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2019-01-24

Qual é a melhor maneira de demitir um funcionário? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/01/2019, com dez dicas de como proceder quando for demitir um funcionário.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Qual é a melhor maneira de demitir um funcionário?

demitindo funcionário

Um ouvinte escreve: "Sei que é chato perguntar, mas qual é a maneira apropriada de demitir um empregado?"

Bom, não só é muito chato, como é o segundo pior instante da vida de um profissional. O primeiro é ele ser demitido. Mas vamos lá.

Primeiro: não há dia, nem hora ideais para demitir alguém. Todo momento é péssimo.

Segundo: o empregado não deve ser apanhado de surpresa com a demissão. Ele deve ter sido previamente alertado sobre essa possibilidade, devido aos resultados ou ao comportamento. E deve ter tido todas as oportunidades para melhorar.

Terceiro: a demissão deve ser feita pelo superior direto, pessoalmente e reservadamente.

Quarto: verifique com a área de recursos humanos se existe a possibilidade de oferecer algo extra. A extensão do plano médico, por exemplo.

Quinto: chame o empregado e não faça rodeios. Diga direta e rapidamente que ele está sendo dispensado e por quais motivos.

Sexto: não se desculpe e nem tente amenizar a situação. A decisão é profissional, já foi tomada e não está em discussão.

Sétimo: mantenha a calma, mesmo que o demitido se torne emocional.

Oitavo: peça para uma pessoa de recursos humanos, que deverá estar aguardando fora da sala, acompanhar o empregado e informá-lo sobre valores e outros detalhes.

Nono: se a demissão não foi causada por uma crise, dispense o empregado do aviso prévio.

E décimo: reavalie a sua equipe e faça tudo o que estiver ao seu alcance para evitar futuras demissões.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-28

Etiqueta corporativa: gentilezas acabam quando o trabalho começa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/12/2018, com uma ouvinte que trabalha em uma empresa que elogia a quem sai, mas nunca os que estão trabalhando.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Etiqueta corporativa: gentilezas acabam quando o trabalho começa

elogios no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Sou gestora de uma área, em uma empresa que emite circulares comunicando a saída de gestores, demitidos ou demissionários. Fico meio nauseada quando leio essas circulares, porque parece que os que vão embora são melhores do que os que ficam. Só há elogios ao trabalho feito e à importante contribuição que foi dada.

Como conhecemos muito bem os que saem, sabemos que só a minoria mudou para um emprego melhor. A maioria saiu mesmo por não aguentar o repuxo. Por que a empresa não usa o mesmo critério para elogiar aos que ficam e estão fazendo um bom trabalho?"


Bom, como a sua empresa tem circulares de saída, certamente ela tem também circulares de entrada, que anunciam os novos contratados. E basta uma leitura rápida para perceber que, não só os que saem parecem melhores do que os que ficam, como também os que entram parecem melhores do que os que já estão.

O nome desse malabarismo com palavras é etiqueta corporativa: uma maneira de amenizar uma saída e uma forma gentil de dar boas-vindas a quem chega. Mas como você bem sabe, as gentilezas acabam quando o trabalho começa.

Dito isso, você tem razão. Deveria haver mais elogios a quem os merece, e mais reconhecimento imediato. Mas essa falta de apreciação é bem antiga. Há 50 anos, o sambista Nelson Cavaquinho já reclamava dela quando cantava: "Depois que eu me chamar saudade, não preciso de vaidade."

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-24

Meu gerente me fez assinar um documento em que me comprometo a dar 90 dias de prazo caso resolva deixar a empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/12/2018, com uma ouvinte que assinou um documento, sem validade legal, se comprometendo a não sair da empresa sem avisá-la 90 dias antes.

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Meu gerente me fez assinar um documento em que me comprometo a dar 90 dias de prazo caso resolva deixar a empresa

assinando documento

Uma ouvinte escreve: "Trabalho em um setor que tem oito funcionárias. Nossa atividade é bastante específica. E antes de começar a executá-la, tivemos que fazer vários treinamentos e cursos de especialização.

Por isso, nosso gerente nos comunicou que, caso uma de nós, resolva algum dia, deixar a empresa, deverá conceder 90 dias de prazo, para que uma substituta possa ser contratada e devidamente treinada. Não só isso, mas ele solicitou que cada uma de nós assinasse um documento de compromisso. Todas assinamos para evitar atritos, mas o que faço se receber uma boa proposta para mudar?"


