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2019-02-19

O uso das redes sociais para marketing pessoal - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/02/2019, sobre o uso das redes sociais para o marketing pessoal.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O uso das redes sociais para marketing pessoal

redes sociais no trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho notado que alguns colegas de trabalho têm se sobressaído por utilizarem redes de relacionamento, tanto sociais quanto profissionais, para alardearem coisas que eles fazem aqui na empresa. São situações comuns de trabalho, nada de excepcional, mas que quando descritas nas redes, dão a impressão de serem maiores e mais importantes do que realmente são. Eu não sou muito ligado nesse tipo de auto-promoção, que considero exibicionista e presunçoso. Estou errado?"

Mais provavelmente sim, do que não. Estamos falando de duas coisas que existem há muito tempo e que sempre ajudaram a construir carreiras. Uma é o networking e a outra é o marketing pessoal.

As redes profissionais e sociais ampliaram imensamente essa possibilidade de alguém aumentar a própria visibilidade. E esse é o benefício daquilo que seus colegas estão fazendo e você não está.

O que pode dar errado é alguém revelar fatos sobre a empresa que não devem ser expostos publicamente. Por exemplo: lucratividade, faturamento, ou planos e projetos que a direção prefere manter confidenciais. Logo, tudo se resume a uma questão de bom senso.

Quanto a alardear fatos rotineiros como se fossem extraordinários, lembre-se que a propaganda vem fazendo isso desde sempre, e com sucesso. Então, se empresas podem exaltar, até com exagero, a excelência de seus produtos e serviços, por que um profissional não poderia fazer o mesmo por sua carreira?

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-07

Probabilidade de ser lembrado por um diretor com quem você trabalhou há três anos é remota - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/09/2018, com uma ouvinte que encontrou um diretor com quem já trabalhou, mas ele não a reconheceu.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Probabilidade de ser lembrado por um diretor com quem você trabalhou há três anos é remota

evento de networking

Uma ouvinte escreve: "Tive uma má surpresa um dia desses. Encontrei-me, por acaso, em um evento, com um diretor de uma empresa em que trabalhei. Eu trabalhava no setor dele, nós nos cumprimentávamos todos os dias e ele sabia meu nome.

Saí da empresa faz três anos e ele continuou nela. Mas quando fui conversar com ele no evento, ele não se lembrou de mim, mesmo quando relatei que trabalhamos no mesmo escritório durante dois anos.

Me senti esnobada e desdenhada por essa postura pedante. E pergunto se eu deveria escrever para ele e dizer tudo o que eu gostaria de ter dito na hora?"


Bom, permita-me citar dois dados sobre a memória de gente normal. Primeiro: quanto mais pessoas alguém conhece, menor será o percentual daquelas de que irá se recordar.

Segundo: quanto mais alto for o cargo de um profissional, maior será a possibilidade de ele se esquecer daqueles que não ocuparam funções diretamente subordinadas a ele.

Juntando as duas coisas, eu lhe diria que seria remota a probabilidade de você ser lembrada por um diretor com o qual trocou somente cumprimentos diários, e que já não vê faz três anos.

Portanto, ao encontrar alguém com quem você trabalhou já faz algum tempo, é recomendável começar dizendo o seu nome e em que circunstâncias conheceu a pessoa.

Dessa forma, você dá a ela tempo e informações, para que ela não seja apanhada de surpresa. E possa ser, ou parecer, mais receptiva do que o seu diretor foi.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-05

'Carta de recomendação é um elogio' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/09/2018, com um ouvinte que é gerente e recebeu um pedido de um ex-funcionário para lhe conceder uma carta de recomendação.

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'Carta de recomendação é um elogio'

carta de recomendação profissional

Escreve um ouvinte: "Sou gerente de uma companhia com ótimo conceito no mercado. Um ex-funcionário, que trabalhou comigo até o ano passado, e que no momento está desempregado, me ligou para pedir uma carta de recomendação. Não tenho grandes elogios a fazer a ele, mas também não tenho nenhuma crítica. Como você sugere que eu conduza esse assunto?"

Vamos lá. Uma carta de recomendação, como o nome indica, é um elogio ao trabalho e ao comportamento de um profissional. Ou seja, você estaria afirmando que uma empresa faria um bom negócio se contratasse o funcionário elogiado.

Mesmo que você esteja propenso a atender ao pedido dele, é bom verificar se a sua empresa autoriza um gestor, como é o seu caso, a emitir uma opinião que, queira você ou não, recai também sobre a própria empresa.

