2012-04-24

'Como faço para deixar de contribuir com listas para presentes?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/04/2012, sobre como parar de participar de listinhas de presente no trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Como faço para deixar de contribuir com listas para presentes?'

lista presentes

Um ouvinte se queixa: "Trabalho em um setor no qual pelo menos uma vez por mês é passada uma 'listinha' para que cada funcionário contribua com algum valor. São listas para presentes de aniversário, de casamento, ou porque uma funcionária ganhou nenê, e houve até mesmo uma para ajudar a pagar a operação da mãe de uma colega.

Estou nesta empresa faz apenas quatro meses e comecei a contribuir para não ficar mal visto, mas o fato é que essas contribuições pesam demais em meu bolso. O pior é que nosso chefe vê essa prática como uma forma de integração e fica repetindo que somos uma grande família. Eu gostaria de sair desse círculo vicioso, mas não sei como fazer isso."


Bom, primeiro eu lhe diria que mesmo que esses presentes e ajudas não estivessem pesando em seu orçamento, isso não é integração; é imposição. Eu acredito que existam mais colegas pensando como você, mas eles também preferem contribuir para evitar uma situação desagradável.

Um dia, porém, alguém terá que dizer: "Gente, sinto muito, mas estou com meu orçamento estourado e vou parar de contribuir por enquanto". E esse alguém pode muito bem ser você. Somente após expressar a sua opinião é que você saberá quais serão as consequências. Pode ser que você encontre aliados. Ou pode ser que seja isolado. Ou pode até ser que o pessoal resolva fazer uma lista em seu benefício.

De qualquer forma, já que a prática tem o aval e a participação do chefe, você sozinho não irá conseguir acabar com a festa. Eu lhe sugiro que você não se coloque contra as doações, mas que apenas peça um tempo. Dependendo do que acontecer, você decide se quer continuar fazendo parte dessa grande família ou se muda para uma empresa na qual você seja o único dono do seu salário.

Max Gehringer, para CBN.

2012-04-23

As religiões e crenças do futuro. O que iremos cultuar em seguida? [Propaganda]

Um pouco sensacionalista, mas interessante, o mote das propagandas da conferência Login, uma conferência nos países bálticos que discute as tendências e avanços da Internet e tecnologia em geral, tanto no âmbito técnico quanto no social, na vida diária.

Com o slogan "O que iremos cultuar em seguida?" ("What will we worship next?"), no mesmo sentido de adoração a divindades (imaginárias na maioria dos casos), as peças publicitárias mostram grandes ícones da tecnologia misturados a representações de símbolos religiosos.

Vejam:

conferência login religião tecnologia facebook jesus

Jesus na cruz. Ou melhor, no F do Facebook.

conferência login religião tecnologia apple buda

Buda e a maçã da Apple.

conferência login religião tecnologia google maps deus grego

O apontador do Google Maps e um deus grego.

Imagens via I Believe in Advertising - Login Facebook, Login Google, Login Apple.

Coloque no currículo a função que você realmente executa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/04/2012, sobre o que colocar no currículo: a função que realmente executa ou a que consta na carteira de trabalho?

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Coloque no currículo a função que você realmente executa

curriculum vitae

"Na empresa em que trabalho", relata um ouvinte, "o organograma tem bem poucas camadas. Por isso as funções que executamos com o tempo vão deixando de bater com aquelas que constam na carteira profissional. A empresa prefere registrar quem é admitido com nomenclatura genérica, como auxiliar ou assistente, e esses nomes permanecem durante anos, só mudando quando alguém é promovido a um cargo de chefia. A minha pergunta é: como eu explico essa situação em um currículo?"

Não explique. Coloque no currículo a função que você realmente executa, e faça uma descrição bem sucinta de suas responsabilidades.

E nem é preciso citar a função que consta em sua carteira profissional. Você poderá abordar essa situação estranha em uma eventual entrevista de emprego, e aí sim, esclarecer que você é, por exemplo, um analista de sistema embora em sua carteira profissional conste que você é um auxiliar administrativo.

Também é conveniente você levar para as entrevistas amostras do seu trabalho, como projetos ou cópias de memorandos ou e-mails que você enviou ou recebeu.

Eu não sei qual é o motivo que leva a sua empresa a proceder como ela procede. Mas uma outra empresa irá contratá-lo, ou não, pelo seu histórico profissional e não por uma anotação antiga em sua carteira profissional.

Tome apenas o cuidado de não exagerar na descrição do que você realmente faz, porque esse é um dos erros mais comuns em elaboração de currículos.

Max Gehringer, para CBN.

