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2019-02-01

O que se deve colocar no currículo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/02/2019, com dicas do que colocar em um currículo, dependendo da vaga pretendida.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O que se deve colocar no currículo

escrevendo currículo

Escreve um ouvinte: "Estou preparando o meu currículo, e pergunto se é relevante colocar como atribuições que tive em empregos anteriores, o fato de que fui membro da CIPA?"

Bom, começando pelo plano geral, o seu currículo deve informar a um potencial empregador, todas as qualificações que você possui para atender aos requisitos da vaga que está sendo oferecida. E cabe a você determinar quais fatos contribuirão para que o seu currículo seja bem-avaliado.

Ter sido membro da CIPA é uma informação relevante se você estiver se candidatando a uma função na área de segurança do trabalho, mas nem tanto se a vaga for na área administrativa.

Se você tivesse sido membro do sindicato de classe de uma empresa, posso lhe afirmar que essa informação iria mais afastar do que atrair potenciais empregadores.

Se você tivesse tido um trabalho paralelo em uma ONG, isso causaria ótima impressão a uma empresa que investe em projetos de responsabilidade social.

E quem fez um intercâmbio receberá mais atenção se a vaga for na área de marketing ou jornalismo.

Porém, voltando ao básico, o seu currículo deve mostrar que você está preparado para assumir um trabalho, tanto em formação, quanto em experiência.

Por isso, um currículo direto ao ponto, mesmo que ocupe só meia página, será mais atrativo do que um extenso, que contenha uma série de detalhes não-relacionados com o escopo da função.

Max Gehringer, para CBN.

2019-01-25

Como voltar ao mercado apenas com a experiência de propagandista? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/01/2019, com um ouvinte que trabalhou como propagandista vendedor de uma indústria farmacêutica, saiu para abrir um negócio próprio e agora quer voltar ao mercado de trabalho.

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Como voltar ao mercado apenas com a experiência de propagandista?

fazendo currículo

Um ouvinte escreve: "Durante doze anos, fui propagandista vendedor de uma indústria farmacêutica. Como não via perspectivas de carreira, pedi a conta e abri um negócio próprio, que infelizmente não deu certo.

Estou voltando ao mercado, mas a única função que tenho para colocar no currículo é a de propagandista vendedor, que por sua natureza, limita as minhas possibilidades de ser contratado por empresas de outros setores. Como posso tornar meu currículo mais atrativo e ser considerado para vagas que nunca ocupei, mas acredito ter condições de ocupar?"


Inicialmente, eu acredito que você deva buscar uma vaga de vendedor, já que tentar uma mudança para outra área não lhe permitiria concorrer com candidatos que já tenham experiência nela.

Você pode, então, tirar o "propagandista" do seu currículo e deixar só o "vendedor". Isso lhe permitirá ser chamado para processos da área comercial em praticamente qualquer tipo de empresa.

Ao ingressar em uma, você poderá passar um tempo como vendedor, no mínimo um ano, se tornar reconhecido pelos resultados, fazer contatos internos e aí, tentar uma transferência para alguma outra área da empresa ou para o setor administrativo da área comercial.

Talvez você precise fazer algum curso para dar mais solidez a seu currículo. Inglês, por exemplo, ou um curso de gestão.

E fique tranquilo, porque você tem ainda muito tempo de carreira pela frente, e sempre há emprego para bons vendedores.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-31

Dicas de como preencher um bom currículo na internet - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/10/2018, com um alerta de como fazer um bom currículo.

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Dicas de como preencher um bom currículo na internet

enviando currículo

Um ouvinte escreve: "Sou selecionador de pessoal em uma grande empresa que, por atuar no ramo tecnológico, tem vagas a oferecer. Nós as anunciamos em nosso site e solicitamos que os interessados nos enviem seus currículos, no formato que preferirem.

Ao recebê-los, damos atenção a todos, mas a maior parte do meu tempo é, infelizmente, desperdiçada nesse processo de avaliação prévia. Isso porque, como está bem claro no site, pedimos que seja incluída no início do currículo, uma frase bem curta, esclarecendo qual é a vaga pretendida, já que cada uma tem o título da função e o setor de atuação.

Por estranho que pareça, de cada dez currículos que recebemos, nove não incluem a frase solicitada, o que me leva a crer que o remetente sequer leu a descrição da vaga.

