2009-01-30

Como fazer um bom negócio ao vender a sua alma ao diabo

Tirinha engraçadíssima do Adão Iturrusgarai, na Folha de hoje:

Adão Iturrusgarai vender alma diabo (Clique para aumentar)

Isso é que é fazer um bom negócio.

Na real, sempre desconfie se o diabo vier lhe oferecer muito para comprar a sua alma: por que ele pagaria bem, por algo que ele vai ter de graça depois? Huahuahua.

A mosquinha da mudança radical - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/01/2009, sobre mudanças radicais na carreira, com os 4 erros a serem evitados nesta fase de mudança.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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A mosquinha da mudança radical

desenho mosca
Entre os 30 e 45 anos, muitos profissionais são picados pela mosquinha da mudança radical. Eles olham para trás e começam a ficar com aquela impressão de que deveriam ter escolhido outro caminho. Porque, se tivessem optado por um rumo diferente, provavelmente, hoje estariam ganhando mais do que ganham e estariam bem mais satisfeitos do que estão. Logo, por que não arriscar uma mudança agora, já que ainda há muito chão pela frente?

Esse questionamento é inteiramente válido. As mensagens que eu recebo diariamente, mostram que há muitos empregados pensando em abrir seus próprios negócios. Por outro lado, também há micro empresários pensando ter um emprego que lhes proporcione um salário fixo no fim do mês.

Há professores pensando em ser executivos e há executivos pensando em ser professores. E tudo isso, sem contar a grande quantidade de pessoas que estão trabalhando em áreas que nada têm a ver com o curso que elas fizeram.

Mudanças radicais de rumo podem funcionar, desde que sejam feitas de maneira racional e não emocional. Por isso, 4 erros precisam ser evitados:

O primeiro: não mude porque você não gosta de sua empresa ou do seu chefe. Você pode estar na área certa, mas no lugar errado.

Segundo: não mude só porque você conhece alguma pessoa que parece feliz fazendo o que você está pensando em fazer.

Terceiro: não mude sem entender muito bem as exigências da nova carreira. Ter vontade e disposição é ótimo. E ser otimista também. Mas há carreiras que exigem cursos e um mínimo de preparação prática.

E o quarto: não chute o pau da barraca. Não jogue fora o que você já conseguiu. Pense na mudança como um projeto progressivo, e não imediato.

Prepare-se para a mudança fazendo um curso técnico especializado e estabelecendo contatos com pessoas da área, que poderão aconselhá-lo agora e indicá-lo depois.

Sempre há tempo para mudar e recuperar o tempo perdido. Mas mudar sem um planejamento adequado, pode resultar em mais perda de tempo.

Max Gehringer, para CBN.

Sexo vegetal - cenouras in love

Apesar da óbvia lembrança fálica da cenoura, estas imagens dos vegetais não são o que vocë, safado, deve estar pensando:

sexo cenouras
sexo cenouras
Hehehehe, eis um amor vegetal.

Crédito das fotos: Cute Overload.

2009-01-28

Seis sugestões para jovens que procuram estágio ou o primeiro emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/01/2009, com 6 sugestões para jovens que procuram um estágio ou o primeiro emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Seis sugestões para jovens que procuram estágio ou o primeiro emprego

Para os jovens que estão começando a procurar um estágio ou o primeiro emprego, aqui vão algumas sugestões:

primeiro emprego
Primeira: é recomendável mandar currículos para empresas e se cadastrar em sites. Mas as chances de sequer receber uma resposta são muito pequenas. Quem fica só aguardando ser chamado, está perdendo um tempo precioso.

Segunda: dê um trato no visual, para começar a se parecer com um candidato a emprego. Com exceção das empresas muito modernas, nas quais os empregados podem até trabalhar de bermudas, o mercado de trabalho ainda pende mais para o lado conservador. É bom ter uma roupa discreta de prontidão no guarda-roupa. E também um corte de cabelo que não chame mais a atenção para o que está fora da cabeça do que dentro dela.

Terceira: faça uma lista de pessoas que possam ajudar, como antigos professores ou amigos dos pais, que estejam bem empregados. E aí, sem constrangimento, mande emails para essa gente, pedindo ajuda. Os relacionamentos pessoais abrem muito mais portas do que os currículos.

Quarta: leia e escreva bastante. Embora a maioria dos jovens esteja preocupada com o inglês, é o teste escrito de português que está eliminando 70% dos candidatos a emprego. Se for o caso, vale a pena até contratar um professor de gramática.

