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2019-02-18

'Sou estagiário e me ofereceram para ser efetivado em outra área. Devo aceitar?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/02/2019, com um ouvinte estagiário que está terminando seu período de estágio e que foi oferecido uma vaga, mas em outra área da empresa.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Sou estagiário e me ofereceram para ser efetivado em outra área. Devo aceitar?'

estagiário efetivado

Escreve um ouvinte: "Iniciei como estagiário no setor financeiro de uma grande empresa faz um ano. Minhas funções são compatíveis com o curso superior que estou completando e tenho muito interesse em permanecer na empresa.

Agora que meu contrato de estágio está próximo do fim, meu gerente me disse que não há vagas disponíveis no momento, na área financeira, mas que a empresa poderia me efetivar no setor de produção, até que uma vaga surgisse e eu pudesse voltar para a área financeira.

Estou em dúvida. O setor de produção nada tem a ver com minha formação e nem com o meu interesse. E eu temo que esse rebaixamento de função possa causar uma má impressão futura em quem for avaliar o meu currículo."


Não, nem uma coisa, nem outra. Uma passagem pela produção irá ampliar a sua visão sobre a empresa. E quem for avaliar o seu currículo no futuro, irá constatar que você não tem medo de desafios.

Mas há um ponto que você deve considerar. O seu período na produção não será uma passagem em que você irá desaparecer do radar. Você continuará a ser observado, como tem sido até agora. E a pior coisa que você poderia fazer, seria agir como se fosse um turista, e não como um jovem profissional interessado em aprender e em cooperar.

Ao contrário do que os seus temores indicam, o que a empresa está lhe propondo é uma aceleração da sua carreira, e não um estacionamento temporário à espera de uma vaga.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-12

Não se deve dizer a uma empresa que não quer permanecer nela - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/06/2018, com um ouvinte estagiário que disse que não pretendia seguir carreira na empresa em que está estagiando no momento.

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Não se deve dizer a uma empresa que não quer permanecer nela

estagiários

Um ouvinte escreve: "Comecei a estagiar em uma empresa do setor financeiro. E após três meses, meu supervisor me perguntou como eu estava me sentindo. Eu respondi que tudo bem e que não estava tendo nenhum problema, mas fui sincero e disse a ele que eu não pretendia seguir carreira no setor financeiro, após terminar a faculdade.

Como resultado da minha sinceridade, descobri que ele solicitou a contratação de outro estagiário, certamente para me substituir. Devo discutir esse assunto com meu supervisor ou esperar para ver o que vai acontecer?"


Vamos lá. O estágio é um importante período de aprendizado para um jovem. E você aprendeu que não deve dizer a uma empresa que não pretende permanecer nela.

Quando você tiver a certeza de que a vaga que foi aberta é mesmo para substituí-lo, você pode ir conversar com o seu supervisor, sem dúvida. Mas, provavelmente, ouvirá dele que o programa de estágio da empresa visa identificar talentos que tenham intenção de ser efetivados.

Então, duas considerações para você refletir em futuras experiências, como estagiário ou como efetivo. Primeira: só mencione seus planos profissionais para uma empresa se ela estiver incluída neles.

E segunda: chefes não são confidentes e nem conselheiros de carreira, eles são representantes da empresa e são pagos para zelar pelos interesses dela.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-04

O que um pretendente a estagiário deve escrever no 'objetivo' do currículo? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/06/2018, com um ouvinte que está procurando uma vaga de estagiário e quer saber o que colocar no currículo.

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O que um pretendente a estagiário deve escrever no 'objetivo' do currículo?

currículo

Escreve um ouvinte: "Estou enviando currículos para empresas, em busca de uma vaga de estágio. Na frase de 'objetivo', escrevi que pretendo aprender técnicas e processos, com o fim de assumir, no futuro, posições de liderança. Um professor me disse que essa afirmação talvez possa parecer um pouco exagerada para um candidato a estágio. O que você acha?"

Eu acho que você tem um professor que merece ser ouvido.

Um estágio tem duas finalidades. A primeira é a de cumprir com uma regulamentação do próprio curso, já que o estágio será o complemento do seu estudo.

E a segunda é a de permitir que você aprenda, na prática, como funciona em uma empresa, tudo o que uma faculdade não pode lhe ensinar. Por exemplo, como conviver com chefes e colegas, ou como encarar tarefas que você talvez possa considerar abaixo do seu conhecimento e de suas habilidades.