Imagino que isso ocorra ou porque candidatos enviam currículos só para ver o que acontece, ou porque esses currículos estão sendo enviados por terceiros, possivelmente escritórios que cobram para espalhar uma infinidade de currículos no mercado.

Por gentileza, alerte a seus ouvintes que isso não funciona."

Está alertado. E não custa lembrar novamente algo já dito e repetido aqui: enviar um currículo bem pensado e sob medida para uma vaga específicamais resultado do que mandar cem currículos para cem empresas diferentes.

Isso porque processos seletivos não são uma espécie de loteria em que a quantidade compensa a qualidade.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-29

Investir em pós-graduação vai agregar valor ao meu currículo? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/10/2018, com um ouvinte que não tem pós-graduação e acha que é por isso que não está sendo chamado para entrevistas de emprego.

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Investir em pós-graduação vai agregar valor ao meu currículo?

investir em pós-graduação

Um ouvinte escreve: "Eu me formei em Administração há 12 anos. E depois disso, não fiz nenhum outro curso. No momento estou desempregado e não tenho sido chamado para entrevistas, apesar de ter enviado currículos para todas as vagas anunciadas.

Analisando a situação, percebo que me falta o curso de pós-graduação para tornar o meu currículo mais atraente. Sei que o valor do curso é alto e vou ter que apertar meu orçamento para me matricular em um. E pergunto se este investimento irá realmente me posicionar num patamar superior no mercado de trabalho?"


Bom, como dizem os filósofos corporativos, uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Primeiro: sim, uma pós-graduação em uma instituição de ensino bem conceituada irá, sem dúvida, agregar valor ao seu currículo.

E segundo: não, você não está deixando de ser chamado para entrevistas devido à falta da pós-graduação. Isso equivaleria a dizer que o mercado fechou as portas para quem não é pós-graduado, o que está longe de ser verdade. Talvez lhe faltem contatos para uma referência, no momento em que o mercado está atrofiado.

Por isso, outra vantagem de cursar uma pós é a de poder conhecer colegas de classe, que estejam bem empregados e possam indicar você para uma vaga, ou no mínimo, lhe conseguir uma entrevista.

Em resumo: embora a falta da pós não seja o grande empecilho que você está imaginando, ela pode sim, vir a ser a abertura que você está procurando.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-17

Fraudar o currículo nunca é uma boa estratégia - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/08/2018, com uma ouvinte que mentiu no currículo, foi contratada, e agora está angustiada.

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Fraudar o currículo nunca é uma boa estratégia

mentindo no currículo

Uma ouvinte escreve: "Estou passando por um período angustiante. Comecei a trabalhar faz um mês, em uma empresa muito boa, depois de ser aprovada em um processo de seleção bem concorrido. Só que uma informação que eu coloquei em meu currículo não é verdadeira.

Eu não tenho curso superior completo, mas redigi o currículo de maneira a parecer que tenho. Agora não consigo parar de pensar em como posso resolver essa situação. Falo ou fico calada?"


Bom, o fato de você estar angustiada não deixa de ser positivo, porque outras pessoas, em situação igual, poderiam estar se sentindo espertas, por terem enganado o sistema.

Você tem então duas opções. A primeira é, voluntariamente, confessar à empresa que não concluiu o curso, mas já tomou providências para retomar os estudos de imediato.

Se você está sendo uma boa funcionária e tiver uma chefia compreensiva, pode ser que a sua manobra seja perdoada. Não é garantido, mas é possível. E na pior hipótese, você teria que pedir demissão.

A segunda opção também seria você voltar a estudar, mas sem dizer nada a ninguém e esperar que a empresa não descubra, antes de você terminar o curso.

O risco é alguém descobrir. E aí, muito provavelmente, você seria dispensada por justa causa e ficaria com um sério problema para conseguir outro bom emprego.

Em resumo: fraudar o currículo nunca é uma boa estratégia.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-01

Respostas de empresas através de banco de currículos costumam ser automáticas - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/08/2018, com um ouvinte que se cadastrou no site de uma empresa em que ele gostaria de trabalhar, e recebeu uma resposta padrão.