Quinta: ensaie o que você irá dizer ao entrevistador. Peça para alguém lhe fazer as perguntas mais comuns em entrevistas, e formule as respostas em voz alta, até se sentir confortável. O nervosismo durante uma entrevista ocorre exatamente porque o jovem apenas pensou nas respostas. Na hora de falar, parece que as palavras não se encaixam.

E sexta: tenha paciência. Em média, o jovem irá passar por 12 processos até conseguir ser aprovado em um. Nessa hora, é bom pensar na palavra reprovação. Ela não significa rejeição. Significa exatamente o que diz. Reprovar: provar de novo. Ou seja, o jovem que não foi aprovado num processo, não provou que é ruim. Apenas ganhou outra chance para provar que é bom.

Max Gehringer, para CBN.

2009-01-27

Doze dicas para entrevistadores - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/01/2009, com 12 dicas para alguém que faz entrevistas de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Doze dicas para entrevistadores

Recebi um texto muito interessante da ouvinte Ana Beatriz. É sobre entrevistas de emprego, mas com um enfoque diferente. Todos sabemos o que um entrevistador espera de um bom candidato. A Ana Beatriz, após passar por muitas entrevistas, listou o que um candidato espera de um bom entrevistador.

mr burns entrevistador
São 12 dicas, muito lúcidas, para que entrevistadores ouçam e reflitam.

1. Só convoque candidatos para entrevistas, após ter a certeza de que não há alguém dentro da própria empresa, que possa preencher a vaga.

2. Cumpra o horário estabelecido. Atrasar é desrespeitar o candidato.

3. Desligue seu celular. Atender a uma chamada durante a entrevista é sinal de menosprezo.

4. Leia o currículo antes da entrevista, para evitar perda de tempo, tanto sua quanto do candidato.

5. Faça a entrevista num local reservado, no qual o candidato possa se sentir minimamente confortável.

6. Avise que você não quer ser interrompido durante a entrevista.

7. Preste atenção ao que o candidato diz. Nem todos os candidatos dão respostas decoradas.

8. Não faça perguntas estúpidas, do tipo: "como você se sente trabalhando sob pressão?" Será que o entrevistador imagina que o candidato iria responder: "quando sou pressionado eu começo a chorar e a gritar"?

9. Não dê a impressão de que você sabe mais que o candidato sobre uma empresa em que ele trabalhou, a não ser que você também tenha trabalhado lá.

10. Respeite o candidato. Agressividade gratuita não pega bem. Querer parecer o dono do mundo, menos ainda.

11. Se o candidato não for escolhido para a vaga, dê um retorno. Não o considere como um objeto descartável.

12. Lembre-se que amanhã o entrevistado pode ser você. Por isso, não trate alguém como você não gostaria de ser tratado.

De minha parte, nada a acrescentar.

Max Gehringer, para CBN.

2009-01-21

Mil

Mil posts! Sim, este é o post número mil.

E daí?, você pergunta. E daí?, eu respondo. Sei lá, só achei que valia mencionar.

Só vou aproveitar este milésimo post pra agradecer o koster do Pitada de Humor, que repassou um daqueles prêmios/selos que zanzam por aí nos blogs, neste caso, o prêmio dardos (da onde é que tiram esses nomes malucos?).

bart simpson
Já seguindo a minha política, não repasso pra ninguém.

Mas fica aqui a dica do Pitada de Humor, que também tem tirinhas! (Como essa aqui debaixo:)

Aonde quer que eu vá, levo você no olhar

O Paralamas do Sucesso tem umas músicas antigas que eu adoro (ah, a década de 80...). A minha preferida é Meu Erro, mas eu também adoro Aonde quer que eu vá (essa, um pouco mais nova, dos anos 90).

Tem duas partes que eu realmente gosto. Uma é essa:
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição

Há quase 10 anos atrás (puxa, estou ficando velho mesmo), quando eu ainda morava em Maringá, eu me apaixonei por uma belíssima garota, que chamarei de S. A primeira dos dois grandes amores da minha vida, até agora.

Maringá era relativamente pequena (ainda deve ser), então você vivia esbarrando com conhecidos o tempo todo. E nessa época, muitas vezes, do nada, eu "sentia" a presença de S. por perto (não encontro melhores palavras para descrever isso). E para minha surpresa, quase sempre eu estava correto, porque ela estava mesmo por perto.

Como já disse, a cidade não era grande. Então, não é surpresa que eu vivesse encontrando ela. Mas mesmo assim, essa coisa de sentir a presença (ou como fã de Dragonball, sentir o ki) dela ficou como lembrança.