Durante o período de estágio, você estará mostrando a sua capacidade de adaptação a uma nova realidade. E a avaliação do seu desempenho levará em conta não as suas ambições futuras, mas a confiança e o relacionamento presentes.

É claro que você poderá vir a assumir cargos de liderança quando tiver um emprego efetivo. Mas, para isso, precisará antes mostrar que tem qualidades para ser líder.

E uma sugestão que lhe dou é usar o estágio para prestar atenção ao modo como os líderes da empresa agem e se comportam, já que eles conseguiram dar o salto que você pretende dar.

Max Gehringer, para CBN.

2018-04-11

'Fui contratada como temporária e desejo muito ser efetivada' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/04/2018, com uma ouvinte que foi contratada como temporária e gostaria muito de ser efetivada.

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'Fui contratada como temporária e desejo muito ser efetivada'

trabalho temporário efetivação

Uma ouvinte escreve: "Tenho 20 anos e fui contratada como temporária, por uma dessas empresas na qual qualquer pessoa jovem gostaria de trabalhar: grande, famosa e com oportunidades de carreira. Meu contrato é de três meses, mas desejo muito ser efetivada depois disso. E pergunto: como posso abordar meu superior para expressar o meu interesse?"

Bom, essa abordagem direta não é necessária. Você estará sendo observada o tempo todo, pelo seu superior e pelos seus colegas. E as suas chances de ser efetivada irão aumentar imensamente se a sugestão ao superior partir de um par de colegas seus.

O que você terá de fazer, além de executar o trabalho para o qual está sendo paga, é mostrar que você é aquele tipo de colega de trabalho que todos apreciam: pontual, disposto a colaborar e bem-humorada.

Se essa avaliação informal chegar aos ouvidos do seu superior, além de tudo o que ele mesmo está notando, você somente não será efetivada se não houver nenhuma vaga em aberto, no setor em que você está ou em algum outro.

Mas considere a hipótese de que essa vaga não exista, por mais que você tenha agradado. Expresse isso em sua saída, diga ao seu superior que você entende e que está a disposição para retornar quando for possível. Os contatos com os colegas também a ajudarão no futuro.

Entendo que você esteja ansiosa, mas tranquilize-se. Quem sai bem de uma empresa e deixa saudade, acabará sendo convidada a retornar.

Max Gehringer, para CBN.

2018-02-07

'Como demonstrar que conhecimento não se limita ao curso da faculdade?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/02/2018, com um ouvinte dedicado que quer superar o fato de estudar em uma faculdade não tão boa e sem renome.

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'Como demonstrar que conhecimento não se limita ao curso da faculdade?'

carreira e faculdade

Um ouvinte escreve: "Estou estudando em uma faculdade sem renome no mercado de trabalho. Sei que o ensino não é de ponta e deixa a desejar, mas compenso isso lendo tudo o que posso, na internet, sobre as matérias que estudo. Posso até dizer que faço dois cursos simultâneos, um na escola e outro pessoal, até porque o tempo que gasto pesquisando e estudando, é muito maior do que o tempo que passo na faculdade. Há alguma maneira de eu enfatizar que meu conhecimento não se limita às aulas?"

Sim, em entrevistas. No currículo é bem difícil que uma afirmação como essa, possa convencer o avaliador, porque é algo que qualquer pessoa pode escrever para tentar impressionar.

Mas em uma conversa pessoal, ficará claro a quem o estiver entrevistando, que o seu conhecimento, de fato, extrapola o nível do curso que você frequenta.

Seria conveniente você levar às entrevistas algum material para ilustrar o que você está afirmando, gráficos e planilhas, por exemplo. Esse material não só demonstrará o seu empenho, como será uma amostra da qualidade do trabalho que você poderá vir a realizar na empresa.

E sugiro que você tente se inscrever em programas de trainees, porque neles os candidatos têm mais oportunidades de se manifestar em processos seletivos.

O mais importante, porém, é que você poderá até demorar um pouco para conseguir o primeiro emprego, mas tudo indica que terá uma bela carreira.

Max Gehringer, para CBN.

2017-10-31

O que fazer para não desanimar no estágio - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/10/2017, com um ouvinte estagiário que não quer desanimar com o mercado de trabalho.

