Nos comentários no youtube do curta Signs (já postado aqui), alguém indicou outro curta, o premiado espanhol Sintonía, do diretor José María Goenaga.
E realmente os dois curtas têm muito em comum. Ambos tratam de comunicação e sincronia entre dois. Ou, como bem diz a pequena sinopse de Sintonía no youtube:
"Não é questão de grandes conversas, não é questão de anos de convivência. Às vezes, em um lugar transitório, em questão de poucos minutos, você pode chegar a se sintonizar com alguém."
Vejam o filme (está em espanhol, mas se eu, que não hablo nada, consegui entender...):
Bem, agora que você já deve ter visto o filme, podemos dar spoilers aqui embaixo, certo?
Agora você já sabe o que fazer quando estiver na fila do pedágio. =P
O que você faria se visse uma bela mulher no carro do lado, cantarolando uma música? Tentaria sintonizar a mesma estação de rádio e (torcendo pra que não seja um maldito mp3), descobrir o que ela canta? E se o programa de rádio fosse daqueles que os ouvintes ligam pra falar de amores? E se você ligasse pra rádio, e começasse a falar dessa mesma mulher do carro ao lado?
Tantos 'e se's... Mas quem sabe, se a vida de alguém não chega a imitar a arte?
E aposto que ela estava com o tanque cheio! Desculpas... Hehehe. XD
O canal de TV Beate Uhse, da Alemanha, um canal erótico, quer mostrar duas coisas na sua mais nova campanha publicitária. A primeira, como de praxe, é que o canal tem um excelente conteúdo erótico (a.k.a. mulheres gostosas!). E a segunda é mostrar que as crianças não vão ver nada, usando um dispositivo de segurança (child lock).
Se a molecada vai driblar ou não esse dispositivo, eu não sei. Mas que a propaganda ficou muito boa, ficou. Vejam no youtube, antes que tirem do ar (de novo, porque o primeiro, que eu vi no Fleshbot, já saiu).
Qualquer coisa, tem uma versão pra baixar com alta qualidade (mas aparentemente sem som) no Advertblog.
Apesar de muito legal, a idéia não é exatamente original, como mostra este vídeo, Nem tudo é o que parece, dos Seminovos (aquela banda do cara do Charges.com.br):
E que tem continuação (E o bambu? (Nem tudo é o que parece 2)):
Está acontecendo aqui em Floripa, um Congresso Internacional de Tango. Entre aulas e bailes, também tem espetáculos de dança. Hoje, quarta-feira, teve um. E eu fui. \o/
Voltei do teatro do CIC (Centro Integrado de Cultura, aqui de Florianópolis), onde houve o espetáculo, agora há pouco. Achei o máximo! Foi pouco mais de uma hora de muito tango, mas que me arrancou aplausos a cada intervalo (entre uma música/dança e outra). Sabe quando você assiste a algo tão sublime, tão divertido, que não consegue tirar um sorriso largo do rosto? Pois é, quase me deu cãibra no rosto. =D
Definitivamente salvou esta minha quarta feira cinza.
Para o público não-pé-de-valsa, como eu, que prefere ficar assistindo, vão ter mais dois espetáculos, sexta e sábado. (Informações no site.) Eu recomendo (e talvez vá no sábado de novo).
Desde Al Pacino em Perfume de Mulher que eu sempre achei tango um barato, mas havia visto apenas em filmes, como em Moulin Rouge (na cena da Roxanne).
Mas ver ao vivo é muito melhor (fora que admirar a beleza das dançarinas também não é nada mau!).
Existem empresas que são autodestrutivas, ou seja, elas trabalham para diminuir e não para crescer. É claro que naquele quadrinho que tem "A nossa missão", não está escrito: "Nosso objetivo é ser a empresa que mais encolhe no Brasil".
Pelo contrário, sempre está escrito que ela vai ser a maior, a melhor, a mais rápida e a mais eficiente. Só que, na prática, as ações não condizem com as palavras.