A outra parte que eu gosto, da música, é a que dá título ao post:
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar

Porque mesmo hoje, mais de 10 anos depois, eu ainda a levo no meu olhar. Hoje eu também levo uma outra mulher no meu olhar (eu disse que tive dois amores na vida, não disse?), e sei que levarei elas duas, comigo, enquanto viver.



Letra:
Aonde quer que eu vá - Paralamas do Sucesso

Olhos fechados
Prá te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...

Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...

Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta prá mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar
Lará! Larará!...

Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...

Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Aonde quer que eu vá
Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Aonde quer que eu vá...

9 Gigantescos lugares com forma de coração, vistos do alto

Aproveitando o gancho do post com imagens de corações, vou postar a tradução deste post do Damn Cool Pics, que mostra 9 gigantes corações vistos de cima.

Então, se o seu jatinho particular estiver disponível, ou se você tiver algumas milhas sobrando do programa de afiliados, pode tentar impressionar a sua paquera neste dia dos namorados (ou em qualquer outro, pra falar a verdade):

1. Floresta com forma de coração, Cantabria, Spain

floresta forma coração
Esta bela floresta pode ser vista na Cantabria, noroeste da Espanha. Entretanto, a floresta apenas vai parecer ter a forma de um coração se vista do ângulo da foto. Link para ver a floresta no Google Maps.

2. Ilha com forma de coração, Lago Gutierrez, Patagonia

ilha forma coração
Uma bela ilha com o formato de coração, coberta com árvores, pode ser encontrada na Patagônia, Argentina, e melhor visualizada do lado leste do lago Gutierrez. Link para ver a ilha no Google Maps.

3. Terreno pantanoso em forma de coração, Parque Guandu, Taiwan

pantano forma coração
O parque de Guandu é um parque natural situado perto da cidade de Taipei, Taiwan. Dentro do parque, você poderá ver a figura de um coração, formado por um terreno pantanoso. Link para ver no Google Maps.

4. Ilha Tavarua, Fiji

ilha tavarua coração
A ilha Tavarua é uma ilha paradisíaca de forma de coração, localizada na costa de Viti Levu, e cercada por uma barreira de corais. Link para ver a ilha no Google Maps.

5. Galesnjak, Croatia

galesnjak ilha coração
Outra ilha em formato de coração pode ser encontrada ao sul de Zadar, na Croácia. Chamada de Galesnjak, essa pequena jóia mede apenas meio quilômetro no ponto mais largo. Link para ver no Google Maps.

6. Lago em forma de coração, Ohio

lago formato coração
Um lago com forma perfeita de coração, pode ser encontrada em Ohio, Estados Unidos. Parece ser parte de uma propriedade privada, e pouco se sabe sobre ele. Link para ver o lago no Google Maps.

7. Mangue com formato de coração, Voh, New Caledonia

mangue coração
Provavelmente o mais conhecido pedaço de terra em formato de coração seja esse mangue em New Caledonia, que ficou famoso pelas mãos do fotógrafo aéreo Yann Arthus Bertrand, na capa do seu livro Earth From Above. Link pra ver o mangue no Google Maps. (Infelizmente, não dá pra ver muita coisa.)

8. Lago com forma de coração, Chembra, India

lago coração
Uma atração turística, o lago perto do monte Chembra, na India. Link para ver a área no Google Maps. (Mais uma vez, não dá pra ver muita coisa.)

9. Coral de coração (Heart Reef), Grande Barreira de Corais de Whitsundays

coração coral heart reef
Uma formação de corais naturalmente formada, em formato de coração, na Austrália. Link para a área no Google Maps. (Infelizmente, a área onde o coração aparece não tem imagens com zoom suficiente ainda.)

2009-01-20

Imagens de corações

14 de Fevereiro é comemorado o dia dos namorados mundial, o dia de São Valentim (só aqui no Brasil a gente comemora diferente, graças ao santo casamenteiro Santo Antônio).

Como eu estarei de férias (uhuuuu \o/) e provavelmente não postarei nada, já vou adiantando o post, com algumas imagens divertidas e interessantes, de corações, para os apaixonados:

coração beijo (Literalmente com o coração na boca.)

coração dinheiro (Amor ao dinheiro... Só se for em euros.)

coração fósforos (Um coração apaixonado pega fogo fácil.)

coração gelo (E um coração rejeitado pode se tornar gelo.)

coração faiscas (Quando queima, a paixão solta faíscas.)

coração de luz (Dizem que os apaixonados ficam radiantes.)

coração neve carros (Tem gente que faz anjos na neve. Esse motorista fez corações.)

coração placa (Então é só virar a direita?)

coração rosas (O que mais combina com paixão, amor e corações? Rosas? Então aí vai um combinado.)