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O que fazer para não desanimar no estágio

estagiário desanimado

Um ouvinte escreve: "Sou estagiário em uma grande empresa de comunicação. Estou gostando da área, mas vejo que as pessoas trabalham mal, são estressadas e meu trabalho tem sido o de refazer o que foi mal feito. Apesar disso, percebo que a empresa oferece muitas oportunidades de crescimento. E pergunto: o que devo fazer para não desanimar?"

Primeiro: encare o estágio pelo que ele realmente é: um curto período de aprendizado antes do ingresso efetivo no mercado de trabalho. Nesse caso, você está na empresa perfeita: grande, estressada e bagunçada. Um ano nela lhe ensinará muito mais do que você aprendeu em quatro anos de faculdade.

Segunda coisa: não demonstre que você está desencantado com a empresa ou com o serviço. Os estagiários efetivados não são aqueles que têm mais cursos e nem são os mais críticos, são aqueles que mostram capacidade de adaptação às rotinas da empresa, mesmo que elas pareçam confusas e desorganizadas. E são também aqueles que conseguem se relacionar com os estressados sem sucumbir ao estresse geral.

Um dia, nessa mesma empresa ou em qualquer outra, você agradecerá por ter visto, em primeira mão, os aspectos negativos de uma organização. E melhor ainda, você ganhará pontos se enxergar também o que a empresa tem de bom, o que não deve ser pouco, porque caso contrário, ela não seria do tamanho que é.

Max Gehringer, para CBN.

2017-09-18

Muitas vezes, as empresas usam estagiários para reduzir custos - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/09/2017, com uma ouvinte que teve o período de estágio estendido por mais um ano e não sabe o que pensar dessa oferta.

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Muitas vezes, as empresas usam estagiários para reduzir custos

estagiários

Uma ouvinte escreve: "Consegui um estágio em uma empresa de médio porte. Ao final de um ano, eu esperava ser efetivada, mas o que a empresa me ofereceu foi a extensão do meu estágio por mais um ano. O que devo entender dessa oferta?"

Bom, pelo lado estritamente profissional, você poderia entender que ainda não demonstrou tudo o que precisava ter demonstrado para ser efetivada.

Se você acredita que teve oportunidades para mostrar um bom trabalho e que mostrou, sugiro uma conversa franca com o chefe do setor, para que ele lhe diga o que você precisa apresentar no segundo ano de estágio que não apresentou no primeiro, para enfim merecer a efetivação.

Já o lado, digamos, menos profissional de sua situação, seria se a empresa contratasse estagiários para fazer o trabalho de funcionários efetivos, economizando algum dinheiro nesse processo, já que efetivos custam bem mais para a empresa do que estagiários.

Você mesma pode avaliar se isso é verdade, olhando para o resto da empresa. Quantos estagiários tiveram recentemente o período de estágio prolongado? E quantos deles, ao final do segundo ano, foram de fato efetivados?

Se o seu caso for único e você acredita que poderá desenvolver uma carreira na empresa, aceite o prolongamento. Se ficar em dúvida ou se surgirem indícios de que você está sendo usada apenas para reduzir custos, parta para um estágio em outra empresa.

Max Gehringer, para CBN.

2017-06-28

'É ruim pedir para ser efetivado em uma área da empresa que não estagiei?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/06/2017, com um ouvinte que estagiou em uma área, será efetivado pela empresa, mas gostaria de trabalhar em outra área dela.

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'É ruim pedir para ser efetivado em uma área da empresa que não estagiei?'

estagiário efetivado

Um ouvinte escreve: "Estou terminando meu estágio em uma empresa de grande porte e já recebi a notícia de minha provável efetivação, assim que o estágio se encerrar. O problema é que a área em que eu estou estagiando não é a minha preferida: ela demanda um trabalho repetitivo e burocrático. E o meu interesse seria o de estar em um setor de planejamento, no qual eu possa colocar em prática o que aprendi na escola. Você acha que pegaria mal eu pedir para ser efetivado num setor diferente deste em que estou?"

Sim, eu acho. Mais ou menos comparando, você até agora provou que pode dirigir muito bem um automóvel e é por isso que estaria sendo efetivado. Pedir transferência para o setor de pilotos de avião, sem ter estagiado nele, seria bastante prematuro. E, em minha opinião, o seu chefe atual não iria gostar nem um pouco e possivelmente ele até abriria mão de sua efetivação.