Existem 10 sintomas de que uma empresa possa estar se autodestruindo:
Primeiro: uma dificuldade muito grande para implantar idéias novas.
Segundo: muito trabalho que é feito, tem que ser refeito, porque, no fim, se descobre que não era bem aquilo.
Terceiro: muitos documentos são produzidos sem uma clara finalidade. São memorandos, emails, relatórios e cópias de relatórios, que vão para o arquivo ou para o lixo, sem ninguém ler.
Quarto: existe uma grande dificuldade para achar alguém que realmente possa tomar uma decisão. Um sempre manda falar com o outro.
Quinto: projetos raramente são implantados na data prevista. E não raramente são adiados para uma data indefinida, mas nunca muito próxima.
Sexto: os funcionários têm dificuldade para conseguir conversar com os superiores, que estão sempre muito ocupados e não podem atender naquele momento.
Sétimo: a comunicação é falha. Os funcionários não são informados das coisas, eles descobrem as coisas.
Oitavo: a inconsistência é a regra. O mesmo problema é tratado de um jeito hoje e de outro jeito amanhã.
Nono: exemplos de coisas positivas que acontecem fora da empresa são sempre citadas de modo negativo. Por exemplo, um concorrente lança um novo produto e a empresa se preocupa mais em achar os defeitos dele, do que tentar enxergar as suas possíveis qualidades.
E décimo: o clima é pesado. Em empresas assim, os funcionários passam o dia inteiro sentindo uma espécie de desconforto, que ninguém consegue explicar direito.
A explicação é que a empresa está, lentamente, se autodestruindo.
Agradeço a lembrança. E claro, a idéia desses selos é sempre repassar, como um esquema pirâmide. Mas eu sou mala e não vou fazer isso. Esses esquemas sempre morrem na minha pessoa...
Como estou achando que o clima não está muito bom aqui no blog, nada melhor que uma musiquinha pra aliviar.
A música Melissa, da banda Porno Graffiti, é a primeira abertura de um dos melhores animes que eu já vi, o Fullmetal Alchemist. E, como eu adoro essa música e ela não é deprê, resolvi compartilhá-la aqui.
Só pra saber, Melissa, além de um nome próprio, pode ser um nome de uma família de plantas, segundo a Wikipedia.
Aqui vai o clipe com a música completa (e legendada, mas em inglês):
kimi no te de kiri saite tooi hi no kikoku wo kanashimi no iki no ne wo tomete kure yo saa ai ni kogareta mune wo tsuranuke
Com as suas mãos Despedace minhas memórias dos dias que a muito já se passaram Dê um fim a minha tristeza Venha, perfure este coração que anseia por amor
asu ga kuru hazu no sora wo mite mayou bakari no kokoro moteamashiteiru katawara no tori ga habataita dokoka hikari wo mitsukerareta no ka na
Olho para o céu onde o amanhã deverá chegar Meu coração sempre perdeu mais do que podia aguentar O pássaro ao meu lado voa Provavelmente encontrou uma luz em algum lugar
naa omae no se ni ore mo nosetekurenai ka soshite ichiban takai toko de okizari ni shite yasashisa kara toozakete
Ei, passarinho, você não quer me dar uma carona em suas costas? Para o lugar mais alto do mundo e me deixe lá Bem longe de qualquer gentileza
kimi no te de kiri saite tooi hi no kikoku wo kanashimi no iki no ne wo tomete kure yo saa ai ni kogareta mune wo tsuranuke
Com as suas mãos Despedace minhas memórias dos dias que a muito já se passaram Dê um fim a minha tristeza Venha, perfure este coração que anseia por amor
tori wo yuuyami ni miokutta chi wo hau bakari no ore ga kaze ni nazeru hane ga hoshii to ha iwanai sa semete chuu ni mau merissa no ha ni naritai
Olhei o pássaro voando ao encontro do por do sol O vento me acaricia Essa coisa que se arrasta sobre a terra Não irei dizer que quero asas Mas não me importaria de ser uma pétala de Melissa dançando no ar