Você muda no dia seguinte, se quiser. Nesse caso, você pagaria um mês de aviso prévio à empresa. Caso não queira ou não possa, você concede um aviso prévio trabalhado de 30 dias. E aí sai.

Quanto ao documento que vocês assinaram, ele não tem valor legal. Nenhuma empresa pode pedir ou exigir que um empregado assine algo que contrarie o que está disposto na lei trabalhista. Tivemos algumas mudanças recentes na legislação, mas essa de um demissionário ser obrigado a esticar a permanência, não está entre elas.

O empregado é livre para sair, assim como o patrão pode dispensar um empregado e determinar que ele já não venha mais trabalhar no dia seguinte.

Em resumo, o seu gerente precisa pensar em uma maneira inteligente de cobrir uma saída com mais rapidez, em vez de simplesmente transferir o problema para as subordinadas.

Max Gehringer, para a CBN.

2018-12-20

Pedi as contas há dois meses, mas me arrependi e tenho vontade de voltar - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/12/2018, com uma ouvinte que achava que sua empresa anterior era ruim, mudou de emprego e se arrependeu.

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Pedi as contas há dois meses, mas me arrependi e tenho vontade de voltar

trabalhadora arrependida

Uma ouvinte escreve: "Estou agoniada. Faz dois meses, pedi a conta de um emprego porque não aguentava mais. Nem vou relatar o que me incomodava, porque a lista é grande. Mas o fato é que apareceu outro emprego e resolvi sair. Foi a pior decisão da minha vida.

Só comparando o que acontece aqui, com o que acontecia lá, é que me dei conta de que o emprego anterior não era tão terrível como eu imaginava. Estou pensando em ligar para meu ex-chefe e dizer que tenho muita vontade de voltar. Em casos como o meu, existe essa possibilidade?"


Bom, a não ser que a empresa tenha uma política de não recontratar demissionários, tentar não custa. O ponto vital é a maneira como você se desligou. Se não saiu reclamando da empresa ou do chefe e se era uma boa funcionária, é possível que você seja ouvida. E se for, isso já é um bom sinal.

Nesse caso, a melhor maneira de conduzir a conversa é dizer que você passou por um momento pessoal difícil, e pediu a conta imaginando que o emprego fazia parte do problema. Agora, ao descobrir que não fazia, e já tendo resolvido a sua situação pessoal, você gostaria de ter a oportunidade de recomeçar do ponto em que parou. E aí, tudo vai depender da compreensão do seu ex-chefe.

Caso ele diga que sente muito, mas não há uma vaga disponível no momento, eu lhe recomendo não pedir a conta da empresa em que você está. Em entrevistas, isso seria mais difícil de explicar do que a sua saída da empresa anterior.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-11

Como saber se está na hora de deixar o meu emprego? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/12/2018, sobre quando é a hora de deixar um emprego.

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Como saber se está na hora de deixar o meu emprego?

hora de deixar o emprego

Escreve um ouvinte: "Sei que você vai rir de mim, mas tenho dúvidas se estou numa boa empresa e se tenho um bom emprego. Às vezes me parece que sim, e outras me parece que não. E nunca sei se está, ou não, na hora de sair."

Bom, vou tentar simplificar. Digamos que existam dois tipos de emprego dos quais você não deve sair de imediato. O primeiro é aquele em que você não está ganhando bem, mas está aprendendo muitas coisas que lhe permitirão, um dia, ganhar bem. E o segundo é aquele em que você não está aprendendo nada de novo, mas está ganhando bem.

Misturando essas duas situações, um bom emprego é o que lhe proporciona bom salário e aprendizado útil. E um mau emprego é o que não lhe oferece nem uma coisa e nem outra.

Se você juntar a isso uma terceira variável, o ambiente de trabalho, pode ser que uma empresa que pague bem e possibilite o aprendizado, seja um inferno em termos de convivência entre chefes, subordinados e colegas. Numa empresa assim, vale a pena passar dois anos no máximo.

Mas também há empresas que pagam mal e não ensinam nada, mas possuem um ambiente de trabalho celestino. Nessas só vale a pena ficar quem não tiver muitas ambições ou quem tiver receio do horrível mundo que existe lá fora, pronto para devorar a quem pede a conta.

Eu espero que agora você possa pensar e se decidir. E não, não vou rir de você, porque a sua dúvida é muito pertinente, principalmente entre jovens até os 28 anos.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-03

Sou chefe de um amigo mas, pelo lado profissional, eu o demitiria. O que fazer? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/12/2018, com um ouvinte que se tornou chefe de um amigo, que ele demitiria pelo lado profissional.