Porém, agora olhando pelo lado positivo: ser efetivado é um reconhecimento. Além disso, como você estará em uma empresa de grande porte, oportunidades para uma transferência interna certamente surgirão com o tempo.

Eu entendo a sua pressa, que é bastante comum em jovens promissores e ambiciosos como você. Mas posso lhe assegurar que uma pitada de paciência só irá fazer bem à sua carreira.

Max Gehringer, para CBN.

2017-04-24

'Troquei um emprego por um estágio, mas não sei se decisão foi correta' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/04/2017, com um ouvinte que trocou seu emprego numa pequena empresa por um estágio em uma empresa maior.

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'Troquei um emprego por um estágio, mas não sei se decisão foi correta'

jovem trabalhando em dúvida

Um ouvinte escreve: "Trabalhei desde os 17 anos em uma pequena empresa. Agora, aos 21, estou no quarto ano da faculdade de Administração e deixei o emprego que tinha para fazer um estágio em uma empresa maior, não grande, mas maior do que a primeira. A questão é que minha remuneração como estagiário é 1/3 do que eu ganhava como empregado. Será que tomei a decisão correta em trocar o emprego pelo estágio?"

Bom, o que você fez foi corajoso, mas só valerá a pena se você estiver estagiando em uma empresa que poderá contratá-lo por um salário maior do que você ganhava na empresa anterior e, além disso, que poderá lhe proporcionar melhores oportunidades futuras de carreira.

Eu entenderia a decisão que você tomou se você estivesse fazendo um curso superior como, por exemplo, Engenharia, que requer um estágio bem específico. Esse não é o caso de Administração. Quem está trabalhando no setor administrativo ou comercial de uma empresa não precisa fazer estágio em outra, porque o próprio emprego já equivale a um estágio.

O que posso lhe recomendar, caso a empresa em que você está estagiando não lhe ofereça perspectivas de uma boa carreira, é procurar outro estágio em uma empresa de porte maior, realmente grande, na qual você possa ficar depois de se formar e que possa lhe proporcionar um desenvolvimento que você não tinha na empresa anterior e nem teria nesta em que está estagiando.

Em resumo: talvez você tenha tomado uma decisão meio certa. Faltaria agora só acertar a outra metade.

Max Gehringer, para CBN.

2016-11-14

'Passei dos 30 anos e tive uma carreira picotada' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/11/2016, com uma ouvinte de 30 anos que teve uma carreira picotada e agora está com dificuldades.

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'Passei dos 30 anos e tive uma carreira picotada'

carreira tortuosa escada

Uma ouvinte escreve: "Passei dos 30 anos e tive até agora uma carreira picotada. Formei-me em Direito, fiz alguns estágios, mas dediquei a maior parte do meu tempo a estudar para concursos públicos, sem sucesso. Decidi partir para um novo curso superior de Ciências Contábeis, imaginando que a combinação de direito e contabilidade poderia me dar uma vantagem em processos seletivos. Só que isso não está acontecendo. Não tenho conseguido nem empregos, nem estágios. Pergunto se o problema é a minha idade?"

Bom, para um estágio, talvez possa ser, porque empresas preferem conceder vagas a iniciantes, que são teoricamente mais moldáveis.

Já no caso de um emprego, o problema está mais na sua falta de experiência prática. Em um processo seletivo, sempre tem preferência os candidatos que, além da formação, já trazem uma bagagem que lhes permitirá uma adaptação mais rápida ao trabalho a ser executado. Como você ainda está no meio do novo curso, leva desvantagem em relação a um candidato a emprego já formado e com 5 anos de experiência.

Por isso, acredito que a opção mais viável seria você ingressar em uma vaga de, por exemplo, auxiliar administrativa, mas em uma empresa cujo porte lhe possa oferecer possibilidades de crescimento.

Sei que não é o que você gostaria, mas você ainda tem uns 30 anos de carreira pela frente. E usar dois deles para se assentar seria um investimento, e não um desperdício.

Max Gehringer, para CBN.

2016-09-15

'Há limite de idade para um programa de trainee?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/09/2016, com um ouvinte de mais de 30 anos que acabou uma pós-graduação e pergunta sobre programas de trainees.

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'Há limite de idade para um programa de trainee?'

programa de trainees

Escreve um ouvinte: "Tenho 32 anos e não vejo futuro na empresa em que estou. Acabo de concluir uma pós-graduação e pergunto se faria sentido eu participar de um programa de trainee em uma empresa de maior porte? Há limite de idade?"