mou zuibun to tachitsukushitemita kedo tabun kotae ha nai no darou kono kaze ni mo ikuate nado nai you ni
Fiquei preso aqui por muito tempo, mas Talvez não exista resposta Assim como não há destino para este vento
kimi no te de kagi wo kakete tamerai nado nai daro machigatte mo nido to hiraku koto no nai you ni saa jyou no ochiru oto de owarasete
Me aprisione com suas mãos Não precisa hesitar Mesmo que eu esteja cometendo um erro Venha, termine comigo com o som Da tranca caindo aos pedaços Para que dessa maneira eu nunca seja livre novamente
sukui no nai tamashii ha nagasarete kieyuku kieteiku shunkan ni wazuka hikaru ima tsuki ga michiru yoru wo umidasu no sa
Minha alma sem esperança irá embora e desaparecerá E no momento em que isso acontecer, irá brilhar fracamente E dará a luz a uma noite com um brilhante luar
Depois de um tempo digerindo tudo, escrevi um email que enviei a ela, já nas suas férias. A maior parte dele está aqui abaixo:
Sabe, não vou mentir pra você. Eu gosto de você. Sempre gostei. Mais do que apenas como amiga. Te acho especial, em todos os sentidos.
Eu nunca falei nada antes, e nem demonstrei nada (ou pelo menos eu acho que não; eu acredito que consigo disfarçar muito bem o que eu sinto), por uma série de motivos, como você ser casada na época, ou eu achar que não estaria a sua altura (e você saber disso).
De certa maneira, esses motivos ainda existem: eu ainda acho que não estou a sua altura, e provavelmente nunca vou estar; você não está mais casada, mas é recém-divorciada, o que também é uma situação bem complicada...
Então, eu acho que seria melhor pra você se eu nunca tivesse falado nada. Seria algo a menos pra você pensar.
Mas eu falei e não vou voltar atrás. Aliás, nem teria como, pois existem 3 coisas que não voltam, segundo aquela velha frase: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida.
E eu também não queria perder a oportunidade. A oportunidade de olhar nos seus olhos, depois da palavra lançada. Mesmo que o resultado não fosse o que eu gostaria (mas o que eu imaginava). Porque eu acho que essa oportunidade se perderia, caso eu esperasse muito mais. Porque talvez (ou muito provavelmente) eu esteja indo embora.
Portanto, peço que perdoe esse meu egoísmo...
Porque eu posso dizer que já sabia o que você diria. Mas mesmo assim, eu tinha que falar. Nunca me iludi quanto a sua resposta. Mas eu precisava fazer a pergunta. Não sei se você vai me entender, mas...
Mais uma vez, desculpe pelo egoísmo. Foi só dessa vez, te garanto.
Sei que no trabalho pode ficar um clima esquisito. Mas eu tenho uma proposta: fingir que nunca houveram esses emails. Eu consigo disfarçar bem, já disse isso acima. Então, pra mim, continuar como era não vai ser um grande problema.
Bem, era isso o que eu gostaria de dizer. Desculpe pelo longo email, ficou maior do que eu esperava...
Se um dia você precisar de ajuda pra carregar uma máquina (metaforicamente ou não), se você quiser, pode contar com a minha ajuda.
Um beijo,
E foi isso.
Quando eu escrevi esse email, eu realmente quis dizer tudo o que está escrito ali. Mas hoje, não sei se consigo continuar como estava antes. Quer dizer, vou tentar, mas não está sendo nada fácil. Não sei se conseguirei ser tão forte a ponto de conseguir disfarçar, nem de continuar sendo como era.
Talvez eu tenha que me retirar um pouco... Me retirar de mim mesmo.
- Há mais ou menos dois anos e meio atrás, foi a primeira vez que eu a vi. Desde então, fui apaixonado por ela, mas nunca havia falado nada.