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Respostas de empresas através de banco de currículos costumam ser automáticas

banco de currículos

Um ouvinte escreve: "Eu me formei e comecei a procurar emprego. Inseri meus dados no site de uma empresa, na qual eu gostaria muito de trabalhar. E recebi uma resposta dizendo que meu cadastro foi registrado no banco de dados, e que eu seria contatado quando surgisse uma vaga adequada. Só que isso já faz um mês e nenhum contato foi feito até agora. Como devo interpretar esse período de silêncio?"

Bom, a mensagem que você recebeu pode ter um par de interpretações. Mas a mais provável é que ela tenha sido gerada automaticamente pelo sistema.

Você pode confirmar essa possibilidade na prática, pedindo a um amigo que também se cadastre no site da empresa, como você fez. Se ele receber uma resposta igual à sua, isso quer dizer que todos os inscritos receberão a mesma resposta.

Isso não quer dizer que não exista um banco de dados. Ele existe e é utilizado. Quando surge uma vaga, o sistema busca palavras-chave para filtrar os possíveis candidatos. Por exemplo: cursos feitos, idiomas, viagens, empresas em que o candidato já trabalhou e outros detalhes.

E aqueles, cujos dados se encaixam no perfil desejado para a vaga, são convocados para testes e entrevistas.

Você deve continuar a se cadastrar em sites de empresas, porque essa é uma das maneiras usadas para selecionar candidatos. Mas agora, já sabe que não deve levar ao pé da letra, mensagens de retorno que são genéricas, e não, pessoais.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-04

Avalie oportunidades de médio prazo ao mudar de emprego por causa da família - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/07/2018, com uma ouvinte que se tornou mãe e quer mudar de emprego para ter mais tempo com o filho.

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Avalie oportunidades de médio prazo ao mudar de emprego por causa da família

conciliar tempo trabalho família

Escreve uma ouvinte: "Tenho 29 anos e me tornei mãe faz um ano. Sou formada em Engenharia Química e atualmente tenho um cargo de gerência em uma empresa boa, porém muito distante da minha residência. O deslocamento e as responsabilidades gerenciais me obrigam a ficar treze horas por dia, longe de meu filho. Desejo continuar trabalhando, mas ser uma boa mãe é minha principal prioridade pelos próximos anos.

Estou disposta a conseguir outro emprego mais próximo de casa, para trabalhar em funções que não sejam de liderança e, portanto, com remuneração inferior a que eu tenho atualmente, com menos cobranças e com horários mais fixos de entrada e de saída. Como posso expressar tudo isso em meu currículo e em entrevistas, sem ser interpretada indevidamente?"


Vamos lá. No currículo você não precisa colocar os motivos relatados nesta mensagem. Apenas coloque como "Objetivo", uma função técnica.

Enumere as empresas em que trabalhou, sem mencionar o seu atual cargo de gerente, mas citando a sua formação em Engenharia. Um currículo assim lhe dará mais possibilidade de ser chamada para entrevistas. E nelas você poderá explicar as suas razões para mudar.

Mas eu sugiro que você tente encontrar uma empresa que possa lhe proporcionar oportunidades futuras em médio prazo, porque o tempo de crescimento dos filhos é bem mais acelerado do que os anos de carreira das mães.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-04

O que um pretendente a estagiário deve escrever no 'objetivo' do currículo? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/06/2018, com um ouvinte que está procurando uma vaga de estagiário e quer saber o que colocar no currículo.

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O que um pretendente a estagiário deve escrever no 'objetivo' do currículo?

currículo

Escreve um ouvinte: "Estou enviando currículos para empresas, em busca de uma vaga de estágio. Na frase de 'objetivo', escrevi que pretendo aprender técnicas e processos, com o fim de assumir, no futuro, posições de liderança. Um professor me disse que essa afirmação talvez possa parecer um pouco exagerada para um candidato a estágio. O que você acha?"

Eu acho que você tem um professor que merece ser ouvido.

Um estágio tem duas finalidades. A primeira é a de cumprir com uma regulamentação do próprio curso, já que o estágio será o complemento do seu estudo.

E a segunda é a de permitir que você aprenda, na prática, como funciona em uma empresa, tudo o que uma faculdade não pode lhe ensinar. Por exemplo, como conviver com chefes e colegas, ou como encarar tarefas que você talvez possa considerar abaixo do seu conhecimento e de suas habilidades.

