2008-07-11

O salário em um novo emprego - ou empresas pensam com a maquininha de calcular, e não com o coração- by Max Gehringer

Enquanto a vontade e a inspiração pra escrever outra coisa não vem, aqui vai mais uma transcrição dos comentários do Max Gehringer, para a rádio CBN, de 11/07/2008.

Se quiser ouvir o áudio original, clique neste link para o site da CBN.

O salário em um novo emprego

"Estou com uma dúvida", diz um ouvinte bastante preocupado. "Trabalhei em uma empresa durante 14 anos. Comecei em 1994 e fui demitido faz 4 meses, devido a um programa de redução de custos. Durante esses 14 anos, nunca procurei emprego porque nunca tive intenção de deixar a empresa. Mas sempre acreditei que meu salário estava abaixo do mercado e que eu não teria problemas em encontrar outro emprego. Porém, as propostas que tenho recebido são muito baixas, coisa assim de 60% do que eu ganhava. Será que as empresas estão se aproveitando do fato de eu estar desempregado?"

A resposta é não.

O que aconteceu com nosso ouvinte pode ajudar a abrir os olhos de muitas pessoas que trabalham há muito tempo na mesma empresa e na mesma função. Vamos fazer uma continha rápida, para demonstrar o que de fato aconteceu.

Vamos supor que nosso ouvinte foi admitido em 1994 ganhando 1000 reais por mês. E vamos dizer que nesses 14 anos ele não recebeu um só aumento por mérito, só recebeu aumentos mínimos de 4% a cada ano, apenas para acompanhar a inflação. Acontece que esses 4% anuais, acumulados durante 14 anos, fizeram o salário do nosso ouvinte saltar para 1732 reais em 2008, ou seja, 73% a mais do que ele ganhava em 1994.

Porém, um cargo que valia 1000 reais em 1994, vale hoje 1200 reais, apenas 20% a mais. Isso aconteceu devido à famosa lei de mercado. Quando a oferta é maior que a procura, o valor não sobe. E a oferta de bons candidatos subiu muito mais do que o número de vagas, nos últimos 15 anos.

Logo, as ofertas que nosso ouvinte está recebendo estão dentro do mercado. Por uma questão matemática, os pequenos aumentos que ele foi acumulando colocaram nosso ouvinte fora dessa faixa. E é bem provável que esse tenha sido o motivo da demissão dele.

Não estou dizendo que isso é certo, ou é justo ou seja o que for. É que empresas pensam com a maquininha de calcular, e não com o coração.

Max Gehringer, para CBN.

2008-07-10

Como enviar o currículo para uma empresa - by Max Gehringer

Mais uma transcrição dos comentários do Max Gehringer, para a rádio CBN, do dia 10/07/2008. Áudio original no site da CBN.

A dúvida deste comentário se parece muito com outro, do ano passado, que está neste outro post: A matemática do Networking.

Como enviar o currículo para uma empresa?

Diz um ouvinte, de 26 anos, que se cadastrou em 3 sites de empregos. Passados 4 meses, ele não recebeu um contato sequer. Agora, o nosso ouvinte conseguiu os e-mails de 120 empresas, e quer mandar seu currículo diretamente para elas. Ele faz duas perguntas. Primeira: cadastro em site de emprego funciona? E segunda: como se deve mandar um currículo para uma empresa?

Vamos lá. Primeira, não conheço qualquer estatística confiável sobre vagas conseguidas através de sites de empregos. Todas as mensagens que recebi até hoje, e não foram poucas, vieram de pessoas que disseram exatamente o que você disse, que não receberam qualquer resposta. Não estou afirmando que esses sites não funcionam, mas apenas que não existem dados concretos que permitam avaliar a eficiência deles.