Na pior hipótese, digamos que um ex-funcionário decida mover um processo trabalhista. E anexe aos autos, uma carta do ex-chefe afirmando que ele foi um ótimo empregado. Isso vale como uma prova de boa conduta.

É por isso que empresas não dão cartas de recomendação elogiosas, mas apenas declarações vagas e neutras, do tipo "nada consta em nossos registros que desabone".

O que você pode fazer é autorizar o ex-funcionário a mencionar você como referência para contatos pessoais de recrutadores. Falando, você poderá decidir o que irá dizer. Se escrever e assinar, não terá mais possibilidade de se retratar.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-07

Não perca tempo com mensagem de despedida para quem não fará diferença - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/08/2018, com uma ouvinte que está saindo da empresa e quer saber o que escrever em uma carta de despedida.

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Não perca tempo com mensagem de despedida para quem não fará diferença

mulher se despedindo

Escreve uma ouvinte: "Pedi a conta da empresa em que trabalho, e estou pensando em como redigir uma mensagem de despedida para meus colegas. Uma que seja profissional, mas que, ao mesmo tempo, demonstre meu prazer em ter trabalhado aqui e minha gratidão por tudo o que me foi ensinado."

Certo, vamos lá. Se você trabalha em um setor com mais de uma dúzia de colegas, é bem pouco provável que você dedique a todos eles, exatamente o mesmo sentimento de gratidão, confiança e respeito profissional.

Nesse caso, qualquer mensagem dirigida a todos, com o mesmo teor, não impediria você de fazer o que, com certeza, você fará, que é ter uma conversa pessoal com cada um dos colegas mais chegados, explicar a eles por que está saindo e para onde vai. E certificar-se de que ficará com os contatos deles, e eles com o seu.

Por outro lado, se o seu local de trabalho for do tipo normal, haverá nele pessoas das quais você preferiria se despedir com um simples aceno de mão a vinte metros de distância.

Se você sair em bons termos pessoais e profissionais com 80% dos seus colegas, isso lhe garantirá uma apreciável rede de futuros contatos.

Aos outros 20%, aqueles que por qualquer motivo, não caíram em suas graças, e nem você nas deles, uma mensagem de despedida será pura perda de tempo.

Sugestão: não seja descortês, só ignore. Há chatos e pernósticos em qualquer empresa. E ignorá-los na saída produz uma agradável sensação de alívio profissional.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-27

Se um 'headhunter' lhe procurar para obter informações de um ex-colega, não hesite - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/06/2018, com um ouvinte que recebeu uma ligação de um headhunter querendo saber sobre um ex-colega.

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Se um 'headhunter' lhe procurar para obter informações de um ex-colega, não hesite

entrevista de emprego pelo telefone

Um ouvinte escreve: "Sou gerente de uma empresa e recebi uma ligação de um headhunter. Pensei que ele fosse me sondar para mudar de emprego, mas não. Ele buscava referências sobre um ex-colega meu de trabalho, que estava participando de um processo seletivo em outra empresa.

Fiquei meio surpreso com a ligação, porque esse antigo colega nunca me perguntou se ele poderia dar meu nome como referência. Mas atendi ao headhunter e tentei responder as perguntas dele, que foram bem específicas, sobre comportamento e relacionamento.

Confesso que em vários momentos me senti incomodado, como se eu estivesse sendo interrogado sobre um assunto que não me interessava. Pergunto: como se deve agir nessas situações?"


Bom, em primeiro lugar, é sempre bom ter um canal de comunicação aberto com um headhunter. Da mesma forma que ele precisou de você desta vez, um dia, você talvez possa precisar dele.

Quanto ao seu incômodo, você avaliou corretamente. Um headhunter vai direto ao ponto. E uma pergunta sempre feita é esta: "Hoje, você contrataria essa pessoa para ser seu subordinado?" Quem responde fica com a preocupação de não prejudicar o ex-colega, mas um bom headhunter é especialista em perceber quando o informante vacila nas respostas.

Ao final do interrogatório, é conveniente contatar o ex-colega e informá-lo sobre a ligação, para que ele saiba que ele ficou lhe devendo uma.

Max Gehringer, para CBN.

2018-03-19

Não force indicação de um amigo para vaga sem conhecer bem o histórico dele - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/03/2018, com uma ouvinte que tem um amigo que lhe pediu para entregar o currículo dele para o presidente da empresa onde ela trabalha.