E pra finalizar...

coração tapa olho (Ok, quanto tempo você demorou pra notar o tapa-olho?)

2009-01-19

Livro: Comer, rezar, amar

Domingo retrasado, enquanto passava em frente a uma pequena livraria fechada, vi na vitrine a capa deste livro, Comer, rezar, amar, da Elizabeth (ou mais intimamente, Liz) Gilbert.

comer rezar amar livro
Admito que foi o nome que mais me chamou a atenção, afinal, dos três verbos eu não conjugo apenas o do meio. Mas como a livraria estava fechada, nenhum interesse maior me passou pela cabeça.

Mais tarde, num Shopping Center, vou em uma livraria aberta, procurando por outro livro que eu queria ler. Mas este, infelizmente está esgotado. Dando uma volta, vejo de novo o Comer, Rezar, Amar, e resolvo dar uma olhada na contra-capa e nas orelhas. Acho interessante, e começo a dar uma lida rápida pelos capítulos. Resolvo arriscar e compro.

Não me arrependi. Terminei de lê-lo ontem. O livro é muito bem escrito, e os capítulos são em sua maioria, como posts de um blog, curtos, concisos e deliciosos de serem lidos, misturando equilibradamente doses de humor - por vezes sarcástico e cínico -, drama e espiritualidade (que eu acho interessante e curioso, mas não é exatamente a minha praia).

Uma pequena descrição do livro, que eu peguei da Publifolha:

Elizabeth Gilbert estava com quase trinta anos e tinha tudo o que qualquer mulher poderia querer, mas em vez de sentir-se feliz e realizada, sentia-se confusa, triste e em pânico. Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado. Até que decidiu tomar uma decisão radical: livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo - sozinha.

"Comer, Rezar, Amar - A Busca de Uma Mulher Por Todas as Coisas da Vida na Itália, na Índia e na Indonésia", da editora Objetiva, é a envolvente crônica desse ano. Em Roma, estudou gastronomia, aprendeu a falar italiano e engordou os onze quilos mais felizes de sua vida. Na Índia, com a ajuda de uma guru indiana e de um caubói texano, dedicou-se à exploração espiritual, comungou com o divino e viajou durante quatro meses. Já em Bali, exercitou o equilíbrio entre o prazer mundano e a transcendência divina. Tornou-se discípula de um velho xamã, e também se apaixonou da melhor maneira possível: inesperadamente.

Escrito com ironia, humor e inteligência, o best seller de Elizabeth Gilbert é um relato sobre a importância de assumir a responsabilidade pelo próprio contentamento e parar de viver conforme os ideais da sociedade. É um livro para qualquer um que já tenha se sentido perdido, ou pensado que deveria existir um caminho diferente, e melhor.


Geralmente ao ler um livro, eu acabo marcando algumas passagens que considero interessantes ou apenas engraçadas. Aqui vão algumas delas:

Sobre amores, ilusões e como diria a propaganda do Serenata de Amor, projeções:

David e eu nos conhecemos porque ele estava atuando em uma peça baseada em contos meus. Ele fazia um personagem que eu havia inventado, o que é de certa forma revelador. No amor desesperado é sempre assim, não é? No amor desesperado, nós sempre inventamos os personagens dos nossos parceiros, exigido que eles sejam o que precisamos que sejam, e depois ficando arrasados quando eles se recusam a desempenhar o papel que nós mesmos criamos.


Sobre limites:

Além disso, tenho problemas de limites com os homens. Ou talvez não seja justo dizer isso. Para ter problemas com limites, é preciso primeiro ter limites, certo? Mas eu sou inteiramente tragada pela pessoa que amo. Sou como uma membrana permeável. Se eu amo você, eu lhe dou tudo que tenho. Dou-lhe o meu tempo, a minha dedicação, a minha bunda, o meu dinheiro, a minha família, o meu cachorro, o dinheiro do meu cachorro, o tempo do meu cachorro – tudo. Se eu amo você, carregarei para você toda a sua dor, assumirei por você todas as suas dívidas (em todos os sentidos da palavra), protegerei você da sua própria insegurança, projetarei em você todo tipo de qualidade que você na verdade nunca cultivou em si mesmo e comprarei presentes de Natal para sua família inteira. Eu lhe darei o sol e a chuva e, se não estiverem disponíveis, darei-lhe um vale de sol e um vale de chuva. Darei a você tudo isso e mais, até ficar tão exausta e debilitada que a única maneira que terei de recuperar minha energia será me apaixonar por outra pessoa.