Não, não há. Empresas costumavam estabelecer uma idade máxima, mas a maioria delas deixou de fazer isso para evitar críticas de discriminação.

A questão, porém, está na própria essência dos programas de trainees. O objetivo deles é atrair recém-formados com bom potencial para passar até dois anos adquirindo experiência em diversos setores da empresa, antes de serem definitivamente fixados em uma área.

Lendo tudo isso, uma palavra que não precisa estar escrita para ser entendida é: jovem. Por isso, muito raramente se ouve falar de uma empresa que tenha admitido um trainee com 30 anos.

Mesmo que você encontre uma dessas empresas raras, você precisaria cumprir o mesmo ritual de todos os demais trainees, o que demandaria tempo até que eventualmente você pudesse vir a ser considerado para uma promoção.

No seu caso, faz muito mais sentido que você tente se mudar para outra empresa na mesma função que tem atualmente. E através de seus resultados e de outros atributos, receba a atenção que não recebeu na empresa atual.

Em resumo, é fazer o que você está pensando em fazer, mas como efetivo, e não como trainee.

Max Gehringer, para CBN.

2016-09-05

'Posso processar a empresa por trabalhar como efetivado no estágio?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/09/2016, com o caso de um ouvinte que era estagiário e trabalhou como empregado efetivo.

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'Posso processar a empresa por trabalhar como efetivado no estágio?'

estágio

Um ouvinte escreve: "Completei o meu estágio de um ano em uma empresa e, ao término dele, não fui efetivado. Acreditando que viria a ser, fiz tudo o que me foi solicitado durante o período de estágio, trabalhando oito horas diárias e executando o mesmo tipo de serviço dos empregados efetivos. Já fui aconselhado a mover um processo trabalhista contra a empresa, mas temo que isso possa prejudicar a minha carreira. O que você aconselha?"

Bom, sim, você poderia mover um processo. Já existem casos como o seu, que foram julgados e que resultaram na condenação das empresas envolvidas. A sentença determina que o contrato de estágio seja anulado e que a empresa pague ao estagiário tudo o que teria pago a um funcionário efetivo. Para mover tal processo, você precisaria comprovar as suas acusações através de testemunhas ou de documentos.

A segunda parte da sua dúvida é mais espinhosa. De fato, empresas que poderiam vir a contratá-lo talvez deixem de fazê-lo ao saber que você, já em sua estreia, recorreu a Justiça do Trabalho. Porém, se ninguém reclamar, muitas empresas continuarão a usar estágios como uma maneira de ter um empregado a um custo menor.

Para brecar essa prática, é preciso que poucos estagiários aceitem correr um risco que até possa prejudicá-los, mas que poderá beneficiar a muitos. Menos pelo valor envolvido na causa, que é pouco, e mais pelo dever moral de não compactuar com irregularidades.

Max Gehringer, para CBN.

2016-08-10

'Estar nas redes sociais é bom ou ruim para um processo de estágio?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/08/2016, sobre redes sociais e processos de seleção de empresas.

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'Estar nas redes sociais é bom ou ruim para um processo de estágio?'

redes sociais

Escreve um ouvinte: "Eu me inscrevi para participar de um programa de estágio numa dessas grandes empresas em que todo jovem gostaria de estagiar. Na ficha de inscrição foram solicitados diversos dados, dentre eles as redes sociais de que o candidato participa. Isso é bom ou é ruim?"

É neutro. Estar em redes sociais faz parte do cotidiano dos jovens, são raros os que não estão em nenhuma.

Eu conversei com o selecionador de uma empresa que utiliza esse método de avaliar previamente os candidatos a emprego através de postagens deles em redes sociais. E ele me disse o seguinte: como processos seletivos atraem centenas de candidatos para cada vaga, é feita uma triagem inicial, que reduz o número para 20 candidatos por vaga; são esses que irão passar por aqueles testes e entrevistas pessoais.

É claro que a formação escolar e a experiência têm maior peso nessa triagem, mas mesmo assim, o número de candidatos viáveis continua alto. Para chegar à quantidade desejada, são usadas as redes sociais.