- Logo no início de janeiro desse ano, saiu o resultado de um concurso que eu havia feito. E eu passei em terceiro (sendo que tinham mais de 30 vagas), só que era para trabalhar em outra cidade, Curitiba. (Prós: profissionalmente mais interessante, incluindo o salário $$$. Contras: levar a vida em Florianópolis é bem mais tranquilo.) E as chances de eu ser chamado logo eram muito grandes.
- Ela ia tirar férias no meio de janeiro. E uma semana depois, eu também. Havia grandes chances de eu apenas voltar de férias apenas para pedir demissão, pra ir para o novo emprego (se eu realmente optasse por ir).
- Passei um dos piores dias da minha vida na quinta-feira. Estava inclinado a ir, mas uma coisa me impedia de tomar uma decisão racional: a dúvida. A dúvida de nunca ter perguntado, de nunca ter falado nada. O famoso e se... Mesmo sabendo que tinha 99,99999% de chances da resposta ser não.
- Sexta-feira, no último dia de trabalho dela antes das férias, eu mandei um e-mail com isso aqui como presente de aniversário (ela faria aniversário no período de férias).
- No mesmo dia, ela enviou uma resposta. A resposta foi que eu não deveria me iludir com ela. E que ela me considerava um amigo.
A mais perfeita definição das sete fases de qualquer projeto nasceu na Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, na década de 1950. De lá para cá, praticamente nada mudou.
A primeira fase é a do supremo entusiasmo. Durante essa fase, parece que tudo vai dar certo. Todas as perguntas são rapidamente respondidas. E todos os que não acreditam no projeto são prontamente ridicularizados.
A segunda fase é a da relativa dúvida. Durante essa fase, algumas coisas parecem que não vão dar tão certo. O custo dá a impressão de que será um pouco mais alto que o planejado e o tempo de execução um pouco mais longo do que o previsto no cronograma.
A terceira fase é a da aparente confusão. Nessa fase, o projeto inicial é revisto, refeito ou simplesmente abandonado.
Mas, se ele prosseguir, virá a quarta fase, a da indicação dos suspeitos. Nessa fase, o número de relatórios começa a aumentar vertiginosamente, com um único objetivo: salvar a própria pele. Eu tinha um chefe que me dizia: "O mais importante em qualquer projeto é a gente culpar alguém antes que alguém nos culpe".
A quinta fase é a da punição dos inocentes. Aqueles que, em vez de escrever relatórios, ficaram tentando salvar o projeto.
A sexta fase é a do elogio aos omissos. Nessa fase, quem não participou do projeto fica com a glória, apenas por não ter embarcado numa canoa furada.
E a sétima e última fase é a das lições aprendidas. Nessa fase, são definidas claramente as normas para que qualquer projeto, dali em diante, não acabe sendo dirigido por um grupo de incompetentes ou inconsequentes.
Pouco tempo depois dessa reunião, os envolvidos nela vão cometer seu único erro. Eles irão propor um novo projeto. Que, obviamente, será recebido com supremo entusiasmo.
E pra terminar o domingão e começar a semana (err... bem, começar só da boca pra fora, quem é que trabalha em Carnaval?), duas pequenas pérolas de sabedoria:
A chave para a felicidade
(Clique para aumentar)
Se a chave da felicidade é viver cada dia como se fosse o último, o que você faria no seu último dia na Terra? Avisar os parentes do funeral de amanhã?
Sempre se desculpe pelos seus erros
(Clique para aumentar)
Sempre diga 'desculpe-me'. Até porque é só uma palavra, que mal vai fazer?
Depois de ler em Paris é uma festa sobre F. Scott Fitzgerald, fiquei curioso e comprei talvez a sua maior obra, o livro O Grande Gatsby. Considerado uma das grandes obras da literatura inglesa do século passado, o livro foi até mesmo filmado em diversas versões.