(Já podem imaginar eu gargalhando, lendo: "Se eu amo você, eu lhe dou tudo que tenho. Dou-lhe o meu tempo, a minha dedicação, a minha bunda...")

Sobre Buda assoprando a poeira dos olhos alheios:

A tradição budista tem uma história sobre os momentos que se seguiram à transcendência de Buda rumo à iluminação. Quando - depois de 39 dias meditando — o véu da ilusão finalmente foi retirado, e o verdadeiro funcionamento do universo foi revelado ao grande mestre, dizem que ele abriu os olhos e disse, no mesmo instante: "Isso não pode ser ensinado." Em seguida, porém, mudou de idéia, e decidiu que sairia pelo mundo, sim, e tentaria ensinar a prática da meditação a um pequeno grupo de discípulos. Ele sabia que seus ensinamentos só poderiam ajudar (e interessar) a uma ínfima porcentagem de pessoas. A maior parte da humanidade, disse ele, tem os olhos tão fechados pela poeira da ilusão que jamais verá a verdade, por mais que se tente ajudá-la. Alguns outros (como o pai de Sean, talvez) têm os olhos já tão naturalmente claros, e são tão tranqüilos, que não precisam de nenhum tipo de instrução ou ajuda. Mas existem também aqueles cujos olhos estão só ligeiramente fechados pela poeira e que, com a ajuda do mestre certo, poderiam aprender um dia a ver com mais clareza. O Buda decidiu que se tornaria o professor dessa minoria - "aqueles com pouca poeira".


mulher assoprando a lua
Sobre o que mais nos preocupa:

E então me lembro de uma história que minha amiga Deborah, a psicóloga, me contou certa vez. Durante os anos 1980, a cidade da Filadélfia perguntou-lhe se ela poderia ser voluntária para ministrar aconselhamento psicológico a um grupo de refugiados do Camboja - os chamados boat people - recém-chegados à cidade. Deborah é uma psicóloga excepcional, mas ficou terrivelmente intimidada por essa tarefa. Aqueles cambojanos haviam sofrido o pior que os seres humanos são capazes de infligir a outros seres humanos - genocídio, estupro, tortura, fome, assassinato de parentes diante de seus olhos, tudo isso seguido por longos anos em campos de refugiados e perigosas viagens de navio para o Ocidente, durante as quais pessoas morriam e cadáveres eram lançados aos tubarões -, então que tipo de ajuda Deborah poderia oferecer a essas pessoas? Como era possível para ela entender a extensão do seu sofrimento?

- Mas você sabe sobre o que essa gente toda queria falar quando conseguia encontrar psicólogos? - perguntou-me Deborah.

Era só: Conheci um cara, quando estava morando no campo de refugiados, e a gente se apaixonou. Achei que ele me amasse de verdade, mas depois a gente foi separado em navios diferentes e ele ficou com a minha prima. Agora está casado com ela, mas diz que me ama de verdade, e fica me ligando o tempo todo, e sei que deveria dizer para ele ir embora, mas ainda o amo e não consigo parar de pensar nele. E eu não sei o que fazer...

É assim que a gente é. Coletivamente, como espécie, é essa a nossa paisagem emocional. Certa vez, conheci uma velha senhora que tinha quase 100 anos de idade, e ela me disse: "Só existem dois assuntos pelos quais os seres humanos brigaram em toda a história: Quanto você me ama? e Quem é o chefe?" Todo o resto é, de alguma forma, administrável. Mas essas duas questões, o amor e o controle, são a perdição de todos nós, fazem-nos tropeçar e provocam guerras, tristeza e sofrimento.


Sobre uma pequena fábula, do gato no poste:

Os indianos desta região repetem uma fábula de alerta sobre um grande santo que estava sempre cercado, em seu ashram, por devotos leais. Durante horas por dia, o santo e seus seguidores meditavam sobre Deus. O único problema era que o santo tinha um gato jovem, uma criatura irritante, que costumava atravessar o templo miando, ronronando e incomodando todo mundo durante a meditação. Então o santo, com toda sua sabedoria prática, ordenou que o gato fosse amarrado a um poste do lado de fora durante algumas horas por dia, apenas enquanto durasse a meditação, para não incomodar ninguém. Isso se tornou um hábito - amarrar o gato ao poste e, em seguida, meditar sobre Deus - mas, com o passar dos anos, o hábito se consolidou, transformando-se em um ritual religioso. Ninguém conseguia meditar a menos que o gato fosse amarrado ao poste primeiro. Então, um dia, o gato morreu. Os discípulos do santo entraram em pânico. Foi uma enorme crise religiosa - como poderiam meditar agora sem um gato para amarrar no poste? Como conseguiriam alcançar Deus? Em suas mentes, o gato tornara-se o meio.


gato brincando
(Eu teria resolvido a crise comprando outro gato...)

