e com o cemitério 'superfaturadamente' construído, ele não consegue inaugurá-lo por falta de mortos na cidade.

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Como uma novela, o filme segue essa linha principal, o do esforço de Odorico em conseguir inaugurar sua grande obra, enquanto outras pequenas linhas narrativas surgem, sempre orbitando o prefeito de Sucupira, como a oposição política responsável pelo jornal da cidade, nas figuras do jornalista e candidato adversário Vladmir (Tonico Pereira) e do fotógrafo Neco (Caio Blat), este último ainda envolvido com sua filha Violeta (Maria Flor).

Outras linhas ou núcleos incluem os encontros amorosos/afetivos de Odorico com as irmãs cajazeiras Dulcinéia (Andréa Beltrão), Judicéia (Drica Moraes) e Dorotéia (Zezé Polessa;, a história de Dirceu Borboleta (Matheus Nachtergaele), o funcionário público da prefeitura; a ameaça do pistoleiro Zeca Diabo (José Wilker); as complicações do primeiro candidato a residente do cemitério, o "primo" Ernesto (Bruno Garcia); e por fim, as intervenções mais do que cômicas do coveiro e bêbado da cidade Chico Moleza (Edmilson Barros).

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Com tantos personagens e subtramas, é evidente que tudo isso condensado em mais ou menos duas horas, o filme seria superficial com muitos dos personagens e tramas. O primeiro arco de romance entre Neco e Violeta, por exemplo, é corridíssimo. Paixão à primeira vista perde. E de maneira geral, é tudo muito rápido. Entre cada mini trama se passam semanas, meses, e a transição de tempo é imperceptível, a não ser por um ou outro diálogo que acaba expressando isso. Talvez isso se dê de modo intencional, com a cidade sendo sempre a mesma, refletindo as poucas (ou nenhuma) mudanças pelas quais ela passa (e de maneira metafórica, o próprio Brasil, em alguns aspectos, como a política).

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Entretanto, se o filme O Bem Amado deixa claro que tem um viés político, expressado com todas as palavras por um narrador, ele se perde ao tentar fazer com que a história de Sucupira seja uma mini-história do Brasil e do mundo (na época polarizado pela Guerra Fria, medo de comunistas comedores de criancinhas, etc). O embate entre EUA e União Soviética, entre capitalismo e comunismo (e que acabou afetando diretamente a história brasileira, com a culminação da ditadura em 64), que é logo jogado na tela, dando a entender que se trata de uma extrapolação do embate político em Sucupira, logo se mostra sem importância pelos personagens da pequena cidade. Mais do que ideológicos, os personagens se mostram humanos (um tanto podres) e atemporais. Corrupto e corruptor se misturam, e sempre o primeiro deslize ético é por uma boa causa (ou não).

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Mas antes de tudo, O Bem Amado é uma comédia. Tem um texto brilhante e que é interpretado a altura por Nanini, no papel principal. É dele o show, até porque os outros personagens sofrem com o pequeno espaço reservado a eles. Mesmo assim, conseguem se destacar Wilker como Zeca Diabo e sua ética particular, e Edmilson Barros como Chico Moleza. Este último, protagoniza alguns dos momentos mais engraçados do filme. Matheus Nachtergaele, que é sempre promessa de boas atuações, tem poucos momentos memoráveis no filme, servindo apenas como assistente do prefeito. O lado mais cômico do personagem Dirceu Borboleta praticamente só dá as caras uma vez, na sua noite de núpcias.

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A história de Odorico e Sucupira extrapola de certa maneira um único momento da história, e se torna atemporal quando mostra políticos corruptos, mas carismáticos e verborrágicos, ou quando mostra que a oposição nem sempre é melhor que a situação, mesmo que ela pense assim. Enfim, usando de bom humor e entregando um filme divertido, O Bem Amado mostra histórias que são bem conhecidas do povo brasileiro. Dentro e fora da telinha.

Trailer:



Para saber mais: crítica no Omelete e site oficial do filme O Bem Amado.