2014-04-14

'Sou formado em relações internacionais, mas não consigo emprego nesta área' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/04/2014, com um ouvinte que estudou relações internacionais e não consegue um emprego na área.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Sou formado em relações internacionais, mas não consigo emprego nesta área'

relações internacionais

Um ouvinte escreve: "Faz dois anos que me formei em Relações Internacionais. Nunca cheguei nem perto de conseguir um emprego nessa área. E o que é pior, nenhum de meus colegas de faculdade conseguiu. Sei disso porque mantemos um grupo em rede social que se comunica. Tenho aconselhado a quem pede a minha opinião, a não fazer Relações Internacionais. Estou certo?"

Em minha opinião, não. Você e seus colegas provavelmente conseguiram algum emprego que não conseguiriam se não tivessem o diploma de curso superior. Portanto, o curso serviu pelo menos para facilitar a entrada de vocês no mercado de trabalho.

Agora, se você olhar o organograma de empresas que mantém contato com empresas de outros países, verá que não existe um quadrinho de, por exemplo, especialista em relações internacionais. Esse conhecimento está embutido em todos os quadrinhos, como um adendo a qualquer função executada, como técnico, comprador, vendedor, economista ou contabilista. O curso, portanto, agrega valor quando se soma a uma especialização. Mas sozinho, não tem sustentação suficiente.

Isso significa que Relações Internacionais deveria ser visto mais como uma pós-graduação do que como uma graduação. Significa também que você e seus colegas deveriam considerar a possibilidade de fazer outro curso, superior ou técnico. Aí sim, o conhecimento de Relações Internacionais se tornaria um diferencial.

Em resumo, você não perdeu tempo fazendo o curso. Apenas o fez antes da hora.

Max Gehringer, para CBN.

2014-04-11

As ilustrações de ficção científica de Adam Burn

Adam Burn é um artista inglês especializado em artes conceituais e ilustrações envolvendo ficção científica, sobretudo a espacial. São visões futuristas de naves intergaláticas, batalhas espaciais e planetas inteiros explodindo. Usando ferramentas digitais, Adam Burn tem grande parte de seu trabalho voltado para a indústria de games, sempre com um viés de ficção científica futurista espacial.

Vejam as ilustrações de ficção científica de Adam Burn:

Adam Burn deviantart ilustrações ficção científica futurista espacial

Adam Burn deviantart ilustrações ficção científica futurista espacial

Adam Burn deviantart ilustrações ficção científica futurista espacial

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Adam Burn deviantart ilustrações ficção científica futurista espacial

Adam Burn deviantart ilustrações ficção científica futurista espacial

Adam Burn deviantart ilustrações ficção científica futurista espacial

Vejam também:
- As sombrias ilustrações de fantasia, terror e ficção de Adam Burn

Imagens via perfil de Adam Burn no DeviantArt. Dica via The Design Inspiration - Wrath of the Gods.

'Sinto-me sobrecarregado por assumir trabalho de colega que saiu de licença-maternidade' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/04/2014, com um ouvinte que está sobrecarregado de trabalho depois que uma colega saiu em licença-maternidade.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Sinto-me sobrecarregado por assumir trabalho de colega que saiu de licença-maternidade'

licença maternidade

"Não sei se tenho uma dúvida", um ouvinte escreve. "Acho que é mais um desabafo. É o seguinte: a empresa em que trabalho concede uma licença-maternidade de seis meses. Uma colega de trabalho recebeu essa licença. Ótimo, para ela e para o bebê. Ótimo para todas as parturientes. Só que não foi ótimo para mim, que fiquei com o trabalho dela enquanto a licença durar. Falei com o meu chefe e ele me disse que cada um precisa fazer a sua parte."