Sobre desejos e uma forma de satisfazê-los:

Eu precisava fazer alguma coisa em relação àquele meu desejo, então me levantei, fui até a cozinha de camisola, descasquei meio quilo de batatas, aferventei-as cortei-as, fritei-as na manteiga, salguei-as generosamente e comi tudo até o ultimo pedaço - sem nunca deixar de perguntar ao meu corpo se ele faria a gentileza de aceitar a satisfação de meio quilo de batatas fritas em vez do prazer proporcionado pelo sexo.

Somente depois de comer cada pedaço da comida foi que meu corpo respondeu: "Não vai dar, gata."

Então tornei a entrar na cama, suspirei de tédio e comecei a...

Bom. Uma palavrinha sobre masturbação, se me permitem. Algumas vezes, ela pode até dar uma mãozinha (perdoem-me o trocadilho), mas em outras ocasiões pode ser tão insatisfatória que só faz você se sentir pior no final. Depois de um ano e meio de celibato, depois de um ano e meio gritando meu próprio nome em uma cama de solteiro, eu estava ficando um pouco enjoada daquele esporte. Mesmo assim, nessa noite, meu estado era tal que... o que mais eu podia fazer? As batatas não tinham funcionado. Então, mais uma vez, dei prazer a mim mesma. Como sempre, minha mente percorreu seu arquivo sexual à procura da fantasia ou da lembrança exata que ajudaria o trabalho a ser mais rapidamente concluído. Nessa noite, porém, nada estava funcionando muito - nem os bombeiros, nem os piratas, nem aquela cena-coringa do safadinho do Bill Clinton que geralmente resolve a parada, nem mesmo os cavalheiros vitorianos se acercando de mim na sala de estar com sua força-tarefa de jovens nubentes. No final das contas, a única coisa que me satisfez foi quando, relutante, deixei minha mente ser tomada pela idéia do meu amigo brasileiro subindo na cama comigo... em cima de mim...

Em seguida, dormi.


(Batata frita nem sempre resolve, huhuhu. Mas falando sério - ou não - tem vez que não tem fantasia que resolva. Mas basta pensar em uma certa pessoa, que... plim!)

E finalmente, a última citação.

Sobre as palavras e seu poder:

Os sábios iogues dizem que a dor da vida humana é causada pelas palavras, assim como toda a alegria. Nós criamos palavras para definir nossa experiência, e essas palavras trazem consigo emoções que nos sacodem como cães em uma coleira. Nós somos seduzidos por nossos próprios mantras (Eu sou um fracasso... Estou só... Sou um fracasso.,. Estou só...), e nos transformamos em monumentos a esses mantras. Passar algum tempo sem falar, portanto, é uma tentativa de se desvencilhar do poder das palavras, de parar de nos asfixiar com as palavras, de nos libertar de nossos mantras sufocantes.


Se você está em dúvida e quiser ler o começo do livro, neste link da folha tem um pdf.

Em tempo: apesar de eu não ter ouvido falar antes do livro, parece que ele é bem famoso até. Ok, na capa está estampado "mais de 4 milhões de exemplares vendidos", mas eu não confio muito nesses números não... De qualquer modo, parece que a eterna pretty woman Julia Roberts vai viver o papel da Liz (autora e protagonista), numa adaptação para o cinema. Tenho minhas dúvidas se isso vai prestar...

2009-01-17

Quando eu te vejo

Há uns tempos atrás, na hora do almoço, na lanchonete a tv estava sintonizada no Multishow, e nessa hora, sempre passam vários clipes (no programa TVZ).

Bem, esperando pelo meu prato, um dos videoclipes me chamou a atenção, por três motivos: ele era todo em preto e branco, o que dava um ar ao mesmo tempo artístico e romântico.

O segundo motivo é que a protagonista do clipe (sim, era um daqueles clipes com 'historinha') não era exatamente linda, mas tinha um charme todo peculiar (e tinha cabelos curtos - eu já não disse que adoro mulheres de cabelo curto?)

