2009-10-14

Poemas - Confissões

Mais um da série não terminados. E que não estou com vontade de terminar.

acidente de carro
Confissões

Enquanto a maioria das pessoas, às vezes se iludindo, às vezes não,
Se considera decente, bondosa e outros adjetivos desta mesma variação,
Eu confesso, aqui e agora, para todos e para qualquer um que leia,
Que sou vil, sou sujo, que por trás da máscara, há apenas a carne feia.

Enquanto meus ditos "pecados" são muitos, abundantes, e dos mais diversos,
(Não importa agora quais, que sejam dos mais simples aos mais perversos),
Nunca dei grande importância a eles, pois se prejudicava alguém, era a mim,
Até que me surpreendi pensando em algo, desejando algo, muito ruim.

Não sou santo, nem nunca o fui, já desejei alguns pescoços quebrados,
Dor alheia, mortes horríveis, esse tipo de coisa a alguns idiotas ao meu lado.
Mas nunca desejei ver morta, uma pessoa que eu considerasse não merecer,
E pior ainda, uma pessoa que um dia, já considerei por ela, até morrer.

Cada vez que leio uma notícia de um acidente ou roubo seguido de morte,
Me pergunto se não foi ela quem teve, de ser a vítima, a infeliz sorte.
E ao mesmo tempo que me preocupo, me dá uma sádica sensação,
Imaginando que nunca mais a verei, no máximo no seu funeral então.

Escolaridade é indispensável, mas sozinha não atrai promoção - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/10/2009, com uma interessante comparação da carreira com a culinária, sobretudo no tocante à educação. Infelizmente, eu acho que o áudio disponibilizado em mp3 pela CBN está cortado no final, mas nada que atrapalhe o entendimento.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Escolaridade é indispensável, mas sozinha não atrai promoção

bolo mesa escritório trabalhador
"Tenho uma lista de cursos que encheria duas páginas de um currículo", escreve um ouvinte. "Mesmo com essa escolaridade, não tenho tido oportunidades para demonstrar que mereço uma promoção. Pior ainda, os recém-promovidos não têm a metade do meu estudo. Por isso eu pergunto, estudar pra quê? Se as empresas parecem não valorizar o estudo."

O nosso ouvinte tocou num ponto nevralgico nas relações de trabalho no século 21. Por isso, hoje vamos falar de culinária.

Vou pedir ao ouvinte para imaginar a sua carreira como se ela fosse um bolo. Assim como a carreira, um bolo precisa ter uma boa apresentação, muita substância e um sabor apropriado.

Para se preparar um bolo, começa-se com uma lista de ingredientes, que no caso do bolo da carreira, são a escolaridade, o marketing pessoal, os resultados mensuráveis, o bom relacionamento em todos os níveis e uma pitada de liderança.

Muito bem. O que parece estar acontecendo no caso de nosso ouvinte, é que ele tem uma razoável quantia de um dos ingredientes: a escolaridade. E uma certa deficiência, embora ele não perceba isso claramente, de alguns dos demais ingredientes.

E o nosso ouvinte está fazendo o que nenhum confeiteiro de mão cheia faria: aumentar a dose de farinha para compensar a falta de fermento. Ao fazer mais cursos, nosso ouvinte imagina que esse ingrediente será um substituto para os demais, o que não é verdade. Tratado dessa maneira, um bolo desmancharia, ou ficaria sem apelo visual ou não teria o sabor adequado.

Minha sugestão para o nosso ouvinte é que ele preste atenção aos bolos alheios. É bem provável que alguns de seus colegas, mesmo tendo menos ingredientes em mãos, estejam conseguindo extrair deles, uma receita final mais palatável.

Não estou dizendo que escolaridade não é importante. Mais que isso, ela é indispensável.

Max Gehringer, para CBN.

2009-10-13

Como fazer batatas fritas como se fossem rosas

Mais um jeito de deixar a comida mais divertida, assim como as salsichas com cabelo de macarrão. Mas neste caso, são batatas fritas. (Ok, pra batata frita, nem precisa fazer nada pra deixá-las tentadoras.)

