MOR CATI - DOMESTIC VIOLENCE from TBWA\ ISTANBUL on Vimeo.
Vários cartazes feitos de papelão, com figuras de mulheres alegres e pulando, foram colocados em ruas de Istambul. Eles diziam "Eu quero liberdade", e em seguida completavam, "da violência". Falha número 1: atente para o detalhe do tamanho dos cartazes, cujas partes (pernas e braços das mulheres) ultrapassam o tamanho normal do display, e, em ruas apertadas, atrapalham o caminho normal de um pedestre.
Usando uma câmera escondida, foram filmadas as reações de alguns transeuntes (de acordo com a edição do vídeo, todos homens) vandalizando os cartazes. Note o primeiro rapaz que dá um chute no cartaz: a "perna da mulher" ou força o cara a sair da calçada, ou a pular (!) o cartaz, ou o que ele faz: tirar o inconveniente do caminho. Se fosse comigo, faria o mesmo, ainda mais com o carro passando bem rente ao lado.
E então vemos a "brilhante" conclusão do vídeo: "As mulheres nos cartazes foram expostas à violência. Infelizmente, apenas por homens. Assim como mulheres em suas casas."
OK. Em primeiro lugar, como eu vou saber se alguma mulher, cumpridora da lei e querendo andar na calçada, não fez o mesmo, mas apenas foi cortada na edição? É fato que no geral, mulheres são mais educadas (ou recatadas), então tudo bem, vamos dar um voto de confiança na palavra deles... ou não. Em segundo lugar, alguém acha que se o cartaz, ao invés de uma mulher, mostrasse um homem espalhafatoso atrapalhando a passagem, não teria uma perna ou braço arrancados? Acredite, seria algo ainda mais violento.
Propagandas e esforços contra a violência contra a mulher são bem-vindas, mas essa aqui só consegue tirar uma conclusão: a de que homens odeiam mulheres bidimensionais de papelão que ficam atrapalhando a calçada.
Via Copyranter.