E aí, candidatos podem ser descartados por erros elementares de português ou por sempre postarem críticas negativas e pesadas sobre qualquer assunto que esteja sendo comentado. Por outro lado, são apreciadas opiniões balanceadas e antenadas com a realidade, que tragam sugestões para melhorar as coisas.

Portanto cada um é livre para escrever o que quiser e como quiser. Mas é bom estar ciente de que recrutadores também podem estar lendo.

Max Gehringer, para CBN.

2015-11-23

'Meu primeiro chefe é grosso e desorganizado' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/11/2015, com uma ouvinte que é estagiária e que está se sentindo pressionada, o que é uma ótima experiência de aprendizado no estágio.

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'Meu primeiro chefe é grosso e desorganizado'

chefe ruim

Uma ouvinte escreve: "Comecei a estagiar faz dois meses. Essa é a minha primeira experiência profissional e não dei muita sorte. Meu superior é grosso e desorganizado, me passa mais trabalho do que consigo fazer e vive me criticando, porque não consigo terminar as tarefas em tempo. Essa situação começou a influir em meus estudos e estou pensando em largar esse estágio e procurar outro, mais civilizado. Só que não sei como explicar isso a outra empresa, em um processo de seleção de estagiários."

Bom, eu lhe diria que você está tendo uma ótima experiência e sugiro que você não a abandone. O que você está passando é o que vai encontrar pelo resto de sua carreira profissional, ou seja, pressão por eficiência.

Outra lição importante é a de que o chefe escolhe o subordinado, mas o subordinado não escolhe o chefe. O que se espera do subordinado é a habilidade para se adaptar ao estilo do chefe.

Vamos então supor duas coisas. A primeira é que você, de fato, entrou em uma empresa que pressiona demais os novatos. Se for isso, as próximas serão mais camaradas e mais civilizadas. E a segunda coisa é que você entrou em uma empresa que espelha o que é a média do mercado. E nesse caso, você está se sentindo pressionada porque nunca foi submetida antes a situações estressantes.

O estágio é um aprendizado. E você está tendo a oportunidade de aprender não só a parte prática do trabalho, como também a parte de relacionamento e superação. Esse é o lado mais chato, mas ele será determinante para o rumo do resto da sua carreira.

Max Gehringer, para CBN.

2015-11-06

'Posso ter problemas ao compartilhar minha experiência como estagiário em rede social?'

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/11/2015, com um ouvinte que está fazendo estágio em uma empresa e contando suas experiências nela em uma rede social.

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'Posso ter problemas ao compartilhar minha experiência como estagiário em rede social?'

falando nas redes sociais

Um ouvinte escreve: "Comecei a estagiar em uma empresa e decidi compartilhar essa experiência na rede social, descrevendo meu trabalho, minhas impressões e minhas ideias. Não coloquei na rede o nome da empresa e nem mencionei nomes de pessoas. Mas como estou usando o meu nome verdadeiro na rede, pergunto se o que estou fazendo pode me trazer algum problema?"

Sim, pode. De modo geral, empresas não são muito favoráveis a essa prática de compartilhamento. Um pouco porque o funcionário pode, mesmo sem intenção, revelar fatos e dados que a empresa não gostaria que se tornassem públicos. Mesmo que você não esteja fazendo isso, o seu exemplo pode gerar outros iguais. E um dia, alguém acabará escrevendo o que não deve.

Por isso, as empresas preferem o caminho da discrição. Se você tivesse perguntado ao seu superior hierárquico se podia fazer o que está fazendo, tenho quase certeza que ele lhe diria que não. É por isso que você não vê iniciativas como a sua rolando pelas redes sociais.

Além disso, muitos contratos de trabalho trazem, por escrito, uma restrição a que o contratado fale publicamente sobre assuntos da empresa. Não sei se isso está escrito no seu, que é de estágio, mas por via das dúvidas, dê uma olhada nele.

Não acho que você tenha feito algo errado e nem que esteja mal intencionado, muito pelo contrário. As empresas é que ainda não estão preparadas para permitir que seus funcionários escancarem pela internet o que acontece dentro delas.

Max Gehringer, para CBN.

2015-10-23

Devo colocar no currículo uma experiência malsucedida com um negócio próprio? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/10/2015, com um ouvinte que montou um negócio próprio que não foi para a frente e agora quer saber como colocar isso em seu currículo na procura de uma vaga a estagiário.