E o terceiro motivo: eu achei a música ótima. O balanço, ritmo, a suavidade das vozes... É daquelas músicas que eu ouço uma única vez e já virei fã.

Só que o meu prato chegou e eu acabei não vendo o nome da banda/música. E acabei desencanando, achando que essa música iria cair no limbo das músicas que eu ouvi apenas uma vez na vida. Mas...

Eis que semana passada, a senhoura K. posta um vídeo com a seguinte frase: Por que me deu vontade de fotografar estranhos e me lembrei do clipe.

Me lembrei de imediato do clipe do almoço, e fui conferir no youtube. E eis que aqui ele está, agora que já sei o nome e a banda. É a música I see you, you see me, do The Magic Numbers. Simplesmente lindo:



Letra e tradução:
I See You, You See Me - The Magic Numbers

I never wanted to love you, but that's ok
I always knew that you'd leave me anyway
But darling when I see you, I see me


Eu nunca quis amar você, mas tudo bem
Eu sempre soube que você me abandonaria, de qualquer modo
Mas, querida, quando eu te vejo, eu me vejo

I asked the boys if they'd let me go out and play
They always said that you'd hurt me anyway
But darling when I see you, I see me


Eu perguntei aos garotos se eu poderia sair e brincar
Eles sempre disseram que você me machucaria, de qualquer modo
Mas, querida, quando eu vejo você, eu me vejo

Its alright I never thought I'd fall in love again
Its alright I look to you as my only friend
Its alright I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again


Está tudo bem, eu nunca pensei que eu me apaixonaria de novo
Está tudo bem, eu a vejo como minha única amiga
Está tudo bem, eu nunca pensei que poderia sentir essa coisa
Correndo, correndo nas minhas veias
Parece que aconteceu de novo

I never thought that you wanted for me to stay
So I left you with the girls that came your way
But darling when I see you, I see me


Eu nunca pensei que você queria que eu ficasse
Então eu deixei você com as garotas que vieram com você
E, querido, quando eu o vejo, eu me vejo

I often thought that you'd be better off left alone
Why throw a circle round a man with broken bones
But darling when I see you, I see me


Eu pensei muitas vezes que você ficaria melhor sozinho
Por que desenhar um círculo em volta de um homem com ossos quebrados?
Mas, querido, quando eu o vejo, eu me vejo

Its alright I never thought I'd fall in love again
Its alright I look to you as my only friend
Its alright I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again


Está tudo bem, eu nunca pensei que eu me apaixonaria de novo
Está tudo bem, eu a vejo como minha única amiga
Está tudo bem, eu nunca pensei que poderia sentir essa coisa
Correndo, correndo nas minhas veias
Parece que aconteceu de novo

You always looked like you had something else on your mind
But when I try to tell you, you'd tell me never mind
But darling when I see you, you see me


Você sempre parecia como se tivesse mais alguma coisa na mente
Mas quando eu tentei dizer a você, você me disse 'deixa pra lá'
Mas, querida, quando eu te vejo, você me vê

I wanna tell you that I'll never love anyone else
You wanna tell me that you're better off by yourself
But darling when I see you, you see me


Eu quero te dizer que eu nunca amarei outra pessoa
Você quer me dizer que ficaria melhor sozinha
Mas, querida, quando eu vejo você, você me vê

This is not alright
This is not what I do
This is not what I'm like
I think I'm falling for you


Isso não está tudo bem
Isso não é o que eu faço
Isso não é como eu sou,
Eu acho que estou apaixonado por você

This is not what I'm like
This is not what I do
This is not what I'm like
I think I'm falling for you


Isso não é como eu sou,
Isso não é o que eu faço
Isso não é como eu sou,
Eu acho que estou apaixonado por você

[I never thought] - This is not what I'm like
[I never thought] - This is not what I do
[I never thought] - This is not what I'm like
[I never thought] - I think I'm falling for you
I never thought
That I could feel this something
Rising, rising in my veins


[Eu nunca imaginei] - Isso não é como eu sou,
[Eu nunca imaginei] - Isso não é o que eu faço
[Eu nunca imaginei] - Isso não é como eu sou,
[Eu nunca imaginei] - Eu acho que estou apaixonado por você
Eu nunca imaginei
Que eu pudesse sentir essa coisa
Correndo, correndo nas minhas veias

And it looks like
I feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again


E parece que
Eu sinto essa coisa
Correndo, correndo nas minhas veias
Parece que aconteceu de novo

2009-01-14

Coisas que nunca terminarão

Certas coisas têm um início, mas não um fim. Ou melhor, elas têm um fim, só não é realmente um final. É mais um abandono do que um final.

espiral sem fim
Com textos, isso acontece muito. Quantas obras de grandes escritores permaneceram inacabadas? Geralmente pela morte do autor, que por um motivo ou outro, foi adiando, adiando, e deixou algo incompleto. Por vezes, ainda privado.