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Não force indicação de um amigo para vaga sem conhecer bem o histórico dele

indicação trabalho networking

Uma ouvinte escreve: "Sou secretária do presidente de uma grande empresa nacional. Trabalho com ele há oito anos, mas não temos muita intimidade, especialmente porque sou bastante introvertida. Um amigo me pediu para entregar o currículo dele para meu chefe, pedindo o favor pessoal de recomendá-lo para uma possível vaga. Qual é a sua opinião sobre isso?"

Você pode atender ao pedido do seu amigo, entregando o currículo dele, ou para o setor de recursos humanos, ou para um gestor específico, aquele do setor em que seu amigo pleiteia a vaga.

Imagino que se você tentar entregar o currículo diretamente a seu presidente, ele lhe dirá para encaminhá-lo à área competente. De maneira geral, muitos funcionários graduados em empresa têm contato com presidentes. E eles preservam a posição que ocupam, solicitando que as solicitações sejam sempre encaminhadas através dos canais adequados.

Mais uma coisa. Ao entregar o currículo para os gestores mencionados, sugiro que você não corra o risco de forçar a recomendação do seu amigo, caso você não saiba se ele tem um histórico de competência em empregos anteriores. Permita então, que os gestores que possuem informações sobre o perfil que desejam em seus subordinados, façam essa avaliação por conta própria.

E não se preocupe, porque só o fato do seu amigo poder encaminhar o currículo através de você, certamente irá fazer com que o assunto mereça a devida atenção.

Max Gehringer, para CBN.

2018-02-15

'Colocar pessoas como referência no currículo funciona?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/02/2018, com três requisitos para se colocar pessoas como referência no currículo.

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'Colocar pessoas como referência no currículo funciona?'

referências no currículo

Um ouvinte pergunta: "Colocar pessoas como referências no currículo, funciona?"

Sim, se os profissionais que você mencionar preencherem três requisitos.

Primeiro: ocupar, ou ter ocupado, um cargo de relevância, preferencialmente gerencial.

Segundo: que as empresas em que esses profissionais trabalham, ou trabalharam, sejam minimamente conhecidas no mercado.

E terceiro: que a referência seja completa, com nome do profissional, a empresa atual, o cargo ocupado e o número de telefone para contato.

Para isso, você precisará conversar previamente com cada uma dessas pessoas e obter autorização delas para a inclusão em seu currículo. De modo geral, quando um profissional permite que isso seja feito, existe uma concordância tácita de que as referências serão positivas.

Agora, vamos ao que não deve ser feito. Há quem coloque o ex-chefe como referência, sem ter solicitado autorização para isso, assumindo que, se não houve nenhum atrito durante o tempo de convivência, haverá o aval do ex-chefe, caso ele seja consultado.

Nem sempre isso ocorre. Há ex-chefes que darão somente informações vagas e neutras, o que, para um recrutador, equivale a uma recomendação para não contratar.

E finalmente, boas referências são um ingrediente apreciável em currículos. Os recrutadores as levam a sério e costumam checá-las. E quanto mais alto o cargo do referenciado e mais conhecida a empresa dele, mais eficaz será esse contato.

Max Gehringer, para CBN.

2017-12-15

'Quero indicar minha amiga para um emprego, mas nunca trabalhei com ela' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/12/2017, com uma ouvinte que tem uma amiga que pediu para indicá-la no trabalho, mas a ouvinte nunca trabalhou com a amiga para saber se ela seria boa no emprego.

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'Quero indicar minha amiga para um emprego, mas nunca trabalhei com ela'

amigas no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Uma amiga me pediu para eu indicá-la para uma vaga na empresa em que trabalho. Conheço o chefe do setor e poderia fazer a indicação, mas o problema é que nunca trabalhei com essa amiga e não sei se ela seria profissionalmente qualificada para que eu a recomende. O que você sugere?"

Em nome da amizade, você pode recomendá-la ao dito chefe, mas tomando o cuidado de só dizer o que você sabe: que a sua amiga se relaciona bem com todo mundo, por exemplo.

No tocante à execução do trabalho, deixe claro que você não pode dar referências, mas apreciaria se o chefe pudesse entrevistar a sua amiga e deduzir, por conta própria, se ela reúne condições para ser contratada. Esse é o caminho mais indicado e menos perigoso, pensando não só na situação presente, mas em outras que possam surgir.

Se você disser maravilhas sobre a sua amiga e ela for contratada, mas não mostrar no trabalho tudo o que você falou dela, você perderá a confiança dentro da empresa para fazer futuras indicações.