De certa forma, esse livro me provoca algumas reações contraditórias. Ao mesmo tempo em que a escrita é primorosa, o ponto de vista escolhido para a narração é interessante, as personagens são bem construídas e desenvolvidas na história, mesmo com tudo isso, eu não gostei do livro. O motivo: simplesmente achei todos os personagens detestáveis.
Talvez por justamente serem todos demasiadamente humanos, sem nenhum de seus defeitos escondidos, não consegui gostar de nenhum deles. Pior ainda, se fossem pessoas de verdade, teria detestado todos eles (bem, talvez não o narrador, que é mais um observador do que personagem). Ou talvez eu apenas não goste dos ricos, compartilhando da opinião de Hemingway.
De qualquer forma, O Grande Gatsby conta a história de Jay Gatsby pelos olhos de Nick Carraway, o narrador do livro. Nick, apesar de não ser rico, acaba morando num abastado bairro numa cidade perto de Nova Iorque, nos anos 20. O seu vizinho acaba sendo o Gatsby do título, um rico e misterioso homem, extravagante, que constantemente dá grandiosas festas na sua mansão.
Abaixo pode conter spoilers.
Mas Gatsby não é um homem leviano, ele tem um propósito: reencontrar com seu amor de anos atrás, Daisy, quando ele ainda era um pobretão. Mas hoje, ela se encontra casada com Tom, um personagem que eu certamente adoraria dar um murro nas fuças. A outra personagem principal que aparece no romance é Jordan, interesse romântico de Nick, mas que também tem uma personalidade que não me agrada.
Até certo momento do livro, eu considero Daisy a minha personagem favorita. Ao mesmo tempo que ela sofre, mostra uma imensa força interna (considerando a época em que se passa o romance), movida talvez pelo amor. Mas as pressões externas e as circunstâncias mostram que essa força não era forte o suficiente, ou talvez mesmo verdadeira. Falar sobre quais foram essas circunstâncias seria dar spoilers demais.
Se quiser saber de toda a história (mas sem ler o livro, que é bem curto - tem menos de 200 páginas, o resto são posfácios e prefácios que podem ser bem pulados), você pode olhar no tópico na Wikipedia, cujo resumo cobre toda a história.
Abaixo, alguns trechos do livro (os negritos são meus):
Sobre Daisy, uma primeira impressão:
Sugeriu num murmúrio que o sobrenome da moça flutuante era Baker. (Ouvi dizer que o murmúrio de Daisy existia só para fazer as pessoas se inclinarem até ela; uma crítica irrelevante que não tornava o recurso menos encantador.)
As impressões nem sempre são corretas, num mundo de aparências. Daisy confidencia a Nick:
"Vai lhe mostrar como passei a me sentir em relação às coisas. Bem, fazia menos de uma hora que ela tinha nascido e Tom estava sabe Deus onde. Despertei do efeito do éter com uma sensação de profundo abandono e perguntei imediatamente à enfermeira se era menino ou menina. Ela me disse que era uma menina, então virei o rosto e chorei. 'Muito bem', falei. 'Fico feliz que seja uma menina. E espero que seja uma tola... é a melhor coisa que uma mulher pode ser neste mundo, uma tolinha bonita.'
"Como vê, de certo modo acho tudo terrível", continuou com convicção. "Todo o mundo pensa assim... as pessoas mais avançadas. E eu sei. Estive por toda parte, vi tudo e fiz de tudo."
Nick sobre Jordan:
O rosto entediado e arrogante que ela oferecia ao mundo escondia algo - a maioria das afetações esconde algo, afinal de contas, embora não o faça no início - e um dia descobri o que era.
Uma canção de fundo:
One thing's sure and nothing's surer The rich get richer and the poor get - children.
Uma coisa é certa e nada é mais certo Os ricos ficam mais ricos e os pobres ficam - com mais filhos.