Durante o período de estágio, você estará mostrando a sua capacidade de adaptação a uma nova realidade. E a avaliação do seu desempenho levará em conta não as suas ambições futuras, mas a confiança e o relacionamento presentes.

É claro que você poderá vir a assumir cargos de liderança quando tiver um emprego efetivo. Mas, para isso, precisará antes mostrar que tem qualidades para ser líder.

E uma sugestão que lhe dou é usar o estágio para prestar atenção ao modo como os líderes da empresa agem e se comportam, já que eles conseguiram dar o salto que você pretende dar.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-25

Nome da universidade passa a ter menos impacto quando se começa a montar currículo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/05/2018, sobre como o nome da faculdade influi na busca por um emprego.

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Nome da universidade passa a ter menos impacto quando se começa a montar currículo

faculdade de renome

Um ouvinte escreve: "Eu me formei em uma faculdade que cabia em meu orçamento, mas que não goza de reputação no mercado. Pergunto se isso irá impedir que eu consiga um emprego melhor, porque o que eu tenho, não me dará futuro nenhum?"

Sim, o nome da escola influi. Não que as empresas achem que uma faculdade menos vistosa, necessariamente, ofereça ensino de baixa qualidade, mas grandes empresas tendem a preferir contratar quem se forma em escolas que já tenham uma marca consolidada e uma história. Na verdade, as maiores empresas vão a essas faculdades para anunciar vagas iniciais ou de estágio.

O nome da escola só começa a ter menos impacto quando um profissional consegue montar um currículo, com dados e fatos que atestem a sua competência profissional. E isso costuma ocorrer depois de cinco anos de trabalho, por aí.

Mas há outra maneira de enxergar o que, à primeira vista, parece ser uma condenação. O número de formandos em escolas com mais tradição é insuficiente para preencher 10% das vagas, ou talvez nem isso.

O que posso lhe sugerir é tentar mudar, um par de vezes, para empregos que sejam melhores que os anteriores, mas sem esperar que, de repente, você seja selecionado para uma vaga muito concorrida em uma grande empresa.

Dessa forma, você irá compondo, passo a passo, um currículo que terá mais peso do que a faculdade. E conseguirá participar de processos seletivos mais disputados.

Max Gehringer, para CBN.

2018-04-27

'Existe ordem para quadros de formação e experiência profissional no currículo?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/04/2018, sobre o que colocar no currículo.

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'Existe ordem para quadros de formação e experiência profissional no currículo?'

avaliando currículos

Um ouvinte pergunta se existe uma ordem no currículo, para os quadros de formação e de experiência profissional. Qual deve vir antes?

Bom, depende da vaga. Se for uma posição inicial, por exemplo, de auxiliar, menciona-se primeiro os cursos concluídos, do mais recente para o mais antigo.

Já a experiência deve vir antes em duas situações. A primeira é quando o último curso feito foi concluído há mais de dez anos. E a segunda é quando a experiência é tão importante quanto o curso, ou mais. Em cargos de marketing ou vendas, ou em posições de chefia, onde o profissional já trabalhou é mais importante do que onde ele estudou.

O terceiro ponto a ser considerado é algo que está se tornando comum no mercado de trabalho: o de uma pessoa estar tentando ingressar em uma área na qual ela nunca trabalhou e que nada tem a ver com o curso feito, porque a área de formação está saturada. Por exemplo, alguém que se formou em Arquitetura e Urbanismo e se candidata a uma vaga em Recursos Humanos.

Em casos assim, é melhor nem mandar currículo, porque sempre haverá candidatos mais qualificados. A vaga somente seria conseguida através de uma indicação direta de alguém que tivesse influência na empresa.

Max Gehringer, para CBN.

2018-04-24

'Enviei meu currículo para uma vaga em que preencho todos os requisitos e não fui contatado' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/04/2018, com um ouvinte que respondeu a um anúncio de emprego enviando seu currículo, mas não obteve nenhuma resposta.

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'Enviei meu currículo para uma vaga em que preencho todos os requisitos e não fui contatado'

enviando currículos processos seletivos

Um ouvinte escreve: "Enviei meu currículo para uma empresa, em resposta a uma oferta de emprego que ela publicou. Meu currículo preenchia todos os requisitos de escolaridade e experiência, mas não fui contatado e fico tentando entender porquê."