E pode ser que, um dia, você precise indicar alguém que realmente conheça e queira ajudar, mas terá a indicação rejeitada, por ter feito uma que levou mais em consideração a amizade do que o interesse da empresa.

Em resumo, não deixe que o respeito que você já acumulou seja minado por imaginar que, se a sua amiga não der certo no emprego, a culpa não será sua, porque a empresa achará que foi.

Max Gehringer, para CBN.

2017-11-23

Habilidade para estabelecer boas relações é um diferencial no mercado de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/11/2017, sobre como o marketing pessoal e o networking são igualmente importantes para a carreira, junto com o estudo e a experiência.

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Habilidade para estabelecer boas relações é um diferencial no mercado de trabalho

networking relações de trabalho

Uma ouvinte pergunta: "O que vale mais, o estudo ou a experiência?"

Pensando na carreira, os dois. E eu acrescentaria um terceiro: a habilidade para estabelecer boas relações, uma mistura de networking e marketing pessoal.

Uma pessoa que só tenha estudo pode perder uma vaga para um concorrente que já tenha experiência. Já alguém com muita experiência, mas com pouco estudo, pode se firmar em uma função, mas teria menos oportunidades em médio prazo no caso de promoções.

Mas eu gostaria de enfatizar a importância do marketing pessoal e do networking, porque são duas coisas vitais, que não se aprendem em nenhum curso.

O marketing pessoal é a habilidade que um profissional, mesmo que seja um com pouco estudo e pouca experiência, utiliza para se tornar conhecido, confiável e apreciado.

Em minha carreira, eu vi dezenas de casos em que alguém assim conseguiu uma promoção, superando quem tinha mais estudo e mais experiência. Isso é o que funciona dentro de uma empresa.

Já fora dela, quem consegue criar uma sólida lista de relacionamentos com profissionais de outras empresas, sempre tem uma chance muito maior de conseguir um emprego, ou de mudar para um emprego melhor.

Posso lhe assegurar que alguém com boa formação, boa experiência e habilidade pessoal para se relacionar, dificilmente ficará desempregado. E terá maiores possibilidades de chegar a um cargo gerencial.

Max Gehringer, para CBN.

2017-10-25

Cuidado ao contratar um amigo para a sua empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/10/2017, com um ouvinte que quer saber o que pode acontecer caso contrate um amigo para trabalhar com ele.

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Cuidado ao contratar um amigo para a sua empresa

amizade no trabalho

Um ouvinte escreve: "Sou encarregado de um setor em uma empresa de grande porte. Um amigo meu, que está desempregado, me pediu uma oportunidade e existe uma vaga aberta em meu setor. Só tenho dúvidas quanto ao que pode acontecer se eu contratar um amigo."

Vamos lá. Você pode contratar um amigo caso ele seja o melhor candidato para a vaga. Se ele não for e você contratá-lo só pela amizade, seus demais subordinados irão colocar em dúvida o seu discernimento.

E caso o seu amigo seja contratado e não demonstre ser um funcionário a altura do que a sua empresa espera, você acabará também tendo problemas com o seu superior imediato.

Mas você pode evitar tudo isso, e ao mesmo tempo tentar ajudar o seu amigo, solicitando que outras pessoas o entrevistem. Uma de recursos humanos e outra com o mesmo cargo que o seu, mas de um setor paralelo ao seu.

Tendo duas opiniões favoráveis de profissionais não ligados emocionalmente à situação, você poderá fazer a contratação.

E caso ela ocorra, é indispensável você deixar claro a seu amigo que a amizade só vale da portaria da empresa para fora, porque dentro dela, ele receberá o mesmo tratamento que você dedica aos demais subordinados.

Muitos amigos que contratam amigos deixam de enfatizar esse fato óbvio. E por isso, acabam sendo vítimas de quem confunde amizade com profissionalismo.

Max Gehringer, para CBN.

2017-06-08

'Devo usar redes sociais para conversar com alguém que me entrevistou?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/06/2017, com uma ouvinte que adicionou numa rede social a pessoa que a entrevistou num processo seletivo.

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'Devo usar redes sociais para conversar com alguém que me entrevistou?'

adicionando contatos networking

Uma ouvinte escreve: "Estou participando de um processo de seleção que ainda está na fase inicial. Fui entrevistada por uma pessoa de recursos humanos da empresa. E ao chegar em casa, descobri que ela está no LinkedIn, como eu também estou, e enviei um convite para ela fazer parte da minha rede de contatos. Na hora nem pensei como isso poderia ser visto, mas a pessoa aceitou o convite. Como devo interpretar isso? E devo escrever para ela mencionando a entrevista?"