Nick vendo o reencontro de Gatsby e Daisy, e sobre o que guarda um coração:
Quando me aproximei para me despedir, vi que a expressão de perplexidade tinha voltado ao rosto de Gatsby, como se uma leve dúvida lhe tivesse ocorrido em relação à qualidade de sua felicidade atual. Quase cinco anos! Deviam ter ocorrido momentos, mesmo naquela tarde, em que Daisy deixou de preencher os seus sonhos - não por culpa sua, mas por causa da vitalidade colossal da ilusão de Gatsby. Fora além dela, além de tudo. Ele se jogara naquilo com uma paixão criativa, acrescentando algo o tempo todo, embelezando o seu sonho com cada plumagem colorida que surgisse em seu caminho. Nenhuma quantidade de fogo ou de frescor podia competir com aquilo que um homem é capaz de armazenar no seu coração fantasioso.
Nick vendo o beijo de reencontro, em outra ocasião:
Seu coração batia cada vez mais rápido enquanto o rosto claro de Daisy se aproximava do seu. Sabia que quando beijasse esta mulher e unisse para sempre suas visões inexprimíveis ao hálito perecível dela, seu pensamento nunca mais correria à frente de todos, como o pensamento de Deus. Por isso esperou, ouvindo por um momento mais a diapasão que vibrava ao tocar numa estrela. Então a beijou. Ao toque de seus lábios ela se abriu como uma flor e a encarnação foi completa.
Nick, num momento em que as palavras são fugidias:
Em meio a tudo o que ele disse, até mesmo em meio ao seu espantoso sentimentalismo, eu me lembrei de algo – um ritmo fugaz, um fragmento de palavras perdidas, que ouvira em algum lugar havia muito tempo. Por um momento uma frase lutou para tomar forma em minha boca e meus lábios se entreabriram como os de um mudo, como se houvesse mais esforço neles do que apenas um sopro repentino de ar. Mas não produziram som algum e o que eu quase lembrara ficou incomunicável para sempre.
E as últimas (e tristes) palavras do livro:
Gatsby acreditava na luz verde, no futuro orgástico que ano a não recua a nossa frente. Ele nos escapara então, mas isso não importava – amanhã correremos mais rápido, estenderemos mais adiante nossos braços... E numa bela manhã...
E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado.
Bons filmes produzem diferentes reações em mim. Alguns me fazem sair do cinema sorrindo; alguns excelentes filmes me deixam sorrindo por um bom tempo depois de sair da sala escura. Entretanto, outros bons filmes me deixam estupefato, sem reação aparente, como se de repente, eu tivesse levado um tapa na cara ou um murro no estômago. E foi esse último tipo de reação que eu tive quando fui ver O Lutador (The Wrestler, em inglês).
O filme conta a história de Randy "The Ram" Robinson (vivido por um quase irreconhecível Mickey Rourke), um velho lutador de luta-livre, que já viu a idade e a decadência baterem a sua porta há algum tempo. Apesar da idade apertar, e o seu "esporte" (o melhor seria descrevê-lo como show) não ser mais tão popular, e consequentemente não tão rentável financeiramente, ele continua fazendo o que sabe: subindo aos ringues e dando o seu espetáculo. As pessoas são o que elas são.
Até que um dia, todos os anabolizantes que tomou vêm pedir a conta: Randy sofre um ataque cardíaco. E os médicos são categóricos: ou pára de lutar, ou morre. Justo no momento em que uma interessante oportunidade surge: a de fazer uma revanche com o seu maior adversário, o que deve render alguns bons trocados e quem sabe, um revival dos seus melhores dias? Mas a perspectiva de morrer não é das melhores, então...
Com a ajuda de Cassidy (vivida pela Marisa Tomei), uma stripper que já vê os anos baterem a sua porta e que gostaria de mudar, mas não vê solução para sua vida, Randy vai tentar mudar de vida. Quem sabe, se reconectando a sua filha, tentando um emprego 'normal'...