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Sou chefe de um amigo mas, pelo lado profissional, eu o demitiria. O que fazer?

amizade no trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho um amigo, desde os tempos da juventude, que trabalha na mesma empresa que eu. Nossas famílias se conhecem, nossas esposas trocam mensagens pelo zap e tudo ia bem com nossa amizade, até que me tornei chefe dele.

Não levei muito tempo para descobrir que ele é o tipo de funcionário mais ou menos, que sempre deixa alguma ponta solta em qualquer tarefa que executa. Falei com ele algumas vezes, mas não adiantou, porque ele não vê a carreira com a mesma seriedade que eu vejo.

Considerando apenas o lado profissional, eu o demitiria. Pelo lado pessoal, se demiti-lo, vou me lamentar pelo resto da vida, por ter estragado uma amizade que envolve a nós dois e as nossas famílias. Você passou por alguma situação parecida?"


Sim, e mais de uma vez, por ter trabalhado em uma grande empresa de uma cidade não muito grande, onde todo mundo se conhecia, e arrumar emprego para amigos era quase uma obrigação.

Talvez o mundo corporativo tenha ficado mais sério, como você diz. Mas depois que me tornei gestor, eu sempre preservei as amizades. Transferia os amigos ineficientes para outras áreas da empresa, ou dava a eles tarefas menos complexas.

Não é o que está na cartilha do executivo perfeito, mas perfeição nunca foi o meu forte.

Só posso lhe dizer que a perda de um amigo permanente nunca será compensada pela manutenção de um cargo provisório. Os empregos passam e os amigos ficam.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-12

Na minha empresa, colegas que pareciam seguros em suas funções são demitidos. O que fazer? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/11/2018, com um ouvinte que teve alguns colegas estimados e que foram surpreendidos ao serem demitidos.

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Na minha empresa, colegas que pareciam seguros em suas funções são demitidos. O que fazer?

colega de trabalho demitido

Um ouvinte escreve: "Talvez minha questão seja sem sentido, mas vou arriscar. Na empresa em que trabalho, ocorrem demissões, como em quase todas as empresas. Às vezes, a explicação pode ser de redução de custos, em função da economia, o que até dá para entender.

Mas outras vezes, um colega que parecia estar seguro na função, é demitido. E eu não sei bem como reagir quando ele vem me dar a notícia de que está indo embora. Isso aconteceu um par de vezes em relação a colegas que eram estimados e foram surpreendidos com a notícia da demissão. Devo tentar entender os motivos, para não correr o risco de ser também apanhado de surpresa?"


Bom, vamos começar pelo sim. Você deve, sim, tentar entender porque aconteceu com alguém, algo ruim, que pode eventualmente acontecer com você. Essa seria uma recomendável medida de prevenção.

Mas dificilmente você descobrirá os reais motivos, conversando com um colega que acaba de ser demitido. A versão dele quase nunca irá bater com a versão de quem tomou a decisão.

O melhor a fazer, se a explicação lhe for dada sem você perguntar, é ouvi-la, sem concordar, nem discordar, e por fim desejar boa sorte ao colega que se vai.

Depois da despedida, você pode repassar mentalmente o que o seu colega fazia para ser estimado, e o que ele pode ter feito para ser demitido. A primeira parte você poderá usar em benefício da sua carreira. E a segunda, ajudará a prevenir que ela possa ser bruscamente interrompida.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-05

Não tenha crise de consciência se tiver que deixar a empresa no meio de um projeto - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/11/2018, com um ouvinte que recebeu uma boa proposta para mudar de emprego, mas está receoso porque sua saída provocaria um problema no projeto atual da sua empresa.

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Não tenha crise de consciência se tiver que deixar a empresa no meio de um projeto

projeto empresarial

Escreve um ouvinte: "Faço parte de uma equipe que está tocando, na empresa, um projeto muito importante, que começou faz um ano e deverá estar pronto daqui há quatro meses. Entramos agora na fase mais crítica dele, e eu sou um dos líderes designados.

Acontece que recebi uma ótima proposta para mudar de emprego. E se aceitá-la, sei que criarei problemas para a empresa atual, porque não há um substituto para mim no grupo do projeto, e nem há como preparar alguém em curtíssimo prazo. Estou preocupado, tanto em não deixar meus colegas na mão, quanto em perder uma ótima oportunidade. O que você sugere?"