São batatas fritas arranjadas como rosas. Sem dúvida, algo muito bonito (e mais gostoso do que rosas de verdade).

comida divertida batata frita flor rosa
Veja como fazer:

comida divertida batata frita flor rosa
comida divertida batata frita flor rosa
Antes de mais nada, cortando a batata em fatias bem fininhas.

comida divertida batata frita flor rosa
comida divertida batata frita flor rosa
Enrolando, rearranjando e...

comida divertida batata frita flor rosa
comida divertida batata frita flor rosa
comida divertida batata frita flor rosa
...prendendo com palitos. Mais ou menos como um bife a rolê.

comida divertida batata frita flor rosa
comida divertida batata frita flor rosa
Agora é só fritar.

comida divertida batata frita flor rosa
comida divertida batata frita flor rosa
E depois, fazer uma decoração a gosto do freguês!

Via Damn Cool Pics.

Filme: 9 - A Salvação

Terça-feira é dia de desconto no cinema que eu frequento, por isso, ao sair do trabalho hoje, fui direto pra lá. Infelizmente eu esqueci que as sessões de terça sempre são cheias de pirralhos e aborrescentes, mas por sorte, desta vez eles ficaram muito atrás de mim e não me incomodaram enquanto eu assistia a animação 9 - A Salvação (subtítulo totalmente desnecessário, no original é apenas 9).

filme 9 a salvação cartaz pôster
A primeira coisa que salta aos olhos é o nome de Tim Burton no cartaz. Mas neste caso, ele é apenas o produtor. O que não quer dizer que o filme não tenha "aquele estilo" de Burton, em que o clima sombrio reina absoluto.

O visual do filme é fantástico. A animação é muito boa, e o design mistura aquele clima apocalíptico pós-guerra sombrio, com uma pitada de steampunk. O resultado é que visualmente, o filme é perfeito. Infelizmente, a história tem alguns buracos e inconsistências que, se não chegam a estragar o resultado final, comprometem o que poderia ser um filme inteiramente perfeito.

filme 9 a salvação clima pós-apocalíptico sombrio
9 acompanha a história de um pequeno robô feito boneco de pano (não, não é parente da Emília do sítio), que não tem um nome propriamente dito, apenas um número, 9, pintado nas costas. Nascido num mundo pós-apocalíptico, 9 encontra outros como ele, seus irmãos numéricos (de 1 a 8). E apesar deste mundo em ruínas não ter uma alma viva (além dos pequenos números), existem perigos nele. E sobretudo, um grande perigo que será despertado...

Ok, é uma descrição bem genérica da história, mas falar mais pode entregar alguma surpresa. Então, como eu vou falar mais, se você ainda não viu o filme e gosta de descobrir a história vendo o filme, termine a leitura por aqui (apesar de que eu tentarei não dar muitos spoilers, e o trailer entregar boa parte também).

filme 9 a salvação nove sete e cinco
O clima pós-apocalíptico vem de uma guerra entre humanos e máquinas, e é impossível não lembrar da trilogia Matrix em algumas cenas que mostram as máquinas se levantando. Entretanto, neste mundo, literalmente todos seres vivos acabaram morrendo na guerra, não sobrando ninguém pra ficar de pilha. Apesar do clima ficção científica, a história se envereda também por um viés mais alquímico, digamos assim, com transferência/transmutação de almas, por exemplo.

Infelizmente, apesar da ideia ser boa, a história acaba com alguns buracos e pontos inconsistentes. Um exemplo? Se o "skynet" lá não precisava de almas pra funcionar, por que ele só "voltou a vida" depois de sugar a alma de um dos numéricos?

filme 9 a salvação nove enfrentando robôs
Concluindo, 9 - A Salvação tinha potencial pra muito mais. Mas isso não impede que seja um filme muito bom, divertido de se assistir (especialmente se você for fã de Burton) e visualmente maravilhoso. Eu recomendo (em especial, porque a cópia que vi era legendada, uma raridade em se tratando de animações, mesmo aquelas para adultos).



Para saber mais: crítica do Omelete.

Filme: Bastardos Inglórios

Sábado de sol e tempo agradável em Floripa é sinônimo de praia, certo? Pra mim, não. Pra mim é sinônimo de menos gente na fila do cinema (porque eles devem estar na praia) e mais tranquilidade pra ver um filme. No caso, o novo do tresloucado diretor Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios (ou Inglorious Bastards, no original). Em uma palavra: excelente!

bastardos inglórios cartaz poster
O filme transpira Quentin Tarantino, do início ao fim, na sua melhor forma. Tudo o que o cineasta fez de melhor em seus filmes, até agora, ele reuniu neste filme de 2ª Guerra Mundial, que se passa num universo muito particular. Está tudo lá: os diálogos ligeiros e geniais, a tensão de duelos verbais e físicos, a violência gráfica e crua, tudo em seu devido lugar. E mesmo quando um elemento é exagerado, não dá pra reclamar de erro na mão: é pensado, é calculado, enfim, é estilo.