Vamos lá. Um anúncio aberto, como esse que você mencionou, atrai uma quantidade apreciável de currículos. Por isso, a primeira providência da empresa é proceder a um processo de eliminação. Ou, para usar um termo mais brando, de filtragem inicial.

Cada empresa tem seus próprios filtros e alguns deles nem passam pela cabeça de quem enviou um currículo, mas pode, eventualmente, excluir candidatos. Por exemplo: a distância entre a residência e o local de trabalho. Outro fator poderia ser a idade, algo que a empresa não deixou explícito no anúncio, para não ser acusada de discriminação.

No fim dessa filtragem, irão sobrar não mais que meia dúzia de candidatos que serão convocados para entrevistas. E posso lhe assegurar que esses currículos selecionados incluirão competências além daquelas solicitadas no anúncio: mais cursos, ou passagens por empresa do mesmo ramo da contratante, ou conhecimentos adicionais de sistemas e idiomas.

Em resumo, o currículo que você enviou era adequado. Só que havia outros super-adequados. Mas não deixe de continuar insistindo, porque em algum processo, o filtro poderá funcionar a seu favor.

Max Gehringer, para CBN.

2018-04-17

Currículo bem preparado gera mais resultados do que envio por atacado - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/04/2018, com um ouvinte gestor que recebe vários e-mails com currículos mal preparados.

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Currículo bem preparado gera mais resultados do que envio por atacado

currículo bem preparado

Escreve um ouvinte: "Sou gestor de uma empresa e temos vagas para candidatos que preencham os requisitos técnicos desejados. O objetivo dessa mensagem é lhe dizer que me sinto cada vez mais desencantado com a qualidade dos currículos que me chegam.

Minha impressão é de que a maioria envia seus currículos, sem sequer se dar o trabalho de ler sobre a vaga que está sendo oferecida. O resultado é que recebo, via e-mail, currículos de profissionais formados em setores que nem existem na nossa empresa. A que você atribui isso? Preguiça? Desinformação?"


Bom, muito provavelmente, esses currículos são enviados através de um mailing. Ou uma agência se encarrega de enviá-los, ou ela vende o mailing a quem se interessar.

Isso faz com que um candidato a emprego se entusiasme com a possibilidade de que o seu currículo chegará a centenas ou milhares de empresas, cujos endereços digitais a referida agência garimpou na internet. E aí existe a expectativa de que um par de empresas, dessa longa lista, se interesse pelo currículo, quase que por um processo lotérico.

Mandar um currículo bem preparado para uma vaga específicamais resultado do que soltar currículos por atacado. Mas eu entendo que essa prática já esteja disseminada, até por ser rápida e barata, embora nem de longe seja eficaz.

Se esse for apenas mais um meio entre vários outros, que um candidato esteja utilizando, até vale a tentativa. Se for o único meio, o retorno tenderá a ser, como você disse, decepcionante.

Max Gehringer, para CBN.

2018-04-03

'Fui demitido após 15 anos na mesma empresa e não sei por onde começar' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/04/2018, com dicas para procurar um emprego.

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'Fui demitido após 15 anos na mesma empresa e não sei por onde começar'

demitido procurando emprego

Um ouvinte escreve: "Fui demitido após trabalhar por 15 anos na mesma empresa. Estou enferrujado no quesito de procurar emprego e pergunto: por onde começar?"

Vamos lá. Você começa dizendo ao mundo que está desempregado: vizinhos, amigos, parentes, antigos professores e colegas de escola. Através da internet, você achará uma forma de se comunicar com pessoas com as quais perdeu o contato. Faça isso, sem nenhum receio.

Quem ficou muito tempo no mesmo emprego, como você, sente certa vergonha de pedir ajuda. Mas o mercado de trabalho já ficou sem-vergonha, no bom sentido. Perder o empregonão é mais a tragédia que foi um dia, principalmente em uma situação crítica, como a atual.

Uma minoria dos contatados irá lhe responder, mas isso já é suficiente, porque uma boa indicação valerá mais que uma centena de cadastros.

Você precisará ter um currículo e encontrará uma infinidade de modelos na internet. Escolha um sucinto e sem enfeites.

E finalmente, uma dica: escolha cinco empresas nas quais você gostaria de trabalhar, e mande para elas uma carta de apresentação com o currículo anexado, aos cuidados de recursos humanos.