E as vezes, este texto, escondido de todos, é redescoberto por algum parente ou alguém próximo, na forma de rascunhos, rabiscos, e talvez acabe vendo a luz do dia, talvez tendo o seu final escrito por outro, ou talvez deixado incompleto...

Os versos abaixo eu escrevi uns tempos atrás, num momento de tédio numa apresentação em que eu tinha de estar presente. E eles estão incompletos, brutos e sem raison d'être.

Mas eu não quis que eles ficassem pegando poeira na estante virtual dos meus arquivos, então eu decidi simplesmente deixá-los por aqui:

Amo o teu jeito contido de sorrir.
Amo o som das tuas gargalhadas escapadas.
Amo o teu olhar sereno sempre a fugir.
Amo o teu olhar firme que diz tudo, sem falar nada.

Amo a tua voz rouca, mas baixa e suave.
Amo a autoridade que a tua voz naturalmente transmite.
Amo a tua pele nem de ébano nem de neve.
Amo cada marca ou pinta que na tua pele existe.

2009-01-13

As oito atitudes de um colega chato - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/01/2009, com as 8 atitudes de um colega chato. Leia e veja se o chato não é você. =P

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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As oito atitudes de um colega chato

bebê chato
"O meu nome é Lopes. Alguns colegas de trabalho comentam que eu sou chato. Eles não falam isso diretamente para mim, mas eu escuto o tititi. E eu sei que esse é um rótulo que pode prejudicar a minha carreira. Como posso mudar a opinião de meus colegas?"

Caro Lopes, você pode mudar a opinião de seus colegas, deixando de ser chato. A chateação é uma questão de percepção. Quando uma pessoa se diferencia demais do grupo, ela é rejeitada, mesmo que seja tecnicamente competente. Aqui vai uma listinha das 8 principais atitudes que transformam alguém em um colega chato:

Primeira: ser perfeccionista. É se preocupar com detalhezinhos e picuinhas que só vão atrasar o trabalho geral e fazer o pessoal perder tempo.

Segunda: dedicar-se ao próprio trabalho sem dar atenção a ninguém. É o chato-eremita, que se isola dos colegas e é isolado por eles.

Terceira: interromper qualquer pessoa que esteja falando, para contar as próprias histórias. Esse é o chato-egocêntrico, o que acha que qualquer coisa que ele fez é mais interessante que qualquer coisa que os outros tenham feito.

Quarta: consumir um tempo enorme para dizer qualquer coisa que poderia ser dita em 30 segundos. Esse é o chato-aborrecido, que fica dando voltas e voltas, mas nunca sai do lugar.

Quinta: confundir o momento de ser engraçado com o momento de se concentrar no trabalho. Esse é o chato que escolhe a hora errada para contar a piada errada. E depois, ainda reclama que os colegas não têm senso de humor.

Sexta: passar o dia reclamando de tudo e apontando o lado negativo de qualquer situação. É o chato do apocalipse.

A sétima: dizer a verdade quando ela não é necessária e só vai ferir ou constranger um colega.

E a oitava: irritar-se quando alguém faz com ele, a mesma brincadeira que ele faz com os outros. Esse é o chato-perfeito, aquele que acha que ser chato é um privilégio só dele.

Max Gehringer, para CBN.

Animação mostrando a história do marketing

Essa é pra quem gosta de marketing, publicidade e animação.

Uma excelente animação, mostrando simplificadamente como o marketing evoluiu, da propaganda boca a boca, à massificação da mídia e das novas tendências.

Infelizmente está em inglês, mas com sorte, talvez logo apareça no MyNameIs =P


A short history of marketing from Michael Reissinger on Vimeo.

Via Brainstorm #9.

UPDATE: e não é que a sorte apareceu e tem uma versão em português no MyNameIs? (clique aqui)

Complicações de Caco Galhardo

caco galhardo chico
Decifrar um monolito perdido no espaço, ou uma mulher? Definitivamente o segundo é mais complicado.

Será que só eu gostei dessa tirinha meio geek do Caco Galhardo, de hoje?