Assim como Kill Bill, o filme é dividido em capítulos. Basicamente, temos dois arcos bem definidos, um que acompanha a jovem judia, camponesa e francesa (e gatíssima) Shosanna (Mélanie Laurent), que buscando sobreviver, acaba tendo a chance de vingança contra os nazistas.

bastardos inglórios melanie laurent shosanna dreyfus
O outro arco é o dos Bastardos, como é conhecido um grupo americano infiltrado na França ocupada, que tem o único objetivo de levar terror às tropas alemãs, matando e escalpelando o maior número de nazistas possível, grupo este, comandado pelo tenente Aldo Rayne (Brad Pitt). Esses dois arcos acabam se cruzando justamente na oportunidade de vingança da jovem Shosanna (que nesta altura, já mudou seu nome para Emanuelle).

bastardos inglórios brad pitt aldo rayne
Quem transita por estes dois arcos é o nazista Hans Landa (Christoph Waltz), coronel nazista especializado em caçar judeus. E é Landa quem rouba a cena no filme inteiro. Sempre que aparece na tela, ele é o cara. Esqueça Brad Pitt, que está em destaque no pôster por razões comerciais. Quem merecia no mínimo uma menção ao Oscar é Christoph Waltz.

bastardos inglórios christoph waltz hans landa
Em suma, Bastardos Inglórios é um excelente filme de Quentin Tarantino. Não é pra todo mundo (se você não gostou de Pulp Fiction e Kill Bill, por exemplo, é alta a probabilidade de não gostar desse também), mas com certeza, é um filmaço. É o melhor do diretor, como alguns apregoam? Na minha opinião, ainda perde pra Kill Bill. O que, convenhamos, está longe de ser um demérito.



Para saber mais: crítica do Omelete.

bastardos inglórios cartaz melanie shosanna

Enganando o cãozinho com giz

É tudo branco, não é?

cachorros,giz,osso,propaganda enganosa

Isso me lembra muito Autumn Story, uma animação feita com giz branco e um quadro negro.

As pessoas nascem líderes ou tornam-se? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/10/2009, sobre a origem da liderança como a condução de pessoas por um caminho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

As pessoas nascem líderes ou tornam-se?

caminhos trilha inca
"É provável", escreve um ouvinte, "que você já tenha respondido a esta pergunta umas 50 vezes. Líder nasce líder ou se torna líder? É que a minha empresa vai iniciar um curso de formação de lideranças e eu fui inscrito nele. Mas acho que não sou líder e não tenho vontade de ser."

Vamos lá. Primeiro, eu sugiro que você faça o curso e tente entender se de fato, você não tem mesmo qualquer cacoete de liderança. Se você tiver, o curso ajudará você a descobrir e a aperfeiçoar esta aptdidão.

Mas vamos começar voltando mil anos no tempo. A palavra moderna lider derivou da antiga palavra germânica ladan*, que significava condutor. Os primitivos líderes eram guias, que conduziam grupos de pessoas a pé, de um povoado para outro, através de trilhas sinuosas e perigosas.

E o que se esperava daqueles primeiros líderes, já naquela época, era definido de uma maneira exemplar. O líder é responsável por todos e por cada um. Com minhas desculpas aos ouvidos mais sensíveis pelo "porcada" da frase.

Isso quer dizer que o líder precisava não apenas conhecer o caminho, mas também, e principalmente, precisava conhecer as pessoas que caminhariam sob seu comando.

Cabia a ele orientar o grupo para que todos marchassem no ritmo correto, sem desperdiçar tempo. Mas, ao mesmo tempo em que o líder incentivava os mais vagarosos, ele também não podia forçar demais o passo, para não provocar um cansaço desnecessário em qualquer um dos andarilhos, porque se isso acontecesse, o grupo inteiro teria que parar.

O líder era, e continua sendo até hoje, aquele que conduz um grupo em direção a um objetivo, mas prestando atenção às necessidades individuais de cada um dos componentes do grupo.

Como se vê, liderar não é uma tarefa tão complicada quanto parece.