Vamos inverter as bolas. Quando uma empresa decide dispensar um empregado, ela não irá averiguar se ele está com sérios problemas familiares de finanças, que iriam piorar ainda mais, se ele perdesse o emprego. Ele será demitido porque isso é de interesse da empresa.

No seu caso, você precisa agir com essa mesma coerência e se perguntar: qual é o melhor interesse da sua carreira? Se for o novo emprego oferecido, aceite.

Além disso, para apaziguar a sua consciência, lamento dizer que a sua empresa atual cometeu um erro, que não cabe a você remediar.

Um projeto longo e custoso não pode ter nenhum integrante que não possa ser substituído. Um caso de doença ou um acidente ou uma demissão, são situações que precisam ser previstas no orçamento e na alocação do pessoal necessário.

Portanto, se a sua saída vier a causar algum prejuízo, isso nada tem a ver com o seu caráter. A conta deve ser debitada ao planejamento, que não anteviu a elementar possibilidade de uma baixa.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-01

A diferença entre negociação e imposição para continuar numa empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/11/2018, com um ouvinte que recebeu uma proposta para mudar de emprego e cobrou uma contra-proposta para ficar na empresa atual.

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A diferença entre negociação e imposição para continuar numa empresa

demitindo empregado

Escreve um ouvinte: "Trabalhei três anos em uma empresa de porte médio, sem nunca ter tido o devido reconhecimento. Recebi uma proposta de outra empresa e a apresentei a meu chefe, dizendo a ele que eu não sairia se ele cobrisse a oferta.

Depois de falar com o dono, meu chefe me deu o aumento e eu fiquei. Dois meses depois, fui demitido. E meu chefe me disse que eu já não valia o que tinha passado a ganhar. Não entendi nada. Você poderia me explicar?"


Vou tentar. Há uma diferença entre negociação e imposição.

Quando uma empresa percebe que vai perder um empregado que fará falta, como ocorreu no seu caso, é normal que ela ofereça algo para que ele não saia, principalmente se ele não puder ser substituído de imediato, porque o trabalho que ele faz demanda experiência e técnica, o que também pode ter sido o seu caso.

Portanto, a proposta para ficar precisa partir da empresa, que sabe o quanto poderá pagar, sem criar problemas com outros empregados.

Mas você não esperou pela eventual contra-proposta da empresa, e já impôs a sua condição. Empresas, em geral, não gostam disso. E empresas de dono, menos ainda.

Você recebeu o aumento porque não havia outra opção no momento. Mas só ficou até a empresa achar, no mercado, um substituto a preço módico.

Em minha opinião, faltou profissionalismo aos dois lados. A empresa reagiu de modo deprimente, a uma situação que você poderia ter conduzido sem coação.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-26

Empresa não precisa explicar motivos da demissão - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/10/2018, com um ouvinte cujo filho foi demitido sem muita explicação.

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Empresa não precisa explicar motivos da demissão

demitindo funcionário

Escreve um ouvinte pai: "Meu filho foi dispensado assim, sem mais, nem menos. Tinha dois anos de empresa, jamais foi chamado a atenção e nunca teve problemas, nem nada.

Uma tarde, foi convocado pelo chefe, que comunicou a dispensa e falou que tinha sido por redução de quadro. Meu filho perguntou por que ele e não outro, mas o chefe encerrou o assunto. Não existe uma lei ou regulamento que impeça esse tipo de maldade?"


Bom, eu sou inteiramente solidário à sua indignação, mas vou começar a resposta pelo avesso. Se um empregado decide pedir a conta, ele não precisa avisar que está pensando em sair, e nem explicar por que está saindo, ou para onde vai. É direito dele.

Uma empresa tem esse mesmo direito e usou no caso do seu filho. Porém, existe nas empresas uma área chamada recursos humanos. E aquelas que fazem jus ao nome, ditam normas que os chefes devem seguir, antes de demitir alguém.

Primeiro, alertar que o trabalho não está sendo bem feito, ou que o comportamento não está agradando. Em seguida, dar um prazo e oferecer condições para que o empregado se ajuste. E depois, se a situação perdurar, avisar que uma demissão pode acontecer. E, caso ela aconteça, já não causará nenhuma surpresa.