Bom, existem profissionais, e não são poucos, que se orgulham da quantidade de contatos que têm. E pode ser que a pessoa a que você se refere seja uma delas. Em casos assim, muitas vezes a pessoa não conhece e nem nunca ouviu falar da maior parte dos contatos, que foram feitos como você fez, pesquisando a internet.

Isso não é ruim, pelo contrário. Mas eu lhe sugiro esperar que o processo caminhe um pouco mais antes de enviar uma mensagem dizendo que você está participando dele.

Se você avançar para o estágio seguinte, aí sim, uma mensagem lembrando da entrevista feita seria válida. E caso você não seja a candidata selecionada ao final do processo, também valeria a pena enviar à pessoa uma mensagem de agradecimento e se colocar a disposição para futuras oportunidades.

De qualquer forma, o que você fez adicionou mais um contato interessante à sua rede e isso é positivo. Ou para já ou para algum dia.

Max Gehringer, para CBN.

2016-11-28

'Quero pedir emprego nas empresas que tive contato e não sei como escrever' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/11/2016, com um modelo de mensagem para ser enviado a ex-clientes pedindo um emprego.

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'Quero pedir emprego nas empresas que tive contato e não sei como escrever'

pedindo emprego por e-mail

Uma ouvinte escreve: "Quero mudar de emprego. Durante 7 anos meu trabalho me permitiu ter contatos com várias empresas, e muitos dos profissionais com os quais interagi nessas empresas, ainda continuam nas funções que ocupavam. Pretendo escrever para eles pedindo emprego, mas não sei como redigir uma mensagem que fosse bem recebida. Você poderia me sugerir um modelo?"

Sim, aí vai:

Prezado Fulano,

Sei que você não se lembrará de mim tão bem quanto eu me lembro de você. Mas meu nome é Tal e lhe prestei serviços durante o período de tanto a tanto, como funcionária da empresa Tal.

O motivo desse contato é que eu gostaria muito de poder trabalhar em sua empresa. Não quero tomar o seu tempo, mas ficaria grata se eu pudesse merecer a oportunidade de uma entrevista.

Atenciosamente,
Seu nome.

Se você enviar dez mensagens como essa, é possível que obtenha três ou quatro respostas, das quais uma ou duas serão para lhe dizer que não há vagas no momento. Mas é provável que pelo menos um dos clientes que você atendeu bem e que tenha ficado satisfeito com o seu trabalho e a sua postura, lhe conceda a oportunidade solicitada.

O seu caso serve como exemplo para muitos ouvintes cujo trabalho atual seja o de atender a outras empresas. Ser eficiente é uma obrigação, mas deixar o nome bem marcado é um investimento, que um dia poderá render bons frutos.

Max Gehringer, para CBN.

2016-06-16

'Como ser persistente sem ser inoportuno?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/06/2016, com uma ouvinte que pediu ajuda a uma ex-colega de escola para conseguir um emprego e quer saber como pode ser persistente no contato, sem ser inoportuna.

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'Como ser persistente sem ser inoportuno?'

importunando

Uma ouvinte escreve: "Gostaria muito de trabalhar em uma empresa que fica próxima a minha casa. Descobri que uma antiga colega de escola trabalha lá e mandei um e-mail para ela, reatando o contato e perguntando se ela poderia me ajudar com uma indicação. Ela me respondeu dizendo que iria ver o que poderia ser feito.

Passadas duas semanas, não recebi nenhuma resposta e escrevi de novo para ela. E ela respondeu que havia falado com o setor de recrutamento. Só isso, sem me pedir um currículo ou algo que pudesse dar a impressão de que ela realmente está querendo me ajudar. Pretendo voltar a escrever para ela, mas a minha pergunta é: como posso ser persistente sem ser inoportuna?"


Bom, o fato de que a sua ex-colega de escola lhe respondeu duas vezes não deixa de ser um fato positivo. Mas as duas respostas vagas que ela lhe deu não foram um retorno muito alentador.

Você pode testar o real interesse dela no seu caso, convidando-a para um almoço ou um café, já que você mora perto da empresa. Um contato pessoal sempre produz resultados melhores do que uma troca de mensagens.

Ao escrever fazendo o convite, tente se lembrar de algum caso que uniu vocês duas nos tempos de escola. Talvez ela não esteja se recordando exatamente de quem você é. Se ela aceitar o convite, o interesse em ajudar você existe. Caso contrário, parta para outra opção. Vai ver ela era uma chata no tempo da escola e continua sendo.