Mas, se o nosso ouvinte não quer ser um condutor de pessoas, também não há nenhum problema. Em alemão, a palavra para condutor é führer, o apelido que foi dado ao ditador Hitler. E em italiano, condutor é duce, o apelido que foi dado ao ditador Mussolini. Dois líderes que desgraçaram a palavra liderança.

Para consolo de nosso ouvinte, que parece satisfeito em ser um bom seguidor e não um condutor, a história mostra que nem todo mundo que é bom, é lider. E nem todo mundo que é lider, é bom.

Max Gehringer, para CBN.

/===================================================================================

* Nota: Eu transcrevi como entendi da fala, mas não acho que está correto. Provavelmente é algo como faran.

2009-10-12

Alien Vs. Predador

Um combate emocionante!

xadrez,aliens,predador

O negócio é o Predador matar a Rainha.

O que fazer para dobrar o salário? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/10/2009, sobre os aumentos de salário ao longo da carreira. Lembrando que esses dias houve outro comentário sobre como o funcionário pode demonstrar que merece um aumento de salário.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

O que fazer para dobrar o salário?

aumento de salário
"O que eu preciso fazer para daqui a 5 anos, ganhar o dobro do que eu ganho hoje?", indaga um ouvinte.

Eu esticaria a pergunta: "Quantas vezes na carreira, um profissional irá conseguir dobrar o seu salário?"

Há várias maneiras de alguém acompanhar a sua evolução salarial através dos anos: transformar o salário em dólares, por exemplo, ou corrigi-lo pela taxa de inflação. Mas a maneira mais prática é usar como base o salário mínimo. Partindo de um salário normal, para um início de carreira, o equivalente a dois salários mínimos, a resposta seria: meia dúzia de vezes.

Quem chegar a ganhar o equivalente a 60 salários mínimos por mês, ingressará num restrito clube de privilegiados. Só um, em cada dois mil profissionais, chegará lá. Já quem chegar a 30 salários mínimos, dobrará o salário 5 vezes na carreira. Um em cada mil profissionais atingirá esse patamar.

Como o mercado de trabalho ensina, a primeira dobrada de salário não é tão difícil. De cada dez trabalhadores que começam com 2 salários mínimos, sete irão algum dia, ganhar o dobro. Mas, a cada uma dessas viradas, a malha da peneira vai ficando mais fina. O nosso ouvinte corretamente relacionou a evolução salarial ao fator tempo. Nesse caso, a resposta depende do ponto em que ele se encontra.

A primeira dobrada pode ocorrer de uma só vez. Quem ganha mil reais, pode, numa tacada, pular para dois mil. Já saltar de 2 para 4 mil, é um pouco mais complicado, mas ainda possível. Pular de uma vez, de 8 para 16 mil, será tão difícil quanto cortar um mosquito voando com uma tesourada. E pular de 16 para 32 mil, seria como cortar um mosquito ao meio, mas com os olhos fechados.

Há uma série de providências que resultam em aumentos salariais. Estar atualizado, ter um ótimo marketing pessoal, e principalmente conseguir resultados consistentes de curto prazo.

Mas há algo a ser considerado: no século 21, um profissional terá, em média, 8 empregos numa carreira de 30 anos. E os pulos salariais acontecerão mais nas mudanças de emprego do que nas promoções internas. No século 21, será possível dobrar meia dúzia de vezes o salário, numa só empresa?

Possível, será. Mas serão bem maiores as chances do profissional nômade, com um sólido círculo de relacionamentos, com um radar para boas oportunidades, e com suficiente bom senso para decidir o momento certo de cada mudança.

Max Gehringer, para CBN.

2009-10-09

Dançando no enterro

Por que será que a dona lá da direita está assim?

enterro,funeral,dançando,funny

Possibilidades:

1 - Ela está possuída. Chamem o exorcista.

2 - O morto era o milionário marido dela.

3 - Ela na verdade está fazendo outro lipdub do Black Eyed Peas.

O que você acha?

O mercado para jovens e a busca pelo 'emprego perfeito' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/10/2009, sobre a busca do emprego perfeito.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

O mercado para jovens e a busca pelo 'emprego perfeito'

acerte na mosca
"Eu me formei no ano passado e estou completando 10 meses de buscas infrutíferas por um bom emprego", escreve um ouvinte. "Nessa maratona, ouvi algumas propostas, mas todas elas ficaram aquém daquilo que eu almejo. Estou sendo otimista demais?"