Talvez a empresa do seu filho até tenha uma área chamada recursos humanos, mas só ter o nome não basta, assim como dar a um menino o nome de Aristóteles, não garante, por si só, que ele será um filósofo.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-12

Fui dispensado depois de dois meses e a vaga foi eliminada. Como explicar isso em futuras entrevistas? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/10/2018, com um ouvinte que foi dispensado depois de apenas dois meses com a desculpa de que o seu cargo foi eliminado.

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Fui dispensado depois de dois meses e a vaga foi eliminada. Como explicar isso em futuras entrevistas?

dispensado do emprego

Um ouvinte escreve: "Passei por uma situação confusa, mas vou tentar simplificar. Fui dispensado de um emprego depois de somente dois meses. Se entendi o que tentaram me explicar, a vaga, para a qual fui admitido, foi eliminada em um processo de revisão da estrutura organizacional.

Ainda tentei perguntar que processo era aquele, já que ninguém no meu departamento sabia dele e só eu fui demitido. Mas ninguém quis entrar em detalhes comigo. A minha preocupação é: como vou explicar esse fato estranho em entrevistas?"


Bom, é simples. Não explique. Elimine essa passagem do seu currículo.

Nos dias atuais, com o mercado de trabalho em turbulência, não é incomum que um profissional fique um tempo considerável sem emprego, às vezes, até mais de um ano.

Portanto considere que você nem teve esse emprego, porque listá-lo no currículo só iria lhe causar embaraços para você responder o que você nem sabe direito como e por que aconteceu.

Além disso, procure também eliminar o fato da sua memória. Quando um candidato vai a uma entrevista, antevendo o terrível momento em que uma determinada pergunta muito incômoda será feita, essa preocupação aumenta o nervosismo e causa desconcentração.

Por último, deixar de mencionar o emprego-relâmpago seria eticamente reprovável? Eu tenho dúvidas de que possa ser, porque me parece meio esdrúxulo alguém usar de franqueza para prejudicar somente a si mesmo, e não beneficiar a ninguém.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-24

O risco de pedir demissão antes de garantir a vaga numa outra empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/09/2018, com uma ouvinte que pediu demissão antes da hora.

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O risco de pedir demissão antes de garantir a vaga numa outra empresa

pedindo demissão

Uma ouvinte escreve: "Estou empregada, mas participei de um processo em outra empresa. Ao final da entrevista, fui informada sobre o salário e os benefícios, e fiz perguntas sobre a empresa, o ambiente e as oportunidades. Tudo me foi respondido cordialmente e, por fim, o entrevistador me falou que uma pessoa de RH iria entrar em contato comigo.

Na manhã do dia seguinte, informei a meu chefe que iria sair. E ele lamentou, mas me disse que a decisão era minha. Porém, naquela mesma tarde, a pessoa de RH da outra empresa me ligou para informar que eu não seria contratada. E eu caí das pernas.

Mencionei a ela as informações que eu tinha recebido, inclusive sobre remuneração. E a resposta dela foi de que isso era feito com todos os candidatos, para que nada ficasse sem ser esclarecido.

Tive que pedir mil desculpas a meu chefe, mas meu relacionamento com ele, que era bom, ficou distante e frio. Não sei o que fazer."


Vamos lá. No caso do seu chefe, se ele concordou que você ficasse, é porque você é importante e necessária. Basta você mostrar que continuará sendo a boa funcionária que sempre foi, e esse mal-estar temporário vai passar.

No tocante à outra empresa, faltou só o entrevistador lhe dizer que a vaga ainda não era sua, mas que você era uma forte candidata a ela. Isso aumentaria a sua expectativa, mas a impediria de antecipar a seu chefe, algo que você entendeu como definitivo e que não era.

Se vale uma sugestão, da próxima vez, não deduza. Pergunte.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-20

Gestor pode demitir subordinados por justa causa por 'qualquer coisinha'? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/09/2018, sobre se um gestor pode demitir subordinados por justa causa por pequenas falhas.

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Gestor pode demitir subordinados por justa causa por 'qualquer coisinha'?

demissão por justa causa

Um ouvinte escreve: "Tenho um gestor que vive ameaçando os subordinados com demissão por justa causa, por qualquer coisinha. Não sou advogado, mas sei que, para demitir alguém por justa causa, é preciso uma falta muito grave. Estou certo?"

Sim, parcialmente. Ninguém pode ser demitido por justa causa em função de uma "coisinha". Mas pode, por uma somatória de coisinhas.