E a segunda pergunta: se você, ou qualquer pessoa, mandar para uma empresa uma mensagem do tipo: "olá, anexo meu currículo para sua análise", a mensagem será imediatamente deletada. Como é possível melhorar um pouco essas chances? Fazendo duas coisas: a primeira é escrever no e-mail uma mensagem que chame a atenção. Um parágrafo, curto e bem pessoal explicando porque você quer trabalhar naquela empresa, e apenas nela e em nenhuma outra. E a segunda é adaptar o currículo a cada empresa. Em outras palavras, você enviará 120 currículos diferentes para 120 empresas diferentes. Como isso vai dar uma 'trabalheira federal', eu sugiro que você selecione só 20 empresas. Entre no site delas. Leia com cuidado a missão, a visão e os valores dela. E ressalte em seu currículo os cursos que você fez e as experiências que você teve, e que tenham a ver com o que aquela empresa faz e acredita. Se você não obtiver nenhuma resposta, selecione mais 20, e assim por diante.

Em resumo, as chances aumentarão se você se preocupar com a qualidade de cada currículo e não com a quantidade deles.

Max Gehringer, para CBN.


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E se você não tem noção de como fazer o seu currículo, neste outro post tem Dicas de como fazer um bom currículo.

Ilusão - círculos regulares ou não?

Essa ilusão de ótica eu achei muito boa:


Não se parecem, na verdade, com duas pulseiras deixadas jogadas de qualquer jeito?

Pois é, na verdade são dois círculos regulares. Mesmo tampando partes da imagem, eu não consegui distinguir que são dois círculos.

(Fonte da imagem: Mighty Optical Illusions, via 100nexos.)

Pra tirar a prova, eu abri no Paint a imagem, e desenhei por cima, dois círculos. Só assim pra ver.

Coloquei aqui a imagem, pra você comprovar sem ter esse trabalho.

Mas isso estraga um pouco a diversão, então a imagem vai mais embaixo, veja se quiser.











Olha como são dois círculos mesmo:

2008-07-09

Dona Rosinha

Ontem, terça a noite, fiquei até um pouco mais tarde acordado, vendo o Profissão Repórter, da Rede Globo, um dos (poucos) programas jornalísticos que valem a pena ser vistos. Nele, vários jovens repórteres, sob a batuta do Caco Barcellos, se dividem em várias frentes, tendo um tema em comum.

No programa da última terça o tema foi Sexo, mais especificamente a indústria que gira em torno do sexo. Além de mostrar os bastidores de um filme pornô, a história de uma família que cuida de um cinema pornô e a situação de prostitutas de beira de estrada, aqui de Santa Catarina, o programa contou uma história emocionante.

Dona Rosinha, aos 73 anos, cabelos brancos, marcas do tempo visíveis tanto no rosto quanto na fala e na alma, ainda tenta ganhar a vida no centro de São Paulo, fazendo programas. Veja o vídeo abaixo, que mostra a segunda parte do programa, e me diga se você não sentiu o estômago levando um murro:



Além do vídeo, olhe o que a Gabriela Lian, a repórter responsável por essa "frente" do programa, ao lado do Felipe Gutierrez, diz no site:

Jeito de vó, doçura de vó, muito parecida com muitas vovós que eu conheço. Poderia ser a minha, inclusive. Algumas semanas de gravações, algumas tardes com ela e ainda não acredito que Dona Rosinha faça programa. Mas ela faz. Como pode? Essa senhorinha fofa tinha que ter uma velhice mais digna. Não tem.

Ela mora num barraco úmido, que fica sobre um córrego, no meio de uma favela da Zona Norte de São Paulo. Nossa presença a envergonhou perante os vizinhos e ela pediu que eu guardasse a câmera dentro da mochila. Sua situação também a envergonhou. A todo momento, ela pedia desculpas por não ter limpado a casa pra nos receber. Acho que o Felipe também estava com vergonha. Percebi que ele queria perguntar algumas coisas, mas não sabia como - muito mais fácil entrevistar um pedreiro, por exemplo, e pedir para ele nos dizer como faz para levantar aquele prédio, não?