Não sei se demais, mas está sendo bastante otimista.

Existem duas maneiras de analisarmos estatísticas de emprego. A primeira é a do percentual de desempregados, que mostra o lado negativo do mercado de trabalho. Ela revela que 15% dos jovens que estão procurando emprego, não encontram.

A segunda maneira é ver o mesmo índice, só que pelo lado positivo. De cada 20 jovens que procuram emprego, 17 encontram. Mas quantos desses 17 encontram exatamente o emprego que têm em mente? Uma vaga na área de formação, numa ótima empresa que oferece um bom salário, bom ambiente de trabalho e oportunidades de carreira.

Talvez, se tanto, 2. Os outros 15 decidem aceitar um emprego, que mesmo não sendo ideal, permitirá que o jovem se candidate, mais adiante, a outro emprego, mais adequado a sua formação e a suas ambições.

O nosso ouvinte almeja acertar logo na primeira tentativa. Ele está em busca do emprego perfeito. Como empregos assim não aparecem todos os dias, no dia que aparece um, a fila de candidatos qualificados começa na portaria da empresa e termina no município vizinho.

Nosso ouvinte tem duas opções: reduzir as expectativas ou continuar na busca do emprego perfeito. A segunda opção, muito provavelmente, fará com que ele permaneça desempregado, enquanto outros jovens irão se inserir no mercado de trabalho e ganhar uma importante experiência.

Mas eu entendo o que nosso ouvinte está buscando. Eu também sonhei, um dia, em conseguir o emprego perfeito. Eu imaginava que a entrevista seria mais ou menos assim:

Eu diria: - Estou aqui para a vaga de auxiliar do sub-chefe.

E o entrevistador responderia: - Mas o que é isso, temos uma vaga muito melhor, de gerente!

- Gerente? Mas eu não tenho estudo.

- Estudo, pra que estudo? O que importa é a experiência.

- Mas eu também não tenho experiência.

- Mas terá, você aprenderá tudo rapidinho. Qual é a sua pretensão salarial?

- Sei lá, tipo assim, uns 700 reais?

- Que é isso, meu jovem! Pense grande, vamos começar com 8 mil reais.

- Uau! E quais serão as minhas obrigações?

- Aqui ninguém é obrigado a nada. Você faz o que acha que deve fazer.

- Mas e seu eu não for bem? Porque sinceramente, eu não entendo nada de nada.

- Bom, aí você será rapidamente promovido a diretor.


Max Gehringer, para CBN.

2009-10-08

Companheiros de bebida

Ou cãopanheiros de bebida (eu sei, essas piadas de cachorros são ruins, só servem para cãofundir). Será que deram cãonhaque pra eles?

cachorros,bebidas

Vendo esses dois, só me vem uma frase a mente: Te considero pra caralho!

Hahaha.

E apesar das piadas infames, não estou bêbado ainda. A prova é que eu passaria neste brilhante teste de embriaguez:



Agradeçam o vídeo legendado lá no MyNameIs.com.br

Homer Simpson pride!

Photobucket

Não deixe o comprador repensar e saiba o momento de ficar calado - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/10/2009, com uma excelente dica para qualquer vendedor, no momento de fechar o negócio. Aplicável também a qualquer um que esteja tentando convencer outra pessoa, como a maioria das técnicas de venda.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Não deixe o comprador repensar e saiba o momento de ficar calado

vendedor de carros
Consulta de um consultor: "Estou começando a minha carreira de consultor de soluções, nome que agora se dá ao vendedor especializado. No meu caso, são sistemas de informática para empresas de pequeno porte.

Estou encontrando apenas uma dificuldade. Eu apresento o sistema ao dono da empresa, falo das vantagens, mostro que o preço é conveniente, e assim por diante. Quando estou sentindo que o negócio está praticamente fechado, porque o dono da empresa já está com a caneta na mão para assinar o contrato, de repente ele diz que vai pensar mais um pouco e depois me dará uma resposta definitiva. Estou fazendo algo errado?"


Vamos lá. Eu acredito que a resposta valha para o seu caso, e para o caso de qualquer profissional que esteja vendendo, negociando ou mesmo convencendo um colega da mesma empresa, a aceitar uma sugestão.