Mas O Lutador não é daqueles "filmes de superação". Não daqueles que vêm com uma fórmula pronta, e que no final à la Rock Balboa, o mocinho, depois de pancadas seguidas, se ergue triunfante. Não, o filme do diretor Darren Aronofsky é muito mais cru, mais real, mais humano. Porque afinal, as pessoas são o que são. Mudar não é fácil, e a redenção é para poucos, muito poucos. Provavelmente não é para mim, nem para você, e com certeza, não é para os personagens do filme.
Marisa Tomei está ótima no filme. Ousada e sensual nas cenas como stripper, frágil e melancólia nas cenas em que se despe do papel de stripper, não é a toa que foi indicada para o Oscar de melhor atriz coadjuvante (e que mereceria ganhar, na minha opinião). Eu já disse que adoro a Marisa Tomei? Mesmo não sendo aquele tipo "gostosa", eu tenho uma queda por ela. =P
E também merecido é a indicação ao Oscar de Mickey Rourke. Se por um lado, o físico de Randy tem tudo a ver com o truculento Marv de Sin City, o lado humano de Randy é muito, mas muito bem construído tanto pelo roteiro, quanto pela interpretação de Rourke. Dos outros concorrentes, só vi o filme do Benjamin Button, e sinto desapontar as fãs de Brad Pitt, mas Rourke está muito melhor como ator.
Em suma, O Lutador é um excelente filme. Mas talvez não seja pra qualquer um. Se você for assistí-lo, realmente enxergá-lo como é, esteja preparado. Assim como os adversários de Randy, você pode acabar sentindo uma porrada no estômago.
Se quiser ler mais sobre o filme, veja a crítica do Omelete. Não tive vontade de levantar e bater palmas como o Érico Borgo, mas o resto...
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/02/2009, com a constatação de que cursos rápidos, de um dia ou menos, estão cada vez mais comuns por causa do intervalo, o momento certo para fazer o seu networking. E para que esses contatos sejam eficientes, 8 regras básicas para se comportar nessas ocasiões.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).
Cursos rápidos, de meio dia ou de um dia, estão ficando cada vez mais comuns. Um pouco em função do conteúdo que eles oferecem. Mas principalmente por causa de um momento muito especial, chamado intervalo. Que um dia chamou coffe break e hoje virou networking break.
É o momento em que os participantes estabelecem contatos que poderão ser úteis para suas carreiras profissionais. Existem 8 regras básicas para que esses contatos sejam duradouros e eficientes.
A primeira: se você não conhece ninguém ali, não se preocupe. Ninguém conhece ninguém. E todos estão ali pelo mesmo motivo que você.
Segunda: não use frases sem imaginação para se aproximar de alguém, tipo: a previsão do tempo. Em vez disso, comente algo que tenha sido dito durante o curso e peça a opinião da outra pessoa.
Terceira: apresente-se dizendo seu nome com clareza, e repita seu nome várias vezes durante a conversa, para que ele fique bem gravado.
Quarta: deixe a comida em segundo plano. Pegue apenas o que você vai comer de imediato. Isso evita o constrangimento de alguém lhe estender a mão quando você estiver segurando um prato e um copo.
Quinta: não se aproxime de duplas de pessoas; aproxime-se de grupos. Interromper a conversa de uma dupla é intromissão. Entrar numa rodinha é sociabilidade. Se você quer falar com uma pessoa que está conversando com outra, espere até que ela esteja sozinha.
Sexta: não saia distribuindo cartões de visita a torto e a direito. Isso só é um bom negócio para as gráficas. Ofereça o seu cartão apenas depois que perceber que o contato poderá ser realmente frutífero.
Sétima: não fale demais sobre você mesmo, como se todos estivessem se inscrito no curso para ouvir a história da sua vida. E nunca deixe de elogiar os outros. Isso cria empatia.
Oitava e mais importante: nunca entregue seu currículo durante um break. Você está ali para iniciar contatos, e não para pedir emprego.
Nunca é demais lembrar que 80% das boas vagas são preenchidas por indicações. E cursos rápidos têm se mostrado um excelente atalho para conhecer as pessoas certas.