Na lista de fatos que permitem a uma empresa tomar a decisão extrema da justa causa, há um item chamado desídia. Essa é uma palavra que aparece em alguns boleros castelhanos, mas no Brasil somente é utilizada na linguagem trabalhista.

Ela significa negligência, preguiça e outras definições igualmente negativas. Mas a lei permite que pequenos atos de desídia, quando constantes, possam servir de base para uma justa causa.

Esses pequenos atos são: atrasos, muitas faltas, mesmo com atestado médico, longas ausências do posto de trabalho sem autorização, relutância em cumprir ordens superiores e tempo dedicado, durante o expediente, a coisas estranhas à função, como por exemplo, internet e redes sociais.

A soma de tudo isso pode gerar uma advertência falada, depois outra escrita, em seguida uma suspensão e, finalmente, uma decisão por justa causa.

Portanto o seu gestor tem razão ao afirmar que pode aplicar a pena máxima. Mas antes, ele tem que tomar todas essas outras medidas preliminares. Se ele não as toma, então ele está só blefando.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-12

Pedir demissão após dois meses pode prejudicar a carreira? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/09/2018, sobre se pedir demissão após um período curto em uma empresa, pode prejudicar a carreira.

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Pedir demissão após dois meses pode prejudicar a carreira?

trocando de emprego

Escreve um ouvinte: "Pedir a conta em um emprego, depois de dois meses de trabalho, pode prejudicar muito a carreira?"

Não necessariamente. Posso lhe dar vários motivos, mais que razoáveis, para uma decisão assim. Por exemplo, a empresa lhe ofereceu uma determinada função na contratação e depois lhe deu outra, diferente e pior. Ou a sua família mudou de cidade e você foi junto. Ou, no melhor dos casos, você recebeu uma ótima proposta.

Mas tudo isso diz respeito a somente uma saída rápida. Se forem duas ou três, pode ser que ainda existam explicações que os recrutadores acharão aceitáveis.

Mais do que isso, a pessoa começa a entrar em uma outra categoria, uma com a qual o mercado de trabalho teve que aprender a conviver em tempos recentes: a dos funcionários itinerantes.

Não que não haja emprego para eles, até pelo contrário. Há muitos, mas há em empresas com alta rotatividade, pressão por resultados imediatos, escassa possibilidade de carreira e, o pior de tudo, salários baixos.

Ou seja, as mudanças constantes passam a ser sempre para outro lugar semelhante, o que só aumenta a vontade de mudar novamente.

Mas há também um lado positivo. Até uns 20 anos atrás, muitos empregos em curto tempo transformavam um profissional em um proscrito no mercado. Mas hoje já se tornou um lugar comum para quem procura um emprego, e não uma carreira.

Nada contra. Cada um sabe o que quer. E o mercado se ajustou a essa liberdade de escolha.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-07

Não perca tempo com mensagem de despedida para quem não fará diferença - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/08/2018, com uma ouvinte que está saindo da empresa e quer saber o que escrever em uma carta de despedida.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Não perca tempo com mensagem de despedida para quem não fará diferença

mulher se despedindo

Escreve uma ouvinte: "Pedi a conta da empresa em que trabalho, e estou pensando em como redigir uma mensagem de despedida para meus colegas. Uma que seja profissional, mas que, ao mesmo tempo, demonstre meu prazer em ter trabalhado aqui e minha gratidão por tudo o que me foi ensinado."

Certo, vamos lá. Se você trabalha em um setor com mais de uma dúzia de colegas, é bem pouco provável que você dedique a todos eles, exatamente o mesmo sentimento de gratidão, confiança e respeito profissional.

Nesse caso, qualquer mensagem dirigida a todos, com o mesmo teor, não impediria você de fazer o que, com certeza, você fará, que é ter uma conversa pessoal com cada um dos colegas mais chegados, explicar a eles por que está saindo e para onde vai. E certificar-se de que ficará com os contatos deles, e eles com o seu.

Por outro lado, se o seu local de trabalho for do tipo normal, haverá nele pessoas das quais você preferiria se despedir com um simples aceno de mão a vinte metros de distância.

Se você sair em bons termos pessoais e profissionais com 80% dos seus colegas, isso lhe garantirá uma apreciável rede de futuros contatos.

Aos outros 20%, aqueles que por qualquer motivo, não caíram em suas graças, e nem você nas deles, uma mensagem de despedida será pura perda de tempo.