É delicado entrar assim na vida de alguém cuja intimidade é algo tão público e tão velado ao mesmo tempo. As pessoas não sabem de sua profissão. Não sabiam… Agora, quem passa na Praça da Sé vai olhar de uma outra forma para aquela doce velhinha encostada na banca de jornal. Acredito que ela será mais ajudada do que apedrejada e é por isso que insistimos na gravação. Afinal de contas, minha indignação quando ouvi de Dona Rosinha que ela ainda não se aposentou porque não tem R$ 15,00 para regularizar seu CPF não pode ser só minha.


Como muitas pessoas deixaram comentários e enviaram mensagens, oferecendo ajuda a Dona Rosinha, no site do programa eles colocaram o contato da Pastoral da Mulher Marginalizada, uma instituição que ajuda mulheres em situação semelhante a de Dona Rosinha.

Agradecimentos a B., que também postou esse vídeo no seu post: Dona Rosinha, 73, prostituta desde os 17, o que me avisou que o vídeo da reportagem já estava disponível (é, ele não vai ao ar logo depois do programa na TV terminar).

UPDATE: O destino da Dona Rosinha neste post.

O trabalho como uma maneira de conseguir recursos para aproveitar ao máximo a vida fora da empresa - by Max Gehringer

Trascrição do comentário do Max Gehringer, para a rádio CBN, do dia 09/07/2008. Áudio disponível no site da CBN.

Aliás, alguém sabe se ontem teve comentário do Max? Eu assino os feeds dos comentaristas, e nele não veio ontem o comentário do Max Gehringer. No site da CBN também não tem o áudio de ontem. Se alguém ouviu direto na CBN, de manhãzinha, deixe um comentário aí, sobre o que foi falado.

Pessoas felizes enxergam o trabalho como uma maneira de conseguir recursos para aproveitar ao máximo a vida fora da empresa

"Tenho 41 anos", diz uma ouvinte, "e estou vivendo uma fase de questionamentos. Já trabalho há 20 anos e não vejo grandes perspectivas para os próximos 20. Tenho consciência de que, se eu mudar de emprego, vou trocar seis por meia dúzia. A vida profissional é isso mesmo?"

Bom, é bem provável que a passagem dos 40 anos tenha feito a nossa ouvinte começar a pensar em coisas que ela nunca havia pensado antes. Aniversários redondos, dos 40 em diante, costumam produzir essa reflexão filosófica.

O que aconteceu é que o mundo corporativo mudou, principalmente no quesito "ambição". No século XX, o emprego foi visto apenas como meio para sustentar decentemente a família. A ambição não estava no sucesso profissional, mas nos filhos bem criados. E 8 anos de estudo eram mais que suficientes para ir tocando o barco. Essa situação começou a mudar na década de 1980, e vem se acelerando desde então. Rapidamente, a individualidade substituiu a coletividade. As próprias empresas criaram programas do tipo "você faz a diferença", para mostrar que cada colaborador era único. A competição aumentou e mudar de emprego se tornou rotina.

Hoje, um jovem de 20 anos, provavelmente, iria morrer de rir se alguém lhe dissesse que o importante é conseguir uma boa colocação e ficar na mesma empresa até a aposentadoria. Mas foi exatamente isto que seus pais ouviram quando eram crianças, e não estranharam. A geração que hoje está entre os 40 e 50 anos, foi apanhada no meio de uma revolução profissional, em que a falta de ambição foi substituída pelo excesso de ambição. O resultado é que nossa ouvinte começou a se questionar aos 40 anos, enquanto muitos jovens já começam a se questionar aos 25 anos.

As pessoas mais felizes que eu conheço são aquelas que não enxergam o trabalho como a razão de ser, de suas vidas. Mas como uma maneira de conseguir recursos para aproveitar ao máximo a vida fora da empresa. Exatamente como nossos avós faziam.

Max Gehringer, para CBN.

2008-07-08

Espelho Humano - Eu quero é ver o caos!

Bem, nem tanto assim...