Max Gehringer, para CBN.

2016-05-11

Há vagas para quem se formou em curso não alinhado com a iniciativa privada? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/05/2016, com um ouvinte que se formou em Física e quer agora ingressar no mundo corporativo da iniciativa privada.

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Há vagas para quem se formou em curso não alinhado com a iniciativa privada?

networking

Um ouvinte escreve: "Eu me formei em Física. Meu objetivo, ao escolher esse curso, era o de me tornar professor e pesquisador. Consegui a primeira parte. Dou aulas em faculdades, só que o pagamento está longe de ser satisfatório. Mas não fui feliz na segunda parte do meu objetivo, que era ser aprovado em um concurso público para a área de pesquisas. Como passei dos 30 anos, estou preocupado e pretendo ingressar em uma empresa que me garanta um futuro mais promissor. Pergunto se existem vagas para quem, como eu, se formou em um curso que não está alinhado com a iniciativa privada?"

Sim, existem. Por exemplo, a área de planejamento financeiro, cujo fundamento básico é a aplicação de modelos matemáticos avançados, um campo complicadíssimo para quem não é do ramo, mas que você domina com um pé nas costas. Eu lhe sugiro começar pelos bancos, que empregam muitos profissionais de planejamento.

Também lhe sugiro rever a lista de alunos que passaram por suas aulas e que se formaram há mais de 3 anos. Devem ser centenas e alguns deles podem estar ocupando posições em empresas privadas. Eles seriam a sua melhor fonte de referência para obtenção de uma vaga.

Usualmente são os ex-alunos que procuram estreitar o networking com seus antigos professores, mas nada impede que o contrário também seja feito. Alguém que você ajudou a formar poderá agora ajudá-lo a se reposicionar.

O mesmo vale para alunos e professores de qualquer curso que pareça não ter nenhuma afinidade com a iniciativa privada. Todos eles têm e os contatos passados são o melhor passaporte para o futuro.

Max Gehringer, para CBN.

2016-04-28

Empresas preferem contratar quem está empregado - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/04/2016, sobre como empresas preferem contratar quem já está empregado.

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Empresas preferem contratar quem está empregado

contratação mercado de trabalho

Um ouvinte escreve: "Estou numa empresa já faz cinco anos e não vejo mais nenhuma possibilidade de progresso. Tenho enviado currículos para empresas nas quais me interessaria trabalhar, mas não recebi nenhuma resposta. Será que as empresas estão preferindo contratar quem está desempregado para pagar menores salários?"

Não. De modo geral, empresas preferem contratar quem está empregado, especialmente em uma situação de crise, quando muitos profissionais perdem o emprego e os que não perdem são mantidos por bons motivos.

Há várias explicações para você ainda não ter recebido nenhuma resposta. A primeira é a pura e simples escassez de vagas, porque boa parte das empresas deu uma segurada nas contratações.

A segunda é que talvez você esteja buscando um tipo de vaga em que os candidatos são muitos e as ofertas são poucas. E em casos assim, acaba sendo contratado quem é diretamente indicado por alguém influente.

E a terceira possível explicação é a de que o seu salário atual, se você o informou no currículo, esteja acima da média do mercado para a função que você ocupa. Nesse caso não é que as empresas queiram pagar pouco, mas sim pagar o que a maioria dos candidatos estaria pedindo.

Juntando essas três coisas, eu lhe sugeriria parar de enviar currículos e renovar a sua rede de contatos, porque essa seria a opção mais razoável em momentos como o presente, de baixa oferta.

E além disso, você não correria o risco de que sua empresa atual eventualmente descobrisse que você está soltando currículos, o que poderia lhe criar um problema bem maior do que esse que você diz ter.

Max Gehringer, para CBN.

2016-04-22

'Colocar no currículo que tenho interesse em trocar de área pode me ajudar com essa mudança?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/04/2016, com uma ouvinte que quer mudar de área e quer saber se deixar isso explícito no currículo pode ajudá-la.

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'Colocar no currículo que tenho interesse em trocar de área pode me ajudar com essa mudança?'

mulher mudando de área

Uma ouvinte pergunta: "Colocar no currículo que tenho interesse em mudar de área e explicar por que, me ajudaria a conseguir essa mudança?"