E por que uma carta? Porque a imensa comodidade digital fez com que as cartas quase desaparecessem. Há 20 anos, uma boa empresa recebia mais de cem currículos por dia, pelo correio. Hoje não recebe nem uma dúzia.

O que parece anacrônico, tornou-se um diferencial. E a sua carta terá uma razoável chance de, ao menos, ser lida, ao contrário do que acontece com o cadastramento no site da empresa ou dos currículos enviados por via eletrônica.

Max Gehringer, para CBN.

2018-03-19

Não force indicação de um amigo para vaga sem conhecer bem o histórico dele - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/03/2018, com uma ouvinte que tem um amigo que lhe pediu para entregar o currículo dele para o presidente da empresa onde ela trabalha.

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Não force indicação de um amigo para vaga sem conhecer bem o histórico dele

indicação trabalho networking

Uma ouvinte escreve: "Sou secretária do presidente de uma grande empresa nacional. Trabalho com ele há oito anos, mas não temos muita intimidade, especialmente porque sou bastante introvertida. Um amigo me pediu para entregar o currículo dele para meu chefe, pedindo o favor pessoal de recomendá-lo para uma possível vaga. Qual é a sua opinião sobre isso?"

Você pode atender ao pedido do seu amigo, entregando o currículo dele, ou para o setor de recursos humanos, ou para um gestor específico, aquele do setor em que seu amigo pleiteia a vaga.

Imagino que se você tentar entregar o currículo diretamente a seu presidente, ele lhe dirá para encaminhá-lo à área competente. De maneira geral, muitos funcionários graduados em empresa têm contato com presidentes. E eles preservam a posição que ocupam, solicitando que as solicitações sejam sempre encaminhadas através dos canais adequados.

Mais uma coisa. Ao entregar o currículo para os gestores mencionados, sugiro que você não corra o risco de forçar a recomendação do seu amigo, caso você não saiba se ele tem um histórico de competência em empregos anteriores. Permita então, que os gestores que possuem informações sobre o perfil que desejam em seus subordinados, façam essa avaliação por conta própria.

E não se preocupe, porque só o fato do seu amigo poder encaminhar o currículo através de você, certamente irá fazer com que o assunto mereça a devida atenção.

Max Gehringer, para CBN.

2018-02-26

'Como incluir um curso superior incompleto no currículo?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/02/2018, sobre como incluir um curso superior incompleto no currículo.

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'Como incluir um curso superior incompleto no currículo?'

curriculum vitae

Um ouvinte escreve: "Eu cursei uma faculdade até a metade do segundo ano, mas precisei desistir do curso por razões de tempo e dinheiro. Mesmo assim, considero que foi relevante o que aprendi. E pergunto se devo incluir essa informação em meu currículo?"

Sim, você pode incluí-la no bloco de "Outros cursos", ao final do currículo, com a palavra "Incompleto" após o nome do curso e da instituição.

Como você sabe, qualquer curso tem uma duração pré-determinada, porque aquele é o tempo necessário para que todo o aprendizado seja absorvido.

Você, portanto, aprendeu o básico, ou um pouco menos que isso, mas não deixou de aprender coisas importantes. Até porque dezoito meses é muito mais tempo do que a maioria dos cursos de curta duração, que costumam figurar em currículos.

Outro fato para você levar em conta é a relevância desse curso para uma vaga de emprego a que você esteja se candidatando.

Se o curso incompleto não for essencial para o desempenho da função, é preferível deixá-lo de fora, porque não faz muito sentido você mencionar que fez menos da metade de um curso, cujo conteúdo pouco, ou nada, iria agregar ao trabalho a ser executado.

Já se o curso tiver alguma relação direta com a função, uma menção discreta a ele no bloco final chamará mais a atenção de quem for avaliar o seu currículo, do que se ele estivesse destacado logo no início.

Max Gehringer, para CBN.

2018-02-15

'Colocar pessoas como referência no currículo funciona?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/02/2018, com três requisitos para se colocar pessoas como referência no currículo.

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'Colocar pessoas como referência no currículo funciona?'

referências no currículo

Um ouvinte pergunta: "Colocar pessoas como referências no currículo, funciona?"

Sim, se os profissionais que você mencionar preencherem três requisitos.