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Devo colocar no currículo uma experiência malsucedida com um negócio próprio?

jovem empreendedor

Um ouvinte escreve: "Vou me formar no ano que vem. No último ano tive um negócio próprio junto com mais dois sócios, mas a crise nos pegou de jeito e tivemos que encerrar a empresa. Agora estou pensando em me candidatar a um estágio. Devo colocar em meu currículo essa experiência malsucedida que tive?"

Deve, sem dúvida. E quem lhe disse que a experiência foi malsucedida? Você aprendeu muita coisa que outros candidatos a estágio com a sua idade ainda não aprenderam: já sabe o que pode causar a queda de uma empresa, já lidou com clientes e fornecedores, já viveu uma situação de crise e teve que tomar decisões, sendo que uma delas foi a de encerrar a empresa antes que ela se transformasse em um buraco sem fundo. Tudo isso conta e é muito apreciado pelas empresas que oferecem estágios.

Ao participar dos processos seletivos, explique o que você aprendeu com a experiência que teve e você verá que bem poucos de seus concorrentes ao estágio terão histórias semelhantes para contar.

Muito importante também é você deixar claro que deseja ser efetivado ao término do estágio e que não pretende voltar a ter um negócio próprio. Para quem for contratá-lo, essa informação é relevante, porque na hora de escolher quem vai entrar, a empresa quer ter a certeza de que não será alguém que já entra pensando em sair.

Finalmente, tenha em mente que na vida profissional não existem experiências desperdiçadas. Existem apenas experiências que um profissional não sabe como aproveitar bem.

Max Gehringer, para CBN.

2015-08-14

Existe limite de idade para conseguir um estágio? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/08/2015, sobre se existe um limite de idade para conseguir um estágio.

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Existe limite de idade para conseguir um estágio?

estágio

Um ouvinte escreve: "Tenho 32 anos. Pergunto se existe limite de idade para se conseguir um estágio?"

Resposta: não. O que existe é um limite acadêmico. O candidato a estágio precisa estar fazendo um curso de nível médio ou técnico ou superior, tanto presencial quanto de ensino à distância. Isso significa que pessoas de qualquer idade que estejam regularmente matriculadas em um desses cursos podem se candidatar a estágios.

Agora, se você trocar a palavra "limite" pela palavra "barreira", a coisa muda de figura. Empresas dão preferência a candidatos mais jovens, que ainda não tenham experiência profissional e que possam se beneficiar daquilo que a própria lei do estágio determina: utilizar o estágio como complemento dos estudos, por um período curto e pré-determinado.

Depois, dentre os estagiários, a empresa escolherá aqueles com melhor potencial para oferecer a eles um emprego fixo. E essa é a barreira que você enfrentará. Na visão das empresas, e não estou afirmando que isso seja correto, potencial está diretamente relacionado com pouca idade.

Voltando ao seu caso e aos seus 32 anos, se você está fazendo um curso que o habilite a pleitear um estágio, legalmente nada o impede de ser selecionado. Você só precisaria explicar porque está procurando um estágio e não um emprego regular, o que faria mais sentido. Caso você tenha bons argumentos para esclarecer essa situação, vista como anômala pelas empresas, você será um candidato viável.

Max Gehringer, para CBN.

2015-07-01

'Não sei se troco de estágio por causa de R$ 200' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/07/2015, sobre o que ponderar na hora de decidir se vale a pena trocar de estágio, ou mesmo de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Não sei se troco de estágio por causa de R$ 200'

estágio

Uma ouvinte escreve: "Estou estagiando em uma empresa e sou muito feliz aqui. Surgiu uma oportunidade de estágio em outra empresa, para ganhar 200 reais a mais do que ganho, mas não sei se lá eu seria tão feliz. O que devo ponderar nessa hora?"

Só uma coisa: a possibilidade de você ser efetivada. O estágio é uma relação por tempo determinado. E imagino que o seu objetivo seja o de conseguir um emprego fixo ao término do estágio. Se você sente que essa é uma possibilidade real na empresa em que você está, não faria sentido mudar. Se a outra empresa, além dos 200 reais, puder lhe dar garantias melhores de uma efetivação, seria conveniente que você aceitasse a proposta.

Mas vamos supor que essa garantia não exista em nenhuma das duas empresas. Nesse caso, eu lhe sugiro mudar. Porque o período de estágio é um aprendizado sobre o mercado de trabalho. E quanto mais você puder aprender, melhor será para o seu futuro.