Depende de qual é a área de sua formação e para qual área você pretende mudar. Engenheiros, por exemplo, são bem aceitos na área comercial quando as vendas são técnicas e demandam uma preparação mais minuciosa em termos técnicos para convencer o cliente. Outra área que admite profissionais de várias origens é recursos humanos, para a qual não há uma formação específica e por isso ela congrega formandos em diversos cursos.

A mudança fica mais difícil quando você é formada, por exemplo, em odontologia e quer migrar para uma área financeira ou administrativa. Em casos assim, ao avaliar um currículo, o selecionador dará preferência a quem já possui experiência no ramo e portanto irá requerer pouco ou nenhum tempo de aprendizado para se encaixar na função.

Voltando a seu caso, a explicação que você pretende colocar no currículo precisaria ser mais concreta do que emocional. Escrever "quero mudar porque sempre gostei dessa área" é uma frase vazia. O que pode funcionar bem é você dar um par de exemplos práticos de como poderia colaborar com a nova área mesmo sendo formada em outra.

Porém a realidade tem mostrado que mudanças mais extremas sempre ocorrem por indicação direta e não por envio de currículos. Portanto ative seus contatos.

Para confortá-la, posso lhe dizer que o número de profissionais que se formou em uma coisa e trabalha em outra, não é pequeno. E você deve insistir em seu intento.

Max Gehringer, para CBN.

2015-09-03

'Tenho 52 anos e não sei o que fazer se for demitido' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/09/2015, com um ouvinte com mais idade e que está preocupado com o que fazer se ele for demitido.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Tenho 52 anos e não sei o que fazer se for demitido'

aposentado preocupado

Um ouvinte escreve: "Tenho 52 anos e me aposentei no ano passado, mas continuei a trabalhar na mesma empresa. Só que ela vai mal das pernas e são cada vez mais frequentes os boatos de que haverá corte de pessoal. Se isso acontecer, eu não tenho dúvidas de que serei um dos primeiros a ser dispensado. Pensando nisso, fiz alguns contatos, mas já percebi que a minha idade será um empecilho. E aí vem o meu dilema. Eu gostaria de continuar ativo, mas não tenho vocação para abrir um negócio próprio. Também não tenho nenhum grande diferencial técnico ou escolar. Sempre fui empregado, nunca fui chefe e sou um bom cumpridor de ordens. Por onde eu poderia recomeçar?"

Por uma empresa de pequeno porte. Para a maioria delas, a escolaridade não pesa tanto quanto a experiência. Além disso, um funcionário eficiente, mas sem grandes ambições de carreira, é bem vindo, já que empresas menores têm poucas oportunidades de promoção para oferecer.

A minha sugestão é que você procure a Associação Comercial e Industrial da sua cidade. Se você nunca ouviu falar dela, não se preocupe, porque toda cidade tem uma. Essa associação reúne todos os comerciantes e industriais da cidade, sejam eles grandes, pequenos ou minúsculos.

Não é um lugar onde você irá pedir um emprego, mas sim um lugar para começar a fazer contatos. A partir do primeiro, você irá fazendo outros e acabará chegando até um empresário que estudou com você ou que é conhecido de um amigo seu. E um deles lhe dará a oportunidade para você continuar ativo e cumpridor.

Max Gehringer, para CBN.

2015-05-01

Pós-graduação pode me ajudar a mudar de carreira? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/05/2015, sobre como uma pós-graduação pode ajudar a mudar de carreira, especialmente pelo networking que ela gerará.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Pós-graduação pode me ajudar a mudar de carreira?

pós-graduação e networking

Um ouvinte escreve: "Tenho 49 anos e cheguei a uma encruzilhada em minha carreira. Não vejo mais campo para progredir em minha área de atuação, que é muito técnica, além de já estar meio cansado dela. Pensei em mudar para um setor que sempre me agradou, o de relações humanas, mas em minha empresa atual já me foi dito que sou bom no que faço e que não há interesse da empresa em me transferir. Não sei bem por onde começar essa nova jornada e pergunto se um curso de pós-graduação em uma boa instituição de ensino poderia ser o primeiro passo?"

Bom, eu creio que esse seria um passo inevitável. Porque, como você não possui experiência prática na área de humanas, precisará adquirir, no mínimo, uma boa base teórica.

Mas a pós-graduação poderia lhe proporcionar a terceira coisa que ainda lhe falta: os contatos. Pelo menos metade da turma estará atuando no setor que você deseja atuar. Os professores do curso também serão uma boa referência profissional, já que muitos deles são profissionais em empresas.