Primeiro: ocupar, ou ter ocupado, um cargo de relevância, preferencialmente gerencial.

Segundo: que as empresas em que esses profissionais trabalham, ou trabalharam, sejam minimamente conhecidas no mercado.

E terceiro: que a referência seja completa, com nome do profissional, a empresa atual, o cargo ocupado e o número de telefone para contato.

Para isso, você precisará conversar previamente com cada uma dessas pessoas e obter autorização delas para a inclusão em seu currículo. De modo geral, quando um profissional permite que isso seja feito, existe uma concordância tácita de que as referências serão positivas.

Agora, vamos ao que não deve ser feito. Há quem coloque o ex-chefe como referência, sem ter solicitado autorização para isso, assumindo que, se não houve nenhum atrito durante o tempo de convivência, haverá o aval do ex-chefe, caso ele seja consultado.

Nem sempre isso ocorre. Há ex-chefes que darão somente informações vagas e neutras, o que, para um recrutador, equivale a uma recomendação para não contratar.

E finalmente, boas referências são um ingrediente apreciável em currículos. Os recrutadores as levam a sério e costumam checá-las. E quanto mais alto o cargo do referenciado e mais conhecida a empresa dele, mais eficaz será esse contato.

Max Gehringer, para CBN.

2018-02-13

Evite falar sobre todos os cursos que fez numa entrevista de emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/02/2018, com um ouvinte que tem muitos cursos, mas foi preterido em uma entrevista de emprego, com a desculpa de que seu currículo estava muito acima da função.

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Evite falar sobre todos os cursos que fez numa entrevista de emprego

entrevista de emprego

Um ouvinte escreve: "Planejei minha carreira para, um dia, poder chegar a um bom cargo em uma empresa de porte. Ao longo de 10 anos, além de fazer bem o meu trabalho, investi em cursos, pós-graduação e mestrado, além de criar uma sólida rede de networking. Faz um mês, a oportunidade que eu tanto aguardava, finalmente apareceu.

Fui indicado por um ex-chefe, para uma vaga que preenchia todos os meus interesses, e fiz a entrevista. Mas, ao final do processo, não fui contratado porque, segundo o recrutador, eu tinha mais experiência e mais currículo do que a vaga demandava. E agora? Devo ocultar parte das minhas qualificações para poder conseguir meus objetivos profissionais?"


Não, de jeito nenhum. Mas currículo é como riqueza: é bom ter, mas não é bom ficar falando que tem.

Talvez, durante a entrevista, você tenha enfatizado os cursos que fez, o que não é necessário. Quem o entrevistou já tinha lido o seu currículo e sabia qual era a sua formação.

O interesse estava mais em entender como você poderia ser o melhor executor da tarefa que lhe seria dada, e certamente um outro candidato fez isso melhor que você.

Se posso lhe oferecer uma sugestão, coloque em seu currículo apenas a sua formação superior, e liste os demais cursos no final, em um bloco de "Outros cursos".

Estou dizendo tudo isso porque, quando um recrutador diz que o currículo está muito acima da função, geralmente é porque o candidato enfatizou, na entrevista, mais o currículo acadêmico do que as suas habilidades profissionais.

Você conseguirá a vaga que pretende, porque tem estudo e experiência. É só uma questão de você acertar o seu discurso.

Max Gehringer, para CBN.

2018-02-02

Como fazer currículo para vendedor sendo taxista há anos? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/02/2018, com um ouvinte que trabalhou como taxista durante quatro anos e agora quer voltar para a área de vendas.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como fazer currículo para vendedor sendo taxista há anos?


Um ouvinte escreve: "Fui taxista durante quatro anos. Ainda sou, mas o surgimento desses aplicativos que oferecem corridas a preços mais baixos, derrubou os meus ganhos. Estou conseguindo faturar, por mês, um terço do que faturava, quando muito, e as minhas finanças pessoais estão indo para o buraco.

Antes de me tornar taxista, eu era vendedor. E acredito que a minha melhor opção neste momento é retornar a esse ramo. O que devo colocar em meu currículo para não assustar os possíveis contratantes, já que, imagino, ter sido taxista não é a melhor referência para tentar uma vaga de vendedor?"


Bom, você pode colocar no currículo que prestou serviço autônomo durante quatro anos. E esclarecer, em entrevistas, que foi taxista.