Bom, vamos começar pelo óbvio fato de que para beneficiar uma parte não é preciso prejudicar a outra. Veja o exemplo dos corredores de ônibus nas grandes metrópoles. A maioria deles passou a ocupar uma faixa antes destinada aos automóveis. Todos concordamos que o transporte público deva ser agilizado para atender à grande parcela da população que o utiliza. Só que, para fazer isso, diminuiu-se o espaço dos automóveis, que são dirigidos por pessoas que pagaram e pagam impostos e taxas para comprá-los e mantê-los, e adquirem combustíveis carregados de impostos para movê-los. O problema de todos seria solucionado com a construção de mais ruas, mas essa é uma providência que demanda tempo, trabalho e investimento. A saída mais simples é sempre a da demagogia: beneficia-se rapidamente e sem muito custo, aos que merecem o benefício, mas prejudicando os que não merecem o prejuízo.

No caso da sua empresa, a contratação de uma temporária resolveria a questão da licença-maternidade, mas a solução mais econômica foi transferir toda a carga para você. Como bem disse o seu chefe, cada um deve fazer a sua parte. O único problema é que você está fazendo três: a sua, a da colega e a da empresa.

Max Gehringer, para CBN.

2014-04-10

Retratos e olhares nos desenhos hiper-realistas de Armin Mersmann

Armin Mersmann nasceu na Alemanha, mas ainda criança migrou para os Estados Unidos, onde hoje mora e trabalha como artista. Usando uma técnica hiper-realista, Armin Mersmann cria incríveis desenhos em preto e branco, usando quase sempre somente lápis. Seus desenhos incluem paisagens e natureza-morta, mas são nos retratos e nos olhares que o artista se destaca, criando imagens que são indistinguíveis de uma fotografia em preto e branco, num primeiro momento.

Vejam os retratos e olhares nos desenhos hiper-realistas de Armin Mersmann:

Armin Mersmann desenhos lápis hiper-realistas retratos olhos

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Imagens via perfil de Armin Mersmann no DeviantArt e em seu site. Dica via Slow Show - Eye Study in Pencil by Armin Mersmann.

'Não quero mais buscar café para minha gerente' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/04/2014, com um ouvinte que é obrigado pela chefe a ir buscar café e pão de queijo para ela todo dia.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Não quero mais buscar café para minha gerente'

café e pão de queijo

Um ouvinte escreve: "Todos os dias, a minha gerente chega atrasada ao trabalho. E assim que entra no escritório, me pede para ir buscar café e pão de queijo para ela, na lanchonete vizinha a empresa. Eu sou sempre a vítima porque a minha mesa é a mais próxima da sala dela. Qual seria a melhor maneira de eu dizer para minha gerente que essas tarefas não constam na minha descrição de funções profissionais e, portanto, não quero ser mais usado como estafeta?"

Bom, você pode levar o caso ao setor de recursos humanos, caso a sua empresa tenha um que seja forte e competente, capaz de impôr regras e evitar retaliações.

Se não tiver, você pode explicar à sua gerente que se sente constrangido em ser o único a buscar café e pão de queijo. E sugerir que ela escolha um funcionário diferente por dia para essa relevante tarefa.

Ou então você pode pedir para mudar de mesa, para uma mesa distante da sala da gerente, usando como argumento sua necessidade de ficar perto da janela porque você tem deficiência de vitamina D.

Você pode também olhar a situação de outra maneira e se perguntar o que lhe custa atender à solicitação e o que você pode estar ganhando com ela. Na parte do custo, se você estiver sendo humilhado ou gozado por algum colega, basta dizer à sua gerente que esse colega gostaria de ser o eleito para buscar o café dela.

Na parte do ganho, você certamente está acumulando algum crédito que poderá utilizar no futuro. Por exemplo, uma falta abonada ao trabalho, que você poderia aproveitar para fazer uma entrevista em outra empresa, uma em que a gerente seja pontual e já chegue de casa com o café tomado.

Max Gehringer, para CBN.