Além disso, ao fazer um trabalho escolar, você poderá, em vez de buscar inspiração na internet, tentar marcar conversas pessoais com gestores de empresas. Seus colegas bem empregados e seus professores poderão lhe facilitar esses contatos.

Com a sua idade e o seu passado, você precisará conhecer pessoas da área de humanas que possam lhe dar uma oportunidade. E a pós-graduação seria o meio de você começar a se aproximar dessas pessoas.

Max Gehringer, para CBN.

2015-03-09

Aprenda a ser Chefe: Chefe deve sempre estar seguro das indicações que faz - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/03/2015, com a série "Aprenda a ser Chefe", sobre como proceder quando um amigo pedir uma indicação de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Aprenda a ser Chefe: Chefe deve sempre estar seguro das indicações que faz

indicação de emprego

É muito importante ter um círculo de relacionamentos profissionais. Na hora apropriada, essas pessoas poderão fazer uma indicação ou dar uma boa referência, e a isso se dá o nome de networking. E quem ocupa um cargo de chefia é sempre procurado por quem está precisando.

Sendo chefe, você certamente costuma receber pedidos para fazer uma indicação de um amigo ou de um parente para uma vaga na empresa, normalmente alguém que esteja desempregado. Dizer "não posso" seria uma má decisão. Porque hoje alguém está precisando de você e amanhã você é que poderá precisar de alguém.

Se você pode fazer uma indicação, deve fazê-la. Tomando, naturalmente, o devido cuidado para não se queimar. Empresas não contratam funcionários porque eles têm bons amigos, mas porque eles serão bons profissionais.

E quando a empresa confia no julgamento de um chefe que fez uma indicação, parte da responsabilidade é transferida para ele. Por isso, você precisa estar seguro quanto às indicações que fará.

Todos nós temos amigos que queremos ajudar. Mas, no fundo, nós sabemos que alguns deles não são modelos bem acabados de eficiência. Em alguns casos, temos a certeza de que eles não estão nem aí com o trabalho, porque eles mesmos já confessaram isso em rodas de amigos.

E aí vem aquela história do bicho. Se você não indicar o amigo, poderá perder a amizade dele. E se indicar, poderá perder a confiança da empresa. A única maneira de resolver a situação é dividindo a responsabilidade por três.

Indique o amigo para uma entrevista, mas avise a quem for entrevistá-lo para ser bem meticuloso na avaliação. Quanto ao amigo, diga que você fez a sua parte ao indicá-lo, mas que a empresa tem um processo de seleção bastante rigoroso e por isso ele precisa se preparar muito bem para a entrevista.

Resumindo, como regra geral, não misture as coisas. Não indique um amigo porque não há alternativa melhor para você. Indique porque será a melhor alternativa para a empresa.

Max Gehringer, para CBN.

2014-12-10

Contratar parentes não é necessariamente injusto - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/12/2014, com uma ouvinte que foi preterida em uma vaga de emprego em prol da sobrinha de um diretor da empresa.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Contratar parentes não é necessariamente injusto

família no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Comecei a participar de um processo seletivo que foi interrompido na metade. E a sobrinha de um diretor da empresa foi contratada para a vaga. Pergunto se isso é justo?"

Bom, podemos inverter a situação? Vamos supor que você esteja precisando de um emprego. Casualmente, você tem um tio que ocupa um cargo de gestão em uma empresa. Não creio que você se sentiria mal em ir conversar com o seu tio e solicitar a ele uma oportunidade caso surgisse uma vaga na qual você se encaixasse. Como um tio amável que ele é, ele lhe responderá que verá o que pode fazer. Uma semana depois, ele lhe telefona e diz que há uma vaga para você. Qual seria a sua reação?

Primeira opção: você perguntaria: "Tio, mas será que não existe uma outra pessoa, até mais bem preparada do que eu, que possa ocupar essa vaga? O senhor não acha que seria mais justo a empresa conduzir um processo seletivo em que todos os candidatos tivessem chances iguais, em vez de me dar a vaga de mão beijada? Eu sei que o senhor só me indicou porque sou sua sobrinha e fui lhe pedir um favor, mas eu prefiro recusar esse emprego."

Ou, segunda opção: ao receber a boa notícia, você ficaria feliz, agradeceria a seu tio e começaria a trabalhar sem nem pensar que outra pessoa possa ter sido preterida.

Se você escolher a primeira opção, terá razão ao considerar injusta a contratação daquela sobrinha do diretor. Se você escolher a segunda opção, terá entendido que uma boa rede de relacionamentos é essencial para a construção de uma carreira.

Max Gehringer, para CBN.