O que funciona a seu favor é que a área de vendas leva mais em conta a capacidade de convencer, do que a formação em algum curso, a não ser no caso de vendas altamente técnicas.

Se você for entrevistado por uma empresa que comercializa, por exemplo, produtos de consumo no atacado ou no varejo, o que irá impressionar o entrevistador será a sua capacidade de fazer aquilo que um bom vendedor faz de melhor, que é saber vender a si mesmo.

E você ainda poderá adicionar que a sua experiência como taxista, lhe deu a oportunidade de aprender a lidar com qualquer tipo de cliente.

Se você estivesse buscando uma vaga em qualquer outra área, seria mais difícil. Na área de vendas, o que mais conta são as habilidades pessoais, que você tem de sobra.

Max Gehringer, para CBN.

2017-11-29

Cuidado ao publicar informações sobre o trabalho nas redes sociais - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/11/2017, com um alerta sobre publicar em redes sociais, informações sobre o trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Cuidado ao publicar informações sobre o trabalho nas redes sociais

redes sociais

Um ouvinte escreve: "A título de reconhecimento, recebi um prêmio em dinheiro na empresa em que trabalho. Meus superiores me pediram sigilo internamente sobre o tema e concordo que o valor não deva ser divulgado. Mas eu gostaria de incluir a notícia na rede social de profissionais da qual participo e também em meu currículo. Como devo fazer isso?"

No caso da rede, você não deve. O sigilo lhe foi solicitado porque a divulgação do fato, dentro da empresa, certamente provocaria algum ciúme e eventuais pedidos de explicações de alguns colegas seus aos superiores, do tipo: "Por que ele e não eu?"

Ao compartilhar o fato em rede, você estaria fazendo o que se comprometeu a não fazer, porque o post certamente chegaria ao conhecimento de seus colegas e do seu superior.

Já no caso do currículo, que é um documento mais confidencial, você pode agregar, no campo da descrição de suas funções, uma frase mais ou menos assim: "Fui premiado este ano com o equivalente a X salários, pela excelência na qualidade do meu trabalho e poderei explicar os detalhes em uma entrevista pessoal."

Isso será suficiente, para a pessoa que for avaliar o seu currículo, entender que você é um profissional diferenciado, por ter recebido um valor adicional quando a maioria das empresas está cortando custos, reduzindo quadros e adiando investimentos.

Rede social é diferente. Postar algo numa delas é a mesma coisa que contar para o colega do lado.

Max Gehringer, para CBN.

2017-11-16

Profissionais muito qualificados devem enaltecer sua experiência no currículo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/11/2017, com um ouvinte que está tendo dificuldades em encontrar outro emprego e suspeita que seu currículo lhe esteja atrapalhando, por ser muito qualificado.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Profissionais muito qualificados devem enaltecer sua experiência no currículo

currículo experiência profissional

Um ouvinte escreve: "Tenho um currículo com curso superior e pós-graduação, e estou cursando um mestrado. Além disso, sou fluente em dois idiomas. Faz quatro meses, fui dispensado da empresa em que trabalhava. E de lá para cá, tenho enviado currículos para empresas nas quais eu gostaria de trabalhar, mas não obtive nenhum retorno até agora. Será que o meu currículo está espantando os possíveis empregadores?"

Bom, quando uma vaga é aberta, a empresa contratante leva duas coisas em consideração: o curso que é necessário para a função e a experiência anterior nela.

Se o seu currículo preenche esses dois requisitos, ou seja, se você está se candidatando a um emprego semelhante ao que tinha, você seria, pelo menos, considerado como um candidato viável.

Mas você pode ter razão quanto a impressão que o seu currículo causa. Posso então lhe sugerir o seguinte: comece o seu currículo mencionando a sua experiência. Em seguida, mencione apenas o curso superior. Finalmente, num bloco de "Outros Cursos", coloque a pós, os idiomas e o mestrado em andamento.

Assim, você primeiro destaca aquilo que interessa de imediato à empresa. E oferece o restante como adicional, sem exagerar na ênfase que possivelmente esteja dando no currículo atual.

Tudo o que você estudou, ou está estudando, lhe será muito útil na carreira. Mas, na busca por um emprego, pode dar a um selecionador a sensação que você iria querer mais do que a vaga oferecida.

Max Gehringer, para CBN.

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