2012-04-22

Filme: A Perseguição

Tenso. É assim que passei boa parte da projeção de A Perseguição (no original, The Grey). Com uma história simples, mas que prende a atenção, o filme dirigido por Joe Carnahan tem os elementos de um bom filme de suspense/sobrevivência: personagens carismáticos que conseguem nos fazer torcer por eles; uma ameaça sempre presente e que pode atacar a qualquer momento; fugas e, claro, perseguições.

filme a perseguição liam neeson poster cartaz

A história básica do filme é simples e pode ser resumida em um parágrafo pequeno: um grupo de trabalhadores de uma indústria petrolífera estão voltando do Alasca, quando o avião deles cai. O grupo de sobreviventes dessa queda se vê ameaçado não apenas pelo ambiente inóspito de frio e tempestades, mas também de uma matilha de ferozes lobos (da espécie de lobos cinza - gray wolves - que dá o nome original do filme, apesar de nem todos os lobos serem efetivamente cinzas), que perseguem o grupo por eles estarem dentro de seu território.

filme a perseguição liam neeson

A Perseguição é visualmente bem feito. As cenas com neve caindo, uma constante no filme, se parecem muito verdadeiras, é porque são: a equipe filmou em condições bem adversas, segundo uma entrevista de Liam Neeson, o protagonista do filme. Outro exemplo é a cena da queda do avião, visualmente muito bacana e que não perde em nada para a queda de avião de Lost, por exemplo. Aliás, não só a queda do avião lembra Lost, como também uma boa parte do desenvolvimento de Ottway, personagem de Liam Neeson. Assim como os personagens de Lost com seus flashbacks, Ottway é atormentado pelo passado. Um passado que só entenderemos plenamente no final do filme, e que encerra um desenvolvimento que os personagens começam a ter mais profundamente da segunda metade em diante do filme, com discussões filosóficas sobre a existência de Deus e a crueldade, ou melhor dizendo, imparcialidade da natureza e do destino.

filme a perseguição liam neeson

Spoilers neste parágrafo. Se você não viu o filme, pule para o próximo. Toda a construção do personagem de Neeson é excelente. No começo do filme é apresentado o personagem como uma pessoa sem esperança (na cena em que ele quase se suicida). Depois disso, mesmo lutando pela sobrevivência, enfrentando os lobos, ele o faz não por querer viver, por ter algo pelo que lutar (coisa que ele incita seus companheiros a fazer, em um diálogo na fogueira com os outros sobreviventes, ao dizer que se eles tivessem algo a que se apegar, algo que quisessem não no fim da vida, mas logo adiante, lutassem por isso, pois lutariam mais fortes). Como já ouvimos o personagem dizer, o que ele gostaria, não pode ter, pois a sua amada se fora para sempre (no sentido mais literal possível). Mas ao mesmo tempo ficamos sabendo da história de seu pai e seu poema, que não o deixava fugir da batalha, num lance de alma de guerreiro. E aí temos a bela construção do personagem, que mesmo desesperançado, luta sua última batalha (do poema: "Na última boa luta que eu jamais conhecerei, Morra e viva neste dia" - Into the last good fight I'll ever know, Live and die on this day). Entretanto, o que eu mais gostei mesmo foi que o personagem no final não tem uma revelação, não alcança um êxtase. Ele segue coerente, tendo como guia não uma divindade, mas a certeza dos rumos da natureza: da natureza do animal lobo, "do frio" que sente, etc. E a minha cena preferida do filme ilustra isso: desesperado, ao ver o último companheiro sobrevivente da queda, morto afogado, ele grita aos céus pedindo ajuda, que se houvesse um Deus, ele precisava de uma prova naquele momento. Diante do silêncio, com apenas o barulho do rio, ele diz algo como "Foda-se. Eu mesmo vou resolver isso". E segue adiante, até o final, que é deixado em aberto. Fim dos spoilers.

filme a perseguição liam neeson

A Perseguição mantém um clima muito tenso na sua primeira metade. Muito tenso mesmo, com os lobos atacando quando se menos espera, e sempre sem mostrar muito dos lobos (uma lição que filmes como Tubarão, de Spielberg, e Seven, de Fincher, nos ensinam muito bem). A segunda metade do filme acalma um pouco a tensão, dando espaço para o desenvolvimento dos personagens, o que é bem vindo, já que uma tensão forte como a da primeira metade no filme todo poderia bem elevar alguns riscos cardíacos.

Com roteiro do próprio Joe Carnahan (o diretor) e de Ian Mackenzie Jeffers (autor do conto que inspirou o filme), A Perseguição é um filme tenso, adulto, e que como a vida, não te dá respostas finais (a não ser uma que é óbvia e que eu mesmo te dou agora: um dia, você vai morrer, como todos os outros). O filme também prova que o Carnahan não sabe só fazer galhofas (como seu filme anterior, o remake do clássico oitentista Esqudrão Classe A, também com Neeson). É, enfim, uma boa surpresa.