Há algum tempo rolou em vários sites/blogs, um vídeo em que um bando de pessoas, de repente, ficam paralisados ao mesmo tempo, na maior estação de trem do mundo, em New York. Claro que se tratava de uma brincadeira, mas os simples transeuntes ficaram bem surpresos. Se você não viu, veja abaixo, é um barato:



Bem, este "evento", na verdade mais uma intervenção artística, se podemos chamar assim, é cortesia do grupo Improv Everywhere. Na verdade não é um grupo formalmente constituído, já que a ligação entre os indivíduos é apenas a vontade de fazer algo interessante/diferente.

Nas palavras que constam no próprio site: Improv Everywhere causa cenas de caos e diversão em lugares públicos. Criado em Agosto de 2001 por Charlie Todd, Improv Everywhere já executou mais de 70 missões envolvendo milhares de agentes disfarçados. O grupo é baseado em New York.

Se quiser mais informações sobre a "paralisação na estação de trem", neste post do Improv Everywhere - Frozen Grand Central, tem mais informações, uma espécie de making-of do evento.

A última do grupo foi a "missão" Human Mirror, ou Espelho Humano. Dessa vez, através da Internet, reuniu-se alguns gêmeos idênticos, com o objetivo de fazer um verdadeiro espelho humano dentro do metrô. Olhem o vídeo de como ficou:


Human Mirror from ImprovEverywhere on Vimeo.

Vou dar uma resumida da explicação/making-of abaixo, mas se você entende inglês, pode ver tudo neste post: Human Mirror at Improv Everywhere, inclusive a descrição de algumas reações bem engraçadas:

A mailing list do grupo cresceu tanto que eles começaram a pensar em diferentes idéias. Desta vez, eles mandaram um pedido pra ver quantos gêmeos idênticos eles poderiam encontrar. Em um dia, mais de 50 pares responderam. A maioria dos gêmeos não pode participar do dia e hora marcados para a missão, mas 8 apareceram. Destes, quase nenhum já havia participado de uma missão antes.

(Primeiro grupo de gêmeos)

De fato, depois de algumas semanas esta missão foi realizada novamente. A primeira vez foi um sucesso total, mas a filmagem não ficou tão boa como poderia ter ficado. Isto porque é muito difícil capturar as reações da audiência em uma missão como esta, em um metrô, mantendo as câmeras escondidas. Depois de investir em microfones wireless e em uma nova câmera, foi feita uma segunda missão.

(O segundo grupo de gêmeos)

Apenas dois pares de gêmeos, do grupo original, pôde participar da segunda missão. Entretanto, 8 novos pares, que não puderam participar da primeira missão, participaram desta.


A missão passada para os participantes foi a seguinte: os gêmeos se sentariam cada um, em um lado do vagão, um em frente ao outro. Uma vez em seus lugares, o trabalho deles seria imitar o outro o mais perfeitamente possível. Se um deles coçasse a cabeça, o outro também o deveria fazer. Se alguém perguntasse a um deles o que estava acontecendo, eles deveriam dizer que não havia nada de incomum, e também dizer que não viam o seu gêmeo.






Notícia do espelho humano via Damn Cool Pics: Human Mirror.

2008-07-07

Kung fu panda

Domingo fui ver a nova animação da Dreamworks, o Kung Fu Panda.

A sessão estava abarrotada de crianças, pirralhos mesmo, sorte que a sala de cinema do Shopping Iguatemi é grande, e como as poltronas são numeradas, eu escolhi um lugar um pouco afastado da pirralhada.

Bem, falando um pouco do filme: não é um clássico como Wall-E, que eu assisti na semana anterior, mas sem dúvida é muito divertido.

O filme conta a história de Po, um urso Panda bonachudo e trapalhão, que adora kung-fu, e é fã dos Cinco Guerreiros, Tigresa, Louva-Deus, Garça, Macaco e Víbora. De alguma maneira, ele acaba sendo "o escolhido", que vai enfrentar e derrotar Tai Lung, um ex-discípulo do mestre, que acaba se tornando mau (ó clichê dos clichês).