O exemplo mais fácil de entender é o do vendedor de carros, que a gente poderia chamar de consultor de soluções automobilísticas. Quem já comprou um carro em uma concessionária, viu a técnica funcionando: o vendedor responde a todas as perguntas, mostra as vantagens do carro, que é sempre chamado de o melhor em sua categoria, explica cada acessório, e de repente pergunta: "Vamos fechar?" Se o cliente continua reticente, o vendedor adiciona mais algumas vantagens, como garantia extendida ou um desconto especial.

Porém, no momento em que o cliente diz que vai comprar, o vendedor não diz mais nada. Rapidamente, ele convida o cliente a preencher a papelada e o deixa em companhia de uma simpática funcionária administrativa.

Por que? Porque todos nós somos desconfiados por natureza. Se a gente compra alguma coisa, e o vendedor continua insistindo em afirmar que estamos fazendo um grande negócio, nós começamos a desconfiar que talvez o negócio não seja tão bom assim.

No caso do dono de uma empresa de pequeno porte, é a mesma coisa. Se ele já está com a caneta na mão, nosso ouvinte consultor de soluções deve ficar mudo como uma porta, sem se mostrar ansioso. Essa ansiedade normalmente se manifesta através de palavras desnecessárias, que fazem o comprador repensar o que já tinha pensado.

Esse é o momento do consultor de soluções usar a solução elementar, do vendedor de carros: saber qual é o momento exato de parar de falar.

Max Gehringer, para CBN.

2009-10-07

Made in China

Pois é, nesses tempos modernos, de alta competitividade empresarial, o outsourcing e a terceirização atingem boa parte das indústrias. Muitas vezes sai mais barato mandar fazer as coisas na China do que em países de primeiro mundo, como os EUA:

made in china,liberdade,estados unidos

Até a liberdade americana é um típico produto made in china.

Agora você já sabe porque alguns discursos americanos sobre liberdade são tão xing-lings.

Um contestador em uma empresa que abomina a contestação - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/10/2009, sobre um funcionário contestador numa empresa rígida.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Um contestador em uma empresa que abomina a contestação

a curiosidade matou o gato
Consulta de um ouvinte curioso. "Em minha empresa", ele conta, "existe uma cultura de concordar com tudo. Os poucos, como é o meu caso, que ousam levantar alguma dúvida ou propor uma solução que nunca foi tentada, são censurados por serem do contra. O nosso diretor até vive repetindo que a curiosidade matou o gato. Acontece que a minha empresa é muito, muito lucrativa. Isso não é um contrasenso?"

Bom, se você gosta de história, sabe que a humanidade sempre esteve repleta de grandes certezas, que acabaram sendo desmentidas por acontecimentos posteriores ou pelas descobertas da ciência.

Durante milênios, todo mundo, incluindo o Papa, tinha certeza de que o Sol girava em torno da Terra. E os que duvidavam, eram lançados numa fogueira. Não eram só os gatos que morriam pela curiosidade. Eram os próprios humanos que ousavam revelar um ponto de vista oposto à crença estabelecida.

Também durante milênios, os médicos acreditaram que drenar litros de sangue de um corpo anêmico, era uma boa maneira de curar um doente.

Sempre foi reconfortante e continua sendo, ouvir pessoas que pensam da mesma maneira que nós pensamos. Mas o aprendizado consiste em ouvir as opiniões das pessoas que pensam diferente de nós. São elas que vão fornecer argumentos para que possamos comparar, discutir e repensar as nossas certezas. Mas pessoas assim, sempre constituíram uma minoria não muito apreciada, porque desafiar a comodidade geral sempre causa reações não muito simpáticas.

Dito isso, o que acontecerá com a empresa de nosso ouvinte? Ela poderá, algum dia, próximo ou distante, ser superada por um concorrente. Ou poderá vir a se tornar obsoleta e desaparecer. Ou poderá sobreviver ainda por muitas décadas, acreditando em suas próprias verdades.

Existem empresas no Brasil, e não são poucas, que adotam procedimentos considerados antiquados e nem por isso, dão prejuízo. Mas uma coisa é inegável: uma cultura interna arraigada sempre irá prevalecer sobre a opinião individual de um funcionário.

Nosso ouvinte pretende ser contestador numa empresa que abomina a contestação. Como num casamento que não resiste a opiniões divergentes, nenhum dos dois está totalmente certo ou totalmente errado. Apenas um não nasceu para o outro.

Max Gehringer, para CBN.