Trailer:



Para saber mais: crítica no Omelete.

P.S. Tem cena extra no final dos créditos.

2012-04-20

As pinturas em disquetes velhos de Nick Gentry

Nick Gentry é um artista inglês que produz suas pinturas em um material inusitado. Em vez de usar papel ou tela, ele pinta em velhos disquetes 3 1/4. Pintando retratos, ele geralmente usa o círculo metálico que existe em um dos lados do disquete para compor a região dos olhos, enquanto todo o resto é formado por disquetes virados para o outro lado, o lado em que ou escrevíamos com canetinha (grossa, com ponta macia, pra não danificar o disco) ou colávamos etiquetas. Quem é um pouco mais velho, deve se lembrar das velhas etiquetas, frequentemente rabiscadas porque mudávamos o conteúdo dos disquetes.

Para conseguir matéria-prima, Gentry aceita doações de velhos disquetes. Ele acredita que o seu processo, envolvendo um doador de velhos disquetes, a sua criação e por último a apreciação do seu trabalho por um observador, torna todos os envolvidos no processo mais próximos. Segundo o próprio, sua arte discute temas como consumismo, tecnologia e cyber-cultura na sociedade, com foco em mídias obsoletas (em alguns de seus trabalhos, Gentry também usa fitas cassete).

O resultado final são pinturas que ora parecem mosaicos, ora parecem apenas reciclagem de velhas telas. Vejam algumas das pinturas em disquetes velhos de Nick Gentry:

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Binary Bound"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Linguagem Corporal"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Elementos da Existência"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"IA Emulada"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Fossil"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Life File"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"A vida em Números"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Modelo LC24"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Modelo LC24" - em detalhes

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Perfil número 2"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Relíquia"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Revolução"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Revolução" - em detalhes (vejam o detalhe do disquete com parte do jogo UFO - que saudades...)

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Sara"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Embalsamado"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"Através da grade"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"X-copy"

Nick Gentry pinturas retratos em disquetes

"X-copy" - em detalhe

Imagens via flickR de Nick Gentry (que recomendo dar uma olhada se você gostou da arte dele, pois no flickR tem imagens em resolução absurdamente maior, onde é possível ver bem os detalhes dos disquetes e das pinturas) e site de Nick Gentry. Dica via Colossal - New Floppy Disk Portraits by Nick Gentry.

'Devo comunicar meu chefe que um colega de trabalho está me devendo dinheiro?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/04/2012, com um ouvinte que emprestou dinheiro para um colega de trabalho e agora está no prejuízo.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Devo comunicar meu chefe que um colega de trabalho está me devendo dinheiro?'

devedor

"Há cinco meses", relata um ouvinte, "emprestei um dinheiro para um colega de trabalho que estava necessitado. Ou pelo menos foi isso que ele me disse na ocasião. E foi muito convincente. Até chorou quando me contou a situação ruim pela qual estava passando. A data em que ele disse que me pagaria, passou. E todas as educadas tentativas que fiz para conseguir meu dinheiro de volta foram infrutíferas. Ele concorda que deve, não me evita quando é cobrado, mas sempre responde que ainda não tem condições de me pagar. Estou quase chegando à conclusão de que fui vítima de uma esperteza, até porque não tenho um documento assinado comprovando a dívida. Devo levar essa situação ao conhecimento do nosso chefe ou isso poderia complicar ainda mais o caso?"

Bom, eu sinceramente não acredito que seu chefe e sua empresa irão querer se envolver em uma situação que nada tem a ver com o trabalho em si. Porém, não custa você pedir a seu colega que assine um documento de confissão da dívida. Isso lhe daria condições de tentar uma cobrança por via judicial.

Se ele se recusar a assinar, o que comprovaria as suas suspeitas de que ele não pretende mesmo saldar a dívida, eu sugiro que você comente o caso não somente com o seu chefe, mas com todos os seus colegas. Pode ser que sob pressão, o devedor lhe proponha algum tipo de acordo.

De qualquer forma, lamento dizer que emprestar dinheiro para alguém sem comprovação nunca é uma boa ideia. Às vezes você perde o colega. Outras vezes, perde o dinheiro. E algumas vezes, como no seu caso, pode perder as duas coisas e ainda criar uma situação de mal-estar no seu emprego.

Max Gehringer, para CBN.

2012-04-19

Venha com uma história e saia com outra

Venha com uma história e saia com outra, ou no original, "Come with a story and leave with another", é uma campanha publicitária feita para uma ação de troca de livros em uma biblioteca. A ideia foi mostrar dois símbolos de histórias conhecidas em uma mesma imagem, um deles colorido e o outro no espaço negativo. Ficou espetacular. Vejam:

livros histórias come with a story and leave with another venha com uma história e saia com outra harry potter cavalo de troia

Harry Potter e Troia.

livros histórias come with a story and leave with another venha com uma história e saia com outra chapeuzinho vermelho moby dick

Chapeuzinho Vermelho e Moby Dick.

livros histórias come with a story and leave with another venha com uma história e saia com outra branca de neve e sherlock holmes

Branca de Neve e Sherlock Holmes.