OK, a história não importa muito, o que importa são as piadas (muito boas, e se você for criança ou tiver um espírito infantil, deve dar muito mais risada, como comprova a pirralhada que eu ouvi do outro lado do cinema), e a animação das cenas de luta, com os animais discípulos do mestre Sifu, cada um referente a um estilo de kung fu.

Aliás, a coreografia de cada animal ficou muito boa, refletindo o estilo do kung fu real, especialmente do Macaco, da Garça e da Víbora, na minha opinião as melhores.

O único senão do filme são as cópias dubladas. Nada contra quem gosta, mas eu prefiro o original. E neste caso, como em Wall-E, simplesmente NÃO TEM cópias legendadas. Como em Wall-E os diálogos não são muitos, até passa. Mas neste Kung Fu Panda, faz uma boa diferença.

O jeito é esperar e baixar o DVDRip em torrent, pra finalmente poder ver e ouvir a atuação das vozes originais, entre eles:

Jack Black como Po, o Kung Fu Panda:

Angelina Jolie, como Tigresa:

Jackie Chan, como Macaco:

Lucy Liu, como Víbora:

Dustin Hoffman, como mestre Sifu:

E os menos conhecidos, Seth Rogen como Louva-Deus, e David Cross, como Garça:

Hancock

Sábado fui assistir Hancock, no Shopping Beiramar. Fazia mais de um ano que eu não ia no cine do Beiramar, afinal, as salas de lá são bem inferiores se comparadas as novas salas que abriram aqui em Floripa. Mas, como estava lá perto, e o horário dava certinho, fui lá mesmo.


Tenho que admitir que fiquei um pouco decepcionado com o filme. Não que ele seja ruim, mas é que pelo trailer, eu tinha uma outra idéia do que seria.

Will Smith é John Hancock (ou maliciosamente chamado por alguns de Hardcock, huhuhu), um cara com super poderes, mas que desconhece seu passado. Talvez por causa da bebida, talvez por ser meio idiota mesmo, Hancock ao tentar ajudar as pessoas, e fazer o seu "papel de herói", acaba sempre metendo os pés pelas mãos.


Até que ele salva um cara, relações públicas, que vai acabar mudando a vida do pobre herói.

O filme acaba focando bastante no drama pessoal do herói, seu passado desconhecido, sua solidão, seu lugar no mundo, seu destino como herói, que o perseguirá enquanto ele não o cumprir. Enfim, um pouco de drama, já conhecido de histórias de super heróis.

A parte cômica, do anti-herói, que foi magistralmente mostrado nos trailers, era só aquilo mesmo. Os trailers entregam as melhores piadas do filme, talvez a única coisa que sobre no filme é a parte que usa um certo site de vídeos...

Enfim, eu achei o filme meio perdido. Tem drama, faz piadas (geniais, mas que infelizmente aparecem quase todas nos trailers) e tem cenas de ação. Mas não se foca em nenhum tema mais profundamente. Resumindo, achei o filme legal pra uma sessão da tarde, mas que com certeza não vai figurar na minha coleção de clássicos.


Bem, pelo menos tem a Charlize Theron, que é muito gata, mesmo escapando de uns banhos.

Como responder a um email indesejado

Eu já postei tirinhas do Pearl Before Swine antes, mas tenho que postar mais essa, com uma boa "dica" para você responder àquele e-mail que você tem obrigação de responder, mas não quer.


Pra quem não entende nada de engrish:

- Ei, Rato, você é o único entre meus amigos que não respondeu ao meu e-mail sobre me ajudar na mudança.
- Oh, eu respondi. E disse sim... Você provavelmente apagou ele.

- Por que eu apagaria o seu e-mail?
- Provavelmente porque coloquei o título como "Remédios com descontos".

- Eu não sou muito bom em colocar assuntos.

2008-07-06

Péssima professora processa aluno

Ouvi essa notícia nos comentários da CBN de sexta, do Gilberto Dimenstein. Áudio original no site da CBN.

O absurdo foi o seguinte: num protesto, o estudante Marcell Moraes, de 29 anos, da Facet (Faculdade de Artes, Ciências e Tecnologias), particular de Salvador/Bahia, criticou a professora dizendo: "Professora, venha dizer por que fui suspenso. Você é uma péssima coordenadora".