Digamos que você mude e não se sinta feliz. Esse também será um aprendizado importante e lhe será útil para outros empregos que você venha a ter.

O conceito de felicidade, que as empresas chamam de "ambiente de trabalho", é um dos três motivos que um estagiário, ou empregado efetivo, deve levar em conta ao pensar em uma mudança. Os outros dois são remuneração e oportunidades de crescimento.

Na empresa em que você está, existe o fator ambiente, ou felicidade. Se a outra empresa lhe oferecer dois fatores ou os três, você pode mudar sem receio de ter tomado a decisão errada.

Max Gehringer, para CBN.

2014-11-25

Vale a pena pedir demissão de emprego para estagiar na área em que se estuda - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/11/2014, com um ouvinte que tem uma noiva com muita vitalidade e que pensa em largar o emprego para estagiar na área em que estuda.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Vale a pena pedir demissão de emprego para estagiar na área em que se estuda

estágio engenharia

Um ouvinte escreve: "Minha noiva trabalha como assistente administrativa em uma empresa. Paralelamente ao trabalho, ela está no último ano de engenharia civil e também está cursando inglês. Ela pensa em pedir demissão do emprego para fazer um estágio em engenharia. E nós gostaríamos de saber se isso valeria a pena, em sua opinião."

Valeria, sem dúvida. Isso evitaria que a sua noiva viesse a passar por uma situação muito comum atualmente, a do formando que não consegue emprego na área de formação por falta de experiência prática.

Aproveito para lhe dar uma sugestão que talvez seja até desnecessária, mas sabe-se lá. Com essa vitalidade que a sua noiva demonstra, de trabalhar em período integral e ainda fazer dois cursos simultâneos, você precisaria acompanhá-la nesse processo de desenvolvimento profissional, dedicando-se também aos estudos e planejando o seu próprio futuro profissional, com o mesmo afinco que ela.

Uma causa cada vez mais comum de separações de jovens casais é a do descolamento profissional entre os dois. Um decola, o outro não, e o que era doce começa a ficar azedo.

Como eu disse, talvez você já esteja fazendo tudo isso e muito mais. E talvez até seja a inspiração para que sua noiva faça também. Se for esse o caso, ótimo e desculpe-me por minha intromissão. Se eventualmente não for, siga o exemplo da sua noiva. Porque uma jovem assim não é fácil de encontrar. E é mais difícil ainda de segurar.

Max Gehringer, para CBN.

2014-10-15

'Estou me sentindo mal por não conseguir responder a uma questão durante seleção de trainee' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/10/2014, com uma ouvinte que participou de uma seleção para trainee, não conseguiu responder uma pergunta e está se sentindo mal por isso.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Estou me sentindo mal por não conseguir responder a uma questão durante seleção de trainee'

respondendo questionário

Uma ouvinte escreve: "Participei de uma seleção para trainee em uma grande empresa. Tive que responder a um questionário e uma das questões era esta: 'Descreva uma ideia que você teve e que, para concretizá-la, você teve que conseguir o suporte de outras pessoas.' Na hora, não me lembrei de nada, deixei em branco e até agora estou me sentindo incompetente."

Não, não se sinta. Os outros candidatos eram tão competentes quanto você. Apenas alguns entenderam melhor o que era esperado que eles descrevessem.

Um processo de trainee visa recrutar jovens por certas habilidades pessoais que serão importantes para a empresa. E a pergunta feita incluía duas dessas habilidades: a iniciativa para apresentar uma proposta e a capacidade de aglutinar pessoas em torno de um objetivo. A empresa não iria dar a quem fosse selecionado como trainee, a responsabilidade de elaborar grandes planos imediatos. Ela apenas queria contratar jovens que tivessem essas duas características para poder treiná-los.

Você certamente passou algum tempo pensando em algo impactante que tivesse feito, quando a resposta seria bem mais simples. A organização de um evento escolar, por exemplo. Ou a liderança de um grupo de trabalho que estava confuso quanto ao que fazer e como fazer.

Se o processo que você participou tivesse sido oral, você teria percebido de imediato que ninguém ali era melhor que você. Como foi escrito, você teve um pequeno momento de pânico, que a impediu de raciocinar com calma. Portanto, fique tranquila. Na próxima vez, isso não irá mais acontecer.

Max Gehringer, para CBN.

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