2014-04-09

As sombrias e surreais fotografias feministas com crítica social de Jessica Ledwich

Jessica Ledwich é uma artista australiana que usa fotografia e foto-manipulação para criar imagens antenadas com os temas atuais, não apenas de forma visual, mas também com uma forte dose de crítica social. Segundo o site de Jessica, seu "trabalho procura segurar um espelho para o comportamento humano, criando um poderoso espaço visual psicológico. 'Eu estou interessada em criar experiências visuais imersivas que motivem a audiência a participar com meu trabalho'"

Em sua série "The Ferocious - Monstrous Feminine" (numa tradução livre "A feroz - Feminino Monstruoso"), a artista criou uma série de imagens, misturando fotografias com uma boa dose de manipulação digital (photoshop), que retratam as mulheres e o universo feminino diante da sociedade, de maneira crítica, surreal e feroz. Nas imagens, Jessica Ledwich explora a relação de mulheres com a beleza, mostrando de maneira cruel alguns sacrifícios exigidos das mulheres pela sociedade, para se manterem dentro de um certo padrão, seja trocando os dedos por ferramentas de manicure, lixando as pernas de maneira literal, andando em sapatos com saltos que tiram sangue, presas em caixões de grandes marcas ou aspirando o que consideram gordura demais com um aspirador (e o quadro que consta nesta foto é especialmente provocadora, O Nascimento de Vênus, de Botticelli).

Além da busca desta "beleza", imposta às mulheres tanto pelos homens quanto por elas mesmas (e a foto com a auto-cirurgia para inclusão de seios é a prova que a artista concorda com isso), a artista também explora outras faces do feminino, com questões ligadas à fertilidade e o corpo. O corpo feminino como mercadoria já é um chavão conhecido, mas vê-lo como carne sendo vendido em açougue, ou moldado artificialmente através de apertadas vestimentas, dá uma nova dimensão às palavras. A relação das mulheres com a fertilidade também é explorada, seja na imagem com múltiplos bebês amarrados por um cordão, seja na imagem de um ovo recebendo alguma substância de uma seringa.

Vejam as sombrias e surreais fotografias feministas com crítica social de Jessica Ledwich:

Jessica Ledwich fotografia photoshop surreal critica social feminismo mulheres beleza

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Imagens via site de Jessica Ledwich. Dica via Beautiful/Decay - Feminist Photographs Show The Dark Side Of Beauty.

O que posso fazer para não estar na 'lista de degola' no emprego? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/04/2014, com dicas para um ouvinte escapar de cortes na empresa e os critérios que multinacionais adotam para grandes demissões.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O que posso fazer para não estar na 'lista de degola' no emprego?

lista de demissão

Um ouvinte escreve: "A empresa em que trabalho, uma multinacional de grande porte, abriu uma subsidiária em outro estado. Dentro de um par de meses, parte do trabalho que fazemos aqui vai ser transferido para lá. Mas não as pessoas. A empresa decidiu que os profissionais da nova subsidiária serão contratados por lá mesmo. E, portanto, haverá uma redução de quadro por aqui. Estamos preocupados porque sabemos que haverá cortes, mas não sabemos que critérios serão utilizados. O que seria mais prudente que eu fizesse?"

Bom, pensando na pior hipótese, a de que você estará em uma lista de degola, você já deveria ter começado a acionar os seus contatos, se é que já não começou. Outra coisa que você pode fazer é mostrar, através de seus resultados e principalmente de seu comportamento, que você merece ficar. Uma dica é não participar daquelas rodinhas de apavorados que ficam tentando prever o futuro com base na direção do vento.

De modo geral, entretanto, multinacionais tendem a adotar alguns critérios quando ocorre um corte desse tipo. Os primeiros da lista são os mais novos de casa, porque o custo da rescisão é menor. Também influi o número de faltas ao trabalho, com ou sem justificativa. Os casados, especialmente aqueles com filhos pequenos, costumam ser preservados em detrimento dos solteiros que, em teoria, terão menos problemas financeiros se ficarem um par de meses sem emprego. E, logicamente, a opinião do chefe direto terá um peso considerável. E aí se salvam os mais produtivos e os menos encrenqueiros.

Espero que tudo isso tenha feito você se sentir mais seguro. Mas mesmo assim, não deixe de sondar o mercado para se garantir.

Max Gehringer, para CBN.