A professora, Ceres Guedes, não gostou e processou o aluno por injúria, ou seja, ferir a honra da pobre professorinha. E ela ganhou a ação, e o aluno teve que pagar mais de 12 mil pra não ir ver o sol nascer quadrado. Então, graças a juíza Auristela Dias Ribeiro, que deu a sentença do processo, lembre-se: se me chamarem de péssimo blogueiro/estudante/analista/whatever, eu meto o processo! Huhuhu.

Não posso nem chamar a juíza de péssima juíza, senão ela pode me processar...

Mais detalhes aqui.

Pular a hierarquia é um dos pecados imperdoáveis em uma empresa - by Max Gehringer

Mais uma transcrição dos comentários do Max Gehringer, de sexta-feira, 04/07/2008. Saindo um pouco atrasado, mas antes tarde do que nunca.

Se você quiser ouvir o áudio original, está disponível no site da CBN.

Pular a hierarquia é um dos pecados imperdoáveis em uma empresa

Consulta de um ouvinte com muitas idéias. Ele diz: "Vejo muita coisa errada aqui na empresa, tanto em processos quanto em pessoas. No caso dos processos, eles estão desatualizados. No caso das pessoas, existem algumas sem qualquer competência técnica para desempenhar suas funções. Como vim de uma empresa de grande porte, eu enxergo essa situação com mais clareza que os gestores que estão aqui há muito tempo, fazendo sempre as mesmas coisas, do mesmo jeito. Já conversei algumas vezes com meu gerente numa boa, mas ele me dá a impressão de não entender o que eu estou propondo. Por isso, estou pensando em falar diretamente com o diretor para expôr minhas idéias."

Bom, vamos começar definindo o que são "coisas erradas". Em sua mensagem, bastante longa e detalhada, você não descreve qualquer situação em que a empresa esteja infringindo leis, ou sonegando impostos, ou praticando qualquer ato imoral. O que você está chamando de "coisas erradas" é a sua percepção pessoal de que certos procedimentos deveriam ser diferentes do que são. Quanto ao desempenho de alguns colegas, você deixou claro que eles estão fazendo o que a empresa espera deles, embora você ache que a empresa deveria contratar gente melhor e exigir mais.

Ao pular a hierarquia e falar diretamente com o diretor, você estaria cometendo um desses pecados imperdoáveis em empresas: o de desrespeitar a autoridade de seu chefe direto. Se isso acontecer, as chances de a empresa mudar serão mínimas, mas as chances de você mudar de empresa serão enormes.

Empresas são como organismos vivos, que expelem corpos estranhos. Nesse caso, claramente, o corpo estranho é você, mesmo que sua avaliação da situação possa estar correta. Minha sugestão: não fale com o diretor antes de ter outro emprego engatilhado. Você tem um pequeno problema, e não deve correr o risco de trocá-lo por um grande problema.

Max Gehringer, para CBN.

Frango ou carne?

Eu sei que você, caro leitor(a), deve ser uma pessoa saudável, que come apenas comidas naturais e orgânicas, mas as vezes, é bom dar uma escapadinha da dieta, e comer um grande e gorduroso hamburger, fast-food, acompanhado daquelas gordurosas e crocantes batatas fritas e refrigerantes.


Mesmo assim, se sentindo um pouco culpado(a), você pensa: comerei um hamburger de frango ou de carne? Será que o frango, por ser uma carne branca, não é mais saudável?

Até hoje eu diria que sim, que o mais saudável, ou melhor dizendo, o menos prejudicial, seria o frango. E eu estaria errado, pelo visto.

Acabei de ver a tabela nutricional do Big Bob's, o sanduíche do Bob's equivalente ao Big Mac, do concorrente de arcos dourados. E olhe que interessante, a versão com frango é mais calórica, além de ter mais sal também.