Sugestão: não seja descortês, só ignore. Há chatos e pernósticos em qualquer empresa. E ignorá-los na saída produz uma agradável sensação de alívio profissional.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-17

'Saí da empresa, mas continuo recebendo ligações de ex-colegas pedindo orientações' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/07/2018, com um ouvinte que saiu de uma empresa, mas continua recebendo ligações de ex-colegas pedindo orientações.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Saí da empresa, mas continuo recebendo ligações de ex-colegas pedindo orientações'

falando ao telefone

Escreve um ouvinte: "Saí de uma empresa faz um mês e pouco. Trabalhei nela durante quatro anos e pedi demissão para aceitar uma oferta melhor. Cumpri meu aviso prévio direitinho e saí sem nenhum atrito com ninguém. Pensei que minha ligação com a empresa estava encerrada.

Mas agora, pelo menos uma vez por semana, recebo ligações de colegas daquela empresa, me pedindo orientação sobre o trabalho que eu executava. Não quero ser antipático, mas não me parece que eu tenha qualquer tipo de compromisso com uma empresa na qual não trabalho mais. Como devo proceder?"


Bom, posso pensar em dois tipos de solicitações. O primeiro diz respeito a medidas que você deveria ter tomado durante o período de aviso prévio. Por exemplo, há uma senha em um arquivo que só você sabe, ou há algum documento importante que deveria estar em um determinado lugar e não está.

Até aí, tudo bem e não custa nada você responder. Já um segundo tipo de solicitação é aquele assim: "Olha, apareceu um problema novo aqui que ninguém consegue resolver, e gostaríamos de saber a sua opinião." Nesse caso, já não seria uma amabilidade, seria consultoria mesmo. E aí, você tem toda a razão: não é mais problema seu.

Ao receber a próxima ligação, você pode estabelecer os limites da sua cooperação, mas procurando manter o bom relacionamento com a empresa que deixou, porque, um dia, você poderá voltar a precisar dela.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-20

Gestor que hesita quando a pressão vem de baixo pode virar refém de subordinados - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/06/2018, com um gerente que tem um subordinado prestes a cair e por isso, está fazendo pressão junto aos subordinados dele.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Gestor que hesita quando a pressão vem de baixo pode virar refém de subordinados

gerente em dúvida

Um ouvinte escreve: "Sou gerente de uma empresa e tenho três setores sob minha responsabilidade. Um deles tem um chefe fraco, que há tempos vem balançando no cargo. Mesmo após ter recebido todos os avisos e feedbacks possíveis, ele não mostra sinais de melhora.

Como sabe que está por um fio, ele reuniu a equipe a portas fechadas e, pelo que fui informado, os seus oito subordinados fecharam questão de se demitir também, caso o chefe fosse dispensado. No momento estou considerando qual a medida apropriada a ser tomada e quando aplicá-la. E gostaria de ouvir a sua opinião."


Certo. Minha opinião é simples: o chefe deve ser demitido de imediato. E não se preocupe, porque os oito subordinados dele não vão pedir demissão.

Quando o chefe for cobrar deles esse acordo de demissão coletiva, a resposta será que sim, todos sairão, assim que o chefe demitido encontrar outro emprego e convidá-los a ir trabalhar com ele. Mas não antes, porque todos têm famílias para cuidar e contas para pagar.

Após a saída do chefe, os oito devem ser reunidos e comunicados que a empresa continua depositando inteira confiança neles e no trabalho deles. E se possível, você deve nomear um deles para assumir provisoriamente o setor, até que um novo chefe seja contratado.

Essa não é uma história com final feliz, porque inclui uma demissão. Mas ela deixa um alerta: gestor que hesita quando a pressão vem de baixo corre o risco de se tornar refém de seus subordinados.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-17

'Como ser menos emotiva na hora de demitir um funcionário?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/05/2018, com os três avisos que um gestor deve dar ao subordinado antes de demiti-lo.

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'Como ser menos emotiva na hora de demitir um funcionário?'

demitindo funcionária

Uma ouvinte escreve: "Tenho uma equipe de 20 subordinados. O trabalho do meu setor consiste em tarefas repetitivas. E, portanto, precisamos de pessoas normais, que sejam rápidas e não cometam erros. Eventualmente, preciso substituir um subordinado que não consegue acompanhar o ritmo dos demais, e sempre fico angustiada quando tenho que dar a notícia de uma demissão. Tento explicar os motivos sem me abalar, mas não consigo. O que preciso fazer para ser menos emotiva?"