Imagens via Ads of the World. Dica via Lettice - Propaganda: Come with a story and leave with another.

Cresce número de aposentados no mercado de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/04/2012, sobre o crescente número de aposentados que continuam na ativa no mercado de trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Cresce número de aposentados no mercado de trabalho

aposentadoria tempo

Informa o IBGE que o número de aposentados que continuam trabalhando aumentou de 3,3 milhões no ano 2000 para 5,4 milhões em 2011. Um aumento de mais de 60%.

Três fatores explicam essa situação. O primeiro é o aumento da vida útil profissional. As pessoas que completam 35 anos de contribuição ao INSS não estão mais vendo a aposentadoria como um objetivo de curto prazo, porque se sentem aptas, do ponto de vista físico e mental, a continuar trabalhando por mais 15 ou 20 anos.

O segundo fator é a queda brusca de renda. Alguém que tenha contribuído nos últimos anos sobre o teto de 20 salários mínimos, vai receber um sexto disso como aposentado. Embora essa não seja uma situação nova, muitos profissionais com mais de 55 anos continuam sendo a principal fonte de renda da família, e não podem permitir que essa renda desabe de um momento para outro.

E o terceiro fator é puramente de mercado de trabalho. Há profissionais de nível técnico que não são facilmente substituíveis porque os jovens estão preferindo cursar uma faculdade a fazer um curso técnico. Isso criou uma situação, que já comentei aqui, de jovens com curso superior que não conseguem emprego na área de formação. E ao mesmo tempo, de empresas que não encontram técnicos para suprir suas necessidades. Algumas formam seus técnicos dentro da própria empresa. Outras mantém os técnicos já existentes pelo tempo que for possível, mesmo que sejam aposentados.

E o número tende a aumentar no futuro se nada mudar. E dificilmente irá mudar. Ali por 2020, provavelmente teremos 10 milhões de aposentados na ativa. Ou seja, muita gente que hoje pode estar torcendo o nariz para essa situação, acabará se aproveitando dela.

Max Gehringer, para CBN.

2012-04-18

A bela Lauren Peralta e suas tatuagens na fotografia polaroid de Matt Fry

Matt Fry começou a fotografar mais seriamente somente em 2009, mas já conseguiu reunir um bom portfólio. Usando câmeras analógicas e filmes, mais especificamente tirando fotos instantâneas (Polaroids), Fry dispensa o uso de estúdio e iluminação específica, preferindo usar luz natural e/ou ambiente.

O tema preferido desse fotógrafo americano são mulheres. Em suas próprias palavras: "Eu amo fotografar mulheres. Eu acho que não há nada mais belo e eloquente do que uma sessão de fotos pela manhã com alguém; de qualquer maneira como elas acordam, apenas sendo elas mesmas em suas casas. Eu amo cicatrizes, rugas e pele... Eu amo mãos e decotes..."

Mas, como ele mesmo continua dizendo, suas fotos não são apenas retratos estáticos. São pequenas histórias que se passam no momento do clique: "Eu estava conversando com um escritor noite passada que me lembrou de algo que me disseram antes. 'Pegue uma história simples e conte ela de maneira complicada'. É isso o que eu amo. Eu quero contar a história de alguém naquele momento, como ele(a) é."

Aqui no blog já postei várias fotos de belas mulheres. Geralmente, assim que posto, "tiro elas do meu sistema", a ponto de que às vezes me surpreendo revendo posts antigos. Entretanto, algumas não me saem da memória. Dentre elas, está a bela Lauren Peralta, modelo e fotógrafa cujos autorretratos postei aqui. E essa mesma Peralta modelou para Matt Fry, revelando um pouco de si, mostrando suas tatuagens e um pedaço de sua história. E parte desse ensaio, eu não poderia deixar de postar.

Vejam a bela Lauren Peralta e suas tatuagens na fotografia polaroid de Matt Fry:

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

Tímida.

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

Amo esse olhar.

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

Espreguiçando.



lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

Dormindo.

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid



lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

Abaixo, apenas fotos em preto e branco:

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

Tatuagem.

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

Curtindo o sol matinal.

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid



lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

Flores e beija-flores.

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

lauren peralta by matt fry fotografia mulher polaroid

Imagens via site de Matt Fry. Citações de Matt livremente traduzidas desta entrevista. E se quiser conhecer mais sobre Lauren, eis o link para o flickR de Lauren Peralta (que tem se focado mais atrás das lentes).