Então, o negócio é comer carne! =P

2008-07-05

Homer Simpson - Fotos de brinquedo

Alguns fãs do grande Homer Simpson gastaram algum tempo e pestana, bem como cliques fotográficos, para fazerem divertidas fotos do boneco do Homer em diversos cenários e situações.

Eis algumas delas:

(É, eu sei, são tantas as emoções que me fazem chorar também.)

(Fazendo uma pose bonita para a foto.)

(Navegando na Internet... Homer também usa o Google Images!)

(Comida de cachorro, comida de gato, não importa, o Homer está em todas.)

(Iuhuuu, pizza!)

(Homer se secando no varal. Deve doer a mão.)

(Oh my God! Ou Homer é Deus!!!)

(Homer pequeno, doces gigantes, um sonho...)

(Homer vendo Homer.)

(Whuuuuu!)

(Onde está a minha cervejaaaa?)

Fonte e mais fotos: Funtasticus - Homer Simpson Photoshoot.

2008-07-04

Cinco fatores avaliados na entrevista de emprego - by Max Gehringer

Mais uma transcrição dos comentários do Max Gehringer, sobre um tema recorrente e muito popular, as entrevistas de emprego.

Este comentário é do dia 03/07/2008, e o áudio, pra quem quiser ouvir, está disponível no site da CBN.

Cinco fatores avaliados na entrevista de emprego

Pelo menos 3 ouvintes por dia, escrevem para saber quais são as respostas corretas para aquelas perguntas que os entrevistadores sempre fazem. Por exemplo, "por que você acha que é o melhor candidato para essa vaga?", ou "por que você foi demitido do seu último emprego?".

Talvez muita gente se surpreenda, mas o bom entrevistador está menos interessado na resposta em si, e mais na maneira como o candidato formula cada uma das respostas. Ao final da entrevista, o candidato será avaliado por 5 fatores:

Primeiro fator: comunicação. É a capacidade de montar frases inteligíveis, fornecendo o maior número de informações no menor tempo possível. A comunicação é negativamente afetada pelos cacoetes verbais, como "hã", "tá" e "veja bem". E também pela postura do candidato. Ficar olhando para as paredes ou se remexer na cadeira como se estivesse sentado num formigueiro, são pecados mortais.

O segundo fator: comprometimento. Nas respostas, o candidato deve sempre mostrar que quer trabalhar naquela empresa, e não em qualquer empresa que apareça. Para isso, deve saber um pouco da história da empresa, além de números e fatos atuais. Uma simples busca na Internet permite juntar meia dúzia desses detalhes importantes.

O terceiro fator: energia. O candidato deve deixar claro que, para ele, não tem tempo ruim. Que aprecia desafios e que gosta de superar objetivos.

O quarto fator: flexibilidade. O candidato precisa demonstrar que sabe se adaptar a qualquer situação, a qualquer chefe, a qualquer ambiente de trabalho e que muda amanhã mesmo para o Cazaquistão, se for necessário.

E o quinto fator: enfoque positivo. Isso significa nunca falar mal da ex-empresa, do ex-chefe e dos ex-colegas. Tudo o que passou foi bom, e o que não foi tão bom, serviu como aprendizado.

Na famosa pergunta, "qual é o seu maior defeito?", uma vez um candidato me respondeu: "é ainda não estar trabalhando nesta empresa". Comunicação, comprometimento e enfoque positivo, além de criatividade, em apenas sete palavras.

Max Gehringer, para CBN.


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Outros comentários do Mr. Max, relativos a entrevista de emprego:

Quem mandou perguntar?

Em uma entrevista, alguns sinais não-verbais são mais fortes do que as palavras

O importante em uma entrevista é manter o autocontrole para responder qualquer tipo de pergunta

Como saber seu desempenho em uma entrevista de trabalho

Entrevista de Emprego é uma simples avaliação

2008-07-03

Coelhos disfarçados

Interessante como coelhos podem ter a aparência muito parecida com a de gatos e cachorros. Até parecem coelhos ninjas, disfarçados, huhuhu.







Fonte, e mais imagens: Mundo Gump - Coelhos miméticos.