Vamos lá. Uma notícia de demissão nunca deve pegar um subordinado desprevenido. Antes que o momento fatal chegue, ele precisa ser avisado três vezes.

A primeira vez é um oferecimento de ajuda. Há algo que o subordinado não esteja entendendo no serviço ou encontrando dificuldade para executar, e que você possa esclarecer?

O segundo aviso é um pouco menos benevolente, mas ainda positivo. É dizer que você tem certeza de que a eficiência do subordinado pode melhorar se ele se concentrar mais, ou se empenhar mais, ou deixar de ficar lendo mensagens nas redes sociais, ou qualquer outra coisa de que ele precise ser lembrado.

O terceiro aviso é mais sério: "Por favor, não me obrigue a ter que tomar uma decisão que eu não gostaria de tomar."

Se o subordinado entendeu os três recados, ele não será apanhado de surpresa ao ser chamado para a conversa final. E, provavelmente, já estará procurando outro emprego há horas.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-04

'Pedi demissão após cinco anos de empresa, mas chefe quer postergar minha saída' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/05/2018, com um ouvinte que pediu demissão, cumpriu todos os requisitos, mas seu chefe lhe pediu para ficar mais um pouco.

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'Pedi demissão após cinco anos de empresa, mas chefe quer postergar minha saída'

pedindo demissão

Um ouvinte escreve: "Estou vivendo uma situação delicada. Depois de cinco anos em uma empresa de porte médio, pedi demissão para aceitar uma proposta de outra empresa, que me oferecia melhores condições. Fiz tudo como se deve: comuniquei minha saída a meu gestor e entreguei uma carta ao setor de RH, informando que cumpriria o aviso prévio.

Acontece que o meu gestor me disse que eu estava me precipitando e não deveria sair. E falou ao gerente, o chefe dele, que eu acabaria ficando. Com isso, não foi iniciado o processo de contratação do meu substituto, já que não há ninguém na própria empresa com o conhecimento técnico que tenho.

E agora, o meu gestor está me pedindo para ficar mais um mês, em nome do nosso bom relacionamento e de todas as oportunidades que a empresa me tinha dado. Não quero sair deixando uma má imagem, mas não sei se a nova empresa concordará em postergar o meu início. O que posso fazer?"


Sem nenhuma dúvida, você deve sair na data marcada e respeitar o compromisso assumido com a nova empresa. Você fez tudo o que a lei determina, oficializando a sua demissão e cumprindo o aviso prévio. Qualquer coisa além disso, passou a ser problema somente da empresa.

As oportunidades que lhe foram dadas só ocorreram porque você era eficaz em seu trabalho, e não por benevolência ou caridade.

Se você vai deixar o seu gestor magoado, paciência. Você soube ser profissional até a última hora, e ele não.

Max Gehringer, para CBN.

2018-04-18

'Fui demitido para que o parente de um diretor assumisse a minha função' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/04/2018, com um ouvinte que foi demitido do seu último emprego para dar lugar a um parente do diretor e quer saber o que dizer em uma futura entrevista de emprego.

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'Fui demitido para que o parente de um diretor assumisse a minha função'

demissão

Um ouvinte escreve: "Fui demitido da empresa em que trabalhava para que o parente de um diretor assumisse a minha função. Não vou entrar no mérito dessa decisão, até porque o referido parente era mais velho do que eu e tinha mais experiência. Mas é claro que fiquei indignado. Agora, estou me candidatando a vagas semelhantes e pergunto se, nas entrevistas, devo abrir o real motivo da minha demissão?"

Você não deve tocar no assunto por iniciativa própria, mas precisa estar preparado para dar uma resposta adequada, caso o selecionador lhe faça a pergunta.

Em entrevistas, é comum que candidatos tenham preocupação com algum fato relativo ao último emprego. E normalmente imaginam que aquela será também a principal preocupação do entrevistador. Mas isso nem sempre ocorre.

Portanto, concentre as suas respostas naquilo que você fez de bom e de útil no desempenho da sua função. E espere para ver se a pergunta sobre a sua saída realmente irá surgir. Caso surja, você pode dizer a verdade, que um diretor colocou um parente dele em seu lugar.

Mas diga isso sem dar a impressão de que você ainda não digeriu a sua indignação. Uma boa resposta seria: "O networking do meu substituto era melhor que o meu e entendo que essas coisas possam acontecer até nas melhores empresas."

Talvez não seja a resposta que você gostaria de dar, e eu também não, mas é a mais profissional.

Max Gehringer, para CBN.

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